terça-feira, janeiro 31, 2012

Vaga para Engenheiro ou Tecnólogo de diversas áreas (Inclusive Petróleo e Gás)


Essa vaga foi publicada no QG do Petróleo e não tem como não compartilhar com vocês, pois grande parte dos nossos leitores são formados nessas graduações. Segue abaixo:


Tecnólogo ou Engenheiro Júnior – Área Comercial (Macaé-RJ)

Para empresa prestadora de serviços na área do petróleo.


Formação superior (recém formado ou cursando) em Engenharia Elétrica, Mecânica, Petróleo e Gás ou Tecnólogo em Petróleo e Gás, Manutenção, Automação ou Instrumentação.


Atividades: Apoiar área comercial nos processos de vendas no mercado offshore; Realizar acompanhamento e diligenciamento das solicitações de propostas, orçamentos e pedidos de compra de clientes; Assegurar atendimento dos compromissos contratados; Relacionamento com clientes; Identificar oportunidades de novos negócios junto a clientes atuais ou novos clientes.

Pacote Office, inglês intermediário desejável.

Currículo para silvia@interpersona.com.br

Fonte: http://tecnopeg.blogspot.com/

Petrobras detecta vazamento no campo Carioca Nordeste



A Petrobras informou hoje que houve um acidente nesta manhã na plataforma onde está sendo realizado o teste de longa duração do campo de Carioca Nordeste, no pré-sal da Bacia de Santos. A estatal detectou um rompimento na coluna de produção do FPWSO Dynamic Producer, localizado a 300 km da costa de São Paulo, que será investigado.

Segundo a companhia, o poço foi automaticamente fechado após o rompimento, permanecendo fechado e em condições seguras. Os dados preliminares apontam para um vazamento de aproximadamente 160 barris de petróleo, não havendo possibilidade deste atingir a costa brasileira.

A Petrobras acionou o Plano de Emergência, mobilizando os recursos para recolhimento do petróleo no mar e do residual da parte superior da coluna. A Marinha do Brasil, o Ibama e a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) foram devidamente comunicados pela empresa.

Fonte: Redação/ Agências

segunda-feira, janeiro 30, 2012

Pré-sal promete aquecer mercado de EPC em Óleo & Gás


As empresas de EPC devem crescer na parte de módulos, tanto para plataformas quanto para FPSOs

Grandes obras agregam, recorrentemente, um planejamento complexo, que vai desde a escolha e compra dos suprimentos até a construção, passando pela engenharia envolvida. No setor de Óleo & Gás, um mercado se destaca por conseguir centralizar as demandas dos projetos em uma só empresa. É o caso dos “EPCistas”, como são conhecidas as companhias que fornecem às operadoras, de forma integrada, os serviços de Engenharia (E), Suprimentos (Procurement, em inglês) e Construção (C).

Presentes em plantas petroquímicas e refinarias, entre outras áreas, as empresas de EPC devem crescer, mais acentuadamente, na parte de módulos, tanto para plataformas quanto para FPSOs (embarcações de produção e armazemamento de petróleo). É o que aposta o presidente do Centro de Excelência em EPC, Antonio Muller, se baseando nas demandas do pré-sal. “Vai ser um segmento muito grande. Com os orçamentos tanto das empresas estrangeiras quanto da Petrobras, a grande área hoje em dia é a offshore”, afirma.

Muller explica que pode ser feito EPC dentro de uma refinaria como a Regap (planta da Petrobras localizada em Minas Gerais), em uma carteira de gasolina, por exemplo. Outro caso citado pelo presidente são as unidades de coque do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), além dos sistemas de proteção contra incêndios do empreendimento fluminense.

“A vantagem é estar entregando (o serviço) a uma empresa que conhece bem a modalidade. A operadora conhece de operar o empreendimento”, justifica o presidente do CE-EPC. De acordo com Muller, dessa forma, a estrutura de Recursos Humanos diminui sensivelmente, já que as grandes companhias contratantes podem enxugar sua mão de obra, transferindo seu contingente de profissionais. “Os Epcistas têm a mão de obra intensa”, diz.

Fortalecimento
O CE-EPC trabalha baseado no tripé EPCistas, Operadores e Universidades, com foco no aumento da produtividade, melhoria e qualificação de pessoal. Muller destaca companhias como Odebrecht, Andrade Gutierrez, UTC, Promon, Tridimensional e Skanska; e Petrobras, Statoil e Shell – além do IBP, que representa o restante das operadoras – no escopo de trabalho do centro. “O futuro é tornar as empresas EPCistas internacionais, para competir fora do país”, conclui.

Fonte: NN

Maricá busca espaço na engrenagem do pré-sal



A cidade deve receber um porto de R$ 5,4 bilhões

Município litorâneo e que encontra-se dentro da área de influência do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), Maricá esta na trilha dos investimentos bilionários do setor petrolífero. A cidade deve receber um porto de R$ 5,4 bilhões, chamado, desde já, de Porto do Pré-sal. Na esteira desse desenvolvimento, a prefeitura já pensa também na concessão do aeroporto municipal.

No momento, a participação de Maricá na engrenagem da indústria de Óleo & Gás ainda é mínima, nas palavras do próprio prefeito da cidade, Washington Quaquá. Em entrevista ao NN, o político diz que a ideia é ter uma empresa privada operando o aeroporto local, como base de apoio às plataformas da Bacia de Campos. “Marica é o ponto mais próximo de terra que esse pessoal todo vai ter e queremos que os helicópteros usem essa base como ponto de partida”, explica.

Sobre o porto, divulgado com o nome de Terminal Ponta Negra (TPN), Quaquá afirma que a proposta é antiga e deriva das condições técnicas do local – região de Jaconé – e da posição estratégica em relação ao Comperj, a apenas 35 km. O TPN, projeto tocado pela DTA Engenharia, terá capacidade para 850 mil barris de petróleo por dia, infraestrutura portuária e terminais de armazenagem de combustíveis. O terminal vai contar também com um estaleiro de reparos offshore.

“Com o porto, surgirão mais e melhores oportunidades de trabalho, haverá mais qualificação e toda a cadeia econômica local será beneficiada”, comemora o prefeito de Maricá. Segundo dados da prefeitura, serão 9 mil empregos diretos ou indiretos na construção, e 12 mil com o terminal operando.

Compensação
O porto será erguido em uma área que serviria para um campo de golfe, onde, a princípio não há rios ou espécies protegidas, segundo a prefeitura de Maricá. Quaquá afirma que a região é pesqueira, mas acima de tudo veranista. “Vamos ter uma contrapartida ambiental que torne concreto o enorme potencial turístico de toda a nossa costa e das nossas praias além de Jaconé”, diz ele.

De acordo com o prefeito, as contrapartidas irão fomentar o potencial turístico da área. Em Ponta Negra, diz ele, ao lado da área do porto, serão construídos uma marina, hotéis e um resort, entre outros empreendimentos.

Fonte: NN

Angolana anuncia descoberta no pré-sal da bacia de Campos


O poço foi denominado Gaivota

A Sonangol Starfish, resultado da compra da brasileira Starfish pela angolana Sonangol, descobriu indícios de petróleo no pré-sal da bacia de Campos, no bloco C-M-622. Outro poço já havia sido perfurado anteriormente no mesmo bloco, em profundidade maior, mas sem sucesso.

A empresa informou à ANP (Agência Nacional do Petróleo) que encontrou indícios de petróleo em dois reservatórios com a perfuração de apenas um poço, o 6STAR24PRJS, nas profundidades de 4.700 metros e 5.200 metros, segundo informações da companhia. O poço foi denominado Gaivota.

A Sonangol Starfish é a sexta produtora de petróleo no Brasil, de acordo com ranking da ANP, com produção de 832 barris diários e 1,6 milhão de metros cúbicos de gás natural.

A Starfish originalmente era composta por ex-funcionários da Petrobras e produzia petróleo em blocos terrestres.

A empresa foi adquirida pela petrolífera angolana em 2010 por US$ 200 milhões.

Fonte: Folha de São Paulo

domingo, janeiro 29, 2012

CODESP resgata história do Porto de Santos no dia 2 de fevereiro


Evento marcará a inauguração do Museu Virtual do Porto de Santos.

A Companhia Docas do Estado de São Paulo (CODESP) promoverá no dia do aniversário de 120 anos do Porto de Santos a apresentação do Programa de Gestão do Patrimônio Arqueológico, Histórico e Cultural do Sistema Viário da Margem Direita do Porto de Santos.

O trabalho desenvolvido abrange a história documentada do porto e sua região e a coletada através de depoimentos de trabalhadores portuários e cidadãos das regiões no entorno da avenida Perimetral de Santos, editada no livro “Paisagens Culturais da Baia de Santos”. O evento marcará ainda a inauguração do Museu Virtual do Porto de Santos.

Na ocasião, ocorrerá, também, a entrega ao prefeito e secretário municipal de educação de um kit contendo o livro, uma cartilha e a plataforma multimídia para acesso e interatividade através de mídias sociais para consulta, comunicação e cooperação. A cartilha bem como aulas digitais foi preparada para professores e alunos e destinam-se a multiplicação e distribuição nas escolas públicas.

A solenidade está marcada para as 10 horas, do dia 02 de fevereiro, no auditório da Presidência da CODESP, na Avenida Conselheiro Rodrigues Alves, s/n°, no bairro do Macuco, em Santos.

120 ANOS DO PORTO DE SANTOS
A data de 2 de fevereiro de 1892 marca a entrega do primeiro trecho de 260 metros de cais construído, inaugurado com a atracação do cargueiro Nasmith, navio a vapor da armadora inglesa Lamport & Holt. Até então, o porto era constituído de trapiches de madeira erguidos em diversos pontos ao longo da bacia do estuário e às margens da antiga cidade.

Dentre esses trapiches, o da Estrada de Ferro, situado no chamado Porto do Bispo, na região do Valongo, era um dos principais ancoradouros , o mais próximo à estação da São Paulo Railway, e tornou-se o primeiro trecho de cais construído.

A obra representou a superação de grandes dificuldades técnicas, que durante muitos anos desafiaram a capacidade de realização dos brasileiros e levaram ao insucesso diversas tentativas anteriores de construção do porto, tanto de particulares como da então Província de São Paulo, que havia obtido, desde 1870, autorização para execução das obras.

Somente em 1886, um grupo liderado pelos brasileiros Cândido Gafrée e Eduardo Palassin Guinle obteve a concessão para construção exploração do Porto de Santos.

O empreendimento, sob a direção do engenheiro Benjamin Weinschenck, alcançou sucesso. O prazo de concessão foi, então, ampliado para 90 anos.

O Porto de Santos, que teve sua origem vinculada ao comércio do café, contribuiu para a melhoria das condições sanitárias da região, desempenhou papel preponderante no desenvolvimento indus¬trial do estado de São Paulo e do Brasil e continua participando, expressivamente, nas transações comerciais efetuadas com o mercado externo - cerca de 26% da balança comercial do país é movimentada por Santos.

Além de toda importância para o desenvolvimento econômico, viabilizando o comércio marítimo a partir de Santos e do marco que se tornou para a engenharia portuária, a construção do Porto de Santos representou, ainda, a solução para o grande problema de epidemias que assolavam a região devido, principalmente, à insalubridade que a área estuarina representava no final do século passado, juntamente com a enorme região de várzea na cidade.

O Porto de Santos sempre representou o papel do grande agente propulsor do desenvolvimento, influindo diretamente também na expansão econômica de todo planalto paulista, compondo, junto com a ferrovia, a primeira grande cadeia logística que viabilizou o comércio marítimo do café e permitiu a implantação e o desenvolvimento industrial e agrícola da principal região econômica do Brasil. Hoje, Santos, com cerca de 14 quilômetros de cais, concentra em sua área de influência cerca de 70 milhões de habitantes, 67% do PIB do país e 70% da balança comercial.

Fonte: Da Redação

Chevron deve sofrer acusação criminal por vazamento



Funcionários da Chevron e Transocean deverão ser indiciados

Um promotor público no Brasil pretende entrar com uma ação criminal contra a petroleira norte-americana Chevron e seus funcionários no país em questão de semanas, adicionando a ameaça de prisão à ação civil que tramita na Justiça e que pede 20 bilhões de reais de indenização pelo vazamento de petróleo ocorrido em novembro.

A ação civil impetrada no tribunal federal em Campos (RJ) provavelmente incluirá um pedido para o indiciamento criminal de George Buck, presidente-executivo da unidade brasileira da Chevron, e de outros funcionários da empresa, disseram à "Reuters" três membros do governo brasileiro envolvidos no caso.

Funcionários da Transocean, maior operadora global de plataformas de petróleo e fornecedora da unidade usada na perfuração que causou o vazamento, também deverão ser indiciados criminalmente, afirmaram as fontes, que pediram anonimato porque o pedido do promotor ainda não foi apresentado a um juiz.

Ficará a cargo de um juiz decidir se serão aceitos os indiciamentos.

Os movimentos contra a Chevron deixam claros alguns riscos que envolvem as empresas de energia em sua busca por uma fatia da riqueza petroleira do Brasil. O governo brasileiro recentemente alterou a legislação do setor, elevando o controle sobre a área. As mudanças atrasaram investimentos.

Buck e a Chevron agiram "de maneira leviana e irresponsável", disse um dos funcionários do governo, que participou da investigação do vazamento de aproximadamente 2.400 barris de petróleo no campo de Frade, na bacia de Campos.

Ele disse ser improvável que pessoas indiciadas criminalmente acabem sendo detidas ou que fiquem proibidas de deixar o Brasil. Mas se o caso avançar, e novas evidências surgirem, isso poderia ocorrer, ele acrescentou.

"A Chevron acredita que as acusações não possuem mérito", afirmou o porta-voz da empresa, Kurt Glaubitz, em comunicado.

"A Chevron tem confiança de que uma vez que todos os fatos sejam totalmente examinados, eles demonstrarão que a empresa respondeu de forma apropriada e responsável ao incidente", acrescentou.

O porta-voz da Transocean, R. Thaddeus Vayda, não quis comentar.

Promotores no Brasil, que estão aumentando o uso de ações agressivas para estimular acordos antecipados, estão se movendo bem mais rápido que seus colegas nos Estados Unidos.

O vazamento de óleo da BP nos EUA, em 2010, mais de 1.000 vezes maior que o da Chevron, ainda não gerou qualquer acusação criminal.

No Brasil, acusações em casos como esses podem durar 10 anos até que todos os recursos sejam esgotados. Isso levaria empresas como a Chevron e a Transocean a elevados gastos durante anos com a defesa, afirmou o advogado Paulo Augusto Silva Novaes, do escritório Benjo, Garcia, Souto & Novaes, do Rio.

Problema no poço
O incidente com a Chevron começou no dia 7 de novembro do ano passado, enquanto a empresa perfurava um novo poço no mesmo bloco onde já produz petróleo no campo de Frade.

Uma forte pressão surgiu no poço quando o equipamento de perfuração atingiu o reservatório de óleo. Um equipamento de segurança, conhecido como BOP ("blow-out preventer"), foi acionado e fechou o fluxo, mas o óleo vazou por uma rachadura na parede do poço até o leito marinho, chegando depois à superfície.

A polícia e os promotores dizem que a Chevron conhecia as condições de solo e pressão do local e deveria ter adotado ações para prevenir problemas.

A Chevron nega que tenha subestimado riscos e afirma que autoridades brasileiras aprovaram os planos de perfuração.

"A pressão foi estimada utilizando complexos modelos e informações obtidas nos 50 poços previamente perfurados no projeto Frade", afirmou Glaubitz, da Chevron, no comunicado.

"No entanto, não é incomum que se encontre condições de pressão durante operações de perfuração diferentes daquelas anteriormente verificadas".

A empresa disse que agiu rapidamente e de forma correta para estancar o vazamento em quatro dias e que sua atuação estava de acordo com as melhores práticas da indústria.

Processos Longos
Apesar de promotores no Brasil terem independência para acusarem civil e criminalmente empresas e seus empregados por danos ambientais, esses casos raramente terminam em condenações.

Por exemplo, a Petrobras, parceira da Chevron no projeto Frade, ainda está apelando de multa de mais de 100 milhões de reais de um acidente com uma plataforma em 2001 e de um grande derramamento de óleo no Rio em 2000.

A ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) suspendeu as licenças para novas perfurações da Chevron em Frade.

A agência e o Ibama já multaram a companhia em mais de 50 milhões de dólares devido ao vazamento.

Fonte: Agência Reuters

sábado, janeiro 28, 2012

O Senai do Rio vai oferecer neste ano mais de seis mil vagas gratuitas para cursos técnicos




O Senai do Rio vai oferecer neste ano mais de seis mil vagas gratuitas para cursos técnicos no estado. São vagas do Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego), que tem o objetivo de ampliar e tornar mais fácil o acesso à educação profissional. Poderão se inscrever alunos das escolas estaduais, que estejam cursando o 2º ou o 3º ano do Ensino Médio.

As inscrições para as 3.795 vagas oferecidas neste primeiro semestre poderão ser feitas de 30 de janeiro a 22 de fevereiro, no site da Secretaria de Estado de Educação (www.rj.gov.br/web/seeduc), que também ficará responsável pela seleção dos candidatos. O processo seletivo levará em conta o desempenho escolar dos candidatos. No segundo semestre, serão oferecidas mais 2.475 vagas.

As oportunidades neste primeiro semestre são para os cursos técnicos em: Administração (Jacarepaguá, Nova Friburgo), Alimentos (Vassouras), Automação Industrial (Benfica, Duque de Caxias, Itaguaí, Jacarepaguá, Macaé, Niterói, Volta Redonda), Comunicação Visual (Maracanã), Design de Móveis (Petrópolis), Edificações (Tijuca), Eletrônica (Barra Mansa, Benfica, Jacarepaguá, Nova Iguaçú), Eletrotécnica (Campos, Jacarepaguá, Petrópolis, Macaé, Niterói, Santa Cruz, Volta Redonda), Informática (Maracanã), Logística (Macaé, Niterói), Manutenção Automotiva (Resende, Tijuca), Mecânica (Barra Mansa, Campos, Itaguaí, Macaé, Niterói, Nova Friburgo, Petrópolis, Resende, Santa Cruz, Volta Redonda), Multimídia (Maracanã), Petróleo e Gás (Benfica, Campos, Macaé), Refrigeração e Climatização (Jacarepaguá), e Segurança do Trabalho (Barra Mansa, Duque de Caxias, Maracanã /Solda, Petrópolis, Niterói, Nova Iguaçu, Resende, Santa Cruz, Volta Redonda).

As aulas serão ministradas de segunda à sexta-feira, nos turnos da manhã, tarde e noite, dependendo do curso e da unidade escolhida. Os cursos técnicos do Senai, com Diploma de Técnico de Nível Médio, oferecem teoria e prática em oficinas e laboratórios que reproduzem o ambiente real das indústrias. De acordo com o estudo Decisão Rio, do Sistema FIRJAN, o Rio de Janeiro vai receber, até 2013, investimentos públicos e privados que somam R$ 181,4 bilhões. Assim, os jovens que optarem pela área técnica terão boas oportunidades de inserção no mercado de trabalho.

Fonte: http://diariodovale.uol.com.br/

quarta-feira, janeiro 25, 2012

Petróleo é bom exemplo






A produção brasileira de petróleo e gás crescerá fortemente ao longo desta década especialmente por conta dos bons resultados na exploração da chamada camada do pré-sal. O aumento da produção ocorrerá em blocos já licitados ou cedidos à Petrobras. Esse crescimento vem sendo precedido por expressiva demanda por equipamentos e serviços, que alçaram o mercado brasileiro a um dos mais atraentes para a as empresas de suprimentos da indústria petrolífera em todo o mundo.

Por conta dessa demanda e dos avanços necessários para o desenvolvimento dos campos de petróleo em águas ultraprofundas e muito afastados do litoral, o Rio passou a receber uma série de centros de pesquisa de companhias ligadas ao setor, que está se abrigando principalmente no parque tecnológico da UFRJ, na Ilha do Fundão. O país terá uma oportunidade única, e o Rio em especial, de atrelar a Universidade a esse inevitável salto tecnológico que se dará.

Em paralelo, a construção de embarcações e plataformas de petróleo reabilitou antigos estaleiros e fez surgir outros novos. O mais recente, em Pernambuco, em breve será o de maior capacidade do país. Mas tal posição poderá ser perdida pouco tempo depois para o estaleiro que está nascendo no Açu (litoral norte fluminense), resultado da associação de um grupo brasileiro com uma multinacional sul-coreana.

Devido à proximidade com as áreas de exploração do pré-sal, portos do Rio de Janeiro vêm ganhando mais vigor, exigindo uma repaginação de todo a logística de transportes no Estado.

Tantos desafios juntos exigem uma mobilização significativa para a eliminação de gargalos que podem atravancar o crescimento do setor. Os gargalos são muitos, e vão desde a falta de infraestrutura a ineficiências na cadeia produtiva. Além disso, existe a necessidade de se qualificar pessoas para viabilizar os investimentos, num contingente estimado na casa de 200 mil.

O Brasil não estaria diante desses desafios se tivesse permanecido com as políticas do passado, calcadas em monopólios estatais e reservas de mercado. A abertura do mercado é que tem proporcionado um dinamismo sem igual nos setores de petróleo, energia elétrica e telecomunicações.

A abertura possibilitou a entrada de novos atores nesse cenário, seja em parceria com a Petrobras, por exemplo, ou por sua própria conta e risco. E esse movimento também tem atraído para o país fabricantes de equipamentos e prestadores de serviços. No caso do petróleo, há uma política que privilegia o conteúdo nacional nos bens e serviços contratados pelo setor. Tal compromisso foi previamente assumido pelas empresas que disputaram e ganharam a concessão dos blocos licitados nas rodadas promovidas pela Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), incluindo aqueles onde já houve grandes descobertas no pré-sal.

É uma política que merece ser aperfeiçoada, para permitir que as empresas aqui instaladas produzam rapidamente dentro de padrões internacionais. Isso somente ocorrerá se não houver restrições aos que desejarem investir na produção local. Reservas de mercado para reinventar a roda, nos moldes do fracassado modelo que o Brasil adotou para a informática nos anos 70 e 80, nunca mais.

Fonte: http://oglobo.globo.com/

terça-feira, janeiro 24, 2012

Graça Foster deve reestruturar diretoria da Petrobras



Nova presidente da Petrobras, que tomará posse dia 13, vai atuar mais alinhada ao governo

RIO - Maria das Graças Foster, que toma posse na presidência da Petrobras no próximo dia 13, deverá dirigir a estatal com mão de ferro e vai promover uma arrumação geral, na opinião de executivos do setor ouvidos pelo GLOBO. Atual diretora de Gás e Energia da companhia e um nome de absoluta confiança da presidente Dilma Rousseff, Graça — como é conhecida — assumirá o lugar de José Sergio Gabrielli, há quase sete anos no cargo, em mudança que será anunciada na reunião do Conselho de Administração da Petrobras, prevista para o dia 9 de fevereiro.

Segundo uma fonte do setor, uma das primeiras ações de Graça será alinhar a atuação das diretorias, que atualmente trabalham de forma independente. Com seu estilo duro e exigente, que cobra resultados de seus subordinados, Graça deverá ter uma posição mais afinada com o governo federal, principalmente em relação aos preços dos combustíveis, que vêm sendo usados na estratégia de controle da inflação. Gabrielli sempre teve sérios atritos com Dilma ao ter seus pedidos de reajustes sistematicamente negados.

— Hoje, cada diretoria é um verdadeiro feudo, cada uma vai para um lado, conforme o partido político que tem apoio. Acredito que com Graça as diretorias vão voltar a trabalhar juntas, mais alinhadas — disse um executivo.

Gabrielli, por sua vez, deve assumir uma secretaria no governo de Jaques Wagner (PT-BA), seu padrinho político, depois de passar por uma quarentena. Ontem, Gabrielli disse apenas que cabe ao Conselho nomear a diretoria, assim como cabe ao governador nomear seu secretariado.

— A pauta da próxima reunião do conselho ainda não está definida. Não tenho nada a comentar — afirmou Gabrielli ao GLOBO, por telefone.

Gabrielli acirra disputa na Bahia

Nos bastidores, Dilma já tinha manifestado o desejo de fazer essa mudança desde a transição de governo, no fim de 2010. Mas recuou na ocasião, depois de uma pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A presidente só bateu o martelo depois de consultar Wagner. Os dois se encontraram no início deste ano na Base Naval de Aratu, na Bahia, onde ela passou o feriado de Ano Novo. O governador baiano também esteve em Brasília recentemente. Wagner já vinha defendendo que Gabrielli deveria se incorporar ao seu governo para ter uma presença mais constante na política baiana — para tentar consolidar uma candidatura ao Palácio de Ondina, sede do governo estadual, em 2014.

A gestão de Gabrielli é bem avaliada no setor sob o ponto de vista de relações públicas, tanto no país quanto na área internacional, mas foi muito criticada pelo mercado por promover a bilionária capitalização em 2010, para in$na exploração do pré-sal. Isso porque o governo ampliou significativamente sua participação na companhia, diluindo a dos minoritários.

ara o lugar de Graça está sendo esperado um nome interno, entre os gerentes da área. Também é analisada a possibilidade de mudança em mais alguma diretoria da Petrobras. São seis ao todo, Exploração & Produção, Gás e Energia, Engenharia, Abastecimento, Financeira, e Internacional, que têm as forças políticas divididas entre as várias alas do PT e do PMDB. Entre as substituições cogitadas, está a de Guilherme Estrela, que ocupa a de Exploração. Outra troca seria na Internacional, hoje ocupada por Jorge Zelada, que tem o apoio do PMDB.

Alguns petistas preferiam que a troca fosse em 2013

Ontem, um interlocutor da presidente Dilma lembrava que a relação $ela e Graça é muito antiga, e anterior ao governo Lula. As duas se conheceram quando Dilma era secretária de Energia do Rio Grande do Sul, no governo Olívio Dutra (PT). Na ocasião, Graça, engenheira química de formação, era gerente da área de Gás e as duas desenvolveram parcerias administrativas. Quando assumiu o Ministério de Minas e Energia no governo Lula, Dilma chamou Graça para ser a Secretária de Petróleo e Gás da pasta. Quando virou chefe da Casa Civil, Graça ocupou novos cargos na Petrobras: primeiro assumiu a presidência da Petroquisa, depois o comando da BR Distribuidora, e, em 2007, passou a ser a poderosa diretora de Gás e Energia da Petrobras.

A saída de Gabrielli antecipa uma disputa interna no PT da Bahia pela $ão de Wagner. Gabrielli deverá ganhar uma secretaria de visibilidade no governo baiano, já que pelo menos três outros pré-candidatos já estão em campo. Pode até ser criada uma secretaria específica de Minas e Energia. Mas, internamente, existe uma avaliação de que este não era o melhor momento para ele se afastar da companhia.

O ideal, do ponto de vista de alguns petistas, teria sido ele deixar a empresa somente em 2013, mais perto das eleições. No comando da Petrobras, avaliam seus companheiros de partido, ele teria mais visibilidade e força, e um caixa de bilhões para fazer investimentos, inclusive na Bahia. Era essa a estratégia política de Wagner e de setores do PT. Mas não combinava com a decisão da presidente Dilma.

Fonte: http://oglobo.globo.com/

Amazonas tem a 3ª maior produção da Petrobras


Província de Urucu em Coari, coloca o Amazonas entre os maiores produtores de petróleo e gás do Brasil

O Amazonas fechou o ano de 2011 como terceiro maior produtor de petróleo e gás do país, ao contribuir para o recorde anual de produção alcançado pela Petrobras.

O Estado produziu uma média de 119.934 barris de óleo equivalente por dia (boed) no ano passado. A região representou 5,05% do total de 2.376.359 boed no período, que foi 1,6% maior que o total de 2010.

A província de Urucu (a 362 quilômetros da capital) é a principal região onde a Petrobras produz no Amazonas. Diferente das demais regiões onde há exploração de petróleo pela estatal no mar, no Amazonas, a exploração é feita exclusivamente em terra.

Quando avaliada apenas essa modalidade, a produção de petróleo foi a segunda maior do país (52.720 barris/dia), atrás apenas do Rio Grande do Norte, que produziu 53.728 barris/dia em terra. No balanço geral, o Estado ocupou o quarto lugar, atrás do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Rio Grande do Norte.

Em compensação, a produção de gás natural foi a segunda maior do país, seguindo o Rio de Janeiro. A cada dia, uma média de 10.686 metros cúbicos do gás foi produzida no Estado. A produção carioca do gás chegou a 21.687 metros cúbicos. Com 56,3 milhões de metros cúbicos de gás produzidos por dia, volume aumentou em 6,2% em relação a 2010.

Produção nacional

Com a exploração no pré-sal, Rio de Janeiro e Espírito Santo ocupam primeiro e segundo lugares, respectivamente, em produção. Em 2011, foram produzidos mais de 1,61 milhão de barris equivalentes por dia no litoral carioca. Já no Espírito Santo, a produção diária ultrapassou 350 mil barris equivalentes.

Fonte: Em Tempo Online

segunda-feira, janeiro 23, 2012

Gabrielli deve deixar Petrobras para disputar governo da Bahia em 2014


Novo comando da Companhia será de Maria das Graças Foster

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, deve deixar o cargo no próximo dia 12 e, no início de março, assumir uma secretaria no Governo do Estado da Bahia. Gabrielli deverá ser substituído no comando da estatal por Maria das Graças Foster, atual diretora da Área de Negócios de Gás e Energia da Petrobras, que esteve na última sexta-feira (dia 20/01) no Palácio do Planalto, onde se reuniu com a presidente Dilma Rousseff.

As mudanças na Petrobras foram decididas pela presidente e acertadas, há duas semanas, com o governador da Bahia, Jacques Wagner (PT). A substituição visa abrir caminho para Gabrielli "se aproximar" do Estado da Bahia, onde deve se candidatar para suceder Wagner em 2014. Procurada, a assessoria da Petrobras negou, no sábado, que Gabrielli esteja deixando o comando da estatal.

Segundo informações, a próxima reunião do Conselho de Administração da Petrobras, marcada para 13 de fevereiro, terá um dia a mais. No dia 12, um domingo, o conselho deve se reunir para referendar a decisão política. O encontro do dia 13, portanto, já seria realizado com Maria das Graças Foster à frente da companhia. A atual diretora de Negócios de Gás e Energia da Petrobras é próxima de Dilma (leia matéria abaixo).

Com as mudanças, o governador Wagner terá em sua equipe os dois principais pré-candidatos petistas à sua sucessão: além de Gabrielli, o atual secretário da Casa Civil, Rui Costa, é nome forte no PT da Bahia, um "petista querido por Wagner", como definiu uma fonte do PT nacional.

"Ele [Gabrielli] precisa deixar de ser um nome nacional, que vive no Rio de Janeiro [sede da Petrobras] e em Brasília, para viver e trabalhar na Bahia", disse Wagner a aliados petistas. O candidato petista para as eleições na capital do Estado, Salvador, neste ano, é Nelson Pellegrino, também aliado do trio Wagner, Gabrielli e Costa.

A saída de Gabrielli em 2012 o afastaria, também, de temas considerados "espinhosos" pela cúpula do PT, como a definição das novas regras de repartição dos royalties e das participações especiais do petróleo. Além disso, os negócios envolvendo o petróleo do pré-sal, foco principal da área dirigida por Maria das Graças Foster na estatal, passarão a ser cada vez mais centrais nos planos da empresa. Pré-candidato ao governo baiano, Gabrielli poderia entrar na mira da oposição caso continuasse no cargo por muito mais tempo. O PT quer que sua gestão de 79 meses à frente da Petrobras seja analisada como "100% técnica", disse uma fonte ao Valor.

Mestre em economia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde é professor licenciado, e doutor pela Universidade de Boston, Gabrielli iniciou sua atuação na Petrobras em fevereiro de 2003, como diretor financeiro. Indicado pelo PT baiano, e fortemente apoiado por Jacques Wagner, nome forte do governo Luiz Inácio Lula da Silva, Gabrielli desempenhou a função até julho de 2005, quando foi alçado à presidência da estatal.

Naquele momento, auge da crise do "mensalão", Wagner passou a ocupar a linha de frente do governo Lula, e Gabrielli passou a ter o papel de "mensageiro das boas notícias", lembra um petista. "A Petrobras passou a ser a menina dos olhos do governo, servindo aos planos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do superávit primário [capitalização da estatal em 2010 ajudou o governo a cumprir a meta fiscal] e culminando com o pré-sal", afirma um graduado petista.

Gabrielli fez uma gestão na Petrobras em que procurou atender às diretrizes do governo, quase nunca favoráveis aos acionistas minoritários da empresa. Protagonizou discussões ásperas com a presidente Dilma quando ela comandou as pastas das Minas e Energia e da Casa Civil no governo anterior.

Desde o início de sua gestão, Gabrielli negou ter politizado a estatal. Em entrevistas, alegou que manteve nomes indicados pelo PSDB e que só colocou sindicalistas na área de comunicação. Quando da elaboração do novo marco regulatório do pré-sal, Gabrielli defendeu o monopólio das reservas pertencentes à União e sua exploração pela Petrobras.

Fonte: Valor Econômico

Rolls-Royce investe para atender Petrobras


Os investimentos da britânica Rolls-Royce em projetos ligados ao pré-sal, no Brasil, podem chegar a US$ 200 milhões nos próximos dois anos. O planejamento da companhia aposta na vitória em novas licitações da Petrobras, a instalação de um centro de treinamento, o quinto no mundo, e a construção da fábrica de turbogeradores de energia para plataformas de petróleo. A nova unidade, começa a ser construída em fevereiro, em Santa Cruz, zona oeste do Rio. O cronograma para a unidade fabril prevê investimentos de US$ 100 milhões. A outra metade dos recursos previstos para serem destinados ao Brasil ainda depende de serem alcançadas metas previstas para os próximos meses além de aprovação da diretoria.

O presidente da Rolls-Royce para a América do Sul, Francisco Itzaina, afirmou que o Rio é um dos focos da companhia no país, devido a importância do setor de óleo e gás. Mas o Valor apurou que a vontade da Rolls-Royce Brasil é de instalar um centro de treinamento também em Santa Cruz, próximo da fábrica. Caso aprovado, a construção poderá ser anunciada e iniciada nos próximos meses. A expectativa é o treinamento de cerca de 4 mil pessoas por ano, entre funcionários e clientes. A iniciativa faz parte dos planos de driblar a falta de mão de obra especializada. O presidente afirmou que outro objetivo é aumentar o índice de conteúdo local. O compromisso é um dos fatores decisivos para fechar contratos com a Petrobras.

A Rolls-Royce faturou 10,8 bilhões de libras (US$ 16,7 bilhões) em 2010. Na América do Sul, a receita gira em torno de US$ 700 milhões e a britânica planeja atingir US$ 1,5 bilhão, em 2020, com forte ajuda do Brasil. A maior parte do crescimento no país resultará da exploração offshore de petróleo e gás e de novas aeronaves na aviação civil, para renovação das frotas de aviões wide body (de fuselagem larga) das companhias sul-americanas, incluindo mais de 200 motores para a TAM, LAN e Avianca.

Nos próximos dez anos, a previsão da participação percentual de cada segmento de atuação da Rolls-Royce no Brasil será de 50% no setor aeroespacial civil, 30% em energia, 15% no setor marítimo e 5% no aeroespacial militar. A companhia emprega atualmente no país cerca de 530 pessoas em operações em São Bernardo do Campo, Rio de Janeiro, Niterói e Macaé.

Fonte: Valor Econômico/Marta Nogueira Do Rio

LENEP oferece curso sobre carbonatos no município de Macaé


Estão inscritos no curso alunos e professores de oito universidades brasileiras

O Laboratório de Engenharia e Exploração de Petróleo (LENEP) do Centro de Ciência e Tecnologia (CCT) da UENF será o centro nacional de discussões sobre carbonatos entre os dias 23 e 26 de janeiro, através do minicurso “Carbonate Rocks”, que será ministrado pelo doutor Johannes Reijmer, professor das Universidades de Amsterdam e da Universidade Tecnológica de Delft (DUT), ambas na Holanda.

O professor Reijmer é sedimentólogo especialista em carbonatos — principais reservatórios do pré-sal, considerados a próxima fronteira exploratória da indústria do petróleo no Brasil. Estão inscritos no curso alunos e professores de oito universidades brasileiras (UFRGS, UENF, UFS, UFRJ, UFF, Unesp, Ufes e Unicamp) e de um instituto de pesquisa (ON/MCT), além de técnicos de sete unidades da Petrobras e duas empresas prestadoras de serviços na área de petróleo, num total de 80 inscritos.

— Montar esse curso foi possível graças à parceria entre a UENF e a DUT, como também graças aos recursos financeiros do projeto”Simulação numérica tridimensional de perfis resistivos em poço na determinação da invasão do filtrado do fluido de perfuração em reservatórios de petróleo da Bacia de Campos”, vinculado à Rede Temática Caracterização e Modelagem de Reservatórios (Carmod) da Petrobras — disse o professor Abel Carrasquilla, do LENEP/UENF, que coordena o projeto.

Segundo Carrasquilla, nove cursos sobre carbonatos estão sendo programados para este ano. Em março (de 19 a 23) acontecerá o mini-curso “Carbonate systems from deposition to reservoir“, ministrado pelos professores Stefan Luthi e Giovanni Bertotti, ambos da DUT. E em junho será realizado o minicurso “Carbonatos continentais e diagênese de carbonatos”, a ser ministrado pelos professores Ana Alonso e Álvaro Rodriguez, ambos da Universidade Complutense de Madri, na Espanha.

Fonte: Da Redação

domingo, janeiro 22, 2012

Mercado offshore em alta para profissionais do sexo feminino


Demanda crescente de profissionais qualificados aumenta as chances de empregabilidade

Mais segurança e responsabilidade. Essas são duas das qualidades citadas pelos gestores da área de petróleo que justifica o aumento delas no setor petrolífero. O diretor operacional da Alphatec, Ronaldo Silva, acredita que a contratação de mulheres é uma tendência do mercado. Sua empresa tem nove profissionais do sexo feminino em cargos como caldeireiras, eletricistas, mecânicas e soldadoras. “Tenho observado que elas têm mais cuidado com a qualidade do trabalho, com as ferramentas, e nós ganhamos com isso”, explica Silva.

Segundo a caldeireira Michelle da Silva, o sexo feminino está sendo mais valorizado por esses diferenciais. “Quem contrata acredita, por exemplo, que as mulheres têm mais cuidados com o Equipamento de Proteção Individual (EPIs) do que os homens”, disse Michelle.

A caldeireira, formada recentemente por um curso ministrado pela RioPetro em parceria com a Prefeitura de Rio das Ostras, acredita que não terá dificuldades para conseguir um trabalho. “Percebo que o mercado está aberto e há até uma procura maior por profissionais do sexo feminino. Por isso, espero conseguir logo uma colocação”, destaca. Embora atuasse na área de telemarketing, Michelle sempre teve interesse por peças e ferramentas, e por isso, aproveitou a oportunidade para se qualificar.

Outra aluna do curso, Zuleika Andrade, 49 anos, que lecionou durante muitos anos e atuou como técnica de enfermagem também acredita que será fácil conseguir um trabalho na área, devido ao espaço que as mulheres vêm tomando em setores que, antes, eram ocupados, exclusivamente, por homens. “Estou pronta para o desafio, porque acredito que podemos fazer tudo. Um exemplo disso é que a mestre de obras do estádio do Maracanã é uma mulher”, contou Zuleika, ressaltando que no início se sentiu deslocada, mas com o tempo foi se acostumando com a ideia.

DEMANDA - A falta de profissionais qualificados é um dos motivos, segundo o diretor do Centro de Qualificação da RioPetro, Almir Galvão, para o mercado offshore não fazer distinção de sexo. “A demanda crescente está abrindo o campo para as mulheres que estão preparadas e a cada ano a participação delas na área de petróleo aumenta”, disse Galvão.

O diretor explicou que nos anos 80, as áreas de saúde e engenharia eram as que mais admitiam o sexo feminino nas plataformas. “Hoje as áreas de segurança do trabalho, meio ambiente e logística são as que têm mais mulheres. As oportunidades estão cada vez maiores”, concluiu.

CURSO – Junto a demanda do mercado, a procura das mulheres por cursos como caldeiraria e soldagem, de acordo com Galvão, também cresceu. No último curso de Caldeiraria ministrado pela Rio Petro, 16 mulheres se formaram, numa turma de 80 alunos. Foram três meses e 180 horas de aulas. Com a qualificação em caldeiraria, além de atuar no setor offshore, é possível trabalhar ainda em indústrias voltadas para metal mecânica, refinarias e indústria naval.

Fonte: Da Redação

BP destaca pré-sal no caminho da autossuficiência ocidental


A petrolífera estima que a demanda por hidrocarbonetos líquidos atinja 103 milhões de barris por dia

A petrolífera britânica BP divulgou na sede da empresa em Londres, o Energy Outlook 2030, estudo no qual projeta o cenário energético mundial. Dentre as apostas em uma demanda global crescente, nos próximos 20 anos, a companhia destacou o pré-sal como um dos pilares da autossuficiência por petróleo no hemisfério ocidental.

Segundo o documento, “o crescimento de fontes não-convencionais, incluindo óleo e gás provenientes de xisto nos EUA; petróleo de areias betuminosas do Canadá e de águas profundas brasileiras, associados ao declínio contínuo da demanda por petróleo, colaborará para que o hemisfério ocidental se torne quase que totalmente autossuficiente em 2030.”

Nesta configuração, o resto do mundo, especialmente a Ásia, dependerá mais do Oriente Médio. De acordo com a BP, essa região é a que mais detêm a capacidade de aumentar a produção para atender às novas demandas globais. Entretando, em âmbito global, o petróleo continuará a perder mercado, graças à concorrência das energias renováveis, mas, mesmo assim, ainda vai manter em 2030, a hegemonia na matriz mundial. Espera-se, de acordo com a BP, que a demanda por hidrocarbonetos líquidos atinja 103 milhões de barris por dia (b/d), um crescimento de 18% a partir de 2010.

Demanda global
O crescimento da demanda global por energia será provavelmente de 39% até 2030, ou 1,6% ao ano, quase que inteiramente nos países fora da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A matriz energética global continuará sendo dominada por combustíveis fósseis; cuja participação será de 81%, de acordo com as estimativas da BP, cerca de 6% abaixo dos níveis atuais.

Nesse período também deverá ser observado um aumento na substituição de combustíveis, com o uso de mais gás natural e fontes renováveis, em detrimento do carvão e do petróleo. Esta troca gradual deverá contribuir para que as energias renováveis, incluindo os biocombustíveis, continuem a ser as fontes energéticas com maior crescimento global, a uma taxa anual superior a 8%.

Fonte: NN

Eike Batista descobre petróleo na costa de Paraty


O homem mais rico do Brasil, o empresário Eike Batista, anunciou na manhã de hoje que sua empresa, a OGX, descobriu petróleo na costa de Paraty. A jazida fica em águas rasas, a 80 quilômetros numa linha reta de Paraty, e possui reservas estimadas em dois bilhões de barris de óleo leve e um grande volume de gás natural. O local faz parte da Bacia de Santos.

A quantidade da descoberta é significativa se comparada as reservas estimadas no pré-sal, que são de cinco bilhões de barris. A diferença é que o óleo descoberto nos poços de Eike Batista estão em águas rasas, tanto em área do pré quanto do pós-sal. O custo de produção, portanto, será mais baixo do que se fosse em águas profundas.

A OGX também tem certeza de que achou um grande volume de gás natural. Para o diretor-geral da empresa, Paulo Mendonça, os indícios de gás são muito expressivos, mas ainda é necessário fazer testes. “Precisamos ainda fazer testes. Qualquer avaliação que se faça agora não é precisa, porque temos muitas descobertas lá”, disse o diretor-geral.

Esta é a sexta descoberta da empresa na bacia de Santos, onde está também localizado o chamado cluster do pré-sal, liderado pela Petrobras e que pode conter mais de 50 bilhões de barris de óleo equivalentes em reservas.

Mendonça informou que a descoberta ocorreu no poço OGX-63, batizado Fortaleza, que fica no bloco BM-S-57, e que continuará sendo perfurado. O bloco está em águas rasas e a 102 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, o que facilita a sua exploração. A OGX tem 100% do bloco.

Com a descoberta da OGX, e o alto preço do petróleo, as ações da empresa subiram mais de 5%, após um fechar no vermelho em 2011. A OGX vai produzir o seu primeiro óleo no próximo dia 28, na bacia de Campos.

Fonte: A Voz da Cidade

sábado, janeiro 21, 2012

Brasil fará leilões de petróleo em “algumas semanas”, diz Lobão


A presidente Dilma Rousseff vai autorizar o leilão da 11ª rodada de concessões de petróleo em “algumas semanas” disse o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, neste domingo, reabrindo a exploração de petróleo no Brasil depois de mais de quatro anos.

No leilão, o Brasil espera vender os direitos para explorar petróleo e gás natural em 174 áreas, metade no mar e metade em terra. O governo também espera lançar seu primeiro leilão pelo regime de partilha de produção na área do pré-sal na segunda metade do ano, segundo disse Lobão durante uma visita a Abu Dhabi, nos Emirados Árabes.

O leilão de partilha de produção requer a aprovação de uma nova legislação de royalties, que Lobão estima que será aprovada pelo Congresso no primeiro semestre deste ano. As companhias petrolíferas que operam no país esperam produzir cerca de 7 milhões de barris de petróleo por dia até 2020, uma quantia que permitiria ao país sul-americano desafiar os Estados Unidos como terceiro maior produtor do mundo depois da Rússia e da Arábia Saudita.

De acordo com os leilões de partilha de produção, a Petrobras será a operadora única com uma participação mínima de 30% em todas as áreas licitadas e os vencedores irão compartilhar a produção com o governo, que vai vender o seu petróleo por conta própria.

O Brasil interrompeu os leilões de novos campos na área do pré-sal depois de descobrir imensas reservas em águas profundas em 2007. Estima-se que há mais de 50 bilhões de barris de petróleo nesses campos, o suficiente para fornecer todas as necessidades de petróleo dos Estados Unidos, maior consumidor do mundo, por mais de 7 anos.

Lobão disse ainda que o governo pretende enviar um projeto de lei daqui a 30 dias para o Congresso para criar uma nova regulamentação para exploração de minério no país, reformando a legislação de quatro décadas.

Fonte: Reuters News

A produção de petróleo e gás natural da Petrobras no Brasil


Em dezembro, a Petrobras produziu 2.084.262 boed de petróleo, alta de 1,1 contra novembro.


20 de janeiro de 2012 - A produção de petróleo e gás natural da Petrobras no Brasil atingiu 2.376.359 barris de óleo equivalente por dia (boed), alta de 1,6% sobre o volume produzido em 2010.

A produção exclusiva de petróleo também cresceu, saindo de 17.607 boed em 2010 para 2.021.779 boed no ano passado. O volume de gás natural (sem gás liquefeito) produzido pela Petrobras foi de 56 milhões e 374 mil m³/dia, ganho de 6,2% ante a produção de 2010.

Incluindo os campos nos países onde a Petrobras atua, a média diária total da petrolífera atingiu 2.621.209 boed, alta de 1,4% contra o volume produzido no ano anterior.

No exterior, o volume médio de gás natural produzido em 2011 foi de 16 milhões e 538 mil m³ diários, ganho de 3,3% sobre 2010. A produção média de petróleo no ano foi de 147.511 boed, queda de 2,5% contra o ano anterior. A produção total de barris de óleo equivalente no exterior totalizou 244.850 boed, 0,2% abaixo ao apurado em 2010.

Em dezembro, a Petrobras produziu 2.084.262 boed de petróleo, alta de 1,1 contra novembro. A produção de gás natural subiu 5,3%, atingindo 60 milhões e 664 mil m³, enquanto a produção de petróleo e gás totalizou 2.465.828 boed, alta de 1,7% ante os 2.443.118 boed produzidos em novembro.

Segundo a empresa, o crescimento foi impulsionado pela entrada de novos poços nas plataformas P-57 (Jubarte) e P-56 (Marlim Sul), na Bacia de Campos e do FPSO Angra dos Reis, no campo de Lula, pré-sal da Bacia de Santos.

Já a produção internacional de petróleo no último mês do ano atingiu 152.849 boed, permanecendo estável contra o volume produzido em novembro. A produção de gás natural atingiu 16 milhões e 503 m³, queda de 4% contra o mês anterior, enquanto a produção de petróleo e gás recuou 1,6%, atingindo 249.981 boed, redução de 1,6% contra novembro.

De acordo com a Petrobras, a queda na produção de gás e no volume total, que inclui a produção de petróleo e gás foi influenciada pela menor demanda do mercado boliviano.

(Redação - www.ultimoinstante.com.br)

Transações no setor de petróleo e gás sobem no 2º semestre


Enquanto o primeiro semestre praticamente não registrou negócios, com apenas sete operações, o segundo semestre contabilizou 22 transações.

As fusões e aquisições no setor de petróleo e gás apresentaram dois momentos distintos em 2011. Enquanto o primeiro semestre praticamente não registrou negócios, com somente sete operações, o segundo semestre teve 22 transações. Os dados constam de levantamento feito pela consultoria KPMG.

Mesmo com o crescimento das transações no final de 2011, o acumulado do ano fechou com 29 transações realizadas, uma queda de quase 15% em relação ao ano passado quando foram feitos 34 negócios.

Entre as razões para esse resultado está o mercado de fusões e aquisições no Brasil. Para Paulo Guilherme Coimbra, sócio da consultoria no Brasil, as empresas passam por momentos de ajustes. "Entendemos que com o ambiente de aquecimento no mercado, os investidores possam ter aproveitado para se adequar aos preços", constatou.

Na visão de Coimbra, a cadeia produtiva do setor de petróleo e gás é o ramo que deve atrair mais investimentos. "O pré-sal dá um impulso, principalmente, para os fornecedores de produtos. De acordo com a legislação, 75% do que vai ser construído nas plataformas terá que ter conteúdo nacional. Isso dará forte movimentação, com processo de consolidação mais acentuado", explicou.

Por outro lado, o sócio da KPMG entende que a questão dos custos de implantação terão que ser melhor equacionados. "O governo será importante nesse processo, justamente para oferecer regras que facilitem a importação. Hoje uma das maiores críticas está relacionada ao custo das operações para todos os players do mercado", finalizou Coimbra.

Na lista das 29 transações concretizadas no ano passado, a maioria foi feita entre empresas de capital brasileiro, 10 ao todo.

Fonte: http://www.brasileconomico.com.br/

quinta-feira, janeiro 19, 2012

Pré-sal atrai cada vez mais trabalhadores estrangeiros


O destino da maioria seria a Bacia de Campos, onde estão as plataformas de petróleo

O crescimento da economia brasileira, associado à escassez de mão de obra especializada está atraindo cada vez mais trabalhadores estrangeiros para o país. A definição de regras para este ingresso não podia ocorrer em um momento tão oportuno. No primeiro semestre de 2011, o número de vistos de trabalho concedidos a estrangeiros alcançou a marca de 26.545 – um salto de 19% em relação à igual período de 2010, segundo dados oficiais. O destino da maioria seria a Bacia de Campos, onde estão as plataformas de petróleo. Mas comparado à outros países, o Brasil ainda precisa melhorar. Em recente entrevista, a sócia-diretora, da Mundivisas, consultoria especializada em imigração com unidade no Rio de Janeiro, Macaé e Brasília, Mariangela Moreira, destacou que, no caso do setor de petróleo e gás, o principal entrave para aqueles que vêm exercer atividades a bordo de embarcações é compatibilizar a operação com os procedimentos a serem cumpridos na obtenção do visto e o registro na Polícia Federal para obtenção da Carteira de Identidade para Estrangeiros.

Na opinião da executiva, um dos gargalos é não existir na Lei um visto específico para os marítimos e técnicos estrangeiros que trabalham embarcados. Na legislação em vigor, se aplica o visto Temporário V, que é o mesmo que se aplica aos trabalhadores estrangeiros onshore. Assim, os procedimentos determinados na lei são de caráter geral e são exigidos da mesma forma para os dois casos. “A meu ver, deveriam ser distintos uma vez que os marítimos ou técnicos que trabalham embarcados não possuem residência de fato no Brasil. Sua permanência no país ocorre somente durante o período em que estão embarcados. Na grande maioria dos casos, estes nem mesmo possuem vínculo de emprego com a empresa brasileira", disse.

Uma vez registrados no país com a classificação de Temporário V, são considerados residentes, quando de fato não o são. “Visto que o número maior de autorizações de trabalho concedidas é para estes trabalhadores offshore, certamente teríamos um ganho na agilidade dos procedimentos e na economia processual para administração pública, que poderia investir seus esforços na fiscalização”, disse Mariangela. Segundo a diretora, no caso de uma demanda por transferência de executivos, a primeira questão para a Mundivisas, enquanto consultoria é analisar os requisitos da empresa brasileira (Filial Brasileira da Multinacional) e do estrangeiro em processo de transferência, a fim de identificar o amparo legal e o tipo de visto adequado.

De acordo com a executiva, um dos motivos dessa alta de executivos estrangeiros é a percepção dos investidores no país como um bom local para investir suas economias, devido ao forte desempenho do investimento estrangeiro direto, investimento esse relacionado a projetos de longo prazo e interesse duradouro das empresas matrizes em investir no Brasil. “O número maior de autorizações para executivos é principalmente decorrente do aumento de empresas de capital estrangeiro no Brasil”, ressaltou. “É expressamente vedado ao estrangeiro portador de Visto Temporário exercer cargo com poder de representação da sociedade. Sendo identificada a necessidade do visto permanente, a Mundivisas orienta e assessora a empresa para o cumprimento dos requisitos legais", concluiu Mariangela.

Fonte: NN

ANP pretende abrir 332 vagas de médio e superior


O ano de 2012 reserva mais dois possíveis processos seletivos para a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que vão oferecer um total de 332 novos postos de trabalho.



Um deles deverá ser destinado aosprofissionais com nível superior, com um total de 152 oportunidades em três diferentes funções. O pedido já foi feito e aguarda autorização do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG).
Os interessados poderão optar pelos postos de analista administrativo (22); especialista em regulação de petróleo e derivados, álcool combustível e gás natural (115); e especialista em geologia e geofísica do petróleo e gás natural (15).

Nível médio

A ANP também está no aguardo da aprovação - pela Câmara dos Deputados - de um projeto de lei que regulariza mais 180 vagas de nível médio.

Serão 30 para a função de técnico administrativo e 150 para técnico em regulação de petróleo.

A expectativa inicial era a de que a aprovação saísse ainda em 2011, mas a grande demanda do legislativo somada ao recesso do fim de ano, adiou o processo que deve ser efetivado em meados de 2012.

George Corrêa

Fonte: JCConcursos

http://jcconcursos.bol.uol.com.br/Concursos/Concursos-Previstos/previstos-medio-superior-anp-40695

quarta-feira, janeiro 18, 2012

IBP comemora sinal de Lobão para 11ª rodada de petróleo


Depois de sucessivos adiamentos, o setor de petróleo recebeu com expectativa, mas sem euforia, a declaração do ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, de que a presidente Dilma Rousseff deve autorizar nas próximas semanas a realização da 11ª rodada de licitações para exploração de petróleo.

O presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), João Carlos De Luca, que representa as empresas, comemorou a sinalização do ministro. "A notícia é extremamente positiva. A realização de uma nova rodada é um pleito da indústria há três anos, portanto, recebemos a declaração com grande expectativa", disse o presidente do IBP, João Carlos De Luca.

O IBP mantém sua previsão, feita em dezembro, de que a rodada seja aprovada neste trimestre e realizada até o fim do semestre. A licitação evitaria que a área exploratória do País em concessão recuasse neste ano para seu menor nível histórico, 114 mil quilômetros quadrados, contra os atuais 338 mil quilômetros quadrados. A cada cerca de cinco anos, as empresas que não encontraram recursos precisam devolver as áreas à União. A última rodada foi realizada há quase quatro anos, e sem novas rodadas a área exploratória em concessão tem diminuído no País.

A estimativa inicial da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) é que poderiam ser arrecadados no mínimo R$ 200 milhões com os bônus de assinatura a serem pagos pelas empresas pelos blocos.

A realização da rodada seria possível tecnicamente pois não envolverá áreas do pré-sal e será realizada pelo regime de concessão. Serão licitados 174 blocos (87 em mar, 87 em terra), divididos em 17 setores em nove bacias sedimentares: Barreirinhas, Ceará, Paranaíba, Espírito Santo, Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Potiguar, Recôncavo e Sergipe-Alagoas.

A decisão do governo de realizar a rodada, no entanto, não é fácil politicamente, pois estados não produtores querem rever o regime de concessão dentro da discussão sobre o pré-sal. Áreas do pré-sal, pelo regime de partilha, dependem do fim da votação do novo marco regulatório do petróleo pelo Congresso. Uma votação da lei não é esperada antes das eleições regionais deste ano.

A ANP ainda não recebeu autorização necessária do Conselho Nacional de Política Energética para realizar a licitação. Mesmo depois de autorizada, a rodada levaria mais de três meses para ser organizada e marcada.

Depois do sinal verde, a agência lançará um pré-edital e abrirá o texto para audiência pública antes de fechar o edital definitivo, convocando as empresas para participar do leilão. A etapa de qualificação também prevê um prazo para as empresas apresentarem a documentação e outro para a agência averiguar a papelada.

Segundo estudo do IBP, sem a assinatura de novos contratos neste ano, as áreas em concessão somariam 114,31 mil km2 em dezembro, menos da metade de hoje. A menor área foi registrada em 2004, com 130,25 mil km2 de blocos exploratórios.

Fonte: http://www.dgabc.com.br/

Descoberta do pré-sal incentiva setor de óleo


Grandes empresas vêm para o parque da UFRJ interessadas em desenvolver novas tecnologias para explorar grandes reservas encontradas ao longo da costa do estado
Rio - Com uma área de 350 mil metros quadrados na Ilha do Fundão, o Parque Tecnológico do Rio está ao lado dos principais laboratórios da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Centro de Pesquisas (Cenpes) da Petrobras. Com a descoberta do pré-sal no Brasil e, em especial, no Rio, o local começou a atrair a atenção de grandes empresas nacionais.

O diretor do parque da UFRJ, Maurício Guedes, diz que hoje boa parte das atividades da unidade é voltada para o desenvolvimento de tecnologias que atendam à demanda do óleo e gás. “Mas outras centros de pesquisa também querem se instalar aqui como a L’Oréal e a Siemens”, afirma ele.

>> LEIA MAIS: Fábrica de conhecimento

Com sete empresas instaladas, seis selecionadas para entrar no parque este ano e mais cinco em construção, o local totaliza investimentos de cerca de R$ 800 milhões, que serão aplicados até 2014. Trabalham no parque hoje cerca de 800 pessoas e, até 2013, serão cinco mil.

Superintendente de Competitividade da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico do Rio (Sedeis), Sérgio Teixeira destaca que a instalação de novas empresas trará ainda mais inovação para o município e estado do Rio. Segundo ele, o papel fundamental dessas empresas é desenvolver tecnologia, o que irá atrair ainda mais investimentos.

Teixeira explica que grandes empresas atraem médias, e essas, as pequenas. “O efeito multiplicador é enorme, pois a expertise e o conhecimento não têm fronteira”, diz, assegurando que polos de tecnologia estão sendo estudados para o Grande Rio.

Líder mundial faz testes no Fundão

Líder mundial na fabricação de equipamentos submarinos para a indústria do petróleo, a FMC Technologies inaugurou na segunda-feira, no Parque Tecnológico, o terceiro Centro de Tecnologia da multinacional. Os outros dois ficam nos Estados Unidos e na Noruega.

A unidade ocupa 22 mil metros quadrados, com um enorme pavilhão para testes em escala real. Ali, foi testado o equipamento encomendado pela Petrobras, o SSAO — Separador Submarino Água-Óleo, que já está em fase de testes no campo de Marlim Sul. O local abriga o prédio da Engenharia, onde 300 profissionais desenvolverão projetos e pesquisas de novas tecnologias submarinas.

Seis novas empresas no Parque Tecnológico

Em 2012, seis novas empresas vão se instalar no Parque Tecnológico Rio, ao lado de grandes centros de pesquisa. Parte delas saiu da Incubadora de Empresas da Coppe/UFRJ.

A PAM Membranas é a primeira empresa brasileira a fabricar membranas de microfiltração, tecnologia de ponta para o reuso da água. “Também pode ser usada como sistema de filtragem para cerveja, retendo mais micro-organismos”, diz o fundador da empresa, Ronaldo Nóbrega.

Outra que se instalará no parque é a Ambidados, empresa surgida no Laboratório de Instrumentação Oceânica da UFRJ. Ela oferece serviços e produtos para a indústria de petróleo e gás. “O nosso foco é o monitoramento ambiental”, explica o engenheiro eletrônico Eduardo Almeida D’Azevedo.

Produto nacional enfrenta concorrentes

Especializada em instalações submarinas em águas rasas (até 30 metros da lâmina do mar), a carioca Lestcon Engenharia desenvolveu um equipamento com tecnologia inteiramente nacional para atender ao mercado e competir em iguais condições com as concorrentes multinacionais. A empresa investiu R$ 5 milhões para construir um ROV (equipamento submarino) apropriado para o enterramento de dutos.

Maurício Lamenza, um dos donos da Lestcon, conta que as empresas estrangeiras cobram cerca de US$ 1,2 milhão por quilômetro de duto enterrado com um metro de profundidade. “O nosso equipamento pode ser empregado para o mesmo serviço, com mais produtividade, por cerca da metade do preço”, aponta.

Ele lembra que o equipamento possui o conteúdo nacional necessário para atender às exigências da legislação e do mercado.

Fonte: http://odia.ig.com.br/portal/

terça-feira, janeiro 17, 2012

Porto do pré-sal avaliado em R$ 5,4 bilhões será construído em Maricá



O Estado do Rio de Janeiro vai ganhar um importante complexo com investimentos avaliados em R$ 5,4 bilhões. De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, Julio Bueno, o Terminal Ponta Negra (TPN), a ser instalado na Praia de Jaconé, em Maricá, pela empresa DTA Engenharia, já é chamado de Porto do Pré-Sal, por ser destinado à tancagem do óleo a ser produzido naquela região.

A área também tem vocação para se tornar uma das principais âncoras para escoar tanto o óleo do pré-sal para o Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, como receber de volta os derivados petroquímicos lá produzidos.

O porto terá capacidade para receber 850 mil barris de petróleo por dia, o equivalente a 40% da atual produção do país, e vai contar com uma nova tecnologia contra vazamento de óleo.

- Criamos uma tecnologia, que vamos patentear, que reduz o impacto de um eventual vazamento de óleo. Será uma cortina que liga os molhes (estruturas de pedra que cercam o porto, reduzindo as ondas no terminal). No caso de derramamento, ela subirá e deixará o óleo restrito à área do porto, diz João Acácio Gomes de Oliveira Neto, presidente da DTA, empresa que planejou mais de 30 portos no Brasil e no exterior.

O projeto tem total apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, que vai criar acessos ao novo porto a partir do Arco Metropolitano do Rio e pela Estrada de Ferro Leopoldina. A previsão é que a obra seja concluída até 2015, a fim de coincidir com a inauguração do Comperj.

Além da infraestrutura portuária e terminais de armazenagem de combustíveis, o TPN vai contar também com um estaleiro de reparos offshore.

- Vamos ter um excelente aproveitamento da área que oferece condições naturais para as embarcações, com calado de 30 metros muito próximo à costa - destaca o secretário Julio Bueno.

Ele lembra também que a área possui poucos entraves ambientais, por não se tratar de uma área com mata nativa. O local abrigou em décadas passadas o campo de golfe que pertenceu ao empresário Roberto Marinho. Posteriormente, chegou a ser alvo de um empreendimento turístico que teria o mesmo campo de golfe como principal atrativo, até que a área fosse adquirida pela DTA.

- Não vemos problemas ambientais e acreditamos que a licença não vai tardar a sair - disse o secretário.

Ainda segundo Bueno, o porto pode ser o início da redução de uso do Tebig (o terminal mais usado pela Petrobras no estado, em Angra dos Reis).

- É a chance de retirar a atividade de petróleo de um paraíso como o de Ilha Grande – acresecentou o secretário.

Segundo os investidores, o porto deve destinar cerca de 30% de sua capacidade à Petrobras. O restante será voltado para as companhias estrangeiras que atuarão no pré-sal. A expectativa do presidente da DTA é de que haja até mesmo overbooking, já que há mais interessados do que área disponível.

Fonte: http://www.jb.com.br/

domingo, janeiro 15, 2012

Acordo entre Galp e Sinopec ainda espera aval da Petrobras


O acordo de US$ 5,2 bilhões entre a Galp Energia e a Sinopec envolvendo 30% dos ativos da portuguesa no Brasil esbarrou na Petrobras, sócia majoritária da Galp nos principais campos do pré-sal que são objeto do negócio. A Petrobras estaria demorando para dar o aval para o fechamento do negócio, o que a Galp não confirma. Questionada pelo Valor, a empresa portuguesa negou que precise de autorização da sócia brasileira para concluir o negócio. "A operação de aumento de capital da Petrogal Brasil está unicamente sujeita à aprovação das autoridades competentes, o que não inclui a Petrobras", disse a Galp, referindo-se à subsidiária integral detentora dos ativos.

Ao ser perguntado sobre o assunto, Carlos Stenders, diretor-adjunto da Sinopec no Brasil, disse que, "em princípio", tudo está correndo bem. "O negócio está sendo discutido de forma normal. Nós somos sócios e existem condições comerciais normais que precisam ser negociadas", informou, acrescentando que nada mais poderia ser dito. A Petrobras não comenta o assunto.

A portuguesa tem participação em 20 blocos no Brasil, a maioria em sociedade com a Petrobras, incluindo 10% dos gigantes Lula e Cernambi, 14% de Bem-Te-Vi (no bloco BM-S-8), 20% de Caramba (BM-S-21) e 20% de Júpiter (BM-S-24). O acordo de operação conjunta (JOA, na sigla em inglês) é amplo. Prevê que os sócios têm direito de preferência em qualquer transferência de participação integral, ou uma parte da participação, diretamente ou indiretamente, seja por meio de fusão, consolidação, venda de ações ou outro tipo de transferência.

A preocupação da Petrobras parece estar relacionada com uma possível venda, no futuro, de uma fatia maior para a Sinopec.

A companhia portuguesa se negou a informar se recebeu alguma notificação da Petrobras nesse sentido, afirmando que a Galp "não comenta cenários hipotéticos ou especulativos". Uma fonte próxima à estatal brasileira explicou que não se trata de xenofobia ou de qualquer atitude contrária à presença chinesa. "É folclore dizerem que a Petrobras não quer chineses, até porque dinheiro não tem pátria. É apenas uma questão de interpretação do contrato", disse a fonte.

Em 2010, quando a Repsol anunciou um aumento de capital de USS$ 7,1 bilhões que permitiu à chinesa Sinopec comprar 40% da empresa que detém suas participações no Brasil, a Petrobras não fez comentários. Mas se manifestou um ano depois, em outubro do ano passado, depois que foi publicada notícia sobre uma operação nos mesmos moldes que estava em gestação na BG, também com a Sinopec associada a outra estatal chinesa, a CNOOC. Na ocasião, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, repetiu em entrevistas que a estatal tinha interesse em exercer a preferência se os ativos da BG fossem oferecidos ao mercado. Disse explicitamente que interessam à estatal todos os ativos no pré-sal.

Repsol e Galp interpretam que as regras do JOA não se aplicam a um aumento de capital com entrada de um sócio minoritário, já que não se trata de uma venda direta de ativos. O tema é controverso, segundo admitem advogados com experiência em transações dessa natureza ouvidos com a condição de sigilo. Um deles entende que a Petrobras, assim como os demais sócios da Galp, deveria ter sido notificada sobre as negociações e informada sobre os ativos à venda, os valores e as condições. "Nesse caso o sócio não tem o direito de bloquear, só de pagar e comprar no lugar do outro interessado".

O Valor apurou que a Petrobras quer deixar claro que se for vendida participação acionária na empresa detentora dos direitos exploratórios (no caso a Petrogal Brasil, subsidiária integral), a Galp tem de manter o controle, abrindo espaço só para investidor financeiro. "Se o vendedor perder o controle da empresa, a opção se reverte para quem tem a preferência [hoje]", disse fonte a par do assunto.

A Galp ressaltou que desde o início do processo que resultou no aumento de capital no Brasil, seu presidente executivo, Manuel Ferreira de Oliveira, "assumiu publicamente o compromisso de não escolher um parceiro sem a garantia de que este seria bem recebido pela Petrobras".

Os US$ 12 bilhões investidos pela Sinopec na Repsol e na Galp são bons indicadores do apetite da chinesa pelo pré-sal e também pode estar incomodando a Petrobras. E ao estressar o acordo sino-português, a brasileira estaria dando um recado para a Sinopec, avalia uma fonte. "A Petrobras pode estar dizendo que dessa vez passa, mas que se mudar o controle os acionistas terão de dar o direito de preferência que não foi oferecido quando vendida uma participação minoritária", interpreta outro advogado.

Fonte: Valor Econômico/Por Cláudia Schüffner Do Rio

Reservas da Petrobras crescem menos


As reservas provadas de petróleo e gás natural da Petrobras cresceram 2,7% em 2011 ante o ano anterior, pelo critério da SPE (Society Of Petroleum Engineers) e da ANP (Agência Nacional do Petróleo). Chegaram a 16,41 bilhões de "boe" (barris de óleo equivalente, que somam reservas de petróleo e de gás).

O aumento é inferior à alta de 7,5% entre 2009 e 2010.

O resultado seria pior se a empresa tivesse cumprido a meta de produção média que estipulou para o ano passado, de 2,1 milhões de barris de petróleo por dia. Isso demandaria mais das reservas.

Segundo projeções do mercado, a produção de 2011 deve ficar em torno de 2,03 milhões de barris diários.

"Não vai atingir a meta de novo em 2011. Olhando 2012, a produção não deve crescer muito. Os principais sistemas [de produção] só vão entrar em operação no 2º semestre deste ano, então só em 2013 melhora", avaliou o analista Lucas Brendler, da Geração Futuro de Investimentos.

Tanto no caso das reservas como no da produção, o diagnóstico do mercado é o mesmo: faltou equipamento.

Sem sondas suficientes para explorar seus campos, a empresa não conseguiu obter informações que permitissem mais declarações de comercialidade. Ou seja, a prova de que o petróleo encontrado no campo pode ser comercializado. Isso é condição para o reconhecimento de reservas provadas.

As pausas para manutenção de plataformas, determinadas pela ANP, também atrasaram a produção.

"O governo insiste numa meta irreal de conteúdo nacional e a empresa fica sem equipamentos. Todo mundo quer que produza aqui, mas tem que dar um tempo para a indústria nacional conseguir atender", disse o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura Adriano Pires.

Se considerado somente o Brasil, as reservas aumentaram 2,8%, para 15,71 bilhões de barris de petróleo e gás, com apenas uma declaração alta de comercialidade: campo de Sapinhoá (ex-Guará), no pré-sal da bacia de Santos, com 978 milhões de "boe".

As reservas internacionais tiveram desempenho ainda mais fraco, com alta de 0,4% ante 2010, atingindo 706 milhões de barris, com incorporação de reservas no golfo do México e na Nigéria.

Para a analista Mônica Araújo, da corretora Ativa, o resultado não é motivo de comemoração. Mas a empresa manteve o prazo para produção com as reservas que possui dentro dos 18 anos previstos e incorporou mais petróleo do que produziu.

"Não foi excepcional, mas o importante é que manteve um nível confortável na relação reserva/produção e ainda tem muita coisa para colocar no futuro", afirmou sobre os imensos reservatórios que a estatal tem concessão para explorar.

Fonte: Folha de Sâo Paulo/DENISE LUNA/DO RIO

OSX-1 segue para Bacia de Campos


O FPSO OSX-1 deixou a baía de Guanabara rumo à Bacia de Campos, no Norte Fluminense, onde vai produzir o primeiro óleo da petroleira brasileira OGX, na acumulação de Waimea, no bloco BM-C-41. O FPSO (Floating Production Storage and Offloading), unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência foi afretado pela OGX da OSX, outra empresa do grupo EBX.

A empresa brasileira de óleo e gás natural, que está levando adiante uma das maiores campanhas exploratória privada no Brasil, já recebeu a Licença de Operação (LO) do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para a unidade e respectivas estruturas submarinas que serão usadas no Teste de Longa Duração (TLD) e Desenvolvimento da Produção de Waimea.

Os equipamentos submarinos já estão instalados e passaram por inspeções dos órgãos governamentais, aguardando apenas a chegada do OSX-1. A conexão entre o FPSO e o sistema submarino será iniciada assim que a embarcação chegar ao local. A previsão da OGX é iniciar a produção até 28 de fevereiro.

A acumulação de Waimea, que está em águas rasas da Bacia de Campos e foi descoberta pelo poço pioneiro OGX-3 em 18 de dezembro de 2009, tem seu TLD previsto para iniciar no prazo excepcional de cerca de 2 anos após a descoberta, através do poço horizontal OGX-26HP, que já se encontra pronto para esse teste.

A unidade tem capacidade de produção de 60 mil barris de óleo por dia e armazenamento de até 900.000 barris.

Fonte: TN Petróleo

sábado, janeiro 14, 2012

Casco da plataforma P-55 chega a Rio Grande no domingo


O casco da plataforma P-55, que deixou o complexo industrial portuário de Suape, em Pernambuco, no dia 22 de dezembro, deve entrar no porto de Rio Grande no domingo. A data poderá ser alterada caso as condições de navegação não permitam que seja efetuada a operação de ingresso na Lagoa dos Patos.

A Superintendência do Porto de Rio Grande realizou na tarde de quinta-feira uma reunião para avaliar o planejamento de manobras para a entrada da P-55, que possui um casco quadrado, com 94,32 metros de lado. Tudo transcorrendo dentro da normalidade, o casco, em um primeiro momento, deverá ancorar no cais sul do Estaleiro Rio Grande, onde serão realizados alguns preparativos para que em meados de fevereiro a estrutura siga para o dique seco. Ali, a integração da P-55 implicará uma das maiores elevações de engenharia do mundo, ao erguer cerca de 17 mil toneladas, a mais de 40 metros de altura.

Em Rio Grande, as obras da plataforma encomendada pela Petrobras serão feitas pela empresa Quip. Entre as ações que serão executadas estão o acoplamento do deckbox (convés), as montagens de módulos, dos sistemas de geração, de processamento e exportação do óleo e gás, integração física dos sistemas e comissionamento final.

Do tipo semissubmersível, a P-55 será instalada no campo gigante de Roncador, na Bacia de Campos. A plataforma terá uma capacidade de produção de 180 mil barris diários de petróleo e compressão de 6 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural. O investimento previsto na concretização da plataforma é de aproximadamente US$ 1,65 bilhão. Inicialmente, a finalização da P-55 estava prevista ainda para o ano passado.

Além dessa estrutura, o polo naval de Rio Grande tem como demandas confirmadas a construção, montagem de módulos e integração da plataforma P-63; a conversão do casco, construção e montagem de módulos da plataforma P-58 e a construção e montagem de oito cascos para FPSOs (complexos que produzem e armazenam petróleo).

O secretário de Assuntos Extraordinários focado na área de Desenvolvimento do município, Gilberto Pinho, comemora a chegada de mais um casco a Rio Grande para a implantação de uma plataforma. Ele destaca que desde que o polo naval começou suas atividades, com a construção da plataforma P-53, a economia da região vem colhendo os frutos. Em 2007, quando o casco da P-53 chegou à cidade, o PIB de Rio Grande, conforme dados do IBGE, era de aproximadamente R$ 4,4 bilhões. Em 2009, esse indicador já havia saltado para cerca de R$ 6,2 bilhões. "Outro fato positivo é que, cada vez mais, está sendo possível incorporar mão de obra local na realização desses empreendimentos", ressalta Pinho.

Fonte: Jornal do Commercio (RS)

sexta-feira, janeiro 13, 2012

FMC inaugura Centro de Tecnologia no Fundão, investimentos de R$ 70 milhões


Unidade tem capacidade para testar, em escala real, protótipos de equipamentos submarinos para a indústria do petróleo. Prédio da Engenharia abrigará 300 profissionais.

Líder mundial na fabricação de equipamentos submarinos para a indústria do petróleo e líder brasileira na produção de manifolds e árvores de natal, a FMC Technologies inaugurou no dia 09 de janeiro de 2012 (segunda-feira), o seu terceiro Centro de Tecnologia no mundo com a presença do presidente, chairman e CEO da companhia, John Gremp.

A nova unidade da FMC ocupa a maior área útil do Parque Tecnológico do Rio, na Ilha do Fundão, cidade do Rio de Janeiro: são 22 mil metros quadrados, divididos em duas amplas edificações. A primeira delas é o enorme pavilhão, em operação desde o mês de outubro, onde foi testado com sucesso o SSAO – Separador Submarino Água-Óleo. Esta área foi concebida para testar protótipos em escala real de equipamentos submarinos da indústria de Óleo & Gás.

Ao lado da Área de Testes está localizado o prédio da Engenharia, uma instalação moderna e bem aparelhada na qual 300 profissionais da FMC desenvolverão projetos e pesquisas de novas tecnologias submarinas para exploração de petróleo e gás no Brasil, com foco também nas novas demandas do pré-sal. A inauguração do Centro de Tecnologia – o terceiro Tech Center da FMC no mundo (ou outros dois ficam nos Estados Unidos e na Noruega) – conta com investimentos de R$ 70 milhões.

Há 55 anos no País e com base em Houston, no Texas, Estados Unidos, a FMC Technologies tem 13.500 empregados no mundo inteiro e 27 fábricas em 16 países. Seu faturamento em 2010 chegou a US$ 4,1 bilhões. A FMC foi eleita pela revista Fortune a “Empresa de Equipamentos e Serviços de Óleo e Gás Mais Admirada de 2010” e, no passado, foi escolhida pela revista Forbes como a “Empresa Mais Inovadora do Mundo” na área de Óleo e Gás. No Brasil, a FMC conta com 1.600 empregados que trabalham nas duas unidades fabris do Rio de Janeiro, na base de serviços de Macaé e, agora, também no Centro de Tecnologia do Fundão.

Fonte: Revista Fator Brasil

quinta-feira, janeiro 12, 2012

Viagem em 3D aos poços de petróleo



Nova sala da OGX, empresa de petróleo de Eike Batista, permite transformar dados sobre reservas em imagens em terceira dimensão.

À primeira vista, parece um cinema particular. Mas só à primeira vista. Na verdade, a nova sala montada pela OGX, empresa de petróleo do grupo EBX, do empresário Eike Batista, permite uma visualização de rochas no subsolo da Terra em 3D e ajuda a empresa a tomar decisões na hora de perfurar um poço de petróleo.

O local tem capacidade para 70 pessoas e uma tela com 5.760 pixels por 1.706 – quase 10 milhões de pixels em cerca de 9 por 3 metros. Mas, apesar da aparência impressionar, o verdadeiro trunfo está nas informações que permitem a elaboração de imagens em terceira dimensão do subsolo nas quais se vê forma e densidade das rochas.

É um banco de quase sete terabytes de dados obtidos principalmente por meio de testes sísmicos. É uma técnica similar ao ultrassom: um barco carrega fios de cerca de 6 quilômetros de extensão, como se fosse uma cauda, que emite ondas sonoras para o subsolo. As rochas refletem essas ondas, que são lidas e transformadas em gráficos, dependendo da intensidade com que retornam à superfície. As coletas de dados são feitas com distância de 25 metros entre uma e outra, e a sequência delas é que forma a imagem em 3D. Para compor o banco de dados de teste sísmico, a OGX investiu mais de US$ 100 milhões. Para processar todos esses dados, o computador que controla a sala tem uma memória RAM de 96 gigabytes.

Na sala 3D é possível olhar para as rochas como se estivesse embaixo delas
Com a imagem elaborada, a empresa reúne na sala 3D profissionais de diversas áreas – geólogos, engenheiros, gestores – para tomar decisões. “A vantagem é que podemos interpretar os dados com base na experiência de todos os profissionais”, afirma Edmundo Marques, gerente executivo de Interpretação da OGX. Entre as avaliações que são feitas com base nas imagens, está uma das mais importantes: se um poço tem ou não petróleo. As informações também podem ser usadas para orientar a perfuração de um poço que já foi avaliado como viável e para a empresa decidir se tem ou não interesse em adquirir a concessão para a exploração da área.

Batizada de Jutta Batista, em homenagem à mãe de Eike, a sala custou cerca de R$ 2,4 milhões. O valor parece alto, mas pode ser considerado baixo se comparado com a economia que pode gerar ao permitir a redução de erros na indústria do petróleo. “A perfuração de um poço barato sai por US$ 25 milhões. Imagine o prejuízo de se encontrar um poço seco”, afirma Marques. O poço seco é aquele que não tem petróleo nenhum ou em uma quantidade pequena, que não é comercialmente viável. Em qualquer uma das situações, ele acaba sendo abandonado e a empresa amarga o prejuízo da exploração.

A estrutura da sala inclui ainda seis projetores com lâmpadas especiais, que custam cerca de R$ 50 mil cada. Luzes infravermelhas garantem o alinhamento das imagens de cada projetor para que não haja sobreposições na tela. E a própria tela uniformiza a luz que sai dos projetores, para que a imagem tenha uma aparência homogênea para quem estiver assistindo.

Também estão sendo instalados equipamentos que permitem a realização de videoconferência na sala.

Para extrair todo o potencial da sala, Marcos do Amaral, gerente geral de Tecnologias Aplicadas da OGX, afirma que são necessários três fatores: hardware, software, e “humanware”. “Investimos em máquinas de ponta e programas de qualidade para interpretar os dados, mas a equipe é essencial para o trabalho”, afirma.

Fonte: IG

Porto de Santos pretende dobrar a capacidade até 2013



O aumento da capacidade é resultado de uma série de ampliações, compra de equipamentos e a entrada em operação de novos projetos privados

O Porto de Santos, maior da América Latina, vai dobrar de tamanho até 2013. Sozinho, terá capacidade para movimentar a mesma quantidade de contêineres de todos os outros portos brasileiros juntos: 8 milhões de teus (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés). Hoje esse número está em 3,2 milhões de teus, afirma o presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), José Roberto Correia Serra.

Segundo ele, o aumento da capacidade é resultado de uma série de ampliações, compra de equipamentos de última geração e a entrada em operação de novos projetos privados. Dois deles vão representar 65% de toda ampliação de Santos. O maior é a Embraport, terminal construído na margem esquerda do complexo santista pela Odebrecht Transport, DP World e Grupo Coimex. O empreendimento, de R$ 2,3 bilhões, terá capacidade para 2 milhões de teus e 2 bilhões de litros de etanol.

Na margem direita, está sendo construído o novo terminal da Brasil Terminais Portuários (BTP), controlado pela Europe Terminal. Também vai movimentar contêineres e granéis líquidos, a exemplo da Embraport. Na primeira fase, serão 1,1 milhão de teus e 1,4 milhão de toneladas de líquidos. O investimento total é da ordem de R$ 1,8 bilhão, especialmente por causa das soluções ambientais - o terminal está sendo construído numa área usada por mais de 50 anos como descarte de resíduos do Porto de Santos.

Tanto no caso da Embraport como no da BTP, as operações serão antecipadas para outubro do ano que vem, afirma Serra. Nesse primeiro ano, os dois projetos vão acrescentar cerca de 700 mil teus à capacidade do porto. O restante fica para 2013. O presidente da Codesp lembra que outros operadores do porto, como Santos Brasil, Libra e Tecondi, fizeram investimentos importantes, que vão resultar em aumento da expansão. A compra de equipamentos, por exemplo, eleva a quantidade de movimentos que as empresas podem fazer por hora.

Há ainda investimentos na infraestrutura existente para ampliar a capacidade de movimentação de granéis (líquidos e sólidos). A Copape, localizada na Ilha do Barnabé, iniciou as obras de construção de dois píeres, no valor de R$ 80 milhões. Além disso, a Codesp vai investir R$ 200 milhões no reforço de 1 quilômetros (km) de cais nos trechos operados pela Copersucar e pela Cosan. A obra vai permitir que navios de açúcar e soja aproveitem ao máximo sua capacidade e saiam mais cheios dos terminais, diz Serra.

Gargalo- Segundo ele, com esses investimentos, o importante agora é focar na operação do porto e no acesso terrestre, que não dá conta nem para atender o volume atual. "Do jeito que está não dá para aproveitar todo o aumento da capacidade." Uma prioridade será ampliar a participação da ferrovia em Santos - com expansão do sistema de cremalheira e com o Ferroanel. O executivo diz que apenas 1% da movimentação de contêiner e 10% dos granéis é feita pelos trilhos. O objetivo é elevar a participação média para 25%.

Hoje o porto recebe cerca de 14 mil caminhões por dia, nas duas margens. Cerca de 85% desses veículos chegam entre 8 da manhã e 18 horas. "Falta inteligência de agendamento da carga no porto. O caminhão sai do destino e acha que pode desembarcar em Santos a qualquer hora. Isso precisa mudar." Caso contrário, diz Serra, não adiantará nada investir nas perimetrais de Santos (margens direita e esquerda) e no mergulhão (passagem subterrânea no Valongo).

Além disso, Santos começará a implementar o sistema de tráfego marítimo para controlar desde a chegada do navio, atracação no cais até a saída de Santos. "Esse programa permitirá o tráfego duplo no canal de acesso do porto. Também podemos monitorar a pirataria, a meteorologia, as ondas, os ventos, etc. Com isso, haverá redução do tempo de entrada e saída das embarcações e ganhos de custos."

A implementação do Porto sem Papel, pela Secretaria de Portos, também deverá ajudar a acelerar as operações em Santos. Trata-se de um sistema que vai integrar os seis órgãos públicos - Polícia Federal, Receita Federal, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), autoridade portuária, Vigilância Agropecuária Internacional e Marinha do Brasil - de forma a evitar a duplicação de informações e de formulários.

Fonte: Portos e Navios