quarta-feira, outubro 31, 2012

Brocas de perfuração de poços de petróleo

Uma das atividades mais caras, senão a mais cara de todo o processo da cadeia produtiva da indústria petrolífera, a perfuração de um poço de petróleo é algo que demanda investimentos volumosos, um tempo curto, e uma chance de sucesso quase que de 50%, no melhor dos casos, diga-se de pasagem.

Nesse contexto de riscos, e altos investimentos para a perfuração de um poço de petróleo, a broca de perfuração é peça além de fundamental, deve ser muito bem escolhida na fase da perfuração, pois há tipos diferentes de brocas, para ocasiões diferentes e para perfurar diferentes camadas rochosas.
 
A seguir vamos entender melhor como funciona esse equipamento tão importante da perfuração.

As brocas tem por objetivo, promover a ruptura e desagregação das formações rochosas, sendo necessário para isso um estudo considerando sua economicidade, e seu desempenho.

As brocas são divididas em dois tipos básicos: brocas sem partes móveis e com partes móveis.

Brocas sem partes móveis

É um tipo de broca que por não possuir partes móveis e rolamentos, diminui a possibilidade de falha.

Broca integral de lâmina de aço – Conhecidas como rabo de peixe (fish tail)rimeiras a serem utilizadas na perfuração, perfuram por cisalhamento e sua estrutura cortante possui vida útil muito curta e praticamente não são mais utilizadas.

Brocas de diamantes naturais – Perfuram por esmerilhamento, e antigamente eram usadas em formações que a fish tail não conseguia perfurar (aí a necessidade de estudar qual broca tem melhor desempenho em determinada camada). Hoje são usadas em testemunhagem e em formações extremamente duras e abrasivas.

• As brocas com estrutura cortante de diamantes naturais constam de um grande número de diamantes industrializados fixados em uma matriz metálica especial.

• Brocas PDC (Pollycrystalline Diamond Compact): no final da década de 70 foram lançadas as brocas de diamantes sintéticos. A estrutura de corte é formada por pastilhas ou compactos montados sobre bases cilíndricas, instaladas no corpo da broca.

• Perfuram por cisalhamento, por promoverem um efeito de cunha, a pastilha é composta por uma camada fina de partículas de diamantes aglutinados com cobalto, fixada a outra camada composta por carbureto de tungstênio.

• As brocas PDC foram introduzidas para perfurar formações moles com altas taxas de penetração e maior vida útil, em formações duras o calor gerado durante a perfuração destrói a ligação entre os diamantes e o cobalto.

• Foram então desenvolvidos os compactos TSP (Thermally Stable Pollycrystalline) que por não possuírem cobalto, resistem mais ao calor.

Brocas com partes móveis – Possuem estruturas cortantes e rolamentos, podem ter de um a quatro cones, sendo as mais utilizadas as tricônicas pela sua eficiência e menor custo inicial em relação às demais.

• Estrutura cortante – Os elementos que compõem a estrutura cortante são fileiras de dentes montados sobre o cone que se interpõe entre a fileira dos dentes dos cones adjacentes, quando se aplica à rotação à broca.

• Quanto à estrutura cortante, são divididas em: Brocas de dentes de aços e Brocas de insertos.

• A ação da estrutura cortante das brocas tricônicas envolve a combinação de ações de raspagem, lascamento, esmagamento e erosão por impacto dos jatos de lama.

• Nas brocas projetadas para rochas moles o efeito de raspagem é predominante, em rochas duras onde a taxa de penetração é baixa e os custos de perfuração tendem a ser altos, o mecanismo de esmagamento provou ser o mais adequado.

Rolamentos

•Roletes e esferas não selados: não possuem lubrificação própria, sendo lubrificados pelo fluido de perfuração, apresenta menor custo e sua resistência ao desgaste também é menor.

• Roletes e esferas selados: Há um sistema interno de lubrificação que não permite o contato do fluido de perfuração com os rolamentos, aumentando a vida útil da broca.

• Mancais de fricção tipo journal: Os roletes são substituídos por mancais de fricção revestidos por metais nobres e possuem dispositivo interno de lubrificação. Possuem maior custo, mas são mais eficazes e as que apresentam baixo índice de falha.
 

Práticos, ‘os flanelinhas de navios’, ganham até R$ 300 mil mensais

Empresários do setor de navegação afirmam que os custos dos serviços de praticagem nos portos brasileiros estão entre os mais altos do mundo
 
Rio e Santos - O Brasil está prestes a mudar o centenário e milionário serviço de praticagem — que consiste no apoio para que navios cheguem aos portos com profissionais, os práticos, treinados para conduzi-los nos estreitos canais de acesso aos terminais.
A Marinha reconhece que poderá dispensar, já a partir do ano que vem, a contratação do serviço de assessoria aos comandantes de navios habituados a certos terminais portuários. Outra mudança efetiva poderá surgir de um comitê que está sendo criado pelo governo para rever os altos custos, que, segundo levantamento dos armadores, são até 1.000% superiores aos registrados em países vizinhos, o que compromete a competitividade nacional. Além disso, cria uma elite de cerca de 400 profissionais no país que, não raro, recebem até R$ 150 mil mensais, ou até R$ 300 mil mensais no Maranhão.
Empresários do setor de navegação afirmam que os custos dos serviços de praticagem nos portos brasileiros estão entre os mais altos do mundo. E citam o preço para atracar navio médio (de 20 mil a 30 mil toneladas) no Porto de Paranaguá (PR): R$ 28.241,18 (pouco mais de US$ 14 mil) para operação que leva em média duas horas. Nos Estados Unidos, em portos com características próximas às de Paranaguá, dizem eles, como o de Brownsville, no Texas, no Golfo do México (também terminal de escoamento de grãos), o preço da atracação é US$ 5.712 (cerca de R$ 11 mil).
— Não queremos que os práticos ganhem mal, mas os valores que cobram aqui são estratosféricos — diz um empresário que não quis ser identificado.
De acordo com os armadores, a diferença é ainda maior na comparação com portos chilenos: lá são cobrados US$ 1.287. Ou seja, o serviço brasileiro é 987% mais caro.
‘Competitividade menor das empresas’
O Sindicato Nacional de Empresas de Navegação Marítima (Syndarma) afirma que o custo da praticagem “afeta diretamente a competitividade das empresas”. Para atracar um navio no Porto de Manaus, o preço dos serviços dos práticos, segundo os armadores, chega a R$ 250 mil. Eles podem
ter de esperar três dias por um profissional.
— Um prático, em média, ganha sete vezes mais que o comandante de um navio. E não podemos dizer que a responsabilidade deles seja maior. Se o navio bate, mesmo na manobra, o responsável é o comandante, não o prático — afirmou André Mello, um dos diretores do Syndarma.
No Porto de Santos, o maior e mais movimentado da América Latina em contêineres, a praticagem é oferecida por uma única empresa, a Praticagem de São Paulo, uma sociedade de cotas que tem os próprios profissionais como sócios. A prática se repete pelo país.
— Todo esse processo nós fazemos baseados na legislação; não é algo da nossa cabeça — diz Paulo Barbosa, diretor-superintendente da Praticagem de São Paulo, rebatendo as acusações, que diz serem comuns, das companhias de navegação.
Ao todo, 52 práticos são responsáveis pela movimentação dos navios em Santos e no Porto de São Sebastião (SP). Eles fazem, em média, 36 manobras de atracação e desatracação por dia. Na temporada de cruzeiros, o número chega a 60 manobras diárias.
— Com a formação que temos hoje (52 práticos), daria para fazer até 180 manobras — diz Barbosa.
Barbosa, de 54 anos, é ex-oficial da Marinha Mercante e há 18 anos dedica-se à praticagem. Na sexta-feira passada, repórteres do GLOBO acompanharam a manobra de atracação de um navio com uma carga de veículos com bandeira de Cingapura e tripulação filipina, desde a barra do Porto de Santos até o terminal. Com 190 metros de comprimento e capacidade para 47 mil toneladas, a embarcação foi comandada por Barbosa durante 1h30m até completar a atração. Pelo serviço, a empresa cobrou R$ 13.345,00.
Esses custos, porém, podem estar com os dias contados. Nos próximos dias, começará a funcionar um comitê com Marinha, práticos, armadores, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e os ministérios da Fazenda e do Planejamento para enfrentar o assunto. O vice-almirante Ilques Barbosa Junior, diretor de Portos e Costas, adiantou que o objetivo é diminuir os custos, sem abrir mão da qualidade e da segurança da operação. Segundo ele, em 2013, os primeiros comandantes habituados a determinados portos poderão dispensar os serviços dos práticos. Antes, precisarão passar por um teste. Essa possibilidade existia na legislação, mas nunca foi utilizada.
— Esse tipo de crítica (sobre os custos) carece de dados mais sólidos, haja vista que as diversas organizações envolvidas no serviço de praticagem (entidades, autoridades, empresas e outros) diferem sensivelmente entre os países, que também têm legislações diversas. O que se pode afirmar é que os preços de praticagem, de uma maneira geral, são elevados no mundo inteiro. Além disso, pela legislação brasileira em vigor, os preços dos serviços de praticagem são negociados pelas partes interessadas, ou seja, praticagem e armadores. Em casos excepcionais, onde não haja acordo, é que caberá à autoridade marítima estabelecer um preço entre as partes — diz o vice-almirante.
 ‘Serviço é de interesse público’
Os práticos rebatem as críticas. Otávio Fragoso, diretor do Conselho Nacional de Praticagem (Conapra) e vice-presidente sênior da Associação Internacional de Praticagem (Impa, na sigla em inglês), afirma que a praticagem no Brasil não é mais cara que a média mundial. Ele diz que a FGV fez estudo, contratado pelo próprio Conapra, que prova que, em média, os custos de Santos, por exemplo, são 10% a 31% superiores à média mundial, o que seria, em grande parte, decorrente do câmbio.
Fonte: O Globo.

terça-feira, outubro 30, 2012

Sub-sea B.O.P. ( blow out preventer )

Subsea BOPs está conectado à plataforma "offshore" acima por um riser de perfuração que proporciona um caminho contínuo para a coluna de perfuração e fluidos emanados do poço da plataformaB.O.P. ( blow out preventer ) È um conjunto de vávulas de segurança  usada para selar, controlar e monitorar os poços de petróleo e gás . Blowout preventer foram desenvolvidos para lidar com pressões extremas e fluxo descontrolado ( kick formação ) provenientes de um reservatório bem durante a perfuração . Kicks pode levar a um evento potencialmente catastrófico conhecido como um estouro .  Além de controlar a pressaõ que ocorre no poço e do fluxo de petróleo e gás, blowout preventers  tambem se destinam a impedir que por exemplo,tubos de perfuração e revestimento do poço , ferramentas e fluido de perfuração de não serem levados para fora do poço ( também conhecido como furo, o buraco que vai até aõ reservatório), quando um desastre ameaça Blowout preventers são fundamentais para a segurança da tripulação e o equipamento utilizado para perfurar um poço . Para meio ambiente é tambem muito importante pois evita a contaminaçaõ das águas .BOPs em plataformas offshore são montados abaixo do convés da plataforma. Subsea  Subsea BOPs está conectado à plataforma "offshore" acima por um riser de perfuração que proporciona um caminho contínuo para a coluna de perfuraçaõ e fluidos emanados do poço da    plataforma .

Entenda o que é um Blow Out

Blowout é um fluxo descontrolado de hidrocarbonetos saindo de um poço de petróleo devido a alguma falha no seu sistema de controle de pressão. Blow-out é o fluxo descontrolado de fluidos da formação para a superfície, devido ao desbalanceamento entre a pressão hidrostática da lama de perfuração ou fluido de completação e a pressão da formação. Para se evitar um blow-out, é necessário realizar um rigoroso controle de pressão hidrostática do poço, para assegurar que ela sempre seja um pouco mais alta do que a pressão no interior da formação, assim, os fluidos da formação não poderão sair descontroladamente. Por outro lado, a pressão no poço não pode ser muito elevada, do que no interior da formação para evitar que o fluido de perfuração entre na formação, danificando a mesma. O controle da pressão no poço é feito através do ajuste da densidade do fluido de perfuração que é injetado no mesmo. Torna-se também necessária a verificação do volume de fluido de perfuração que retorna para os tanques. Caso o volume que retorna seja maior do que o volume de fluido injetado verifica-se que a formação está expulsando fluido do poço, este fenômeno é chamado de kick, que é um aviso da Possibilidade de ocorrer um blow-out. Outra medida preventiva é assegurar que o Blow-out Preventer (BOP) seja mantido em bom estado e em perfeitas condições de operação, para ser utilizado em caso de descontrole do poço. Em caso de blow-out é necessário realizar intervenções para retomar o controle do poço, normalmente isso é feito através do uso de técnicas que permita a injeção de fluidos no poço, de forma que a pressão fique novamente maior do que a pressão da formação, impedindo a saída de seus fluidos. Em poços terrestres, devido ter maior facilidade de acesso à cabeça do poço, a intervenção direta no poço é a técnica mais indicada para o combate aos blow-outs, pois possibilita maior rapidez no controle e, conseqüentemente, menor custo. Já em cenários de poços submarinos em água profunda, a utilização de poços de alívio (kick wells) é a técnica mais confiável para combate de blow-outs. Assim, os Poços Direcionais são perfurados para atingir o poço com blow-out em pontos pré-determinados e permitir a injeção dos fluidos para controlá-lo.

Lucro da Galp avança apoiado em maior produção no Brasil

No terceiro trimestre, petrolífera portuguesa teve lucro líquido de 98 milhões de euros, alta de 58%

Rio de Janeiro (RJ) - A petrolífera portuguesa Galp Energia apurou um ganho de 57 por cento no lucro líquido ajustado dos nove primeiros meses do ano, impulsionado por maior produção de petróleo e gás no Brasil.

Se considerado apenas o terceiro trimestre, o lucro líquido ajustado foi de 98 milhões de euros, alta de 58 por cento, em linha com a previsão de analistas de ganho de 99 milhões de euros, segundo pesquisa da Reuters.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado cresceu 38 por cento no terceiro trimestre, para 306 milhões de euros.

A companhia já havia informado que a produção de petróleo avançou quase 25 por cento, para 25.900 barris por dia (bpd) no trimestre passado.

A Galp detém uma fatia de 10 por cento no campo Lula/Tupi, no Brasil, e também tem operações na Angola. A petrolífera refinou 21,3 milhões de barris de petróleo bruto no terceiro trimestre, crescimento de 2,6 por cento.

A margem de refino aumentou para 4,40 dólares por barril no período, comparada a 0,9 dólar um ano antes.

Fonte: Reuters

segunda-feira, outubro 29, 2012

Petróleo da África vai superar o do Brasil

Em 2016, a indústria offshore de petróleo na África terá acelerado além do Brasil, um gestor de fundos prevê.
 
De acordo com Richard Robinson, um gestor de investimentos na Ashburton, o setor brasileiro de perfuração em águas profundas vai ampliar 100 por cento durante os próximos quatro anos. Mas o desenvolvimento de bacias petrolíferas ao largo das costas leste e oeste África deverá crescer em 135 por cento nesse período.
Mas Robinson acha que as empresas de serviços de petróleo vão lucrar mais com isso, ao invés de exploradores de petróleo ‘wildcat’ que arriscam mais em suas buscas. “Em 2016 , a indústria de petróleo offshore de serviço terá uma significativa aceleração na sua atividade “, argumentou.
‘A perfuração em águas-meio profundas deverá duplicar, com águas profundas e ultra-profundas subindo mais de 200 por cento.
” Os prestadores de serviços também se beneficiarão com o aumento da atividade em todo o mundo, de uma forma que os exploradores geograficamente concentrados não terão. “A necessidade de explorar e desenvolver suas próprias perspectivas nacionais não se limitam exclusivamente à África”, acrescentou Robinson ‘, mas estão sendo refletidas no desenvolvimento de perspectivas no mar ao redor do mundo. ”
“Nós temos evidências de que isso está acontecendo e em nenhum lugar podemos ver isso de forma mais evidente do que na própria África”, ele continuou. “O continente Africano está rapidamente se tornando a região líder do mundo com novas descobertas de petróleo, especialmente no mar. Que não só ocorrem nas áreas típicas da Nigéria, Argélia ou Angola, mas também em toda a costa leste da Tanzânia, Moçambique e até no Quênia “.
Robinson soou um alerta sobre as perspectivas para a África do Sul, no entanto, onde o crescimento econômico desacelerou cerca de 2 por cento ao ano. Parte da razão é o mercado doméstico de energia do país .
“Devido em grande parte às sanções que foram geradas pelo regime de apartheid , Robinson explicou,” a África do Sul – e em particular a Sasol e aPetroSA – desenvolveram uma forte dependência do óleo sintético, a conversão de carvão e gás natural em petróleo.
” O óleo sintético agora fornece aproximadamente 36 por cento dos refinados requisitos de combustível líquido da África do Sul. “No entanto”, observou Robinson, “a produção de petróleo sintético é cara, intensivba em energia e altamente poluentes.”
Consequentemente, a África do Sul é o país que mais depende do carvão, do mundo, com a substância que represente 75 por cento das suas necessidades de energia contra uma média global de menos de 30 por cento. ‘A indústria de combustível sintético está funcionando em plena capacidade, mas está lutando para reduzir o déficit de petróleo do país “, comentou Robinson.
“A expansão da indústria vai ser adiada e, possivelmente, restrita, pelas crescentes preocupações ambientais. Mesmo se aprovada, longos tempos de espera e de complexidade de construção significam que a capacidade material não poderá ser adicionada até 2020. ”
Isso deixou a África do Sul fortemente dependentes de petróleo fornecidos a partir do Oriente Médio, o que contribui 85 por cento de suas importações de petróleo bruto. Como Robinson apontou, “a África do Sul ocupa dentro dos seis melhores economias do mundo que são mais sensíveis às oscilações do preço do petróleo.”
 
Fonte: What Investiment

OGX obtém qualificação de Operador A pela ANP

Rio de Janeiro – A OGX, empresa brasileira de óleo e gás natural responsável pela maior campanha exploratória privada no Brasil, informa que obteve da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – ANP, a qualificação de Operador A, estando apta, portanto, a operar agora blocos situados em águas profundas e ultraprofundas, além de águas rasas e em terra, onde já podia operar como Operador B.
Perfil da OGX-Focada na exploração e produção de óleo e gás natural, a OGX Petróleo e Gás SA é responsável pela maior campanha exploratória privada no Brasil. A OGX possui um portfólio diversificado e de alto potencial, composto por 29 blocos exploratórios no Brasil, nas Bacias de Campos, Santos, Espírito Santo, Pará-Maranhão e Parnaíba e 4 blocos exploratórios na Colômbia, nas Bacias de Cesar-Ranchería e Vale Inferior do Madalena. A área total de extensão dos blocos é de 6.400 km² em mar e cerca de 36.700 km² em terra, sendo 24.500 km² no Brasil e 12.200 km² na Colômbia. A OGX é parte do Grupo EBX, conglomerado industrial fundado e liderado pelo empresário brasileiro Eike Batista, que possui um comprovado histórico de sucesso no desenvolvimento de novos empreendimentos nos setores de recursos naturais e infraestrutura.
 
Fonte: OGX

Petrobras negocia parte de patrimônio

Estatal precisa fazer caixa e planeja levantar US$ 14,8 bilhões para poder investir no pré-sal.
 
A Petrobrás está com dificuldades para negociar a venda de ativos no exterior. Potenciais compradores sabem que a companhia tem pressa em fazer caixa e aproveitam para barganhar preços, segundo fontes da estatal.
O plano de negócios de 2012 a 2016 prevê vendas de ativos no valor de US$ 14,8 bilhões, a maior parte em 2012. Mas, a pouco mais de dois meses do fim do ano, a estatal ainda não conseguiu levantar os recursos.
O dinheiro é fundamental para financiar os investimentos no pré-sal, cada vez mais prioritários para a empresa, em detrimento dos projetos no exterior. O reforço de caixa é ainda mais importante porque a Petrobrás está perdendo bilhões com a importação de combustíveis e com a queda de produção na Bacia de Campos.
A dificuldade para vender os ativos é sentida no Golfo do México, nos Estados Unidos, onde a Petrobrás negocia com empresas de petróleo de vários países uma complexa parceria para seus 175 blocos de exploração de petróleo. Também podem ser negociados refinarias no Japão e nos Estados Unidos e ativos na Argentina.
No caso da refinaria de Pasadena (Texas), pesa contra a venda o fato de a Petrobrás poder amargar prejuízo bilionário com o negócio. Em junho, a estatal comprou o resto das ações que faltava para obter o capital total da refinaria e encerrou as disputas judiciais com a antiga sócia Transcor/Astra.
O acerto permite que a Petrobrás revenda a refinaria. O problema é o valor a ser negociado. A estatal pagou US$ 1,18 bilhão pela refinaria, mas ela é avaliada em cerca de um décimo deste valor. Apenas no acerto de junho, a Petrobrás desembolsou US$ 820,5 milhões.
 

domingo, outubro 28, 2012

Programa Internacional de Talentos da Aker quer Brasileiros

A Aker Solutions, grupo internacional da área de óleo e gás, abriu as inscrições para seu Programa Internacional de Talentos. O Brasil foi escolhido como fonte de talentos entre cinco países no mundo.
O programa é uma experiência prática de aprendizado de dois anos, que consiste em três etapas de oito meses cobrindo funções, negócios e locais diferentes na rede global de escritórios e centros de tecnologia e fabricação da Aker Solutions.
Este ano, os talentos serão selecionados no Brasil, Malásia, Noruega, Reino Unido e EUA.
Esta rodada de captação dos melhores jovens talentos do ramo de óleo e gás é a sexta desde 2006. A edição anterior, realizada em 2011, atraiu mais de 1.400 inscritos no total, sendo 237 do Brasil.
Tanto portadores de passaporte nacional quanto estrangeiro no Brasil podem se candidatar.
“O objetivo do Programa Internacional de Talentos é atrair e desenvolver talentos que construam nossa empresa de forma global. Recrutamos talentos de algumas de nossas regiões de crescimento estratégico. Designar-lhes várias tarefas dentro da organização lhes permitirá compartilhar experiências de vários segmentos de negócios, regiões e culturas. Esta é uma parte importante da realização das nossas ambições nacionais e internacionais de crescimento”, disse o vice-presidente de Recursos Humanos e Comunicação da Aker Solutions no Brasil Markus Busch.
A Aker Solutions fornece produtos, sistemas e serviços de campo de petróleo para clientes da indústria de óleo e gás. A empresa emprega aproximadamente 25.000 pessoas em mais de 30 países ao redor do mundo. No Brasil, a Aker Solutions tem aproximadamente 1.400 funcionários.
“Eu gostaria de incentivar todos os que preenchem os requisitos a se candidatar, pois estamos buscando diferentes indivíduos e qualidades pessoais. No total, esperamos selecionar aproximadamente 15 candidatos dos cinco países que estamos recrutando este ano”, acrescenta o vice-presidente.
O candidato típico ao programa é aquele que se formou na área de negócios em nível de mestrado, tendo preferencialmente um diploma em Engenharia. Por se tratar de um programa global, a exposição internacional também é um requisito, juntamente com a fluência em Inglês.
Além das três etapas de oito meses, os candidatos participarão regularmente de workshops ao redor do mundo, nos quais se reunirão para discutir seu progresso e compartilhar experiências. Cada talento será encaminhado ao um mentor pessoal com vasta experiência e habilidades de coaching, que acompanhará o talento ao longo do programa para facilitar seu desenvolvimento pessoal e profissional.
As inscrições se encerram no dia 11 de novembro. Para mais detalhes acesse www.akersolutions.com
 

Eike Batista desafia mercado e ações da OGX disparam

Empresário se dispôs a comprar até US$1 bi de papéis com um valor 20% acima do mercado
 
São Paulo - As ações da OGX (OGXP3) abriram o pregão de hoje em forte alta, reagindo ao anúncio do empresário Eike Batista de que irá aplicar 1 bilhão de dólares em ações da petroleira. Na máxima do dia, as ações chegaram a uma alta de 7,56%, negociadas a 4,98 reais.
Risco
Os analistas Frank McGann e Conrado Vegner, do Bank Of America Merrill Lynch, enxergam a atitude de Eike como positiva já que uma de suas maiores preocupações no médio prazo para a OGX têm sido a necessidade de financiamento enquanto a empresa caminha para desernvolver mais rapidamente seus ativos.
Os papéis da OGX encerraram o pregão de ontem negociadas a 5,02 reais, 20% abaixo do valor proposto por Eike. No ano, os papéis acumulavam queda de 66% (ante -0,81% do Ibovespa). “Sem a opção, o perfil de risco da empresa, em nossa visão, poderia subir rapidamente nos próximos doze meses”, explicam os analistas.
A recomendação de desempenho abaixo da média do mercado e o preço-alvo de 5 reais foram reiterados pelo banco.
Desconfiança
A queda expressiva no ano se explica pela falta de confiança do investidor na empresa. Os papéis da OGX despencaram 41% em apenas uma semana em junho após o mercado receber mal o detalhamento sobre a vazão de dois poços no Campo de Tubarão Azul, na Bacia de Campos.
Após testes, a empresa concluiu que a área tem uma capacidade de vazão ideal de 5 mil barris de óleo equivalente por dia para os dois primeiros poços em estágio inicial. O mercado esperava algo em torno de 15 mil a 20 mil barris por dia.
A OGX vai divulgar seus resultados do terceiro trimestre de 2012 no dia 8 de novembro, quinta-feira, após o fechamento do mercado.
Fonte: Exame.com

Oferta de gás da Petrobras sobe 40% para atender termelétricas

Segundo a empresa, só foi possível atender à alta recorde de demanda graças ao aumento da produção nacional, em especial nos campos da bacia de Santos e do pré-sal
 
Rio de Janeiro (RJ) - A oferta de gás da Petrobras ao mercado disparou 40 por cento no mês de outubro em relação ao mesmo período do ano passado, puxada pela grande demanda das térmicas para geração de energia elétrica, num momento em que essas usinas são acionadas para suprir a menor produção nas hidrelétricas.
 Dados da estatal enviados à Reuters por email mostram que as vendas médias diárias subiram para 90,1 milhões de metros cúbicos/dia neste mês, ante 64,4 milhões de metros cúbicos diários em outubro de 2011.
As importações do insumo da Bolívia via gasoduto também estão em sua capacidade máxima, além de ter havido aumento na produção dos terminais de Gás Natural Liquefeito da estatal no Ceará e no Rio de Janeiro.
A demanda do mercado por gás vem batendo sucessivos recordes nos últimos meses. No dia 28 de setembro a estatal entregou ao mercado 96,1 milhões de metros cúbicos diários de gás natural, volume considerado recorde pela empresa.
O recorde anterior, de 91,4 milhões de metros cúbicos em um dia, havia sido alcançado uma semana antes, no dia 21 de setembro, segundo Petrobras. Antes dessas duas máximas históricas, o volume mais alto de gás entregue havia sido em 12 de novembro de 2010, quando atingiu 85 milhões de metros cúbicos.
Térmicas
Do total vendido, boa parte é destinada para abastecer o mercado de geração termelétrica, que está produzindo energia para poupar reservatórios das hidrelétricas após um inverno seco em diversas regiões do país.
Cerca de 38 milhões de metros cúbicos/dia são destinados para as usinas térmicas, segundo a Petrobras, um crescimento de 192 por cento ante os 13 milhões de metros cúbicos/dia destinados às térmicas em outubro de 2011.
A geração de eletricidade com gás está 400 por cento maior em comparação com o ano passado, atingindo 7.600 megawatts, ante 1.500 megawatts em outubro de 2011, segundo a estatal.
"Essa movimentação excepcional de gás natural deve-se ao substancial aumento da geração de energia termelétrica em atendimento ao despacho do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que aciona as termelétricas para complementar o suprimento energético do país em períodos de baixa nos reservatórios hidrelétricos", disse a Petrobras em comunicado na época dos recordes de fornecimento.
Térmicas a óleo
A necessidade de geração térmica está tão alta neste ano que, mesmo com todas usinas a gás ligadas, foi necessário acionar térmicas a óleo combustível desde a semana passada, disse a estatal.
Todas as térmicas à gás produzem juntas cerca de 7.600 megawatts e, atualmente, cerca de 20 usinas a óleo combustível também estão em funcionamento para suprir o sistema elétrico nacional, somando cerca de 2.100 megawats, segundo o ONS.
Até o fim da semana, outras usinas a óleo devem ser ligadas porque as chuvas ainda não foram suficientes para encher os reservatórios das hidrelétricas ao nível desejado. A perspectiva é aumentar a geração de energia termelétrica a óleo para entre 3.500 megawatts a 4.000 megawatts.
Fonte: Reuters

sábado, outubro 27, 2012

Entendendo a operação de revestimento no poço de petróleo.

REVESTIMENTO

• Todo poço perfurado tem a necessidade de ser revestido total ou parcialmente, com a finalidade de proteger suas paredes.

• A perfuração é feita em fases, cujo número depende das características das zonas a serem perfuradas e e da profundidade final prevista do poço.

• Cada fase é concluída quando, após a perfuração, procede-se a descida de uma coluna de revestimento, com posterior cimentação do espaço anular exterior à coluna.


FUNÇÕES DA COLUNA DE REVESTIMENTO

• Prevenir desmoronamentos de partes do poço;

• Evitar contaminação da água potável dos lençóis freáticos;

• Permitir retorno do fluido de perfuração à superfície;

•Prover meios de controle de pressões dos fluidos, permitindo aplicação de pressão adicional desde a superfície;

• Impedir migrações de fluidos das formações;

• Sustentar os equipamentos de segurança de cabeça de poço;

• Sustentar a coluna de revestimento;

•Alojar os equipamentos de elevação artificial;

•Confinar a produção ao interior do poço

COLUNAS DE REVESTIMENTO

• Características essenciais:

• Ser estanque;

• Ter resistência compatível com as solicitações;

• Ter dimensões compatíveis com as atividades futuras;

• Ser resistente a corrosão e à abrasão;

• Apresentar facilidade de conexão;

• Ter a menor espessura possível.

• Esforços atuantes:

• Sofrem permanente esforços do meio em que se encontram.

• O dimensionamento tem que considerar a resistência mínima que os tubos devem apresentar para suportar as solicitações de tração, pressão interna e colapso.
Fonte: http://unipeg1.blogspot.com.br/

Shell inicia 2ª fase de produção no Parque das Conchas em 2013

Equipamentos para a nova etapa já foram entregues e deverão ser instalados em águas profundas ainda este ano

Rio de Janeiro (RJ) - A Shell iniciará no segundo semestre de 2013 a produção e petróleo da fase II do bloco BC-10, no Parque das Conchas, na Bacia de Campos.

Segundo o presidente da companhia no Brasil, André Araújo, a empresa já estuda uma terceira fase de produção no campo, ainda sem data para começar. Os equipamentos para a segunda etapa já foram entregues, testados e serão instalados em águas profundas até o fim deste ano. Duas sondas serão utilizadas na operação da segunda etapa do BC-10.

Além de uma unidade da Nobel, já utilizada pela Shell em exploração e produção no Brasil, a companhia receberá em 2013 uma segunda sonda do mesmo fornecedor. Ambas vão atuar na fase II do BC-10. O plano prevê a perfuração de 11 poços, dos quais sete produtores e quatro de injeção. A Shell desembolsará US$ 1 milhão por dia pelo aluguel das unidades (US$ 500 mil para cada uma).

Sigilo. Araújo preferiu não antecipar os volumes de produção estimados para essa segunda fase do Parque das Conchas, onde a Shell produz desde 2003. Atualmente, a produção da Shell no País é de, em média, 80 mil barris de óleo equivalente por dia. Desse total, 50 mil barris saem do Parque das Conchas. No mundo, a multinacional produz 3,2 milhões de barris diários.

Em meados de 2013 a Shell fará a primeira perfuração em seu bloco no Vale do Rio São Francisco, em Minas Gerais, onde dará início à prospecção de gás de xisto (shale gas). A sonda de perfuração para a área está, segundo Araújo, "em contratação" com um operador instalado no Brasil, já que a empresa tem que cumprir exigências de conteúdo local.

Fonte: Agência Estado

Lucro da Petrobras Argentina sobe 389% no 3º trimestre

Durante os primeiros nove meses do ano, a Petrobras Argentina acumulou lucro de 614 milhões de pesos, queda de 24,01%.

Buenos Aires – A Petrobras Argentina, subsidiária da petroleira estatal brasileira Petrobras, informou nesta quinta-feira que teve lucro líquido de 323 milhões de pesos argentinos (cerca de US$ 69 milhões) no terceiro trimestre deste ano, alta de 389,39% na comparação com o lucro do mesmo período do ano passado, de 66 milhões de pesos. No período, as vendas cresceram 61,93%, para 1,642 bilhão de pesos.

Durante os primeiros nove meses do ano, a Petrobras Argentina acumulou lucro de 614 milhões de pesos, queda de 24,01% ante os 808 milhões de pesos registrados em igual período de 2011. Em relatório enviado à Bolsa de Buenos Aires, a companhia disse que “os bons resultados da campanha de perfuração na Bacia Neuquina e a colocação em funcionamento de uma unidade de tratamento de petróleo bruto na Bacia Austral permitiram reverter os efeitos da declinação natural dos campos maduros na Argentina”.

sexta-feira, outubro 26, 2012

Shell vai ampliar produção no Espírito Santo em 2013

O presidente da Shell Brasil, André Araújo, disse que a produção de 50 mil barris por dia no Parque das Conchas, litoral Sul do Espírito Santo, será ampliada no início do segundo semestre de 2013. No período, entrarão em produção 11 poços, sendo sete produtores e quatro injetores de água e gás natural. O executivo não revelou quanto a Shell passará a produzir no local com a segunda fase do projeto de produção.

De acordo com Araújo, duas sondas foram contratadas para a operação, fornecidas pela Noble. Uma delas será entregue no ano que vem, e a outra já é utilizada pela Shell em blocos de produção e exploração. Os dois equipamentos custarão US$ 1 milhão por dia à Shell.

“Está tudo caminhando dentro do projeto, que entra em uma fase importante. Estamos na expectativa”, disse ele, em evento organizado pela Câmara Britânica de Comércio e Indústria no Brasil.

Araújo afirmou também que a empresa iniciou estudos para ampliar, pela terceira vez, a produção no Parque das Conchas.

Demora do governo

Araújo também criticou o governo por ter demorado cinco anos para anunciar a 11ª rodada de leilão de áreas de concessão de petróleo e gás. Em setembro, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, anunciou que o leilão acontecerá em maio.

“O Brasil perdeu cinco anos”, afirmou ele, referindo-se à última rodada de leilão organizada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) em 2007.

Araújo disse que o próximo leilão ajudará no crescimento do país e incrementará a arrecadação fiscal do governo.

Fonte: Valor / Diogo Martins

Concurso da ANP oferece salários de R$ 9,6 mil a R$ 11,3 mil

Oportunidades são para Salvador, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Manaus, Belo Horizonte e São Paulo
A partir de segunda-feira (29/10), a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) abrirá as inscrições para o concurso público com 152 vagas e mais formação de cadastro de reserva em cargos de nível superior. As oportunidades são para as cidades de Salvador, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Manaus, Belo Horizonte e São Paulo, e os salários variam de R$ 9.623,20 a R$ 11.374.
O edital do concurso da Agência Nacional do Petróleo (ANP) foi publicado nesta segunda-feira (22) no Diário Oficial da União.
São 22 vagas para analista administrativo e 15 para especialista em geologia e geofísica do petróleo e gás natural e 115 para especialista em regulação de petróleo e derivados, álcool combustível e gás natural. As inscrições podem ser feitas até as 23h59 do dia 19 de novembro (horário de Brasília) pelo site www.cespe.unb.br/concursos/ANP_12. A taxa de inscrição para as vagas de analista é de R$ 80 e de R$ 100 para especialista.
Os cargos de analista administrativo são para as áreas de arquivologia, ciência contábeis, jornalismo, administração, análise de sistemas, ciência da computação, processamento de dados, sistemas de informação, informática, engenharia da computação, engenharia de sistemas e engenharia de redes. O salário inicial, com a gratificação de desempenho, é de R$ 9.623,20, e após a primeira avaliação de desempenho, o salário pode chegar a R$ 10.429.
Paras as vagas de especialista em geologia e geofísica do petróleo e gás natural, o salário, com a gratificação por desempenho, é de R$ 10.019,20, podendo chegar a R$ 11.374, após a primeira avaliação de desempenho. Neste cargo, os candidatos devem ter graduação nas áreas de geologia, engenharia geológica ou geofísica.
Já as oportunidades para os especialista em regulação de petróleo e derivados, álcool combustível e gás natural, as vagas são para profissionais com formação nas áreas de ciências econômicas, engenharia civil, engenharia de produção, engenharia elétrica, engenharia eletrônica, engenharia mecânica, engenharia mecatrônica, engenharia metalúrgica, engenharia naval, engenharia do petróleo, engenharia de minas, engenharia química, engenharia cartográfica, química, engenharia química biologia, ciências biológicas, oceanografia, oceanologia, engenharia ambiental, análise de sistemas, ciência da computação, processamento de dados, sistemas de informação, informática, engenharia da computação, engenharia de sistemas, engenharia de redes ou curso superior completo na área de tecnologia da informação, química e química industrial.
A remuneração inicial também é de R$ 10.019,20, podendo chegar a R$ 11.374, após a primeira avaliação de desempenho.
O processo seletivo constará de provas objetivas, de conhecimentos básicos e específicos, que serão aplicadas no dia 13 de janeiro; prova discursiva, que compreende uma redação de texto dissertativo e duas questões práticas; e avaliação de títulos. O concurso terá validade de 1 ano e poderá ser prorrogado, uma única vez, pelo mesmo período.
Os aprovados para os cargos de especialista em geologia e geofísica do petróleo e gás natural e especialista em regulação do petróleo e derivados, álcool combustível e gás natural passarão por um curso de formação que será ministrado na cidade do Rio de Janeiro.
 
Fonte: Correio da Bahia

quinta-feira, outubro 25, 2012

Petrobras lidera pela quinta vez o ranking das preferidas para trabalhar no Brasil

Google, segundo colocado no ranking, recebeu 633 votos, seguido pela Vale, que obteve 603 indicações

Rio de Janeiro (RJ) - Pesquisa da consultoria Aon Hewitt, presente em 120 países, aponta pela quinta vez consecutiva a Petrobras no topo do ranking das empresas "mais desejadas" para trabalhar. Na edição de 2012, a empresa aparece com uma larga vantagem de votos entre os entrevistados na comparação com as demais, sendo apontada como a preferida para trabalhar por mais de 2 mil pessoas. O Google, segundo colocado no ranking, recebeu 633 votos, seguido pela Vale, que obteve 603 indicações. Cerca de 30 mil profissionais em mais de 150 empresas em todo o Brasil foram ouvidos na pesquisa da Aon Hewitt.

Para a gerente de Planejamento de Recursos Humanos da Petrobras, Mariângela Mundim, o sucesso da Companhia na pesquisa é resultado de uma série de oportunidades e benefícios. "A Petrobras tem salários competitivos, uma cesta de benefícios muito interessante e um bom ambiente de trabalho. Quem é interessado e se empenha tem grandes oportunidades de carreira e treinamento. São desafios enormes que a Companhia tem pela frente e isso atrai muitas pessoas", afirma a executiva.

Preferência

Em agosto deste ano, a Petrobras já havia sido eleita a "empresa dos sonhos dos jovens", segundo pesquisa realizada pela Cia de Talentos, consultoria em Recursos Humanos com atuação em toda a América Latina, em parceria com a empresa de pesquisa Nextview People. A Petrobras voltou a ocupar o primeiro lugar, posição conquistada entre os anos de 2005 e 2009. Este ano, a Companhia se destacou entre os jovens por ser uma empresa que oferece salários e benefícios diferenciados, além de proporcionar desenvolvimento profissional.

Outra pesquisa, divulgada em novembro de 2011 pela consultoria Universum, também apontou a Petrobras como a empresa ideal para trabalhar, segundo opinião de mais de 18 mil estudantes brasileiros.

Da redação

ANP cobrará mais eficiência em campos de petróleo

A afirmação foi feita pelo diretor da ANP, Allan Kardec, após participar de um seminário na Associação Comercial do Rio de Janeiro

Rio de Janeiro (RJ) - A Agência Nacional do Petróleo (ANP) disse que está estudando o uso mais eficiente dos campos de petróleo no Brasil, mas que também cobra uma maior produtividade da Petrobras.

“A ANP está estudando o uso mais eficiente dos campos no Brasil para que dinamize a produção”, contou Kardec. “Certamente estamos cobrando produtividade e mais eficiência da produção nos campos da Petrobras”, acrescentou ele.

Segundo o executivo da ANP, o País enfrenta hoje um gargalo nas refinarias. Mas as novas unidades, que começam a ser entregues a partir de 2014, não produzirão gasolina, apenas diesel.

“Estamos ”engargalados” nas refinarias. O Brasil praticamente refina o que produz. Não se esperava uma demanda tão grande por gasolina. Mas as novas refinarias não vão produzir gasolina, vão produzir diesel”, confirmou.

Kardec disse que a estimativa é que, em 2025, apenas um terço da frota de automóveis funcione a base de combustível líquido, entre diesel, gasolina e etanol. Os dois terços restantes serão veículos híbridos. O diretor da ANP conta que há discussões no Ministério da Fazenda e no Ministério de Minas e Energia para estimular a produção de veículos nacionais mais eficientes. “Vamos ter carros bicombustíveis, mas para etanol e (motor) elétrico”, declarou.

Fonte: Agência Estado

Petrobras, Caixa e BB investirão R$ 2,8 bi em telecomunicações em 2012

A presidente Dilma Rousseff exigiu que o ministro Paulo Bernardo (Comunicações) busque formas de garantir os investimentos no setor –tanto na ampliação das redes quanto na qualidade.

Teles terão desoneração de R$ 7 bilhões para investir em infraestrutura

Para ela, não dá mais para ter serviços “pela metade” ou níveis de qualidade garantidos somente aos clientes que aceitam pagar a mais.

Nos bastidores, integrantes do governo usam os investimentos de outras empresas em telecomunicações como referência.

Neste ano, a Petrobras, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal –três das maiores estatais– investirão cerca de R$ 2,8 bilhões, somente na ampliação e na manutenção de suas redes de comunicação (voz e dados).

A cifra equivale a 33% de todo o investimento realizado pelas operadoras (fixas e móveis) no primeiro semestre deste ano.

A Vivo, líder em clientes, investiu R$ 2,3 bilhões no primeiro semestre, e a TIM, R$ 1,6 bilhão. A Oi anunciou um plano de R$ 6 bilhões até o final do ano.

Esses valores só consideram os recursos destinados às redes e não na compra de licenças para a operação.

POR CONTA PRÓPRIA

A Petrobras é hoje dona de uma rede de quase 7.000 quilômetros de cabos ópticos, comparável à de uma tele, que se estende pela costa.

As fibras ópticas interligam Canoas (RS) a Ipojuca (PE), passando por São Paulo e Rio de Janeiro, com ramificações em Brasília e Belo Horizonte. Existe ainda uma interligação entre Manaus e Urucu (AM).

A Petrobras também usa estações de rádio e satélites, tudo para suportar suas operações. A empresa contrata os serviços das operadoras (fixas e móveis), mas, por uma questão de segurança, não abre mão de manter sua própria infraestrutura.

Os dutos de petróleo e gás são monitorados em tempo real (em solo e em alto-mar) e não é possível falhas na conexão.

Essa rede é tão vasta que a estatal costuma alugá-la para as próprias operadoras. Neste ano, os investimentos da Petrobras devem bater em R$ 800 milhões, mais que o dobro dos R$ 330 milhões, registrados em 2008.

EXPANSÃO BANCÁRIA

Para a Caixa Econômica Federal, boa parte dos investimentos está destinada à expansão da rede para dar suporte aos novos negócios nos próximos anos.

O governo quer aumentar a bancarização, levando os serviços para cidades menores. Para isso, até o fim deste ano, serão destinados R$ 608 milhões para o custeio da rede e R$ 1,4 bilhão em expansão, principalmente em tecnologias de última geração para o programa de internet banking.

O Banco do Brasil não fechou os números, mas terá a mesma estratégia.

Fonte: Folha de São Paulo

quarta-feira, outubro 24, 2012

Shell está incerta sobre fim de força maior na Nigéria

Nigéria - A Shell disse nesta terça-feira que ainda não pode dizer quando a força maior sobre as exportações de petróleo Bonny e Forcados vai ser suspensa, após problemas com roubos e inundações no Delta do Níger.
A companhia reportou na segunda-feira ter declarado força maior na sexta-feira, devido a fatores incluindo os estragos causados por roubos e inundações que afetaram um terceiro fornecedor. Bonny Light e Forcados são dois dos mais importantes tipos de petróleo da Nigéria, e em outubro eles representaram exportações de 427 mil barris por dia, cerca de um quinto do total das exportações, de 2,048 milhões de barris por dia.
A significativa interrupção ressalta a dimensão do problema de roubo de petróleo, ou "bunkering", como é conhecido na Nigéria, no qual as autoridades dizem que até 20 por cento do petróleo é perdido. Isso também seria a primeira evidência confirmada de um impacto na produção de petróleo pela pior inundação que a Nigéria já teve em cinco décadas. O rio Níger transbordou no mês passado, inundando boa parte da rica região de petróleo.
"A Shell ainda não pode dizer quando a força maior será levantada", disse o porta-voz da Shell, Precious Okolobo, que não quis dar mais detalhes.
Na sexta-feira, a Shell disse que os embarques de Forcados foram afetados por danos causados por supostos ladrões no oleoduto Trans Forcados e no ramal principal de Brass Creek, enquanto os embarques de Bonny foram atingidos por um incêndio em navio suspeito de roubar petróleo, além das inundações.
Fonte: Reuters

BNDES destina R$ 920 mi para Suape

O projeto contempla intervenções portuárias, rodoviárias, ferroviárias, retroportuárias e de pesquisa ambiental no Complexo Industrial Portuário Governador Eraldo Gueiros (Suape)
 
Rio de Janeiro (RJ) - O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, assinaram nesta terça-feira, (23/10), contrato no valor de R$ 920,3 milhões para implantação do Programa de Desenvolvimento da Infraestrutura de Áreas Portuárias. O projeto contempla intervenções portuárias, rodoviárias, ferroviárias, retroportuárias e de pesquisa ambiental no Complexo Industrial Portuário Governador Eraldo Gueiros (Suape).
A assinatura ocorreu na sede do BNDES, no Rio de Janeiro. Segundo Coutinho, “o financiamento a Suape concretiza uma política de desenvolvimento de um pólo essencial para o futuro industrial do Estado de Pernambuco”.
O governador Campos ressaltou a “parceria estratégica com o governo federal e com o BNDES para que possamos manter o nível e o ritmo dos investimentos no complexo de Suape”. “O financiamento é fundamental para que possamos manter os empregos e acelerar investimentos que são importantíssimos para ampliar o movimento de cargas de Suape, viabilizar a indústria naval e a operação da refinaria Abreu e Lima”, afirmou.
De acordo com comunicado enviado pelo BNDES, durante a fase de implantação, as obras deverão criar cerca de 2 mil novos postos de trabalho. Para atração de investimentos e novos negócios, está prevista a terraplenagem, pavimentação, drenagem, iluminação viária e sinalização da Zona Industrial. O empréstimo também será utilizado na construção de pontes, viadutos, pavimentação, sinalização e requalificação de vias. Entre as obras previstas estão a duplicação do Tronco Distribuidor Rodoviário Norte (TDR- NORTE) e a implantação do contorno do Cabo de Santo Agostinho (Via Expressa de Suape).
No porto, será reforçado o enrocamento de proteção do aterro. Os cabeços Norte e Sul da abertura dos arrecifes para acesso ao porto interno também receberão obras de proteção. O porto interno terá áreas dragadas para a futura construção de mais quatro cais (6, 7, 8 e 9). O cais de múltiplos usos passará por uma recuperação estrutural. Também serão realizadas obras de dragagens no cluster naval, possibilitando a instalação de novos estaleiros.
A operação contempla ainda a construção, em Suape, do Centro de Tecnologia Ambiental (CTA), um espaço voltado para o estudo, a pesquisa e o cuidado de áreas degradadas, formação de agentes ambientais e centro de produção de mudas com laboratório.
Da Redação

Petrobras assina convênio para aquisição de navio de pesquisa

Novo navio oceanográfico apoiará pesquisas minerais do Brasil em 2013
 
Rio de Janeiro (RJ) - O Brasil contará, a partir do próximo ano, com um dos mais modernos navios de pesquisas oceanográficas do mundo. Com a embarcação, avaliada em R$ 162 milhões, será possível aumentar o volume de informações sobre recursos minerais e biológicos na chamada Amazônia Azul, como é conhecida a zona econômica exclusiva do mar brasileiro, com 3,6 milhões de quilômetros quadrados. Com isso, o país contará com três navios oceanográficos de grande porte.
A Finep (Financiadora de Estudos e Projetos ) será a responsável pelo repasse dos recursos do MCTI, em um total de R$ 27 milhões, mesma quantia a ser aportada pela Marinha. A Vale vai destinar R$ 38 milhões. O acordo foi anunciado ontem (22) em evento que teve a presença do ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp e de representantes das outras instituições envolvidas.
Navio
O novo navio de pesquisa hidroceanográfico será equipado com o que há de mais avançado em tecnologia de experimentação marinha. O objetivo é ampliar a infraestrutura embarcada existente no País, a geração de conhecimento e a formação de recursos humanos sobre o ambiente marinho na região do Atlântico Sul e Tropical, promovendo avanços das pesquisas nas áreas de Química, Geologia, Biologia, Física Marinha e Ambiental. A ênfase será nos trabalhos de levantamento de recursos minerais, óleo e gás e prospecção em águas sob jurisdição brasileira. A aquisição do navio será de responsabilidade da Marinha do Brasil, que prevê sua entrega em 2013.
 

terça-feira, outubro 23, 2012

CE pode ter R$ 41,8 mi para construir navios

O Estado está buscando garantir um dos 22 estaleiros previstos no Programa de Expansão da Marinha Mercante
 
Fortaleza (CE) - O Fundo da Marinha Mercante colocou como projeto prioritário para financiamento a construção de seis navios no Ceará, em um investimento total previsto de R$ 41,8 milhões. As embarcações deverão ser construídas na Indústria Naval do Ceará S.A. (Inace) e estão dentro da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2).
De acordo com o Ministério do Planejamento, as embarcações serão de apoio marítimo à atividade offshore (fora da costa). O contrato para a construção dos navios, contudo, ainda não está fechado. O Ministério, de acordo com sua assessoria de imprensa, informou que este só será assinado quando a Inace conseguir viabilizar o empréstimo por meio da Caixa Econômica Federal ou do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O contrato deverá ser firmado com o Ministério dos Transportes, responsável pelos investimentos na área da indústria naval no País.
O Programa de Expansão e Modernização da Marinha Mercante já possui 233 empreendimentos contratados, entre embarcações de carga e de apoio à navegação e à plataforma. Além destes, há também a construção de sete estaleiros, sendo dois em Pernambuco, dois no Rio de Janeiro, um em São Paulo e dois no Rio Grande do Sul.
O Programa também já entregou 73 empreendimentos, dos quais, o Ceará teve três embarcações de apoio à plataforma e uma de apoio à navegação. Ainda estão previstos, segundo informa o relatório do PAC 2, a priorização de recursos para a contratação de 22 estaleiros no País. O Ceará ainda está em busca de garantir um empreendimento do tipo, mas, até o momento, nada ainda avançou.
Novo estaleiro
Um estudo realizado pela Transpetro, subsidiária de logística da Petrobras, já foi entregue ao governador Cid Gomes apontando cinco indicações de prováveis locais aptos a receber um novo estaleiro no Ceará. O presidente da Transpetro, Sérgio Machado, chegou a declarar, há dois meses, que está confiante na vinda de um equipamento do tipo para o Estado até o fim deste ano. Ele acredita que o estudo possa servir de subsídio para atrair investidores interessados.
"Estou muito esperançoso de que isso aconteça (estaleiro venha para o Ceará). O País precisa de plataformas, navios, barcos de apoio, etc. Vai depender do interesse dos investidores", afirmara. De acordo com ele, a indústria naval brasileira já possui a quarta carteira de clientes de navio do mundo.
Fonte: Diário do Nordeste

ANP aprova participação da Sinochem em blocos do ES

A compra, anunciada em janeiro, foi aprovada pela diretoria da ANP em 3 de outubro, segundo a ata da reunião divulgada pela agência
Rio de Janeiro (RJ), Espírito Santo (ES) - A Agência Nacional do Petróleo (ANP) aprovou a compra, pela estatal chinesa Sinochem, de uma participação de 10% em cinco blocos de petróleo offshore na Bacia do Espírito Santo pertencentes à francesa Perenco.
A Perenco continua sendo a operadora dos blocos, com uma fatia de 40%. A OGX Petróleo detém os 50% restantes.
A transação permite que a companhia francesa continue com seu programa de exploração no Brasil, após a Perenco ter desistido de realizar uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Anteriormente, a Sinochem já tinha adquirido uma fatia de 40% no campo Peregrino, que pertence à Statoil, por US$ 3,07 bilhões.
Da Redação

Instituto da OSX capacita mão de obra e desenvolve tecnologias


Para cumprir metas do governo de conteúdo local, empresas veem necessidade de capacitar cadeia de fornecedores
 
Rio de Janeiro (RJ) - Em setores da economia que estão renascendo, como a indústria naval, a demanda vai além da mão de obra. A exigência do governo federal de cumprimento de metas de conteúdo local estende à cadeia de fornecedores a necessidade de qualificação.
Pensando nisso, a OSX, empresa do setor de construção naval do Grupo EBX, de Eike Batista, criou o seu Instituto Tecnológico Naval (ITN), que vai não apenas formar mão de obra, como também desenvolver tecnologias com selo verde-amarelo em parceria com instituições acadêmicas.
Na sua primeira fase de atuação, o instituto vai capacitar pessoal. As primeiras 21 turmas começaram em junho passado. Até 2013, serão formadas 3.100 pessoas, segundo o diretor de Construção Naval da OSX, Danilo Baptista.
Os cursos, gratuitos, são realizados com o Senai, em Campos, no Rio de Janeiro, e englobam assuntos como metalmecânica, automação, construção civil e gestão.
Na segunda fase, o ITN dará suporte técnico e supervisionará a operação do estaleiro do grupo, que está sendo construído no Porto do Açu, em São João da Barra (norte fluminense). Por cinco anos, 40 especialistas da sul-coreana Hyundai, sócia da OSX no estaleiro, permanecerão no Brasil trocando experiências com funcionários da empresa de Eike. Oito deles já chegaram. Está previsto ainda o envio de 80 colaboradores brasileiros a um estaleiro da Hyundai na Coreia do Sul. O estaleiro em Açu deve entrar em operação em 2014.
O ITN também vai mapear fornecedores com potencial de desenvolvimento de novos materiais e equipamentos, além de fazer parcerias com instituições de pesquisa brasileiras e internacionais, a fim de desenvolver novas tecnologias. Estes são dois pontos-chave do ITN, pois visam a tornar o setor naval mais competitiva.
"Focamos em produtividade. Mas nosso esforço vai além. Vamos desenvolver fornecedores, para, num primeiro momento, cumprir as metas de conteúdo local e, num segundo momento, nos tornar competitivos no mercado internacional, sem necessidade de proteção à indústria brasileira. Vamos desenvolver nossas tecnologias", diz Baptista.
Fonte: Estadão

segunda-feira, outubro 22, 2012

PRÉ-SAL - Extrair lucro o maior de todos os desafios

Empresas nacionais e estrangeiras investem em inovação para tirar petróleo das profundezas do mar e transformá-lo em combustível.
Como prospectar, tirar, transportar e transformar o petróleo do pré-sal em combustível? E como fazer tudo isso gastando menos e eliminando riscos de acidentes ambientais? Vinte e uma empresas grandes, pequenas e médias do setor de petróleo e gás estão pagando meio bilhão de reais para ter respostas a essas questões.

É o quanto estão aplicando no Parque Tecnológico do Rio de Janeiro para Montar seus centros de pesquisa e desenvolvimento (P&D) na maior iniciativa do gênero no País. Instalado desde 2003 dentro do campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Ilha do Fundão, o Parque Tecnológico do Rio ocupa uma área de 350 mil metros quadrados e abriga, além das empresas, seis laboratórios e centros de pesquisa privados e públicos.

Celeiro de cientistas, professores, doutores e mestres, acolhe hoje cerca de mil profissionais e estima-se que, até 2014, contará com 5 mil. Eles estão trabalhando em temas como sísmica, captura de gás carbônico, engenharia naval e outros voltados para maximizar a produção e minimizar riscos no negócio da exploração de petróleo e gás.

A licitação dos terrenos foi rápida e estava esgotada em 2006, quando foi anunciada a descoberta do pré-sal. Tanto que a administração do parque, a cargo da Fundação Coppe, ligada à Coppe/ UFRJ - Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós Graduação e Pesquisa de Engenharia, está tirando do papel um plano de expansão.

Em uma área de 240 mil metros quadrados na Ilha do Bom Jesus, ao lado da Ilha do Fundão, em um local chamado Polo Verde, será construída a Torre da Inovação, um edifício no qual poderá ser instalada mais de uma centena de pequenas e médias empresas.

Interesse - A obra se justifica pelo forte interesse das empresas do setor. "Desde o começo da crise, em 2008, temos recebidos duas a três delegações internacionais. Por semana, dispostas a se instalar no parque", relata Alfredo Laufer, gerente de Articulações Corporativas da Fundação Coppe. "O que está sendo desenvolvido no parque é voltado para atender às necessidades do pré- sal", acrescenta ele.

Aumento de produção - Para o consultor Adriano Pires, sócio-fundador e diretor do Centro Brasileiro de Infra Estrutura (CBIE), o que move os investimentos que as empresas estão fazendo em pesquisa é o aumento da produção, tendo em vista que o petróleo vem se mantendo na faixa de US$ 100 o barril. No entanto, isso tem que ser feito sem elevar os custos, já bastante altos, principalmente na fase de prospecção, e sem provocar acidentes.

Pires lembra que o acidente com a plataforma Deepwater, operada pela British Petroleum no Golfo do México, mostrou que o custo de um acidente como esse para as empresas pode ir muito além dos milhões de dólares gastos em reparos. Sem falar em danos à imagem, o que se reflete na rentabilidade das ações da companhia.

Para o consultor Adriano Pires, que já foi superintendente de Abastecimento da Agência Nacional de Petróleo (ANP), além da necessidade de tornar a exploração viável e sustentável, a pesquisa deve responder a demandas da logística, uma vez que a região do pré-sal está a mais de 300 quilômetros da costa.

Outro forte motivador que atrai novos grupos ao local é a presença da Petrobrás. Espécie de "loja-âncora" do Parque Tecnológico do Rio, a estatal instalou ali seu principal centro de pesquisas, o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), o mais moderno do País. A empresa exige que as operadoras destinem1% do valor de suas obrigações de participações especiais em pesquisa e desenvolvimento (P&D)no setor.

Regulamentadas pela ANP, as participações especiais são compensações financeiras devidas pelas concessionárias em caso de a atividade de exploração gerar grande volume de produção ou grande rentabilidade.

Campos maduros - A americana Halliburton está desde agosto de 2011 ocupando mais de 7 mil metros quadrados em três andares no parque, onde está instalando laboratórios especializados, área de testes e salas de treinamento e conferências. "O centro será capaz de prover soluções e serviços para implementar e acelerar a exploração em águas profundas, aumentando a produção dos campos maduros", afirmou Tim Probert, presidente da companhia.

Também instalaram seus centros no Parque Tecnológico do Rio as gigantes Schlumberger, especializada em prospecção geofísica; Baker Hughes, fornecedora de equipamentos, serviços e softwares; a FMC Technologies, especializada em soluções de exploração e produção submarinas; a fabricante de tubos de aço Tenaris Confab; a EMC Computer Systems Brasil, fabricante de equipamentos para armazenamento e análise de informações, e a alemã Siemens, que vai desenvolver pesquisas em várias áreas, como a de tecnologia em alto-mar e submarina.

Inovações nacionais - Entre as pequenas e médias empresas instaladas na Ilha do Fundão, algumas já estão tirando do papel suas inovações. A PAM Membranas é a primeira brasileira a fabricar membranas de microfiltração, tecnologia de ponta para o reuso da água. Já, a Oil Finder, empresa residente na incubadora de empresas da Coppe/UFRJ, lançou em junho o Global Seep Alert, um serviço de alerta eletrônico sobre áreas de exsudação - onde acontecem escapes naturais de óleo no fundo do mar. Seu objetivo é aumentar a eficiência na exploração de petróleo, reduzindo a área de investigação em mais de 50 vezes.

Há ainda iniciativas conjuntas em laboratórios consorciados, como o Lab Oceano, onde são realizados ensaios de modelos de estruturas e equipamentos usados na exploração em alto-mar em tanques gigantes; ou como o LabCog, onde são avaliadas tecnologias de recuperação do meio ambiente e desenvolvidas plataformas a partir de realidade virtual.

No Laboratório de Aplicação e Desenvolvimento em Instrumentação, Automação, Controle, Otimização e Logística (Lead), são reproduzidos ambientes de salas de controle e instrumentos para a avaliação das novas rotas tecnológicas na área de automação e controle de riscos, além de treinamento de profissionais em refinarias de petróleo.

O legado desses investimentos para a pesquisa nacional vai além dos produtos, sistemas e dados produzidos pelos laboratórios ali instalados. As instalações voltarão para a universidade, ao final do prazo do aluguel, cuja concessão estende-se por 20anos, renováveis por mais 20 anos.

Conteúdo nacional - O Parque Tecnológico do Rio está alinhado com a diretriz do governo de elevar o conteúdo nacional na produção de petróleo e gás. Alfredo Laufer, da Fundação Coppe, diz que, embora as empresas estrangeiras estejam a portando em peso com P&D no Brasil, até mesmo trazendo suas bases de pesquisa para o País, a indústria nacional tem que acompanhar o movimento no sentido de criar equipamentos que possam integrar a tecnologia desenvolvida nos centros de pesquisa. "Se anos a indústria não acompanhar esse progresso, vamos acabar tendo que importar equipamentos", afirma Laufer.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) poderá ser um aliado importante do Parque Tecnológico, por meio de incentivos às empresas da cadeia de produção de petróleo e gás, com vistas à eliminação de gargalos tecnológicos, aumentando o conteúdo nacional. O banco lançou um programa específico para o fomento a inovações no setor de petróleo e gás. Segundo Helena Tenório Veiga de Almeida, chefe do Departamento de Avaliação, Inovação e Conhecimento (Deinco), da Área de Planejamento da instituição, os valores destinados ao programa ainda estão em definição. Entre as atividades que poderão ser apoiadas estão os projetos específicos à exploração no pré-sal centrados, por exemplo, na estrutura de tubulação, nas costuras dos tubos e nos sistemas de ancoragem das plataformas.

domingo, outubro 21, 2012

Cientistas de Salamanca analisam evolução climática no Atlântico brasileiro

Grupo de Geociências Oceânicas trabalha com a Universidade de São Paulo e com a companhia petroleira Petrobras na análise dos sedimentos de uma região rica em petróleo
 
Cientistas da Universidade de Salamanca, em colaboração com a Universidade de São Paulo e a companhia petroleira Petrobras, estão dispostos a iniciar uma pesquisa no fundo marinho do Oceano Atlântico da costa brasileira. O objetivo científico é analisar a evolução climática desta região nos últimos 100.000 anos, mas os dados obtidos também permitirão que se conheça melhor as características desta zona em que se encontrou uma das maiores reservas de petróleo do mundo, informação útil para futuras perfurações.
O Grupo de Geociências Oceânicas da Faculdade de Ciências da Universidade de Salamanca trabalha há anos com o Instituto Ocanográfico da Universidade de São Paulo, que, por sua vez, colabora com a companhia Petrobras, e agora surgiu a oportunidade de consolidar estas relações através de projetos conjuntos financiados pelas duas universidades. “Aproveitaremos o material da Petrobras para fazer reconstruções climáticas dos últimos 100.000 anos, com especial ênfase no Holoceno, isso é, nos últimos 10.000 anos aproximadamente, na Baía de Santos, região pouco explorada”, afirma em declarações a DiCYT José Abel Flores Villarejo, cientista do Departamento de Geologia da Universidade de Salamanca que lidera a iniciativa por parte da Espanha.
A razão pela qual até o momento não se estudou adequadamente esta região se deve ao fato de que os materiais que os cientistas poderiam encontrar no fundo marinho não são idôneos para estudar o clima através dos sedimentos, já que se encontram removidos. De fato, em uma campanha com o navio oceanográfico espanhol Hespérides, realizada em 1993, foram extraídos materiais, mas estes “não foram úteis”, afirma o cientista. A diferença agora é que, depois de muitas perfurações em busca de petróleo, a companhia Petrobras teve acesso a uma bacia que está inalterada, da qual os pesquisadores poderão extrair sedimentos não removidos. Tecnicamente estes sedimentos recuperados denominam-se “testemunhos” e nesta ocasião foram encontrados a 2.000 metros de profundidade.
Com base no convênio firmado entre as duas universidades “faremos uma reconstrução climática de alta resolução das costas brasileiras”, indica o cientista. Neste contexto, o termo “alta resolução” indica que será obtida uma grande quantidade de dados em relação ao espaço de tempo compreendido no estudo. O material já está a caminho e prevê-se a realização de análises de micropaleontologia e geoquímica isotópica, isso é, a pesquisa de fósseis microscópicos e da concentração de elementos químicos nas amostras. Graças a esta informação, os especialistas serão capazes de deduzir como era o clima em uma época determinada, já que entre os fósseis somente se encontram espécies que sobrevivem em certas condições.
“Estudaremos a variabilidade climática e nossas publicações farão uma reconstrução climática, apresentando como foi o clima ali e comparando-o com registros de gelo na Antártida e com testemunhos de outras pontos do planeta, inclusive do Atlântico oriental”, afirma José Abel Flores.
Petróleo abundante
Ademais, conhecer melhor os sedimentos marinhos albergados em grandes quantidades de petróleo é muito interessante para a Petrobras. “Uma das reservas de petróleo mais importantes do mundo está ali. Até pouco tempo somente se exploravam reservas superficiais, mas foram feitas perfurações mais profundas e nosso testemunho procede deste trabalho”, indica o pesquisador de Zamora.
A companhia está interessada em estudar “regiões potenciais de petróleo” e estas análises podem ser muito úteis. “Em algumas ocasiões somente podemos ver se estão presentes as condições adequadas para fazê-lo”, comenta José Abel Flores, isso é, se geologicamente um lugar é equivalente a outro em que já se encontrou o combustível.
O cientista destaca que a Petrobras possui seus próprios grupos de pesquisa e financia as universidades para ter pesquisadores que não só realizem explorações, mas também ciência básica. “Estudos do meio ambiente e do aquecimento global são realizados porque se sabe que em determinado momento lhes aportará benefícios”, assegura. Ainda que as técnicas utilizadas por todos os cientistas neste campo sejam parecidas, baseadas na micropalenteologia e geoquímica isotópica, até agora não se encontrou uma resolução muito alta nos estudos vinculados ao petróleo.