sexta-feira, dezembro 31, 2010

MAGNETOMETRIA


A investigação do magnetismo terrestre mostrou que existiam anomalias só explicáveis pelo efeito das rochas. Entre estas anomalias estava o desvio do norte das bússolas, o qual desde os tempos antigos atrapalhava os viajantes. A presença de jazidas metálicas logo foi identificada como causadora de tais anomalias. Assim, a Magnetometria começou a ser utilizada na pesquisa de jazidas minerais.
Entretanto, a difusão do método mostrou que não só as jazidas metálicas influenciavam nas medições. As rochas magmáticas e as sedimentares davam respostas distintas nas medições magnetométricas. Aquelas se mostravam naturalmente magnéticas, enquanto as sedimentares não.
Esta diferença permitiu o uso do método para distinguir as bacias sedimentares profundas das áreas de embasamento cristalino raso. A tentativa de determinação da profundidade do embasamento magnético, nas bacias sedimentares, tornou-se então um dos usos importantes para a ferramenta.
O uso da Magnetometria na Geologia de Petróleo foi feito, pioneiramente, por companhias européias, primeiro em seus próprios paises e depois no restante do mundo. Nos Estados Unidos, a
Magnetometria só foi utilizada a partir de 1924, sem muito sucesso. O grande impulso só foi dado com a Segunda Guerra Mundial, quando a marinha americana desenvolveu o aeromagnetômetro com o propósito de localizar, pelo ar, equipamentos de guerra dos inimigos. O aeromagnetômetro foi o grande impulso para a difusão do método na exploração para petróleo, principalmente devido ao baixo custo dos levantamentos e à possibilidade de uso em áreas de difícil acesso.

Fonte: http://www.braintecnologia.com.br/

quinta-feira, dezembro 30, 2010

CLASSIFICAÇÃO DAS SONDAS:


A depender do modo de transmissão e geração de energia, para os equipamentos, as Sondas de Perfuração podem ser classificadas em:

a) Sondas Mecânicas;
b) Sondas Diesel Elétricas;
c) Sondas Hidráulicas

a) Sondas Mecânicas:

Nas Sondas Mecânicas, a energia gerada pelo motores diesel, é levada a uma transmissão principal chamada “Compound”, através de acoplamentos hidráulicos, (conversores de torque), e embreagens,
O compound é formado de eixos, rodas dentadas e correntes, que distribuem a energia a todo sistema da Sonda.
As embreagens permitem que os motores sejam acoplados ou desacoplados do compound, proporcionando assim, maior eficiência na utilização dos motores diesel.

b) Sonda Diesel Elétrica:

As Sondas Diesel Elétricas, são geralmente do tipo AC/DC, no qual a geração é feita através de corrente alternada e a utilização é em corrente contínua.
Motores Diesel e Turbinas à Gás, acionam geradores de corrente alternada que alimentam um barramento trifásico, de 600 volts. Esse barramento também pode receber energia da rede pública.
Os equipamentos auxiliares da Sonda ou plataforma, iluminação e hotelaria, que utilizam corrente alternada, recebem energia após passar por um transformador.
Existe uma tendência a aumentar o uso desse tipo de Sonda no futuro.

c) Sondas Hidráulicas

As Sondas Hidráulicas apresentam bastante eficácia, porém, dependem do perfeito funcionamento de um sistema um tanto complexo, centralizado numa unidade de força hidráulica, denominada de “Power Pack”, responsável pelo funcionamento de todo sistema de movimentação e segurança da Sonda.
Essas Sondas são dotadas de capacidades de cargas bastante elevadas, tornando-se eficientes em trabalhos de perfuração, produção e operações especiais.
As Sondas de Produção Hidráulicas, (SPH’s), tem desenvolvido trabalhos na área de Workover com bastante eficiência, devido a sua versatilidade.

Fonte: Curso Téc. em Petróleo e Gás

GRAVIMETRIA


A partir dos princípios de Isaac Newton sobre a lei da gravidade, outros cientistas começaram a analisar os fenômenos gravitacionais que ocorriam no nosso planeta. Os conhecimentos já existentes sobre o efeito da altitude e latitude nos movimentos pendulares ficaram facilmente explicáveis, utilizando-se os princípios newtonianos. Notou-se, porém, que não era só o afastamento em relação ao centro de gravidade terrestre que afetava as medições. Havia a influencia da densidade das rochas presentes nas áreas de investigação, que modificavam as oscilações pendulares. O efeito das rochas sobre a gravidade variava de acordo com a sua natureza: as rochas ígneas de alta densidade apresentavam anomalias positivas; as rochas sedimentares de baixa densidade provocavam anomalias negativas sobre os valores esperados.
Geralmente, as influências das rochas que perturbavam os cientistas localizavam-se, invisíveis, no subsolo. Era, pois fundamental conhecer-se a geologia ou, pelo caminho inverso, com as anomalias de gravidade poder-se-ia inferir a geologia. Tal idéia foi estabelecida por um francês, Pierre Bouguer que, após uma expedição cientifica aos Andes do Peru em 1749, criou os princípios básicos da Gravimetria.
O uso da Gravimetria na exploração para petróleo foi feito inicialmente na Europa, mais propriamente na Hungria e na Tcheco-Eslováquia na primeira década deste século, principalmente com o objetivo de identificar domos salinos que pudessem estar associados a acumulações de petróleo. O primeiro campo descoberto através do uso da Gravimetria foi o de Egbel na Bacia de Viena, entre 1915 e 1916. Nos Estados Unidos, a Gravimetria só fez a sua estréia,
experimentalmente, em 1922, na região do Golfo do México e, em 1924, foi responsável pela descoberta de um campo petrolífero no Texas, também associado a domo de sal.
Após os resultados favoráveis iniciais, a Gravimetria passou a ser utilizada intensivamente, sendo responsável por um grande número de descobertas de petróleo em todo o mundo.

Fonte: http://www.braintecnologia.com.br/

quarta-feira, dezembro 29, 2010

A Sonda de Perfuração


Conjunto de equipamentos organizados em sistemas, que realizam as funções necessárias para perfurar um poço de Petróleo e Gás.


Sistema de sustentação de cargas;
Sistema de transmissão e geração de energia.
Sistema de movimentação de cargas.
Sistema de rotação.
Sistema de circulação e tratamento de fluídos.
Sistema de segurança.
Sistema de monitoração.

Sistema de Sustentação de Cargas:

O sistema de sustentação de cargas de uma Sonda de perfuração é composto de:

- Mastro ou Torre.
a) Mesa do Torrista
b) Trilhos do Top Drive
- Subestrutura.
- Base ou Fundação.
a) Skid Bean.

Prover a altura necessária para permitir o içamento de uma seção de tubos, a serem descidos no poço, que pode ser de dois ou três tubos.
Chamamos TORRE quando a estrutura é totalmente montada ou desmontada em seções.
Chamamos de MASTRO quando toda a estrutura é movimentada
através de macacos hidráulicos, sem a necessidade de montagem ou desmontagem da estrutura.
Na torre ou no mastro, estão instalados a mesa do Torrista e os trilhos que servem de guia para o Top Drive, além do seu topo servir de base para o bloco de coroamento.
A Subestrutura tem a função de servir de base para montagem da Sonda, e criar um espaço abaixo da plataforma de trabalho, para permitir a movimentação e instalação dos Equipamentos de Segurança de Cabeça de Poço. (ESCP).
Estruturas rígidas de aço, concreto ou madeira, que tem como finalidade, suportar com segurança, as deflexões, vibrações, estabilização e movimentações da Sonda, além de permitir um melhor posicionamento da Sonda em locações com problemas de nivelamento do solo.
Nas Sondas terrestres, o uso dos pranchões é bastante necessário em períodos chuvoso.

Guincho:

É o componente principal do sistema, recebe a energia mecânica necessária para movimentar as cargas, através da transmissão principal do motores, no caso de Sondas a diesel, no caso de Sondas Elétricas, o guincho é acoplado diretamente ao eixo do motor elétrico.
O guincho é constituído de:
- Tambor Principal;
- Tambor Auxiliar ou de Limpeza;
- Freios;
- Molinetes;
- Embreagens.

Bloco de Coroamento:

O Bloco de Coroamento é um conjunto estacionário, composto de 4 a 8 polias montadas em linha, num eixo sustentado por dois mancais de deslizamento, localizada no topo do mastro ou torre da Sonda.
O Bloco de Coroamento suporta todas as cargas que lhes são transmitidas pelo cabo de perfuração.
O Bloco de coroamento requer cuidados especiais com relação a manutenção preventiva, a lubrificação dos mancais se constitui em fator importante de segurança e preservação do equipamento.

Catarina:

A Catarina é um conjunto de 3 a 6 polias montadas em um eixo que se apóia nas paredes externas da sua própria estrutura.
Ela fica suspensa pelo cabos de perfuração que passa alternadamente pelo bloco de coroamento e as polias da catarina, formando assim um sistema com 8 a 12 linhas passadas.

Gancho:

O Gancho fica preso numa alça, na parte inferior da catarina. Ele consiste de um corpo cilíndrico que contém internamente um sistema de amortecimento para evitar que os golpes causados na movimentação das cargas se propaguem para a catarina.

Fonte: Curso Téc. em Petróleo e Gás

Sincronismo


Sincronismo, no tocante à geologia do petróleo, é o fenômeno que faz com que as rochas geradoras, reservatórios, selantes, trapas e migração se originem e se desenvolvam em uma escala de tempo adequada para a formação de acumulações de petróleo. Assim sendo, uma vez iniciada a geração de hidrocarbonetos dentro de uma bacia sedimentar, após um soterramento adequado, o petróleo expulso da rocha geradora deve encontrar rotas de migração já formadas, seja por deformação estrutural anterior ou por seu próprio mecanismo de sobrepressão desenvolvido quando da geração. Da mesma maneira, a trapa já deve estar formada para atrair os fluidos migrantes, os reservatórios porosos já devem ter sido depositados, e não muito soterrados para perderem suas características permo-porosas originais, e as rochas selantes já devem estar presentes para impermeabilizar a armadilha.Se estes elementos e fenômenos não seguirem uma ordem temporal favorável, o sincronismo, de nada adiantará a existência defasada de grandes estruturas, abundantes reservatórios e rochas geradoras com elevado teor de matéria orgânica na bacia sedimentar. A falta de sincronismo entre os elementos componentes do sistema petrolífero tem sido uma das causas mais comuns no insucesso de perfurações exploratórias no mundo inteiro.
A Fig. 1 ilustra o sistema petrolífero ativo na Bacia de Campos e responsável pelas maiores acumulações de petróleo já descobertas no Brasil.

Fonte: http://www.scielo.br/

Rochas Selantes


Uma vez atraídos para o interior de uma trapa ou armadilha, os fluidos petrolíferos devem encontrar uma situação de impermeabilização tal que os impeça de escaparem. Normalmente, esta condição é provida por rochas selantes, situadas acima das rochasreservatório, que impedem o escape dos fluidos, aprisionando-os e formando assim uma acumulação petrolífera.
Rochas selantes são normalmente de granulometria fina (folhelhos, siltitos, calcilutitos) ou qualquer rocha de baixa permeabilidade, cuja transmissibilidade a fluidos seja inferior à dos reservatórios a elas relacionados em várias ordens de grandeza (por exemplo, evaporitos diversos, rochas ígneas intrusivas). Eventualmente, mudanças faciológicas ou diagenéticas dentro da própria rocha-reservatório, ou mesmo elementos estruturais tais como falhamentos, poderão servir de selo para o petróleo.

Fonte: http://www.scielo.br/

terça-feira, dezembro 28, 2010

PERFURAÇÃO DE POÇOS DE PETRÓLEO


A Perfuração de um poço de petróleo, ocorre após a conclusão dos trabalhos Geológicos, que serviram para detectar presença de hidrocarbonetos, (petróleo), armazenados em rochas sedimentares.

A Perfuração consiste num conjunto de operações, devidamente programadas e seguras, realizadas por uma Sonda de Perfuração, composta de sistemas mecânicos, elétricos, hidráulicos e pneumáticos, que transformam esforços num poço de petróleo.

Preparo da locação - On-shore:

Após determinar o local da perfuração do poço, uma equipe de Engenharia Civil, prepara a área e o acesso para a instalação da Sonda e seus equipamentos.
Esse espaço denominado Locação, deve ser bastante preparado e compactado para permitir uma movimentação sem problemas, de viaturas leves e pesadas, que farão os trabalhos de apoio para a realização dos serviços de perfuração.
Ex: Carretas de Tubos, Tanques de Fluídos, Guindastes,Tratores, etc.

Locações marítimas - Off-shore:

Nos trabalhos de perfurações marítimas, o local onde deve ser perfurado o poço, é determinado através dos estudos geológicos, (sísmica), trabalho desenvolvido por meio de navios dotados de equipamentos, (cilindros de ar comprimido), que dispara rajadas por períodos, provocando uma explosão, gerando ondas sonoras que batem no solo e volta. Os hidrofones, rebocados pelos navios, recebem as ondas sonoras e as decodificam, transformando em imagens. São representações das camadas do solo. Através delas, os especialistas descobrem se há petróleo incrustados entre as rochas e, se houver, onde ele se encontra. Aí se iniciam os trabalhos de perfuração.

DTM DA SONDA.

Depois da conclusão do preparo da Locação, realizamos o DTM da Sonda, ou seja, Desmontagem, Transporte e Montagem, movimentação da Sonda e seus equipamentos, para locação onde serão realizados os trabalhos de perfuração.
O DTM é uma operação muito importante e deve ser feita obedecendo rigorosamente os “Procedimentos de Execução de Movimentação de Cargas”.
Devemos ter cuidados especiais na centralização da Sonda com o poço, e na disposição dos equipamentos na locação, obedecendo ao“Lay-out”.

Fonte: Curso Téc. em Petróleo e Gás

Rochas-reservatório


Rochas-reservatório são normalmente litologias compostas por material detrítico de granulometria fração areia a seixo, representantes de antigos ambientes sedimentares de alta energia, portadores de espaço poroso onde o petróleo será armazenado e, posteriormente, será extraído. Tais rochas são geralmente os arenitos, calcarenitos e conglomerados diversos. Entretanto, qualquer rocha que contenha espaço poroso, não necessariamente intergranular, de natureza diversa causado por fraturamento ou dissolução também pode fazer às vezes de rochasreservatório.
Como exemplos temos rochas ígneas e metamórficas cristalinas fraturadas, ou mais precisamente, qualquer tipo de rocha fraturada, mármores lixiviados, entre vários outros.
As rochas-reservatório mais comuns são areias antigas, depositadas em dunas, rios, praias, deltas, planícies litorâneas sujeitas à influência de ondas/ marés/tempestades, e em mares e lagos profundos, através de correntes de turbidez. Depois dos arenitos, os reservatórios mais comuns são rochas calcárias porosas depositadas em praias e planícies carbonáticas, desenvolvidas em latitudes tropicais e livres de detritos siliciclásticos, calcários de recifes de organismos diversos, e, finalmente, calcários diversos afetados por dissolução por águas meteóricas. Os valores de porosidade mais comuns das rochas-reservatório variam de 5% - 35%, concentrando-se na faixa de 15% - 30%.
As rochas porosas não servem apenas como armazenadores finais do petróleo acumulado.
Elas servem igualmente como rotas de migração importantíssimas para os fluidos petrolíferos, atuando como carrier beds.

Fonte: http://www.scielo.br/

segunda-feira, dezembro 27, 2010

Equipamentos de Cabeça de Poço


São responsáveis pela ancoragem da coluna de produção, pela vedação entre a coluna e o revestimento e pelo controle de fluxo de fluidos na cabeça do poço.

l Cabeça de produção.
– Carretel com dois flanges e duas saídas laterais (kill e choke lines).
– Suspensor da coluna de produção.

Árvore de natal convencional (ANC).

– Conjunto de válvulas tipo gaveta (acionamento hidráulico, pneumático e manual) para permitir o fluxo controlado do óleo.
– Duas válvulas mestras com a função de fechamento do poço.
– Uma válvula lateral com a função de controlar o fluxo do poço, direcionando para a linha de surgência.
– Uma válvula lateral com abertura regulável para controlar a vazão de produção.
– Uma válvula de pistoneio para permitir a descida de ferramentas dentro do poço.

Árvore de natal molhada (ANM).

– Equipamento instalado no fundo do mar, constituído por válvulas tipo gaveta, linhas de fluxo, sistema de controle interligado a um painel localizado na plataforma de produção.

– Diver Operated (DO): operada por mergulhador.
– Diver Assisted (DA): assistida por mergulhador.
– Diverless (DL): operado sem mergulhador.
– Diverless lay-away: operada sem mergulhador.
– Diverless guidelineless: operada sem mergulhador e sem cabos guias.

Fonte: Curso Téc. em Petróleo e Gás - CTEAD

Trapa ou Armadilha


Uma vez em movimento, os fluidos petrolíferos são dirigidos para zonas de pressão mais baixas que os arredores, normalmente posicionadas em situações estruturalmente mais elevadas que as vizinhanças. As configurações geométricas das estruturas das rochas sedimentares que permitem a focalização dos fluidos migrantes nos arredores para locais elevados, que não permitam o escape futuro destes fluidos, obrigando-os a lá se acumularem, são denominadas de trapas ou armadilhas. Elas podem ser simples como o flanco de homoclinais ou domos salinos, ou, mais comumente, como o ápice de dobras anticlinais/arcos/ domos salinos, ou até situações complexas como superposição de dobras e falhas de natureza diversas. Este tipo de aprisionamento, em uma estrutura elevada, é denominado de trapeamento estrutural.
Nem sempre o petróleo é aprisionado em situações estruturais. Eventualmente, a migração do petróleo pode ser detida pelo acunhamento da camada-transportadora, ou bloqueio da mesma por uma barreira diagenética ou de permeabilidade, ficando então retido em posições estruturalmente não notáveis. Neste caso, teremos um trapeamento de caráter estratigráfico.

Fonte: http://www.scielo.br/

domingo, dezembro 26, 2010

Coluna de produção convencional equipada com gas-lift


Instalação da coluna de produção.

Finalidades básicas de uma coluna de produção:

l Conduzir os fluidos produzidos até a superfície, protegendo o revestimento contra fluidos agressivos e pressões elevadas.
l Permitir instalação de equipamentos para elevação artificial.
l Possibilitar a circulação de fluidos para o amortecimento do poço em intervenções futuras.
Instalação da coluna de produção (continuação).
– Uma coluna de produção pode ter uma cauda permanente (abaixo do TSR), que permite retirar a
parte superior e manter isolados os canhoneados.
O projeto de uma coluna é função de:
l localização do poço (terra ou mar).
l Sistema de elevação (surgente ou artificial).
l Características do fluido a ser produzido (corrosividade e abrasividade).
l Necessidade de contenção da produção de areia.
l Número de zonas produtoras (simples, múltipla).
Colocação do poço em produção.
– A surgência pode ser induzida por redução da pressão hidrostática: injeção de gás através deválvulas de gas-lift ou por flexitubo, retirada do fluido através de pistoneio (pistão descido a cabo)
Tubos de produção.
– São os componentes básicos da coluna e representam o maior custo dentre os equipamentos de subsuperfície.
– Função do diâmetro interno do revestimento de produção, da vazão, do tipo de fluido e dos esforços mecânicos esperados.
Shear-out (sub de pressurização).
– Permite o tamponamento temporário da coluna de produção.
Hydro-trip.
– Também serve para tamponamento temporário da coluna de produção. A diferença é que a sede não cai no poço, porém, apresenta a desvantagem de não permitir passagem plena através do interior da coluna.
Nipples de assentamento.
– Servem para alojar tampões mecânicos, válvulas de
retenção ou registradores de pressão. Existem os tipos
não seletivos (R) e seletivos (F).
Camisa deslizante.
– Possui uma camisa interna que pode ser aberta ou fechada através de operações com cabo.
Check valve (válvula de retenção).
– Serve para impedir o fluxo no sentido descendente. É operada através de pressão. A válvula se abre quando pressurizada de baixo para cima, e veda quando pressurizada de cima para baixo.
Packer (obturador) de produção.
– Promove a vedação do espaço anular entre a coluna de produção e o revestimento.
– Pode ser recuperável ou permanente.
– Recuperável: Assentamento mecânico (rotação da coluna, seguida de aplicação de peso ou tração) ou hidráulico (pressurização da coluna para assentar, e tração para desassentar).
– Permanente: Geralmente descido a cabo, conectado a uma ferramenta de assentamento. O acionamento é elétrico detonando um explosivo que move a camisa superior para baixo comprimindo o conjunto contra a camisa retentora.
Este movimento expande o elemento de vedação e as cunhas contra o revestimento.

Fonte: Curso Téc. em Petróleo e Gás - CTEAD

Migração


Uma vez gerado o petróleo, ele passa a ocupar um espaço/volume maior do que o querogênio original na rocha geradora. Esta se torna supersaturada em hidrocarbonetos e a pressão excessiva dos mesmos faz com que a rocha-fonte se frature intensamente, permitindo a expulsão dos fluidos para zonas de pressão mais baixa. A viagem dos fluidos petrolíferos, através de rotas diversas pela subsuperfície, até à chegada em um local portador de espaço poroso, selado e aprisionado, apto para armazená-los, constitui o fenômeno da migração. As rotas usuais em uma bacia sedimentar são fraturas em escalas variadas, falhas e rochas porosas diversas (rochas carreadoras), que ligam as “cozinhas” de geração, profundas, com alta pressão, a regiões focalizadoras de fluidos, mais rasas, com pressões menores.

Fonte: http://www.scielo.br/

SÍSMICA


Com a óbvia exceção da perfuração de poços, a Sísmica é a mais importante ferramenta para a exploração para petróleo. Fornecendo uma verdadeira radiografia do interior da Terra, ela é a técnica mais confiável para auxiliar na locação de poços, principalmente aqueles que objetivam
trapas estruturais.
A Sísmica originou-se na Sismologia, ciência que se dedicava, basicamente, ao estudo de terremotos. A Sismologia teve o seu grande impulso com a invenção do sismógrafo, em 1841, na Escócia, tornando possível medir-se a intensidade dos tremores de terra, levando-se em conta a velocidade das ondas sísmicas nos estratos geológicos, e definir-se onde e quão profundos estavam os focos.
Com os dados obtidos, verificou-se que importantes feições geológicas, situadas no interior da Terra, podiam ser indiretamente observadas. Logo, a sua utilização para o entendimento da geologia tornou-se tão importante quanto o conhecimento do próprio terremoto. Assim, quando havia um terremoto, os sismólogos entusiasmavam-se com a oportunidade de fazer os estudos e aumentar o entendimento do interior do planeta. Entretanto, como não havia terremoto todo dia e em todo lugar, passou-se a detonar cargas de explosivos, provocando-se tremores de terra artificiais, com o objetivo de conduzir investigações geológicas.
O grande salto dado pela sísmica veio com a Primeira Grande Guerra. As forças armadas dos países em guerra, principalmente as alemãs, começaram a aplicar os princípios sísmicos para localizar a artilharia inimiga. A teoria saía do âmbito acadêmico e entrava no uso prático. A diferença de tempo entre o som dos disparos, pelo ar, e o que o sismógrafo registrava na terra, permitia calcular a distancia da artilharia adversária. Com a utilização de vários sismógrafos, estrategicamente localizados, e por simples triangulação, era possível localizar a posição dos canhões inimigos.
Enquanto os sismologistas trabalhavam em escala continental, em que as distancias eram medidas em centenas de quilômetros, os militares tinham que determinar os alvos com uma precisão na casa de dezenas de metros. Por outro lado, a intensidade de um terremoto, ou mesmo de uma boa carga de dinamite, era muito maior que a de um tiro de canhão. Devido a isto, tornou-se necessário o desenvolvimento de equipamentos mais sofisticados, sensíveis o suficiente para detectar as fracas ondas geradas pelas cargas de artilharia e bastante precisos para trabalhar com distancias menores. Como resultados, foram feitos importantes avanços tecnológicos que permitiram a utilização da sísmica para usos mais sofisticados.
Terminada a guerra, um dos oficiais alemães responsáveis pelo serviço, Ludger Mintrop, patenteou o processo sísmico para a determinação de estruturas geológicas, utilizando os melhoramentos conseguidos nos campos de batalha. O primeiro uso foi feito na própria Alemanha, objetivando a determinação da profundidade de depósitos de carvão. Em 1920/21, Mintrop testou o método, com êxito, em domos de sal, o que lhe abriu as portas para a indústria do petróleo e o levou, em seguida, a fundar a Seismos, a primeira companhia de serviços sísmicos em todo o mundo.
O primeiro trabalho da Seismos objetivando a prospecção petrolífera foi feito em 1923, na área de Poza Rica, no México, para a SHELL, obtendo resultados razoáveis. No mesmo ano, entrou nos
Estados Unidos na área de Seminole, em Oklahoma, e no Golfo do México, no Texas. Em 1924, foi feita a primeira descoberta, atribuída ao método, em um domo salino do Texas.
Inicialmente, a Sísmica utilizava as ondas sonoras refratadas, ou seja, a Sísmica de Refração.
Posteriormente, verificou-se que também as ondas refletidas podiam ser usadas no mapeamento do subsolo, o que levou ao nascimento da Sísmica de Reflexão. A Sísmica de Reflexão foi inicialmente aplicada nos Estados Unidos, em 1928, também na área de Seminole, com resultados satisfatórios.
No ano seguinte, fazia a sua primeira descoberta na costa do Golfo da Luisiânia, o Campo de Darrow, um domo salino perfurado com base em levantamento sísmico de reflexão. Em 1930, voltando à área de Seminole, permitiu o mapeamento de diversas estruturas, das quais três resultaram na descoberta de campos petrolíferos de consideráveis tamanhos.
O sucesso da Sísmica de Reflexão foi tão grande que o seu uso se tornou prática obrigatória.
Várias descobertas foram feitas, tanto nos Estados Unidos quanto no restante do mundo, culminando com a do Campo de Burgan, no Kueit, em 1938, um supergigante, o segundo maior campo de petróleo conhecido.

Fonte: http://www.braintecnologia.com.br/

sábado, dezembro 25, 2010

Etapas de uma completação


Condicionamento do poço.
Condicionamento do revestimento de produção (com broca e raspador) e substituição do fluido no interior do poço por um fluido de completação.

– A broca corta os tampões e o restante de cimento.
– O raspador limpa o que sobrou.
– Testa-se o interior com pressão.
– O fluido de completação é uma solução salina compatível com
o reservatório e com os fluidos nele contidos.
– Deve manter o poço amortecido sem causar dano à formação.

Avaliação da qualidade da cimentação.
– As funções da cimentação é isolar o anular, impedindo migração de fluidos por trás do revestimento, bem como propiciar suporte mecânico ao revestimento.

– Perfis sônico CBL / VDL.
l Composto por um emissor e dois receptores.O emissor é acioado por energia elétrica, emitindo pulsos sonoros de curta duração que se propagam através do revestimento, cimento e formação,
antes de atingir os dois receptores (3 e 5 pés do emissor).
l O perfil CBL detecta a qualidade da aderência entre o cimento e o revestimento cimentação (receptor a 3 pés). Uma boa aderência é detectada pela presença de valores baixos deste perfil.
l A atenuação produzida pela aderência do cimento ao revestimento depende da resistência à compressão do cimento, do diâmetro e espessura do revestimento, e da percentagem da circunferência cimentada.

Perfis sônico CBL / VDL (continuação).
l O perfil VDL detecta a qualidade da aderência entre o cimento e a formação. Uma boa aderência é indicada pela ausência de sinal de revestimento e presença de sinal de formação.
l Na próxima figura observa-se que as zonas antes de 2695 m e depois de 2702 m encontram-se bem cimentadas, tanto no revestimento (CBL) quanto na formação (VDL).
l O revestimento livre produz altos valores no perfil CBL e um característico padrão de faixas paralelas, retas, claras e escuras no perfil VDL, como mostrado no trecho entre 2695 e 2702 m.
l O perfil de raios gama (GR) do CBL/VDL é correlacionado com o GR obtido a poço aberto, pois este perfil não sofre alteração devido à presença do revestimento e do cimento.
l O perfil CCL localiza as luvas e controla as profundidades.
l As curvas de tempo de trânsito (TT) permitem verificar a qualidade do CBL/VDL.
Perfil ultrasônico Cement Evaluation Log (CEL).
l Melhor resolução circular que o CBL. Dispõe de 8 transdutores posicionados de forma helicoidal, de forma que cada avalie 45°.

l Na Figura da página seguinte, as zonas escuras indicam melhor cimentação que as zonas em branco. Duas curvas auxiliares representam a resistência compressiva máxima (CSMX) e
mínima (CSMN) do cimento atrás do revestimento.
Perfil ultrasônico Cement Evaluation Log (continuação).
l A Figura da página seguinte mostra de forma esquemática o caminho percorrido pelo pulso acústico de alta freqüência ao incidir no revestimento. Uma parcela da energia é refletida e o
restante entra em ressonância nas paredes do revestimento, gerando reflexões múltiplas. A equação do coeficiente de reflexão é função da impedância dos meios de incidência, que neste caso são o fluido, o revestimento e o material presente no anular.Como as impedâncias do fluido e do revestimento são conhecidas, a única incógnita é a impedância do material presente no anular.

l A presença de cimento em volta do revestimento é detectada através de uma amplitude pequena da onda acústica e um rápido decaimento exponencial da ressonância. A ausência de cimento
corresponde a uma amplitude grande e uma longa queda exponencial do sinal. É necessário um trecho de revestimento livre para calibrar a ferramenta.

Ferramenta de perfilagem ultra-sônica USIT (Ultrasonic Imager Tool).
l Apresenta um único transdutor que gira a 7,5 rps, cobrindo todo o perímetro do revestimento. Princípio de funcionamento similar ao perfil CEL. Alta impedância indica boa cimentação. Na Figura da página seguinte, a cor marrom mais escuro significa alta
impedância, e o vermelho presença de gás.

l As vantagens com relação ao CEL são:
– Transdutor único, rotativo com distância ao revestimento controlada.
– Tecnologia digital para o registro e envio de todas as formas de onda.
– Método de processamento de sinal menos sensível aos efeitos do poço.
– Medição direta da impedância acústica.
– Capacidade de operar em ambientes com fluidos mais pesados.
– Imagens coloridas do mapa da cimentação.
Ferramenta de perfilagem ultra-sônica USIT (continuação).
l A Figura mostra um perfil USIT combinado. A primeira e a última pista se referem ao perfil CBL/VDL/GR/CCL.
l A qualidade da cimentação do USIT é associada à impedância acústica do material.

Fonte: CTEAD Curso Téc. em Petróleo e Gás.

Formação, acumulação e prospecção do petróleo e do gás natural




O termo petróleo, a rigor, envolve todas as misturas naturais de compostos de carbono e hidrogênio, os denominados hidrocarbonetos, incluindo o óleo e o gás natural, embora seja também empregado para designar apenas os compostos líquidos. O petróleo é formado em depressões da crosta terrestre após o acúmulo de sedimentos trazidos pelos rios das partes mais elevadas, ao seu redor, em ambiente aquoso. A imagem mais facilmente compreensível depressões, ou bacias sedimentares, dessas uma bacia sedimentar é a de uma ampla depressão coberta de água, seja um lago ou um mar que sofre rebaixamento contínuo no tempo geológico. Dentre diversas teorias existentes para explicar a origem do petróleo, a mais aceita, atualmente, é a de sua origem orgânica, ou seja, tanto o petróleo como o gás natural, são combustíveis fósseis, da mesma forma que o carvão. Sua origem se dá a partir de matéria orgânica, animal e vegetal (principalmente algas), soterrada pouco a pouco por sedimentos caídos no fundo de antigos mares ou lagos, em condições de ausência de oxigênio, que, se ali existisse, poderia destruí-los por oxidação. Entretanto, mesmo assim a matéria orgânica desses tecidos passou por drásticas modificações, graças à temperatura e à pressão causada pelo soterramento prolongado, de modo que praticamente só restaram o carbono e o hidrogênio, que, sob condições adequadas, combinaram-se para formar o petróleo ou gás.
A grande diferença entre a formação do carvão mineral e dos hidrocarbonetos e a matériaprima, ou seja, principalmente material lenhoso para o carvão e algas para os hidrocarbonetos, o que é definido justamente pelo ambiente de sedimentação. Normalmente, o petróleo e o gás coexistem, porém, dependendo das condições de pressão e temperatura, haverá maior quantidade de um ou de outro. Para que grandes quantidades de petróleo se formem, é necessária a presença de três fatores: vida exuberante, contínua deposição de sedimentos, principalmente argilas, concomitante com a queda de seres mortos ao fundo da bacia e, finalmente, o rebaixamento progressivo desse fundo, para que possam ser acumulados mais sedimentos e mais matéria orgânica sobre o material já depositado.
Em Geologia, o tempo desempenha um papel importantíssimo. As condições acima descritas têm que perdurar por milhões de anos, e a própria transformação da matéria orgânica original em petróleo demanda outros milhões de anos, para que a temperatura e a pressão atuantes na crosta, além do tempo, possam interagir na formação do petróleo.
O petróleo e o gás, entretanto, não é encontrado nas rochas em que se formou. Durante o longo processo de sua formação, ocorre sua expulsão da chamada rocha geradora, formada por sedimentos finos que consistem de folhelhos, argilitos, sal, etc, que é praticamente impermeável, para rochas porosas e permeáveis adjacentes (acima, abaixo ou ao lado), formadas normalmente por arenitos. Dessa maneira, o petróleo permanece sob altíssima pressão nas rochas porosas, denominadas rochas reservatório, até que seja eventualmente alcançado pela perfuração de um poço.

Fonte: http://www.igc.usp.br/geologia/petroleo.php

sexta-feira, dezembro 24, 2010

Canhoneio


Canhoneio
– Tem a finalidade de comunicar o interior do poço com aformação produtora.
– Utiliza-se cargas explosivas.
– A explosão gera jatos de alta energia que
– atravessam o revestimento, o cimento e penetram até cerca deum metro na formação, criando os canais de fluxo entre aformação e o poço.
– As cargas moldadas são descidas dentro de canhões, que sãocilindros de aço com furos nos quais se alojam as cargas.
– Posiciona-se o canhão em frente ao intervalo desejado, e um mecanismo de disparo é ativado da superfície.
– Pode-se descer os canhões dentro do revestimento, através de cabo, enroscados na própria coluna ou a cabo por dentro da coluna de produção.
Canhoneio
– Os canhões convencionais e os TCP têm diâmetro maior doque os que são descidos através da coluna de produção, e por isso, permitem o uso de cargas maiores, com maior poder de penetração.
– Parâmetros relacionados com a geometria do canhoneio que têm influência no IP:
l Densidade dos jatos (perfurações por unidade de comprimento).
l Penetração dos jatos.
l Defasagem entre os jatos (0°, 90°, 120° e 180°).
l Folga entre o canhão e o revestimento.
l Diâmetro do orifício perfurado.

Fonte: Curso Téc. em Petróleo e Gás - CTEAD

Rochas geradoras


O elemento mais importante e fundamental para a ocorrência de petróleo em quantidades significativas em uma bacia sedimentar, em algum tempo geológico passado ou presente, é a existência de grandes volumes de matéria orgânica de qualidade adequada acumulada quando da deposição de certas rochas sedimentares que são denominadas de geradoras. São estas rochas que, submetidas a adequadas temperaturas e pressões, geraram o petróleo em subsuperfície. Se este elemento faltar em uma bacia, a Natureza não terá meios de substituí-la, ao contrário dos outros cinco elementos constituintes do sistema petrolífero, que mesmo estando ausentes, podem ser de alguma forma compensados por condições de exceções geológicas ou por algumas coincidências adequadas.
Rochas geradoras são normalmente constituídas de material detrítico de granulometria muito fina(fração argila), tais como folhelhos ou calcilutitos, representantes de antigos ambientes sedimentares de baixa energia e que experimentaram, por motivos diversos, explosões de vida microscópica. Os remanescentes orgânicos autóctones (material planctônico) ou alóctones (material vegetal terrestre carreado para dentro do ambiente) são incorporados às lamas sob a forma de matéria orgânica diluída. A princípio, quanto maior a quantidade de matéria orgânica, mais capacidade terá a rocha para gerar grandes quantidades de petróleo. Entretanto, a incorporação desta matéria orgânica na rocha deve vir acompanhada da preservação de seu conteúdo original, rico em compostos de C e H. Para isto, o ambiente deve estar livre de oxigênio, elemento altamente oxidante e destruidor da riqueza em C e H das partículas orgânicas originais. Em suma, ambientes anóxicos favorecem a preservação da matéria orgânica e, conseqüentemente, a manutenção da riqueza original de rochas geradoras.
De uma maneira geral, rochas sedimentares comuns apresentam teores de Carbono Orgânico Total (COT, teor em peso) inferior a 1%. Para uma rocha ser considerada como geradora seus teores devem ser superiores a este limite de 1% e, muito comumente, situados na faixa de 2% - 8%, não sendo incomuns valores de até 14%; mais raramente, até 24%. O tipo de petróleo gerado depende fundamentalmente do tipo de matéria orgânica preservada na rocha geradora. Matérias orgânicas derivadas de vegetais superiores tendem a gerar gás, enquanto o material derivado de zooplancton e fitoplancton, marinho ou lacustre tende a gerar óleo. O estágio de maturação térmica de uma rocha geradora, ou seja, a temperatura na qual ela está gerando petróleo, também influenciará no tipo de petróleo gerado. Em condições normais, uma rocha geradora começa a transformar seu querogênio em petróleo em torno de 600oC. No início, forma-se um óleo de baixa maturidade, viscoso. À medida que a temperatura aumenta, o óleo gerado vai ficando mais fluido e quantidade de gás vai aumentando. Por volta de 900oC, as rochas geradoras atingem seu pico de geração, expelindo grandes quantidades de óleo e gás. Com o aumento da temperatura até os 1200oC, o óleo fica cada vez mais fluido e mais rico em gás dissolvido. Por volta desta temperatura, a quantidade de gás é predominante e o óleo gerado já pode ser considerado um condensado. Entre 1200 - 1500oC, apenas gás é gerado pelas rochas-fonte.

Fonte: http://www.scielo.br

PREPARANDO A PERFURAÇÃO


Logo que o local é selecionado, precisa ser pesquisado para se determinar seus limites e estudar o impacto ambiental. Acordos de arrendamento, títulos e direito a vias de acesso para a terra precisam ser obtidos e avaliados quanto aos aspectos legais. Para locais em alto-mar, é necessário determinar a jurisdição legal.

Assim que os assuntos legais são resolvidos, a equipe trata de preparar o terreno:

1. o terreno é limpo e nivelado e estradas de acesso são construídas, se necessário;

2. como a perfuração utiliza água, é necessário que haja uma fonte nas proximidades. Caso não exista nenhuma fonte natural, um poço de água é cavado;
3. a equipe cava um fosso de reserva, que é usado para o descarte dos cortes de rocha e lama da perfuração durante o processo e o forra com plástico para proteger o meio ambiente. Se o local for uma área sensível em termos ecológicos, como um pântano ou região selvagem, os cortes e a lama deverão ser descartados em outros locais com ajuda de caminhões.
Logo que o terreno estiver preparado, diversos poços secundários precisarão ser escavados para a torre e o poço principal. Um fosso retangular, chamado de escavação, é feito ao redor do local do poço real da perfuração. A escavação proporciona um espaço de trabalho ao redor do poço para os trabalhadores e acessórios de perfuração. A equipe então começa a perfurar o poço principal, freqüentemente com um pequeno caminhão-sonda ao invés de uma torre principal. A primeira parte do poço é maior e mais rasa do que a porção principal e é revestida com uma tubulação de esteio de grande diâmetro. Poços adicionais são escavados na lateral para armazenar temporariamente o equipamento. Quando esses poços são finalizados, o equipamento da torre pode ser trazido e erigido.
Dependendo de quão remoto é o local da perfuração e seu acesso, o equipamento pode ser transportado até o local por caminhão, helicóptero ou barcaça. Algumas torres são construídas sobre barcos ou barcaças para trabalhar sobre águas interiores onde não há fundações para suportar uma torre (como em pântanos ou lagos). Assim que o equipamento chega ao local, a torre é erigida.

Fonte: http://ciencia.hsw.uol.com.br/

quinta-feira, dezembro 23, 2010

Completação


Ao término da perfuração, é necessário colocar o poço em condições de produzir de forma segura e econômica.

l Completação é o conjunto de operações destinadas a equipar o poço para produzir água e hidrocarbonetos, ou para injetar fluidos.

Tipos de Completação

Quanto ao posicionamento da cabeça do poço.
– Seca: terra, mar (plataforma fixa ou jack up).
– Molhada (ANM).
l Quanto ao revestimento de produção.
– Poço aberto: (formações consolidadas)
l Vantagens: maior área aberto ao fluxo, redução de custo.
l Desvantagem: falta de seletividade.
– Liner rasgado: (formações inconsolidadas)
l Vantagens e desvantagens similares ao poço aberto.
l Grande aplicação em poços horizontais.
– Revestimento canhoneado.
l Vantagens: seletividade e maior facilidade das operações
de estimulação.
Quanto ao número de zonas explotadas.
– Simples: uma única coluna de produção é utilizada para produzir somente uma zona de interesse.
– Múltiplas: permite produzir ao mesmo tempo duas ou mais zonas diferentes, através de uma ou mais colunas de produção descidas no poço. A grande vantagem é a possibilidade de drenar ao mesmo tempo diversas zonas produtoras, através de um mesmo poço. As desvantagens ficam por conta da maior possibilidade de problemas operacionais, e da maior dificuldade na aplicação dos métodos artificiais de elevação.

Fonte: Curso tec. de Petróleo e Gás CTEAD.

O CONCEITO DE SISTEMA PETROLÍFERO


A indústria petrolífera foi gradualmente percebendo, ao longo de décadas de exploração, que para se encontrar jazidas de hidrocarbonetos de volume significativo era imperioso que um determinado número de requisitos geológicos ocorressem simultaneamente nas bacias sedimentares. O estudo destas características de maneira integrada e a simulação preliminar das condições ótimas para sua existência concomitante, com o objetivo de permitir a diminuição do risco exploratório envolvido nas perfurações de poços, um item de elevado custo, foram consolidados em um único conceito: o de sistema petrolífero (Magoon & Dow, 1994).
Um sistema petrolífero ativo compreende a existência e o funcionamento síncronos de quatro elementos (rochas geradoras maturas, rochas-reservatório, rochas selantes e trapas) e dois fenômenos geológicos dependentes do tempo (migração e sincronismo).

O Sistema Petrolífero Paleo-Mesozóico:

Análises geoquímicas de amostras de rochas Paleozóicas colhidas no onshore de Portugal revelaram que, sedimentos marinhos do Carbónico, aflorando no Alentejo e Algarve, e argilitos negros do Silúrico (ver foto), aflorando no bordo Nordeste da bacia Lusitânica, poderão ter sido rochas geradoras para este sistema petrolífero. Cremos que estas rochas que afloram no onshore se estendem por debaixo das bacias Meso-Cenozóicas, constituindo parte do que, até recentemente, era chamado o soco Paleozóico.

Análises efectuadas nos argilitos negros do Silúrico - a rocha mãe mais promissora - revelaram valores de TOC entre 0,5 e 1,5 %, com algumas amostras atingindo os 4 %, e valores de reflectância média da vitrinite à volta de 0,7 %, o que as coloca bem dentro da janela de óleo. Por outro lado, a análise de sedimentos marinhos do Carbónico apresentaram valores de TOC à volta de 0,5 %. Apesar de uma grande parte destas amostras se encontrar sobre-maturada (overmature), com valores de reflectância média da vitrinite de cerca de 3 %, algumas das amostras mostraram valores de reflectância média de vitrinite entre 1,5 e 2,5 %, o que as coloca na janela de gás - entre o wet-gas e o dry-gas.

Este sistema petrolífero foi recentemente objecto de pesquisa por parte da Mohave Oil and Gas Corporation através das sondagens Aljubarrota. O poço Aljubarrota-2 tinha como objectivo principal a formação de Silves, constituída por rochas terrígenas com capacidade de reservatório e que a Mohave acreditava poder ter acumulações comerciais de gás. O poço não foi um sucesso comercial, apesar de ter encontrado bons indícios de gás neste reservatório, mas teve o mérito de demonstrar o potencial deste sistema petrolífero Paleo-Mesozóico. Este poço testou ainda gás (350 Mcf/dia) nos carbonatos fracturados do Jurássico da formação da Brenha que pode ter sido originado nas rochas mãe Paleozóicas.

O Sistema Petrolífero Meso-Cenozóico:

Argilitos (paper shales) marinhos de ambiente profundo (ver foto), ricos em matéria orgânica produtora de óleo (oil prone), foram identificados no Jurássico Inferior (Sinemuriano Superior ao Toarciano Inferior - correspondentes à base da formação de Brenha) no Norte da bacia Lusitânica, quer em sondagens, quer em afloramento. Crê-se que o óleo leve, com baixo teor de enxofre, recuperado em testes de produção de curta duração (drillstem tests) nesta área, tenha sido gerado por estas rochas mãe. Análises geoquímicas a amostras do Norte da bacia Lusitânica revelaram espessuras de rocha geradora entre 140 a 190 m, valores de TOC entre 0,2 e 5,8 % e valores de reflectância média de vitrinite entre 0,7 e 2,0 %, o que coloca essas amostras na janela de óleo-gás. Estes argilitos ricos em matéria orgânica parecem ter sido depositados, em espessuras consideráveis nos principais depocentros em ambiente redutor, ao passo que, fora desses depocentros não se encontram ou têm espessuras negligenciáveis. Rochas mãe com aproximadamente a mesma idade e litologia foram encontradas em sondagens realizadas na bacia do Porto; é provável que estas sejam mais ricas e melhor desenvolvidas fora das estruturas.

Na bacia Lusitânica Sul a sequência sedimentar do Jurássico Superior inclui rochas mãe, oil prone, do Oxfordiano Superior. Estas rochas mãe ocorrem como calcários maciços de ambiente marinho profundo e calcários betuminosos costeiros a lacustres, quer em sondagens quer em afloramento, estando estes últimos melhor desenvolvidos nos sinclinais. Análises geoquímicas a amostras do Sul da bacia Lusitânica (Torres Vedras - Montalegre) revelaram espessuras de rocha geradora entre 20 a 110 m, valores de TOC até 3 % e níveis de maturação que variam rapidamente de imaturos a sobre-maturos. Estas rochas da formação de Cabaços (ver foto) são provavelmente responsáveis pelos vários indícios superficiais - exsudações (seeps) e impregnações - observados, assim como pelo óleo encontrado em muitas das sondagens efectuadas nesta bacia. O óleo recuperado em testes de produção de curta duração (drillstem tests) executados em arenitos do Jurássico Superior no poço Moreia-1 terá, provavelmente, sido gerado por esta rocha mãe.



Fonte: http://www.scielo.br/

PERFILAGEM ELÉTRICA


A grande contribuição dos processos elétricos para a exploração de petróleo foi concebida pelo francês Conrad Schlumberger, que começou a trabalhar com Eletro-Resistividade em 1912, sendo um dos pioneiros desse método. Para obter dados acurados das resistividades das diferentes rochas, Shlumberger fez medições em galerias de minas e, em seguida, em poços profundos. Em 1927, ao medir as resistividades das rochas em poço para petróleo na Alsácia francesa, verificou que o método era extremamente eficiente na definição das camadas penetradas, permitindo a obtenção de perfis litológicos acurados que complementavam a simples amostragem do poço. Nascia a técnica da Perfilagem Elétrica de Poços.
A Perfilagem Elétrica foi utilizada extensivamente, pela primeira vez, na área de Baku, na antiga URSS, em 1928, e logo em seguida, na região do Lago Maracaibo, Venezuela. As primeiras perfilagens feitas nos Estados Unidos não foram bem sucedidas. Somente em 1932 voltou a ser utilizada na Califórnia e, no ano seguinte, no Texas, com grande sucesso. Daí em diante, tornou-se indispensável nos trabalhos de exploração para petróleo.
A tecnologia de Perfilagem Elétrica foi uma das maiores contribuições da Geofísica para a exploração de petróleo, permitindo a correlação dos poços com grande acuidade e definindo as zonas portadoras de hidrocarbonetos, evitando a necessidade de constantes testemunhagens (coleta de uma amostra da rocha inteira, não triturada), que encareciam, sobremaneira, os poços. A evolução dos métodos de perfilagem ultrapassou a utilização exclusiva da eletricidade, e a medição de outras propriedades físicas, como a radioatividade e a propagação do som, foi introduzida com sucesso nos poços para petróleo.
Graças ao método descoberto por Schlumberger puderam ser obtidos valores de saturação de óleo ou de água, porosidade e permeabilidade relativa das rochas etc. que permitiram a identificação das potenciais zonas produtoras, sem a necessidade de exaustivos e caros testes de formação, em que o poço é posto em produção temporária, causando desperdício de tempo e de dinheiro. A partir da perfilagem de poços na década de 30, a indústria de petróleo sofreu um enorme impulso, sendo uma das causas do predomínio das grandes companhias de petróleo em detrimento do pequeno explorador independente que, geralmente, não podia utilizá-la devido ao custo elevado.

Fonte: http://www.braintecnologia.com.br/

quarta-feira, dezembro 22, 2010

Óleo de palma: O queridinho dos biocombustíveis


Classificada como uma das culturas mais produtivas do mundo, a palma ganha investimento de quase um bilhão no Brasil

As primeiras sementes de palma provavelmente chegaram ao Brasil na mão dos escravos séculos atrás. Por isso, quando se descobre que a palma, Elaeis guineensis para os cientistas, também pode ser chamada de dendê, tudo parece mais simples para muita gente. Dendê remete à Bahia e ao acarajé. E esse foi, por muitos anos, um dos principais destinos do óleo de palma no Brasil.


Leia mais no blog Nosso Mundo Sustentável


Hoje, dados revelam que 80% da produção de óleo extraída do fruto da palma se transforma em alimentos como margarina, biscoitos e macarrão instantâneo. Os 20% restantes viram ativos para fabricar cosméticos, sabonetes e, recentemente, biodiesel.

Características como alta produtividade em um espaço pequeno, balanço energético favorável e semelhança com o óleo diesel convencional podem alavancar essa porcentagem. Somente um investimento da Petrobras Biocombustível,no interior do Pará e em Portugal,ultrapassa R$ 1 bilhão.

Para incentivar o desenvolvimento e, ao mesmo tempo, garantir que a produção não prejudique a Floresta Amazônica, o Ministério da Agricultura, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e com a Casa Civil, lançou, em maio deste ano, o Programa de Produção Sustentável da Palma de Óleo no Brasil.

Um dos destaques do material é o mapeamento das áreas que podem ser usadas para o cultivo e a restrição do desmatamento. Além disso, o programa também concede crédito, treinamento e possibilita o acesso dos produtores às novas tecnologias.

As vantagens do cultivo da palma, enumeradas por pesquisadores como Maria do Rosário Lobato Rodrigues, da Embrapa Amazônia Ocidental, são muitas.A rentabilidade é o grande destaque. Dados de 2000 mostram que a palma produz cerca de 30,57% de óleo em apenas 7,52% da área destinada para seu cultivo.Em comparação, a soja é responsável por 35,85% da produção total usando 63,48% da área total.

- Investir na produção de palma é uma grande escolha, pois trata-se de uma das culturas mais produtivas do mundo - reforça Maria do Rosário.

Para a pesquisadora, o óleo de palma pode ser considerado o mais adequado para a região amazônica pois é uma cultura perene, com longa permanência, cerca de 25 anos, e protetora do solo. Rosário ressalta ainda o processo mecânico, que não exige químicos para a extração, e a não produção de substâncias tóxicas, como ocorre com a mamona. Além disso, as características semelhantes ao diesel convencional e a baixa mecanização, que aumenta o número de empregos diretos, são impulsionadores.

Embora o investimento inicial seja alto, a expectativa é de que o preço do biocombustível, daqui a quatro anos, quando o polo da Petrobras estiver em funcionamento, seja inferior ao do diesel convencional.

Quanto às dúvidas sobre a integridade do projeto, Miguel Rossetto, presidente da Petrobras Biocombustível, é taxativo:

- Somos tão rigorosos com a sustentabilidade que ela chega a ser cláusula de veto

Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/

PETRÓLEO


A utilização do petróleo através dos tempos

A palavra petróleo vem do latim, petra e oleum, correspondendo à expressão “pedra de óleo”.
O petróleo ocorre na natureza ocupando vazios, existentes entre os grãos de areia na rocha, ou pequenas fendas com intercomunicação, ou mesmo cavidades também interligadas.
Estudos arqueológicos mostram que a utilização do petróleo iniciou-se 4000 anos antes de Cristo, sob diferentes denominações, tais como betume, asfalto, alcatrão, lama, resina, azeite, nafta, óleo de São Quirino, nafta da Pérsia, entre outras.
O petróleo é conhecido desde tempos remotos. A Bíblia já traz referências sobre a existência de lagos de asfalto e diversas ocasiões em que foi utilizado como impermeabilizante. O líquido foi utilizado por hebreus para acender fogueiras, nos altares onde eram realizados sacrifícios, por Nabucodonosor, que pavimentava estradas na Babilônia, pelos egípcios na construção de pirâmides e conservação de múmias, além do uso como combustível para iluminação por vários povos. Os gregos e romanos embebiam lanças incendiárias com betume, para atacar as muralhas inimigas.
Após o declínio do Império Romano, os árabes também empregaram-no com a mesma finalidade. Há relatos de que, quando os espanhóis chegaram na América, Pizarro deu conta da existência de uma destilaria que era operada por incas. Supõe-se que o líquido citado representava resíduo de petróleo encontrado em surgências na superfície.
A moderna era do petróleo teve início em meados do século XIX, quando um norteamericano conhecido como Coronel Drake encontrou petróleo a cerca de 20 metros de profundidade no oeste da Pensilvânia, utilizando uma máquina perfuratriz para a construção do poço. Os principais objetivos eram então a obtenção de querosene e lubrificantes. Nessa época, a gasolina resultante da destilação era lançada aos rios (prática comum na época) ou queimada, ou então misturada no querosene, por ser um explosivo perigoso. Entretanto, a grande revolução do petróleo ocorreu com a invenção dos motores de combustão interna e a produção de automóveis em grande escala, que deram à gasolina (obtida a partir do refino do petróleo) uma utilidade mais nobre.

Fonte: http://www.igc.usp.br/geologia/petroleo.php

ELETRO-RESISTIVIDADE


Os métodos elétricos, embora mais utilizados para pesquisa mineral, também têm um considerável uso na exploração de petróleo. As diferentes rochas e os fluidos contidos nos poros possuem diferentes características de resistividade elétrica. A medida destas diferenças, através do uso de correntes induzidas ou naturais, permite delinear o comportamento das camadas em subsuperfície. Embora muito usada na indústria do petróleo da antiga União Soviética, o método de Eletro-Resistividade desenvolveu-se pouco nos paísesocidentais devido, principalmente, ao seu fraco desempenho em comparação com outros métodos geofísicos.

Fonte: http://www.braintecnologia.com.br/

terça-feira, dezembro 21, 2010

Petrobras lança concurso nacional com 838 vagas de níveis médio e superior


Boa notícia para quem deseja seguir carreira pública na Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras). A empresa lançou um concurso público nacional com oferta de 838 oportunidades de níveis médio/técnico e superior. A Fundação Cesgranrio é a organizadora do concurso. De acordo com o edital de abertura, a remuneração inicial varia de R$ 2,3 mil a R$ 6,2 mil. O edital foi publicado na seção 3, página 202, do Diário Oficial da União.

Do total de vagas, 220 exigem formação superior. Os cargos oferecidos para diplomados estão os de administrador júnior, contador júnior, engenheiro de equipamentos júnior - eletrônica, engenheiro de equipamentos júnior - mecânica, geofísico júnior - geologia, engenheiro civil júnior, auditor júnior, entre outros. As demais 518 vagas são destinadas aos candidatos com formação médio/técnica. Neste caso, os cargos oferecidos são os de técnico de administração e controle júnior, técnico de contabilidade júnior, técnico de logística de transporte júnior - controle, técnico de manutenção júnior - mecânico, técnico de segurança júnior, técnico químico de petróleo júnior, entre outros.

Os candidatos de todos os cargos deverão realizar provas objetivas marcadas para o dia 27 de fevereiro de 2011. Somente os inscritos no cargo de auditor júnior farão provas discursivas e somente os inscritos no cargo de inspetor de segurança interna júnior farão exame de capacitação física.

Quem quiser participar da seleção deve acessar o site www.cesgranrio.org.br de 10 a 27 de janeiro de 2011. As taxas de participação custam R$ 30 para os cargos de nível médio e R$ 45 para os de nível superior. O concurso tem validade de seis meses, prazo prorrogável por igual período.

Fonte: http://www.pernambuco.com/

Guia Oesp Metal Mecânica e Eletroeletrônica 2011 destaca os segmentos de petróleo e gás


O Guia Oesp Metal Mecânica e Eletroeletrônica, edição 2011, começa a chegar este mês às empresas do setor. Ao longo de seus 21 anos de circulação, é considerada a principal publicação em âmbito nacional do segmento, apresentando os fornecedores de produtos e serviços para o mercado empresarial. É direcionada a siderúrgicas, metalúrgicas, fabricantes de ferramentas e peças, equipamentos e máquinas, indústria automotiva, fabricantes de equipamentos elétricos, eletrônicos de telecomunicações.

O guia é composto por páginas editoriais, com matérias relacionadas a toda a cadeia produtiva do mercado, e abertura de espaço para que as empresas mostrem as novidades e tendências de sua linha de produtos. Além disso, pela versatilidade do produto, traz análises de especialistas, formadores de opinião e autoridades governamentais.

Uma dessas matérias aborda o mercado de alumínio. Um produto amplamente utilizado pela indústria de diversas maneiras. Em outra tópico, discute a questão do lixo eletrônico. Estima-se que, a cada ano, são gerados no mundo 50 milhões de toneladas de lixo tecnológico, mas ainda não há uma destinação definitiva para ele. Destaque também para o mercado de petróleo e gás, apontado pelo Governo como "chave para a independência econômica do Brasil".

Distribuída gratuitamente para indústrias e compradores do segmento, possui fornecedores de matérias-primas, insumos, componentes, peças, máquinas, equipamentos, ferramentas, produtos e serviços ligados à administração, manutenção e ao processo produtivo das indústrias dos setores metal-mecânico e eletroeletrônico, incluindo as categorias de transportes e logística.

Dirigida ao mesmo segmento e complementando o guia, bimestralmente a Oesp Mídia edita a revista Oesp Metal Mecânica e Eletroeletrônica. Desenvolvida pelo núcleo de Projetos Especiais da Agência Estado, a publicação tem conteúdo voltado para os profissionais do setor, abrangendo matérias relacionadas a tendências de mercado, investimentos da indústria em novos segmentos, legislação, negócios, casos de empreendimentos de sucesso, entrevistas e perfil de empresários. Este ano, a revista recebeu da Associação Nacional de Editores de Publicações (Anatec) o prêmio de Melhor Projeto Gráfico para Revista Segmentada.

O sistema de mídia formado pelo Guia Oesp Metal Mecânica e Eletroeletrônica, revista Oesp Metal Mecânica e Eletroeletrônica (impressa e digital), site www.guiasoesp.com.br, tem forte presença nas mídias sociais (Facebook, Linkedin e Twitter), sempre levando conteúdo atualizado para as empresas do setor, formando uma rede de informações paras empresas do setor.

Sobre a Oesp Mídia - A Oesp Mídia é uma empresa do Grupo Estado. Líder na edição de Listas e Guias em São Paulo, possui em seu portfólio mais de 40 produtos entre impressos e digitais, iLocal BR Mobile e a consulta on-line nos sites www.guiasoesp.com.br e www.ilocal.com.br.

Fonte: http://www.portaldapropaganda.com.br/

Investimento bilionário no Brasil e em Portugal


Palma utiliza cerca de 10% da área plantada de soja para produzir a mesma quantidade de óleo

O investimento da Petrobras no biocombustível de óleo de palma é grande e envolve dois projetos distintos: Pará e Belém. O primeiro inclui uma usina no Pará com capacidade para produzir 120 milhões de litros por ano.

Além de abastecer a região norte do país, a ideia é que os mais de R$ 330 milhões investidos beneficiem o desenvolvimento econômico e social daquela área. O segundo, intitulado Belém, marca a entrada da empresa no ciclo europeu. Em parceria com a Galp Energia,cerca de 250 mil toneladas de biodiesel/ano (green diesel) serão produzidas em Portugal. Todas as mudas devem ser plantadas no Brasil - mais de 2 milhões já estão em viveiros na região - e apenas a finalização do óleo que segue para a União Europeia é que será feita em Portugal.

Toda a plantação deve adotar um sistema chamado mosaico, que mantém faixas de floresta no meio da plantação. Além disso, o bagaço da palma deve colaborar na questão energética.

- Para abastecer as novas usinas, devemos gerar energia elétrica a partir dos resíduos da palma - afirma Miguel Rossetto, presidente da Petrobras Biocombustível.

Outro destaque dos dois projetos é o foco na agricultura familiar. Hoje são mais de 4 mil famílias cadastradas, e o número pode aumentar. Como o ciclo das plantas é longo, o óleo só deve começar a chegar aos consumidores daqui quatro anos.


Produção com foco em áreas degradadas

Mesmo quando o destino do óleode palma não é o tanque de veículos, a preocupação com o manejo do solo, a mão de obra e a preservação da floresta deve permanecer. No segmento há 27 anos, a Agropalma, cujo foco da produção é a indústria cosmética e de alimentação, mantém uma área de mais 39 mil hectares de dendê rodeados por 65 mil hectares de reservas florestais no Pará, que fazem dela a maior produtora individual de óleo de palma da América Latina.

Agora, a partir do replantio, a empresa deve dobrar sua produção sem crescer em área. No foco da expansão está, entre outras questões, a indústria oleoquímica. Para Marcello Brito, diretor comercial e de Sustentabilidade da Agropalma, os recentes incentivos do governo federal e novos financiamentos são positivos desde que sejam cumpridos.

- Ecologia e economia podem andar juntos. O grande segredo é produzir em áreas já degradadas, preservando e recuperando mosaicos florestais - reforça.

Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/

segunda-feira, dezembro 20, 2010

Anuário: Rio registrou 128 mil novos empregos


RIO - Entre 2008 e 2009, foram abertos 128,9 mil postos de trabalho no Estado do Rio. A boa notícia consta do anuário estatístico que o governo estadual lança nesta quinta-feira. O documento traz informações socioeconômicas, ambientais e geográficas atualizadas dos 92 municípios do estado. Os dados, coletados pelo Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores (Fundação Ceperj), estão divididos por 32 temas.

Além de estatísticas que mostram melhorias em alguns indicadores, como o de empregos, há dados menos favoráveis, como na saúde: de todos os partos registrados no estado em 2008, por exemplo, 57% foram de cesarianas. O percentual recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é de 15%, para reduzir os riscos de complicações pós-parto, que aumentam a probabilidade de mortalidade materna.

Estado respondeu por 85% da produção do petróleo
Mas a saúde também tem dados positivos, como a redução das taxas de mortalidade infantil. Os índices caíram de 24,6 mortes para cada mil nascidos vivos em 1996 para 14,5 em 2008. Mas a queda não foi homogênea. Na Região Centro-Sul Fluminense, chega a 24,3 por mil, enquanto a Costa verde registra 11,9 óbitos para cada mil nascidos vivos.

As informações publicadas pelo anuário 2010 usam projeções da população do estado baseadas nos dados do Censo 2000. Os dados da Censo 2010 foram divulgados pelo IBGE apenas em novembro, quando a publicação estava quase pronta.

O anuário 2010 mostra também a importância da indústria de petróleo para a economia fluminense. No período 2008-2009 o estado respondeu por 85% da produção de petróleo e 49,7% de gás natural de todo o país.

Em relação ao saneamento básico, também foram registradas melhoras. Mas o Rio ainda está longe de ter todos os seus domicílios atendidos por rede de esgoto. Segundo os dados levantados, apenas 72,14% dos domicílios contavam com o serviço no ano passado, sendo que a melhor cobertura era na área metropolitana. Por outro lado, também há dados favoráveis em relação a outros serviços públicos. No estado, 99,7% dos domicílios já dispunham de energia elétrica e 99,12% contavam com coleta domiciliar de lixo periódica no ano passado.

Uma curiosidade registrada no anuário foi o efeito da expansão do mercado de telefonia no país. Isso permitiu que, em 2009, 90,27% dos domicílios fluminenses contassem com moradores com telefones celulares ou aparelhos fixos. Em 2004, a cobertura telefônica era de 79,05%.

Anuário mostra turismo de negócios em queda
Em relação ao turismo, o anuário revela que, em 2009, existiam 2.238 estabelecimentos de hospedagem no estado. As cidades com maior número de hotéis, pousadas e outros serviços eram a capital (522), seguida de Búzios (208), Angra dos Reis (163), Paraty (102), Itatiaia (99), Cabo Frio (88) e Petrópolis (86). O turismo de negócios, embora em queda, continuou a ser o principal motivo de hospedagem na capital (38,6%). Em 2008, chegou a 42,06%. Por outro lado, o turismo de lazer passou de 31,43% para 33,35% de todos os visitantes do estado.

O anuário 2010, com uma tiragem de 20 mil exemplares, também atualiza algumas informações geográficas do estado. Uma delas se refere à altura do Pico das Agulhas Negras, ponto culminante do estado, que aparece com 2.791 metros, contra 2.787 metros divulgados anteriormente. A revisão é resultado do Projeto Pontos Culminantes, desenvolvido pelo IBGE com o Instituto Militar de Engenharia (IME). A iniciativa contou com parelhos GPS, usados para medir os pontos culminantes.

Fonte: http://oglobo.globo.com/

Cidade sueca troca carvão e petróleo por cascas de batata e tripas de porco


Uma década atrás, quando a cidade prometeu acabar com os combustíveis fósseis, isso era um objetivo grandioso, como zerar as mortes por acidentes de trânsito ou eliminar a obesidade infantil.

Mas Kristianstad já cruzou uma linha crucial: a cidade e sua região, com uma população de 80 mil habitantes, praticamente não usa petróleo, gás natural ou carvão para aquecer casas e negócios, mesmo durante os longos e severos invernos.


Trata-se de inversão completa em relação a 20 anos atrás, quando toda sua calefação vinha de combustíveis fósseis.


Mas esta região no sul da Suécia, mais conhecida como lar da vodka Absolut, não trocou os combustíveis por painéis solares ou turbinas eólicas.


Em vez disso, como convém a uma região que é um epicentro de agricultura e processamento de alimentos, sua energia vem de um sortimento variado de ingredientes _ como casca de batatas, esterco, óleo de cozinha usado, biscoitos velhos e intestinos de porco.


Uma grande fábrica, em operação há 10 anos nas imediações de Kristianstad, usa um processo biológico para transformar os detritos em biogás, uma forma de metano.


Esse gás é queimado para criar calor e eletricidade, ou refinado para combustível de automóveis.


Assim que os pais da cidade desenvolveram o hábito de aproveitar a energia localmente, eles enxergavam combustíveis em todo lugar: Kristianstad também queima gases vindos de um antigo aterro sanitário e de reservatórios de esgoto, além de sobras de madeira de fábricas de pisos e podas de árvores.


Nos últimos cinco anos, muitos países europeus aumentaram sua confiança na energia renovável, de fazendas de vento (com as turbinas eólicas) a represas hidrelétricas, pois os combustíveis fósseis são caros no continente _ e seu uso excessivo é eficientemente tributado pelo sistema de comércio de emissões da União Europeia.


Porém, em muitas regiões agrícolas, um componente crucial da energia renovável passou a ser o gás extraído da biomassa, como detritos do plantio e de alimentos.


Somente na Alemanha, há cerca de 5 mil sistemas de biogás gerando energia, sendo muitos deles em propriedades individuais.


Kristianstad foi mais longe.


Usando o biogás para uma remodelação generalizada de energia, a cidade cortou pela metade o uso de combustíveis fósseis e reduziu suas emissões de dióxido de carbono em um quarto na última década.


"Esse é um abastecimento de energia muito mais seguro _ não queríamos mais comprar petróleo do Oriente Médio ou da Noruega", disse Lennart Erforts, o engenheiro que supervisiona a transição nesta pitoresca cidade de casas do século 18.


"E isso criou empregos no setor de energia".


Nos Estados Unidos, os sistemas de biogás são raros.


Hoje existem 151 digestores de biomassa no país, em sua maioria pequenos e usando somente esterco, segundo a Agência de Proteção Ambiental (EPA, da sigla em inglês).


A EPA estima que seria viável instalar essas usinas em cerca de oito mil propriedades.

Até o momento, nos Estados Unidos, tais projetos foram limitados pelo alto custo inicial, pelo reduzido apoio financeiro governamental e pela falta de um modelo de negócios.

Não existe uma rede de abastecimento para transportar o esterco a uma usina centralizada, nem um canal de distribuição para vender o biogás gerado.

Ainda assim, diversos estados e empresas já consideram novos investimentos.

Em novembro, duas empresas públicas da Califórnia, a Southern California Gas e a San Diego Gas & Electric, requisitaram permissão junto à Comissão de Utilidades Públicas do estado para construir usinas que transformariam lixo orgânico da agricultura, e gás de usinas de tratamento de água, em biogás _ produto que alimentaria as tubulações de gás natural do estado após a purificação.

O uso do biogás ajudaria essas empresas a cumprir os requisitos, da Califórnia e de muitos outros estados, de gerar parte de sua energia usando fontes renováveis na próxima década.

Tanto o gás natural quanto o biogás criam emissões quando queimados, mas muito menos que o carvão e o petróleo.

E diferente do gás natural, que é retirado de subterrâneos profundos, o biogás conta como fonte renovável de energia: ele é feito de detritos biológicos que, em muitos casos, iriam simplesmente se decompor em campos de plantio ou aterros sanitários, sem gerar nenhum benefício, liberando metano na atmosfera e contribuindo ao aquecimento global.

Neste outono, emissários da Iniciativa de Bioenergia do Wisconsin visitaram programas alemães de biogás para ajudar na formulação de um plano para desenvolver a indústria.

"O biogás é o combustível de oportunidade para o Wisconsin", disse Gary Radloff, diretor da iniciativa para o centro-oeste.

Como Kristianstad, a Califórnia e o Wisconsin produzem grande quantidade de dejetos com o processamento de alimentos e as fazendas de laticínios, mas o suprimento de combustíveis fósseis é inadequado para suprir suas necessidades.

Outro ponto positivo é que as usinas de biogás podem consumir enormes quantidades de esterco que, do contrário, poluiriam o ar e poderiam afetar os suprimentos de água.

Em Kristianstad, as antigas tecnologias de combustíveis fósseis coexistem estranhamente com suas substitutas de biomassa.

O tipo de caminhão-tanque usado para distribuir o petróleo de aquecimento hoje entrega briquetes de madeira, o principal combustível de calefação nas áreas mais remotas da cidade.

Em frente a um movimentado posto de gasolina da Statoil há uma nova e modesta estação comercial de bombeamento de biogás, pertencente à empresa de renováveis Eon Energy.

Os custos iniciais, cobertos pela cidade e por financiamentos do governo sueco, foram consideráveis: o sistema centralizado de calefação por biomassa custou US$144 milhões, incluindo a construção de uma nova usina de incineração e redes de tubos, substituições de fornos e instalações de geradores.

Porém, as autoridades dizem que o retorno já foi significativo: hoje, Kristianstad gasta cerca de US$3,2 milhões ao ano para aquecer seus prédios municipais, em vez dos US$7 milhões que gastaria se ainda dependesse de petróleo e eletricidade.

A cidade abastece seus carros, ônibus e caminhões municipais com biogás, evitando a necessidade de comprar quase meio milhão de galões de diesel ou gás por ano.

As operações nas usinas de biogás e de calefação são lucrativas, pois agricultores e fábricas pagam taxas para terem seus detritos retirados _ e as usinas vendem o calor, a eletricidade e o combustível de automóveis gerados.

A remodelação da energia em Kristianstad se originou com as altas no preço do petróleo da década de 1980, quando a cidade mal podia arcar com a calefação de seus hospitais e escolas.

Para economizar em consumo de combustível, eles começaram a construir tubos de aquecimento para formar uma rede subterrânea de calefação _ chamada de aquecimento distrital.

Esses sistemas usam uma fornalha central, ou mais de uma, para aquecer água ou produzir vapor _ que é alimentado na rede.

É muito mais eficiente lançar calor num sistema que pode aquecer uma cidade inteira do que usar caldeiras individualmente em cada edifício.

Sistemas distritais de aquecimento podem gerar calor de qualquer fonte combustível, e assim como na cidade de Nova York, Kristianstad usou inicialmente o combustível fóssil.

Mas quando a Suécia se tornou o primeiro país a impor tributação sobre as emissões de dióxido de carbono de combustíveis fósseis, em 1991, Kristianstad iniciou sua busca por substitutos.

Em 1993, a cidade coletava e queimava sobras locais de madeira, e em 1999, começou a usar o calor gerado pela nova usina de biogás.

Alguns edifícios, remotos demais para estarem conectados ao sistema de aquecimento do distrito, foram equipados com fornos individuais que usam pequenos briquetes, feitos de serragem prensada.

Queimar madeira nesse formato é mais eficiente e produz menos dióxido de carbono do que a lenha comum; esse tipo de calefação fez nascer uma crescente indústria de briquetes no norte da Europa.

Subsídios do governo garantem as compras de fornos de briquetes por cidadãos e empresas; o aquecimento com briquetes custa metade do que com petróleo, disse o engenheiro Erfors.

Tendo eliminado os combustíveis fósseis na calefação, Kristianstad parte para outros desafios.

Planejadores urbanos esperam que, até 2020, o total de emissões locais seja 40 por cento menor do que em 1990, e que o funcionamento da cidade ocorra sem combustíveis fósseis e sem produzir emissões.

Atualmente, os transportes respondem por 60 por cento do uso de combustíveis fósseis.

Por isso, a cidade quer que os motoristas usem carros com o biogás local, o que já ocorre com os veículos municipais.

Isso irá exigir uma maior produção do combustível.

Kristianstad pretende construir usinas-satélite de biogás para regiões distantes, além de expandir sua rede de tubos subterrâneos de biogás _ para permitir a construção de mais postos de abastecimento.

No momento, essa é uma questão como a do ovo e da galinha: embora o biogás custe cerca de 20 por cento menos que a gasolina, os consumidores estão relutantes em gastar US$ 32 mil (US$ 4 mil a mais que o valor de um carro convencional) num carro bicombustível ou a biogás, até estarem certos de que a rede continuará crescendo.

"Um tanque é o bastante para rodar pela região em um dia, mas é preciso se planejar com antecedência para rodar mais longe", explicou Martin Risberg, um engenheiro municipal, enquanto enchia o tanque de um Volvo a biogás.

Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/

domingo, dezembro 19, 2010

Senai inaugura laboratório 3D para área de petróleo e gás


Novo espaço se localiza na escola Nilo Bettanin, em Esteio

Senai inaugurou na manhã desta sexta-feira um laboratório 3D para os cursos da área de petróleo e gás, na Escola de Educação Profissional Senai Nilo Bettanin, em Esteio. Na instalação, poderá ser desenvolvida a modelagem de equipamentos, tubulações, dutos, estruturas e suportes e utilizado um novo aplicativo de criação de plataformas.

Segundo o diretor regional do Senai-RS, José Zortéa, trata-se de um grande passo no sentido de atender as empresas para a área de petróleo e gás, envolvendo o pré-sal e o Programa Nacional de Mobilização Industrial do Petróleo. O laboratório permitirá que novos cursos técnicos, de aprendizagem industrial e de qualificação para a área de petróleo sejam implantados no futuro.

A instalação possibilita trabalhos com ferramentas aplicadas pela Petrobras em todos os projetos e modernizações realizados em suas plantas, tanto on shore como em off shore, e utilizadas por empresas de engenharia que prestam serviços para o segmento petroquímico, papel e celulose, entre outros.

Para mais informações sobre os cursos, os interessados podem entrar em contato com a escola Nilo Bettanin pelo telefone (51) 3473-1844.

Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/

GE Oil & Gas oferta US$ 1,3 bi por Wellstream


LONDRES - A unidade de petróleo e gás do conglomerado industrial General Electric (GE) fez uma grande aposta na indústria de exploração em águas profundas com uma oferta de US$ 1,3 bilhão em dinheiro pela companhia de serviços de petróleo britânica Wellstream Holdings. A Wellstream é especializada na fabricação de dutos flexíveis usados para ligar instalações flutuantes que exploram petróleo e gás em águas profundas. A companhia opera uma fábrica em Newcastle, no Reino Unido, e outra em Niterói, no Rio de Janeiro.

O presidente e executivo-chefe da GE Oil & Gas, Claudi Santiago, afirmou que o Brasil é uma região importante para a GE. "Os produtos flexíveis e de linha de fluxo da Wellstream vão ampliar a nossa carteira de soluções marítimas, fornecendo aos clientes - incluindo aqueles no Brasil, na África e na Ásia - a tecnologia e os serviços confiáveis necessários para lidar com os duros desafios das águas profundas", disse o executivo.

O conselho diretor da Wellstream rejeitou uma oferta de compra da GE em outubro, mas unanimemente recomendou a proposta apresentada ontem. O acordo, que a GE espera fechar no primeiro trimestre de 2011, destaca a importância do Brasil para a companhia. Em 2012 a GE planeja abrir um centro de pesquisa de US$ 100 milhões no Rio de Janeiro.

A Wellstream registrava reserva de caixa de US$ 398 milhões até 16 de novembro, segundo a GE. Os papéis da empresa fecharam a última sexta-feira cotados a 747 centavos de libra na Bolsa de Londres.

Fonte: http://www.dci.com.br/not

Petrobras anuncia descoberta de petróleo leve na Bacia do Espírito Santo


Estimativas preliminares indicam boa qualidade do produto

Petrobras anunciou que descobriu petróleo leve e gás na camada pós-sal da Bacia do Espírito Santo. A descoberta se deu a partir do poço pioneiro de Indra. As estimativas preliminares indicam que o petróleo é de boa qualidade.

De acordo com a empresa, os reservatórios de petróleo equivalente (petróleo e gás) têm espessura em torno de 70 metros e estão aproximadamente a 3.850 metros de profundidade, em águas de 2.100 metros, consideradas as mais profundas da Bacia do Espírito Santo.

Ainda serão necessários estudos adicionais para avaliar o volume e a produtividade dos reservatórios, informou a Petrobras por meio de nota.

Fonte: http://www.canalrural.com.br/c

sexta-feira, dezembro 17, 2010

Como o petróleo é extraído do fundo do mar?


O processo de extração de petróleo varia muito, de acordo com a profundidade em que o óleo se encontra. Ele pode estar nas primeiras camadas do solo ou até milhares de metros abaixo do nível do mar. É o caso das megarreservas descobertas na bacia de Santos nos últimos meses. O campo de Tupi, anunciado em outubro do ano passado, pode acrescentar até 8 bilhões de barris de petróleo aos 12 bilhões da nossa reserva atual. Já o campo Pão de Açúcar, descoberto em 2008 e ainda visto como uma incógnita por especialistas, seria, segundo o que se comentou até agora, o terceiro maior campo do mundo, o que colocaria o Brasil entre os maiores produtores do planeta. Mas não será fácil extrair esse óleo todo. Primeiro, porque esses campos estão a 300 quilômetros da costa – o que dificulta o transporte, quando a produção estiver a todo vapor – e, segundo, a razão principal: o ouro negro está encravado entre rochas situadas 7 mil metros abaixo do nível do mar e, o que é pior, sob uma camada de 2 mil metros de sal. A exploração desse tipo de campo não é uma novidade só para o Brasil. Muito dinheiro terá que ser investido para fazer o petróleo da bacia de Santos vir à tona. Entenda por que nas explicações abaixo. B)

PRODUTO INTERNO BRUTO
Com a tecnologia atual, no máximo 30% do petróleo e do gás natural de Tupi serão extraídos

1) Antes de qualquer coisa, é preciso descobrir onde está o petróleo. Para isso, existe a sísmica. Um navio percorre milhares de quilômetros rebocando cilindros com ar comprimido e dispara rajadas de tempos em tempos. É como uma explosão, que gera ondas sonoras que batem no solo e voltam

2) Os hidrofones, rebocados pelo navio, recebem as ondas sonoras e as decodificam, transformando-as em imagens. São representações das camadas do solo. Através delas os especialistas descobrem se há petróleo incrustado entre as rochas e, se houver, onde está. Aí perfuram o poço para tentar chegar ali

3) perfuração começa com a instalação do BOP no poço. É um conjunto de válvulas para controlar a pressão da perfuração e impedir que o óleo vaze. Quando a perfuração termina, o BOP é trocado por uma estrutura parecida com uma árvore de natal, que controla a extração

4) No início da perfuração são usadas brocas largas, com cerca de 20 polegadas (50 cm) de diâmetro. Elas são feitas de aço e, na ponta, têm pedacinhos de diamante, o minério mais duro que existe. Durante a perfuração elas são resfriadas por uma lama especial, que, além de lubrificar, leva pedaços de rocha para a superfície, onde são analisados

5) As perfurações são interrompidas para troca de brocas ou injeção de cimento, que reveste o duto, sustentando as paredes do poço. Isso é feito assim: o cimento desce pelo tubo por onde passa a broca e sobe pelos vãos laterais, formando a parede. Em seguida, uma broca menor continua a perfuração

6) O petróleo de Tupi está em uma camada geológica acumulada antes do sal: o pré-sal. Para chegar lá, o desafio é atravessar a espessa camada de sal pastoso, que se movimenta e pode até tapar os poços. A saída é fazer uma perfuração horizontal. Assim, evita-se furar vários poços verticais para explorar todo o pré-sal, que tem “só” 120 m de espessura

7) Quando se alcança o óleo, um minicanhão é usado para provocar uma explosão entre as rochas. Em seguida, gases ou líquidos são injetados para abrir as fissuras formadas. É por essas fissuras que o petróleo e o gás natural chegam ao poço. A partir daí, eles sobem graças à pressão do reservatório natural

8) Para minimizar a diferença de temperatura entre o petróleo que sobe (63 ºC) e a água do oceano (2 ºC), o tubo flexível que liga o poço até a plataforma de produção tem revestimento térmico e temperatura controlada por fios elétricos e fibra óptica. Tudo isso para evitar que surjam coágulos, capazes de entupir a tubulação

9) Antes de chegar ao continente, o petróleo de Tupi – mais leve e valioso do que o explorado atualmente no Brasil – será processado e armazenado em naviosplataforma. Se a construção de oleodutos ligando essas embarcações ao continente ficar cara demais, é provável que o transporte seja feito com navios mesmo.

Fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/