terça-feira, novembro 30, 2010

Petróleo impulsiona Rio das Ostras


Funcionários de empresas instaladas em Macaé preferem a cidade, que também é escolhida por aposentados e explora o turismo
Pontualmente às 6h30, como todos os dias, Radmak Moura sobe no seu jipe japonês. Da sua casa, no bairro de classe média alta de Marileia, até a BJ Services do Brasil, no Polo Offshore de Macaé, onde trabalha, são apenas 24 quilômetros. Normalmente, seriam 20 minutos pela BR-101. Não na hora do pico, quando se forma longa fila de carros com funcionários da Petrobrás e das empresas que lhe prestam serviços, que enfrentam uma hora de congestionamento de ida e outra de volta para morar em Rio das Ostras e trabalhar em Macaé.


"Escolhi Rio das Ostras em função das opções de entretenimento, da tranquilidade, da beleza", explica Moura, de 39 anos, que em 2008 veio de Aracaju com a mulher e duas filhas, transferido pela empresa para coordenar a manutenção. "Macaé é mais movimentada, tem mais praticidade, shoppings e lojas de departamento, mas aqui é melhor para a família." Eles vieram para ficar: compraram uma das muitas casas geminadas de Rio das Ostras, artifício para driblar a lei - que impede a construção em mais de 50% do terreno -, e atender a imensa demanda por moradia na cidade.

"Vale a pena pegar a estrada", diz Fábio Carvalho, de 38 anos, gerente de logística da Pride do Brasil. "Macaé é cara e não dá qualidade de vida. Não tem como comparar a beleza das duas cidades." Parte da orla de Rio das Ostras é delineada por um calçadão revestido de porcelanato, com academias de ginástica públicas em que se pode marcar horário com um instrutor da prefeitura, rua coberta de calçamento vermelho e restaurantes que concorrem no Festival de Frutos do Mar, todos os anos em novembro.

Pesquisa encomendada pela prefeitura há três anos mostrou que 95% dos moradores da cidade vieram de fora. Hugo Ronaldo Oliveira, de 26 anos, experimentava os equipamentos de ginástica na praia de Costa Azul, no meio da tarde, depois de sair do serviço. Ele veio há três anos de Porto Seguro (BA), onde foi contratado pela construtora baiana Odebrecht para trabalhar nas obras de pavimentação e drenagem que se alastram pela cidade, engolfada pela maré alta.

Trabalhou um ano e quatro meses nas obras e arranjou emprego na lavanderia de um hotel. "A cidade me conquistou", diz Oliveira, que trouxe os irmãos de 24 e de 15 anos, a mãe, que trabalha de cozinheira num restaurante, e o padrasto, que arranjou emprego de pedreiro. "É difícil encontrar pessoas paradas aqui."

O afluxo de gente a Rio das Ostras se reflete no mercado imobiliário. O secretário de Serviços Públicos e Obras, Nilton Teixeira, conta que comprou por R$ 3 mil o terreno de 360 m² onde construiu sua casa, em 1998. Hoje, o terreno valeria R$ 300 mil. Um Alphaville, condomínio de alto padrão, está sendo construído perto da divisa de Macaé e da Zona Especial de Negócios, um parque com 80 empresas dos mais diversos ramos.

Quando o prefeito Carlos Augusto Balthazar (PMDB) iniciou seu primeiro mandato, em 2005, 20% das ruas eram pavimentadas. Hoje, segundo a prefeitura, são 60%. Com a diferença de que a pavimentação tem sido feita depois da drenagem e da instalação de rede de água e de esgoto. Mesmo assim, 30% das residências não recebem água. Das outras 70%, a maioria não é abastecida todos os dias. A Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) está investindo R$ 10 milhões para aumentar a vazão de 300 para 500 litros por segundo.

Com o solo encharcado pelas águas do mar, do rio que dá nome à cidade e do lençol freático, as fossas e sumidouros refluem, entupindo os sanitários. De 2005 para cá, a prefeitura investiu R$ 139 milhões em estação de tratamento de esgoto, rede coletora, 17 estações elevatórias e um emissário oceânico de 4 km.

Na Região dos Lagos, a 170 km do Rio, a cidade recebe 500 mil turistas por ano, atraídos não só por suas praias, mas pelos festivais de jazz e blues e de dança, encontro de motociclistas, turismo rural, torneios de surfe, bodyboarding e esportes náuticos.


Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaod

Pré-sal pode ameaçar biodiversidade marinha do Brasil, diz Greenpeace


Segundo relatório lançado nesta quinta, no Sudeste 21% das áreas marinhas prioritárias para conservação têm exploração ou prospecção de petróleo
Greenpeace Brasil lançou nesta quinta-feira um relatório sobre biodiversidade marinha e exploração de petróleo offshore (no oceano). "Mar, petróleo e biodiversidade - a geografia do conflito" traça um raio X da costa brasileira e contrapõe os setores de Meio Ambiente e Energia, fazendo a relação entre áreas prioritárias para a criação de Unidades de Conservação Marinhas e áreas onde a prospecção e a exploração de petróleo já acontecem.

Disponível no site da entidade, o documento mostra que na região Sudeste - onde se encontra o pré sal - 21% das áreas consideradas prioritárias para a implantação de Unidades de Conservação Marinhas já têm campos de exploração em atividade ou blocos de exploração em fase de prospecção. A previsão de reservas estocadas no pré-sal é de 60 bilhões de barris de petróleo. A região Sudeste é seguida de perto pelo Nordeste, com 17,8% de áreas prioritárias para a conservação já concedidas para petrolíferas. Ironicamente, são as duas maiores áreas de ocorrência de corais na costa brasileira: 91% dos recifes de corais do País estão na região Nordeste e o restante está no Sudeste.

"Os recifes de corais aglutinam a vida marinha, provendo abrigo e alimentos para diversas espécies. O impacto nessas estruturas pode ter reflexos em toda biodiversidade da nossa costa", explica Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha de oceanos do Greenpeace. Segundo ela, a rentabilidade do setro energético é um grande problema para a biodiversidade marinha.



"O setor energético é rentável. Por isso, áreas prioritárias para a conservação de aves e espécies marinhas já estão concedidas para exploração de petróleo. E a tendência é o crescimento dessa fatia de áreas concedidas para exploração no mar", salienta Leandra, explicando que o relatório foi concebido sobre dados secundários do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e do Ministério das Minas e Energia (MME).


O economista e consultor Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura, confirma. "Hoje, no mundo, 20% do petróleo é retirado do mar. Mas esse número deve crescer nos próximos anos", afirma, lembrando que, no Brasil, 95% do petróleo extraído é explorado offshore. O País produz, hoje, 2 milhões de barris por dia. Para ele, a atividade tem riscos e um bom planejamento deve ser o início de toda iniciativa de exploração de petróleo no mar - principalmente no caso do pré-sal.


"Temos a seguinte situação: a tecnologia hoje é muito incipiente para dar conta de casos como o vazamento do Golfo do México. O pré-sal é um projeto de risco porque nunca ninguém foi tão fundo e nem tão longe da costa para buscar petróleo. Se há um acidente, é capaz de acontecer igual ou pior do que o que ocorreu no Golfo, com meses de vazamento", diz Pires.


Ele diz que há duas "maldições" que podem ser esperadas como consequência do investimento maciço de dinheiro na exploração do pré-sal.


"A primeira é que produzir petróleo demais pode sujar a matriz energética brasileira, uma das mais limpas do mundo. Porque o País todo vai começar a consumir muito mais combustíveis fósseis. A segunda é que, se o governo for com muita sede ao pote, pode provocar um acidente de grandes proporções e colocar em risco não só a biodiversidade marinha, mas a vida dos que dependem dos recursos do mar."


No relatório do Greenpeace, os autores afirmam que as emissões resultantes da exploração do pré-sal vão compensar o CO2 não emitido pela redução do desmatamento, mantendo o Brasil como um dos maiores poluidores do mundo. No pior cenário, lê-se no documento, as emissões nacionais – de 2,192 bilhões de toneladas por ano (de acordo com o segundo inventário nacional de emissão de gases do efeito estufa de 2005) seriam praticamente dobradas, posicionando o país entre os três maiores emissores de CO2 do mundo.

Fonte: http://www.estadao.com.br/

Alasca quer permissão para poços offshore


Governo tenta anular a suspensão federal para perfuração em águas do Oceano Ártico
O governo do Alasca iniciou um processo para tentar anular a suspensão federal para a perfuração offshore em águas do Oceano Ártico. Em maio,o secretário do Interior, Ken Salazar, suspendeu um pedido da Shell Oil para perfurar poços exploratórios nos mares de Chukchi e Beaufort.

O governador do Alasca, Sean Parnell, afirma que Salazar ilegalmente não consultou os funcionários do Estado nem emitiu uma decisão por escrito justificando a moratória.

O porta-voz de Salazar, Barkoff Kendra, diz que o Ártico apresenta desafios ambientais únicos e mais informações sobre o risco de derramamento de óleo e a capacidade de resposta a um acidente.

Fonte: http://www.estadao.com.br/

segunda-feira, novembro 29, 2010

Petrobrás cria empresa para operar sondas


O diretor financeiro e de Relações com Investidores da Petrobrás, Almir Barbassa, afirmou à Agência Estado que será criada uma empresa para operar as sondas de perfuração que estão em processo de contratação para a exploração da área do pré-sal.


Essa nova empresa será independente da Petrobrás e deverá ser constituída por companhias especializadas na atividade de operação de sondas, por grandes bancos, fundos de pensão de empresas estatais e pela própria Petrobrás, além de outros interessados.

A Petrobrás, entretanto, terá participação pouco representativa, de 5% a 10%. A ideia é transferir para a empresa despesas que possam aumentar o nível de endividamento da Petrobrás.

"Trabalhamos no core business (atividade principal) de exploração e produção, que é produzir petróleo. Para outras áreas temos especializadas e nos servimos delas", disse o diretor financeiro da Petrobrás.

Investimentos. O aporte inicial dos sócios na criação da nova empresa deverá ficar entre 20% e 30% do valor das sondas. "O restante seria financiado", afirmou Barbassa.

Considerando-se a melhor oferta feita no recente processo de licitação das sondas, do Estaleiro Atlântico Sul (EAS), de US$ 4,65 bilhões, ou US$ 664,2 milhões por unidade, o aporte inicial na nova empresa seria de US$ 1,2 bilhão.

O capital administrado pela nova empresa pode chegar a US$ 30 bilhões, levando-se em conta o valor da licitação dos 28 navios sonda de exploração do pré-sal.

Barbassa explicou ainda que a nova empresa deverá operar apenas as 28 sondas que estão sendo licitadas. "O contrato para a fabricação de sondas será assinado por uma subsidiária da Petrobrás, que pode ser vendida para essa nova empresa no futuro", afirmou.

Plano de negócios. A criação da empresa será responsável por operar a sondas de perfuração não resultará em qualquer mudança no plano de negócios da Petrobrás até 2014. Segundo Barbassa, o plano não incluía investimentos a serem feitos pela Petrobrás na contratação das sondas.

O modelo de contratação de empresas terceiras responsáveis por operar sondas não é inédito. De acordo com o executivo, a Petrobrás possui aproximadamente 50 sondas offshore em operação, sendo a grande parte contratada junto a outras empresas.

A Petrobrás mantém um pequeno número de sondas operada de forma independente para, segundo Barbassa, ter informações sobre o desenvolvimento tecnológico e questões operacionais da atividade.

Barbassa falou à Agência Estado pouco antes de receber da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) o prêmio de profissional do ano de 2010 na categoria finanças.

Fonte: http://www.estadao.com.br/

Mais petróleo na Amazônia


Descoberta da Petrobras torna região ainda mais vulnerável à cobiça internacional
A Petrobras anunciou ontem mais uma descoberta de petróleo e gás fora do eixo Rio de Janeiro-Espírito Santo. Dessa vez, a petrolífera confirmou a existência de reservas na Amazônia, região cobiçada internacionalmente não só pelas riquezas ambientais como minerais. O comunicado da estatal traz de volta a polêmica da internacionalização da região que cada vez mais atrai os olhos do mundo inteiro. Com ela, as preocupações com segurança e soberania.

Segundo o engenheiro Fernando Siqueira, presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet), a qualidade do óleo encontrado é excelente. “Outro fato bastante interessante é que a reserva fica a 30 Km de Urucu, outra unidade de produção da companhia, o que vai facilitar muito a produção em termos de logística”, comemorou. Mas ele acrescenta que a descoberta reacende preocupação com a cobiça internacional.

“A grande cobiça em relação à Amazônia está assentada sobre três coisas: biodiversidade, jazidas de minérios estratégicos e biomassa”, avalia. A Amazônia é o local que mais tem terra, água e sol, componentes para gerar biomassa que substituirá o petróleo no futuro. O especialista explica que o mundo tem interesse na substituição do petróleo por outros combustíveis renováveis.

“Como o petróleo está acabando, porque nós estamos no limiar da produção, há potências sem reservas petrolíferas, em situação de insegurança energética dramática. O pré-sal não resolve o problema delas, porque representa até 9% das reservas mundiais. Eles querem ainda o substituto: a biomassa”, alerta. De acordo com ele, a cobiça tende a crescer a partir do anúncio desta descoberta.

Outro interesse na internacionalização da Amazônia vem das reservas de nióbio. A região é a maior fonte do planeta deste minério que é um importante componente da indústria espacial. “Coincidentemente, as reservas de nióbio ficam exatamente debaixo das reservas indígenas, que organizações não governamentais querem transformar em nações independentes. Independentes entre aspas. Tanto como as colônias e, certamente, submetidas ao domínio intercional”, avalia o presidente da Aepet.

Qualidade acima do pré-sal

A Petrobras anunciou que os primeiros dados do Teste de Longa Duração iniciado em setembro no poço Igarapé Chibata confirmam a descoberta de nova acumulação de óleo leve (46° API) e gás natural no Município de Tefé (AM), a 630 km de Manaus e a 32 km da Província Petrolífera de Urucu. A Petrobras detém 100% de participação dos direitos de exploração e produção do poço, que fica na Bacia do Rio Solimões.

Para se ter ideia da qualidade do petróleo encontrado no Amazonas, o Grau API é uma escala hidrométrica do American Petroleum Institute (API). Pela metodologia utilizada para medir a densidade, o petróleo leve é o de maior qualidade. Para ser considerado leve, essa padronização determina que o grau seja superior a 31,1.

A elevada pontuação na escala utilizada internacionalmente demonstra que o óleo de Igarapé Chibata é superior ao de Tupi, no pré-sal, que tem 28º API, e ao dos golfos Pérsico e do México, além do Mar do Norte, que registram entre 38° e 40°. O poço tem capacidade de produzir 2.500 barris de óleo diários, o que é considerado excelente nesse tipo de bacia no Brasil — país que hoje concentra sua produção em alto mar.

Mais gás e energia na Região Norte

Patinho feio dos sistemas de energia no País, a Região Norte entrou em nova fase. A Petrobras comemorou ontem, com a presença do presidente Lula, o início da geração de energia elétrica com gás natural.

As termelétricas Tambaqui (95 MW), Jaraqui (76 MW) e Manauara (85 MW), em Manaus, fazem parte do parque termelétrico da Petrobras e vão operar com gás. A capacidade instalada é de 256 MW.

Fonte: http://odia.terra.com.br/

Estudo do Greenpeace mostra que exploração de gás e óleo atinge 8,7% de áreas que deveriam ser protegidas


Caso seja confirmada a previsão de reservas de até 60 bilhões de barris de petróleo estocados na camada do pré-sal, o Brasil - que já é dono de uma das maiores faixas costeiras do mundo - vai colecionar mais um megatítulo. O país será elevado à categoria de grande produtor mundial de petróleo, só que, para isso, as sondas de perfuração do pré-sal terão de colocar em risco espécies da biodiversidade brasileira. A difícil tarefa de conciliar interesses às vezes inconciliáveis, como a preservação ambiental e o desenvolvimento econômico, é o tema de mapeamento inédito do Greenpeace intitulado "Mar, petróleo e biodiversidade - A geografia do conflito".

No estudo, o Greenpeace sobrepôs as áreas de concessão e exploração de petróleo definidas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) àquelas consideradas prioritárias pelo Ministério do Meio Ambiente para a conservação da biodiversidade. Segundo a entidade, o Brasil tem percentual de preservação marinha baixíssimo: 0,71%. O considerado ideal é de 10%, meta que precisa ser cumprida até 2020. Hoje há apenas 87 unidades de conservação, entre integrais (o que significa a proibição de qualquer atividade econômica) e sustentáveis, que somam 25 mil quilômetros quadrados de área marinha protegida. O país é dono de uma costa litorânea de 3,5 milhões de quilômetros quadrados. O cumprimento da meta de 10% obrigará o país a elevar a área protegida para 330 mil quilômetros quadrados.

- A exploração e produção de gás e óleo foi aquinhoada, até agora, com 8,77% de áreas que deveriam ser transformadas em $marinhas protegidas - diagnostica Sérgio Leitão, diretor do Greenpeace, chamando atenção para o fato de que, com a exploração do pré-sal, vai ficar mais difícil criar unidades de conservação na zona marinha.

O Greenpeace concluiu que a velocidade em licitar os novos blocos de pós e pré-sal é maior que a de criação de mais áreas de conservação marinha.

- Os recursos advindos da exploração do pré-sal poderão ser decisivos para assegurar o alcance das metas de conservação, tanto da biodiversidade marinha quanto da biodiversidade do bioma confrontante à $área do pré-sal na Mata Atlântica - avalia Izabella Teixeira, ministra do Meio Ambiente, que defende uma visão integrada de exploração e conservação.

Por enquanto, nenhuma das bacias licitadas nas rodadas da ANP teve impacto direto nas unidades de conservação. As exceções teriam sido as bacias do Jequitinhonha e de Espírito Santo-Mucuri, ambas próximas ao Parque Nacional Marinho de Abrolhos. Só que a Justiça Federal de Eunápolis (BA) acabou acolhendo denúncia do Ministério Público Federal (MPF) e a licitação foi suspensa. Por enquanto, está proibida a explo$ção de blocos de petróleo e gás num raio inferior a 50 quilômetros em torno de Abrolhos.

Em nota, a ANP afirma que "em 2010, a agência intensificou sua fiscalização offshore, com maior presença nas instalações das concessionárias. Essa atuação tem caráter de orientação e punição e pretende promover o cumprimento da legislação".

Fonte: http://oglobo.globo.com/

domingo, novembro 28, 2010

Diretor da Petrobras defende investimentos em refinarias para evitar dependência externa


Rio de Janeiro - O Brasil pode alcançar em 2013 a autossuficiência em derivados de petróleo, como gasolina e óleo diesel, mas, para isso, precisa garantir investimentos em refinarias. O alerta foi dado no dia 17 de novembro (quarta-feira), pelo diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa. Segundo ele, a prioridade da companhia é atender ao consumo interno, que tem avançado a taxas superiores às do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

“Pela experiência nossa nos últimos anos, a demanda de derivados, normalmente, é menor que o crescimento do PIB. Este ano, pelo crescimento da economia e pela participação da população em termos de consumo e demanda, para um crescimento do PIB projetado de 7,3%, a demanda por derivados já está em 10% [em relação ao ano passado]. Se isso se repetir nos próximos anos, obviamente, nós vamos ter um mercado muito mais agressivo e demandador do que nós temos hoje.”

Paulo Roberto não precisou se o crescimento de 10% no consumo foi atípico ou poderia se repetir nos próximos anos. Ele disse que a empresa está fazendo suas refinarias para um crescimento médio do PIB de 4,1% e ressaltou que, se o avanço for maior do que isso, haverá reflexos na demanda de derivados. “O que é muito bom, pois significa que o país está crescendo”.

Ele destacou que as 12 refinarias instaladas no país estão operando com 90% da capacidade, acima do nível médio mundial, o que deixa uma pequena margem para eventuais correções de problemas e paradas de manutenção. Entre 2010 e 2014, a estatal planeja investir, só em refino, US$ 73,6 bilhões.

“Hoje, a capacidade de refino já não atende à demanda de mercado. Isso mostra com clareza a decisão acertada da Petrobras de fazer novas unidades de refino. Sabemos que o mercado vai continuar crescente, então, não há como não fazer. Se nós não fizermos novas refinarias, significa que o Brasil vai ser um enorme importador de derivados, com custo muito alto, com prejuízo para a Petrobras e com um prejuízo extremamente grande na balança de pagamentos do país”, disse o diretor da estatal.

Costa defendeu a construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, prevista para operar em 2013 com óleo brasileiro superpesado e também com petróleo da Venezuela, da estatal PDVSA, sócia do empreendimento, que custará US$ 13,3 bilhões. “Não tem altos custos na Abreu e Lima. São os custos justos, pelo tamanho da refinaria, pela complexidade e pelo tipo de óleo que ela vai processar.”

A refinaria terá duas linhas de produção, chamadas tecnicamente de trens, uma para o petróleo brasileiro e outra para o venezuelano, mais rico em enxofre. Caso não se concretize o aporte de investimentos da Venezuela, a Petrobras deixaria de comprar a unidade de processamento do enxofre, o que representaria uma economia de US$ 400 milhões, e usarias as duas linhas para refinar o insumo nacional. “Essa decisão não precisa ser tomada agora, porque nós vamos iniciar a operação em 2013 com o primeiro trem para processar petróleo brasileiro, e o segundo trem vem na sequência.”

Segundo estimativas da Petrobras, nos próximos dez anos, o Brasil deverá pular da 12ª posição no ranking mundial de consumo para o quinto lugar, atrás apenas de Estados Unidos, China, Japão e Índia. Em 2009, o país consumiu 1,94 milhão de barris de petróleo por dia, número que deverá chegar a 2,79 milhões de barris diários em 2020.Vladimir Platonow/ABr

Fonte: http://www.revistafator.com.br/

Obras do Sistema Integrado de Transporte de Etanol, investimentos ultrapassam os R$ 5 bi


O Sistema Integrado de Transporte de Etanol possui 850 km de extensão e vai atravessar 45 municípios, ligando as principais regiões produtoras de etanol nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso à Replan, em Paulínia (SP). Parte deste sistema integrado será composto por um Etanolduto de longa distância, entre as regiões de Jataí (GO) e Paulínia. E o primeiro trecho irá de Ribeirão Preto a Paulínia.

A Petrobras iniciou no dia 23 de novembro (terça-feira), as obras do Sistema Integrado de Transporte de Etanol durante cerimônia de primeira solda, no Terminal da Transpetro, em Ribeirão Preto (SP). Participaram do evento os presidentes da República, Luiz Inácio Lula da Silva, da Petrobras, José Sergio Gabrielli, da Transpetro, Sergio Machado, da Petrobras Biocombustível, Miguel Rossetto, o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, representantes do setor sucroenergético, entre outras autoridades.

Em discurso improvisado, Lula abordou os desafios e as vantagens competitivas deste sistema integrado. “Iniciar esta obra é a realização de um sonho que estamos trabalhando há cinco anos, desde a criação do PAC. O objetivo é tornar nosso etanol mais competitivo e fazer com que ele chegue nos portos brasileiros de forma mais rápida e segura”, completou.

Gabrielli enfatizou os aspectos sociais e econômicos do empreendimento. "É uma logística extremamente importante para o país. Vamos viabilizar um canal de escoamento que vai reduzir o custo de transporte e aumentar a rentabilidade da atividade de etanol no Brasil. Isso significa que o setor sucroalcooleiro terá condições de melhorar a sua renda, gerando lucros para os proprietários e emprego para os trabalhadores”, destacou.

Após a primeira solda, foram assinados contratos e o Termo de Compromisso entre Petrobras, Camargo Corrêa, Copersucar, Cosan, Odebrecht Transport Participações e Uniduto para a constituição de uma associação visando dar continuidade à implementação do sistema. Após o evento, as autoridades participam de seminário de apresentação dos resultados das ações realizadas no setor sucroenergético entre os anos de 2003 e 2010.

Com investimentos de mais de R$ 5 bilhões, o Sistema Integrado de Transporte de Etanol possui 850 km de extensão e vai atravessar 45 municípios, ligando as principais regiões produtoras de etanol nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso à Replan, em Paulínia (SP). Parte deste sistema integrado será composto por um Etanolduto de longa distância, entre as regiões de Jataí (GO) e Paulínia. O primeiro trecho irá de Ribeirão Preto a Paulínia.

O projeto, quando concluído, terá uma capacidade instalada de transporte de até 21 milhões de metros cúbicos de etanol por ano. Mais de dez mil empregos diretos e indiretos serão gerados. Parte dessa mão de obra será recrutada nas regiões do entorno.

A maior parte do sistema será construída utilizando as áreas de passagem de dutos já existentes. Essa medida vai beneficiar com um menor impacto as populações locais e a vegetação nativa. Além disso, o projeto irá reduzir o tráfego nas grandes rodovias e nas áreas de grande circulação de veículos dos centros urbanos. Como resultado disso, haverá redução no número de caminhões e menor desgaste das estradas, maior segurança e agilidade e menor emissão de poluentes.

O empreendimento se integrará também ao sistema de transporte hidroviário existente na bacia Tietê-Paraná. Os comboios de transporte, compostos pelas barcaças de cargas e os barcos empurradores, serão construídos e operados pela Transpetro.

A combinação dos modais dutoviário e hidroviário do sistema Tietê-Paulínia irá garantir uma melhor racionalização do processo de transporte do etanol, com os menores custos possíveis.

O sistema integrado se estenderá por uma ampla malha de dutos até Barueri e Guarulhos, na grande São Paulo, e Duque de Caxias (RJ). A partir destes terminais, o etanol será levado diretamente aos postos de combustíveis por meio de transporte rodoviário de curta distância.

E, para garantir que o etanol chegue a outros mercados no território nacional, por meio da cabotagem, o sistema de escoamento alcançará terminais marítimos nos litorais de São Paulo e Rio de Janeiro.

Fonte: http://www.revistafator.com.br/

Transpetro lança ao mar o terceiro navio do Promef, Sérgio Buarque de Holanda


Cujo investimento chegou aos US$ 71 milhões.

No próximo ano, serão lançados mais seis navios do programa. Frota passará das atuais 52 para mais de 100 embarcações, com investimento de R$ 10 bilhões.

Com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a Transpetro lançou ao mar no dia 19 de novembro (sexta-feira), no Estaleiro Mauá, em Niterói (RJ), o terceiro navio do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef). O navio se destina ao transporte de produtos derivados claros de petróleo: tem 183 metros de comprimento – o equivalente a dois campos de futebol – e capacidade para 48,3 mil toneladas de porte bruto.
O Sérgio Machado, presidente da Transpetro desempenhou papel fundamental para colocar a indústria naval no patamar de hoje. Agradecemos também a presidenta eleita Dilma Roussef que foi a madrinha do setor naval”, disse o presidente do Sindicato Nacional da Indústria e Reparação naval e Offshore (Sinaval), Ariovaldo Rocha.

“A indústria naval brasileira antes da administração do presidente Lula era desacreditada, pegamos os estaleiros fechados a cadeados centenas de trabalhadores sem rumo. A Transpetro acreditou nos empresários e voltaram os empregos e o desenvolvimento do setor. Hoje cumprimos prazos e já estamos perseguindo a competitividade mundial no setor. O Grupo Sinergy além dos navios que estamos construindo para a Transpetro a aposta agora é na Indústria Naval de Defesa”, adianta German Efromovick, presidente do Grupo Sinergy.

“E logo estaremos em pleno vapor com o EISA Alagoas, onde deverá criar cerca de 60 mil empregos diretos e indiretos, resultando em uma grande inclusão social”,lembra German.

Batizado Sérgio Buarque de Holanda, em homenagem a um dos maiores pensadores brasileiros, autor do clássico “Raízes do Brasil”, o navio de produtos atingiu um índice de nacionalização de 68,8%, acima do patamar mínimo estabelecido para a primeira fase do Promef, que é de 65%.

Nós estamos colocando no mar um navio que presta uma importante homenagem. Sérgio Buarque de Holanda é um dos intelectuais mais importantes do país. Os outros dois navios também tiveram grandes nomes: Celso Furtado é o pai dos economistas e João Cândido foi personagem fundamental para a história da Marinha brasileira”, disse o presidente Lula.

“A indústria naval contou com a competência dos engenheiros da Petrobras, que considero a engenharia naval mais competente do planeta. Deus é brasileiro e carioca, mas é pintor, soldador e muitos mais” continua Lula.

“Pensem num cabra feliz, sou eu”, conclui o presidente.

E agradeceu o cantor e compositor Chico Buarque de Holanda por também apostar na eleição de Dilma Roussef. E a grande parceria com o governador Sérgio Cabral, no Rio de Janeiro.

Fonte: http://www.revistafator.com.br/

sábado, novembro 27, 2010

UNESP e Petrobras inauguram Centro com ênfase no pré-sal


(FAPESP) - A Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Petrobras inauguraram, nessa semana, no campus de Rio Claro, o edifício do Centro de Geociências Aplicadas ao Petróleo (Unespetro), que atuará na formação de especialistas e no desenvolvimento de pesquisas, com ênfase em rochas carbonáticas – que formam a camada pré-sal e outros importantes reservatórios petrolíferos brasileiros.

Com 2 mil m² de área útil, foram investidos inicialmente R$ 10,5 milhões para construção do prédio e compra de equipamentos e mobiliário. Do valor total, cerca de R$ 9,2 milhões são vinculados à Rede Tecnológica da Petrobras e R$ 1,3 milhão corresponde à contrapartida da Unesp, que responde também pela contratação de professores e servidores técnico-administrativos.

“O Unespetro é o primeiro complexo de uma universidade brasileira concebido sob a perspectiva sistêmica para reunir as principais ciências que compõem a geologia sedimentar, tendo como alvo principal as rochas carbonáticas”, disse Dimas Dias Brito, coordenador do centro e professor do Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Unesp em Rio Claro.

O reitor da Unesp, Herman Jacobus Cornelis Voorwald, destacou a importância do novo centro no âmbito da participação da instituição nos esforços para o desenvolvimento científico e tecnológico, voltado para a melhoria da qualidade de vida, para a conservação ambiental e para a superação das desigualdades sociais.

A criação do Unespetro é uma das principais iniciativas para o desenvolvimento do Sistema de Capacitação, Ciência e Tecnologia em Carbonatos (SCTC). Esse sistema é resultado de acordo firmado em fevereiro entre a Petrobras, a Unesp e as universidades Estadual de Campinas (Unicamp), Estadual do Norte Fluminense (Uenf), Federal Fluminense (UFF) e Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O SCTC visa a avançar o conhecimento de rochas ainda relativamente pouco

Fonte: http://www.oreporter.com/

Rede Petro assina chancela para curso de pós-graduaçâo em engenharia de petróleo e gás do IBPEX/Uninter


O 1º Encontro Uninter com Empresas Conveniadas, o Grupo Educacional Uninter por meio do IBPEX – Instituto Brasileiro de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão, – e a Rede Petro PR – associação sem fins lucrativos de empresas paranaenses que operam no fornecimento do mercado de petróleo, gás e energia, – assinam a chancela do curso de Pós-Graduação em Engenharia de Petróleo e Gás.

O IBPEX busca a parceria com grandes empresas e instituições que operam nas áreas de seus cursos, com o objetivo da aproximação com a realidade mercadológica, operando juntos no conteúdo em um intercambio de capital intelectual.

Recentemente, o IBPEX e a Rede Petro PR, fecharam uma grande parceria que visa a capacitação por meio de cursos para todos os associados, proporcionando a qualidade desejada de profissionais das grandes companhias que operam o setor no Brasil, como a Petrobras. A ideia é que a parceria seja estendida para a Rede Petro Brasil.

O princípio básico do projeto entre as duas instituições é agregar valores aos bens e serviços produzidos no Estado do Paraná, impulsionando a geração de empregos e renda, a fim de atuar como agente de inclusão social e educacional, pressupondo tornar cada vez mais capaz os colaboradores das empresas associadas conforme as necessidades do mercado petroleiro.

Segundo o Diretor-Executivo da Rede Petro PR, Juarez Marcio Machado, a parceria com o Grupo Educacional Uninter será essencial no desempenho das empresas paranaenses e brasileiras no processo de crescimento do mercado petroleiro que o Brasil vem passando. “Com a chegada do pré-sal e a entrada de outras companhias na cadeia produtiva de petróleo e gás no Brasil, as empresas prestadoras de serviços deverão compor um serviço de ponta, com qualidade e capacitação. O mercado está em expansão e oportunidades de empregos estão sendo geradas. Essa parceria com o UNINTER por meio do IBPEX fortalecerá a competitividade e melhorará ainda mais o desempenho de nossas empresas associadas.”

O plano inovador da parceria do UNINTER com a Rede Petro oferecerá educação corporativa presencial e a distância, operacionalizada com a tecnologia já existente no sistema de ensino das instituições do grupo. Na cadeia produtiva do segmento de petróleo e gás, além da formatação de um curso de pós graduação, está sendo lançado uma Academia Virtual, que usa transmissão via satélite para qualquer localidade do território nacional dentro de usinas e fábricas, e o desenvolvimento de material assíncrono para os treinamentos de alta repetição. “Vamos utilizar a mesma tecnologia via satélite para o desenvolvimento corporativo e atender as necessidades de qualquer parceiro organizacional, em qualquer lugar do país”, informa Deise Bautzer, responsável pela Gestão de Negócios IBPEX (Instituto Brasileiro de Pós-Graduação e Extensão), uma das empresas do Grupo Uninter.

Além da assinatura do acordo, o 1º Encontro Uninter com Empresas Conveniadas contará com palestras, apresentação de cases de sucesso, apresentação do modelo de negócios UNINTER in Company e convênios.

Fonte: http://www.paranashop.com.br/

Liquigás participa de simulado de emergência no centro operativo de Duque de Caxias


Atividade integra o Processo Apell, programa de gerenciamento de riscos, que anualmente simula um sinistro com uma empresa do Polo Industrial de Campos Elíseos.

A Liquigás Distribuidora – empresa de distribuição de GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) do Sistema Petrobras –, com o objetivo de treinar e capacitar sua força de trabalho para atuar dentro de um cenário de riscos, participa do Processo Apell (programa de gerenciamento de riscos) que irá realizar um simulado de emergência no Centro Operativo de Duque de Caxias. A ação aconteceu no no dia 20 de novembro (sábado), com a participação conjunta de órgãos públicos e privados e das comunidades localizadas em áreas próximas ao Centro Operativo.

O exercício de emergência integra o Processo Apell, que anualmente simula um sinistro com uma empresa do Polo Industrial da região de Campos Elíseos. Contará com a presença de 1.500 voluntários e 200 profissionais, incluindo a evacuação de 3 mil pessoas do entorno da unidade, com participação do Corpo de Bombeiros e 06 ambulâncias.

O simulado será realizado na mais moderna instalação da Liquigás Distribuidora, inaugurada em janeiro deste ano, em Duque de Caxias. O cenário do simulado será o vazamento de GLP líquido na tubulação entre o reservatório e a bomba de recalque para envase de botijão.

A partir da identificação do problema, todos os processos de emergência serão acionados, incluindo os da Liquigás, até o acionamento de todos os órgãos envolvidos. Haverá uma suposta vítima (um funcionário da Liquigás), que sofrerá um desmaio pela inalação excessiva de gás e será socorrida e encaminhada ao hospital.

“A participação da Liquigás no simulado será importante para a capacitação e o treinamento dos funcionários da Companhia, bem como para a integração cada vez maior entre todos os órgãos envolvidos”, afirma Mateus Martins Cabral, gerente do Centro Operativo de Duque de Caxias da Liquigás.

Os cerca de três mil moradores locais também participarão do simulado na evacuação do entorno do Centro Operativo, sendo encaminhados para o CIEP Helio Rangel, o posto de triagem das vítimas da comunidade envolvidas no acidente. As “vítimas” receberão os primeiros socorros no local e seguirão para o Hospital Adão Pereira Nunes e o Hospital Municipal Dr. Moacyr Rodrigues do Carmo.

Paralelamente à simulação de emergência no Centro Operativo de Duque de Caxias da Liquigás, acontecerá um evento gratuito com diversas atividades para a população local no CIEP Hélio Rangel. No local será divulgado o Processo Apell e diversos projetos sociais das empresas instaladas no Polo Industrial de Duque de Caxias.

A Liquigás contará com um estande, onde técnicos de segurança da empresa realizarão palestras e prestarão esclarecimentos quanto à correta utilização do GLP. A empresa também irá distribuir manuais de segurança para a população local.

Estarão envolvidos na simulação e no evento paralelo as seguintes entidades e órgãos públicos: Hospital Adão Pereira Nunes, Hospital Municipal Dr. Moacyr Rodrigues do Carmo, UnigranRio (Universidade do Grande Rio), UNAM (União das Associações de Moradores do Segundo Distrito), AVADUQUE (Associação de Voluntários do Processo Apell de Duque de Caxias), Cruz Vermelha, PAM – CE (Plano de Auxílio Mútuo de Campos Elíseos), SAMU, Grupo Marítimo Aéreo da Polícia Militar (GAM), 15° Batalhão da Polícia Militar (BPM), Grupamento de Operações com Produtos Perigosos do Corpo de Bombeiro (GOOP), INEA (Instituto Estadual do Ambiente), ASSECAMP (Associação das Empresas de Campos Elíseos) e Secretária Municipal de Saúde, Secretaria do Meio Ambiente e Secretária de Obras do Município de Duque de Caxias.

O Processo Apell é um programa criado pela Unep (Departamento da Indústria e Meio Ambiente das Nações Unidas), em junho de 1987. O Apell foi desenvolvido como uma resposta da ONU aos incidentes de poluição industrial ocorridos no final da década de 70 e início da década de 80. A sigla Apell é a abreviação das palavras em inglês "Alerta e Preparação para Emergências em Nível Local". Os objetivos do Processo Apell são criar e/ou aumentar o alerta da comunidade aos possíveis riscos existentes na fabricação, manuseio e utilização de materiais perigosos e, nas etapas seguintes, sensibilizar as autoridades e a indústria no sentido de proteger a comunidade local. Também desenvolver, com base nessas informações, e em cooperação com as comunidades locais, planos de atendimento para situações de emergência que possam ameaçar a segurança da coletividade.

Perfil- A Liquigás é líder no mercado de botijões de gás de 13 kg e uma das maiores distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo do Brasil. Além de gás para uso doméstico, em embalagens de 2, 5, 8 e 13 kg, fornece produtos e serviços na modalidade a granel para indústria, comércio, agricultura, pecuária, aviários, condomínios, hotéis, entre outros. Investe constantemente em tecnologia e busca inovações para garantir ao consumidor final um produto e atendimento de qualidade, com responsabilidade social e ambiental. Possui uma rede com cerca de 4.000 revendedores e atende aproximadamente 35 milhões de consumidores residenciais, além de 25.000 clientes abastecidos com GLP a granel. A empresa conta atualmente com 3.250 funcionários. Em 2009, registrou um faturamento bruto de R$ 3,34 bilhões e market share de 22,4%. [www.liquigas.com.br].

Fonte: http://www.revistafator.com.br/

sexta-feira, novembro 26, 2010

Brasil ainda não tem plano para o risco de vazamento de petróleo no pré-sal .


“Hoje, o Brasil não estaria preparado para um acidente do porte da BP”, reconhece Lúcia Gaudêncio, coordenadora de Meio Ambiente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

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Com as atenções do País voltadas à aprovação do marco regulatório do pré-sal, uma questão igualmente importante passou a ser prioridade na agenda nacional. Trata-se da criação de um Plano Nacional de Contingência (PNC) para exploração e produção de petróleo em alto mar, que contemple ações de remediação ambiental e procedimentos de seguranças em casos de acidentes semelhante ao que ocorreu no poço da BP, no Golfo do México.

Embora previsto na Lei 9.966/00, o PNC ainda está em fase de discussão no âmbito dos ministérios do Meio Ambiente e de Minas e Energia, com a participação da Marinha Brasileira. “Hoje, o Brasil não estaria preparado para um acidente do porte da BP”, disse Lúcia Gaudêncio, coordenadora de Meio Ambiente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em entrevista ao Portal Segs e ao site Midiaseg. Ela participou do VI Seminário Internacional “Gestão de riscos ambientais no setor de exploração e produção de petróleo e gás”, realizado na última quinta-feira, 18 de novembro, pela Fundación Mapfre, em São Paulo (SP).

Segundo Lúcia Gaudêncio, caso ocorresse no Brasil um derramamento de petróleo semelhante ao do Golfo do México, que lançou no mar cerca de 60 mil barris de petróleo por dia durante quase três meses, então a saída seria acionar os planos individuais de contingência de cada empreendimento. “A Petrobras, por exemplo, tem um plano de ações regionais e ambientais que poderia ser utilizado a pedido do governo. Mas, essa seria uma ação de um empreendedor, não do governo”, afirmou.

Mas se o País ainda não dispõe de um PNC, tem adotado, em contrapartida, critérios bastante rígidos de gestão ambiental para os blocos de exploração e produção de petróleo. A ANP, que cuida da delimitação de blocos e das licitações para exploração e produção de petróleo, adotou um modelo de concessão que preserva as áreas ambientais sensíveis. Tanto que, recentemente, a agência retirou de licitação alguns blocos localizados próximos ao Parque Nacional Marinho (Parnam) de Abrolhos, na Bahia. “Para evitar conflitos futuros, recortamos os blocos e ofertamos com nova configuração”, disse Lúcia Gaudêncio.

Redução de emissões

Na condição de País em desenvolvimento, o Brasil não tem metas a cumprir para redução de emissão de poluentes, conforme estabelece o Protocolo de Kyoto. Entretanto, segundo a especialista da ANP, a inserção dos biocombustíveis na matriz energética tem contribuído para reduzir a poluição atmosférica. Além do uso do etanol, o governo promoveu a adição de biodiesel ao diesel, que hoje está na proporção de 5% e deve atingir 10% até 2015.

Durante o seminário, a diretora do órgão ambiental paulista (Cetesb), Ana Cristina Pasini, informou que o governo estadual também está empenhado na redução da emissão de poluentes. Segundo ela, neste ano, a Cetesb desenvolveu uma ação com a Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (BM&F Bovespa) que permite às empresas que quiserem se instalar em áreas saturadas por poluentes a compensação de suas emissões por meio de créditos. “Estamos estudando como compensar esses créditos. Uma maneira seria as empresas investirem na CPTM (trens) ou em linhas do metrô”, disse.

Legislação ambiental

Um painel do evento foi dedicado ao debate da legislação ambiental brasileira, com a participação dos advogados Antonio Augusto Reis, do escritório Bichara Barata, Costa & Rocha Advogados, e de Antonio Penteado Mendonça, da Penteado Mendonça Advocacia. Ambos manifestaram preocupação em relação aos impactos da exploração de petróleo no pré-sal.

Para Augusto Reis, embora a legislação brasileira seja avançada e o processo de licenciamento ambiental para exploração de petróleo seja muito complexo, ainda há o risco de “judicialização” de questões que envolvam a responsabilidade civil dos empreendedores. “O setor privado precisa discutir mais a questão do pré-sal, mas tem de ser agora, antes do marco regulatório”, advertiu. Ele lembrou que a legislação é bastante rigorosa na responsabilização pela reparação do dano ambiental, que não prescreve, conforme a jurisprudência já existente. “Não importa quando o dano foi originado, terá de ser reparado”, disse.

Já Penteado Mendonça observou que o pré-sal tem sido tratado no País como uma panaceia. “Não será da noite para o dia que teremos resultados”, afirmou. Ele também não descarta o risco de acidentes ambientais, mesmo com toda expertise da Petrobras na exploração de petróleo em águas profundas. Com base no acidente da plataforma P-36 da Petrobras, em que apenas US$ 4 milhões dos US$ 500 milhões de prejuízos foram indenizados pelo mercado brasileiro, ele disse que não acredita que o resseguro brasileiro possa suportar indenizações desse porte. “Graças a Deus, 99% dos riscos terão de ser segurados no mercado internacional”, disse.

Fonte http://www.segs.com.br/

Venezuelana PDVSA e italiana ENI assinam acordo milionário sobre petróleo


CARACAS — A estatal Petróleos da Venezuela (PDVSA) e a empresa italiana ENI assinaram nesta segunda-feira dois acordos para a exploração conjunta de óleo no bloco 'Junín 5' da Faixa do Orinoco (nordeste) e a construção de uma refinaria - planos que exigem investimento total de 17 bilhões de dólares.

"É um passo fundamental (...) Em quatro ou cinco anos, a Venezuela será o segundo país em importância para nossa companhia", felicitou Paolo Scaroni, diretor-executivo da ENI depois da assinatura dos convênios.

A empresa mista, a ser construída, se chamará Petrobicentenario.

Como ocore desde 2007, quando a Venezuela nacionalizou seus recursos derivados de petróleo, a PDVSA ficará com 60% da participação acionária e a ENI, com os 40% restantes.

A ENI comprometeu-se a pagar um bônus de 600 milhões de dólares apenas para ter acesso ao projeto.

Segundo Scaroni, a refinaria, situada no complexo petroleiro José Antonio Anzoátegui, estará funcionando no final de 2016, com capacidade para processar até 240.000 barris diários de cru extrapesado.

Os acordos com a ENI representam um passo à frente no desenvolvimento da Faixa do Orinoco, considerada a maior reserva de hidrocarbonetos do mundo, e na qual já estão presentes vários sócios estrangeiros. A Venezuela estima produzir aí 4,6 milhões de barris ao dia (mbd) em 2020.

No momento, a produção de petróleo na Faixa é calculada em 954.000 barris por dia, com a oferta total do país rondando os 3 milhões de barris, segundo cifras oficiais.

Até agora, o governo venezuelano concedeu os blocos Carabobo I e Carabobo III a dois consórcios liderados pela espanhola Repsol e a americana Chevron, vencedores de licitação.

Além disso, assinou com um consórcio de empresas russas a exploração conjunta do bloco 'Junín 6'; com a estatal chinesa CNPC, a do 'bloco Junín 4' e com a PetroVietnam, a do bloco 'Junín 2'.

A Venezuela é o segundo país do mundo em depósitos de cru, com reservas provadas de petróleo de 251 bilhões de barris.

Fonte: http://www.google.com/

Petrobras, Cosan e mais 4 empresas unem-se para criar duto de etanol


Petrobras, Cosan, Camargo Corrêa e Odebrecht vão criar uma sociedade com o objetivo de desenvolver um sistema logístico multimodal para transporte e armazenagem de etanol. O termo de compromisso para a construção do duto foi assinado ontem, conforme informou a Cosan em comunicado ao mercado. Também fazem parte do acordo a Copersucar e a Uniduto (da qual Cosan e Copersucar são acionistas).

O primeiro passo vai ser criar uma companhia, com capital inicial de R$ 100 milhões, respeitando a seguinte distribuição acionária: Petrobras, Cosan, Odebrecht Transport Participações (OTP) e Copersucar deterão fatia de 20% cada uma, enquanto Camargo Corrêa e Uniduto terão participação de 10% cada.

O acordo é resultado de estudos preliminares para a implementação de um único projeto de transporte e armazenagem de etanol, desenvolvidos pela PMCC Soluções Logísticas de Etanol (da qual são acionistas Petrobras e Camargo Corrêa), Uniduto e OTP.

Os modelos societário e fiscal ainda estão em processo de definição. De acordo com a Cosan, a associação pode ser feita por meio de uma nova sociedade ou ainda por meio da PMCC, com a incorporação dos novos sócios. Mais detalhes devem ser anunciados em dois meses.

Fonte: http://oglobo.globo.com/

quinta-feira, novembro 25, 2010

Marco regulatório do pré-sal deve ficar para 2011


Medida é pré-requisito para os leilões de áreas do pré-sal e está em tramitação no Congresso Nacional, que entra em recesso no dia 17

A definição do novo marco regulatório do petróleo - pré-requisito para os leilões de áreas do pré-sal - só deverá acontecer no próximo ano, na opinião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele reconheceu ontem que não há tempo suficiente para uma discussão sobre o tema no Congresso Nacional, uma vez que o recesso parlamentar começa no dia 17 de dezembro.


Em rápida entrevista após participar do lançamento do terceiro navio petroleiro construído em seu governo, no estaleiro Mauá, em Niterói (RJ), o presidente destacou que a proposta em tramitação no Congresso é diferente da apresentada pelo governo federal.

Lula classificou como "bobagem eleitoral" a emenda acrescentada pelos parlamentares ao projeto original, prevendo a distribuição de royalties entre todos os Estados e municípios, independentemente de participarem ou não da produção.

"Eu construí uma proposta de acordo. O que aconteceu depois é que, quando chegou à Câmara, a pessoa resolveu transformar aquilo numa bobagem eleitoral, achando que ia ganhar voto", afirmou o presidente, referindo-se à emenda Ibsen. "Nós temos que agir com seriedade, fazer um acordo em que a gente não tire do Rio aquilo que o Rio já tem direito e que a gente partilhe com os outros Estados aquilo que será a riqueza do pré-sal", completou.

Lula mostrou confiança na experiência de Dilma para articular as discussões sobre o projeto. "A companheira Dilma participou de toda a discussão. Ela era ministra da Casa Civil. Portanto, ela sabe", completou.

Ao lado do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), Lula reforçou a parceria com o governo do Estado durante seu discurso na cerimônia, apesar de não se referir diretamente aos recursos referentes a royalties e participações especiais com a exploração do petróleo.

"Você pode ter certeza que a companheira Dilma vai tratar vocês melhor do que eu tratei e o Rio de Janeiro vai continuar recebendo aquilo a que tem direito", disse o presidente, em discurso, referindo-se à população do Rio.

As declarações do presidente foram uma retribuição aos afagos feitos pelo governador fluminense. Cabral se referiu a Lula como "o maior e melhor presidente da História do Brasil", disse que os últimos quatro anos foram "os mais felizes" de sua vida e anunciou para o dia 20 de dezembro, no Sambódromo do Rio, um show com "grandes artistas" para agradecer ao presidente em nome da população do Estado.

Lula ficou visivelmente emocionado durante o evento de lançamento do navio, batizado com o nome do historiador Sérgio Buarque de Holanda. O presidente também esbanjou bom humor, informalidade e distribuiu agradecimentos. Chamou o governador Sérgio Cabral de "Serginho" e pediu à cantora Miúcha - filha de Sérgio Buarque de Holanda - que agradecesse ao irmão Chico Buarque pelo apoio a Dilma Rousseff na campanha eleitoral. Terminou o discurso parodiando a si mesmo, ao pronunciar a expressão característica "companheiros e companheiras", imitando o tom de voz de quem o imita.

Lula ainda fez menção direta aos diversos eventos de que participou com a diretoria da Petrobrás, ressaltando a importância da estatal em seu governo. "Eu não sei se já teve algum presidente da República, na história desse País, que vestiu tanto a camisa da Petrobrás como eu vesti", disse. "Não sei se fui eu que ajudei a Petrobrás ou se foi ela que me ajudou. Eu acho que ela me ajudou porque pode muito, sobretudo quando tem uma direção competente como ela tem", concluiu.


Fonte: http://www.estadao.com.br/

SUMMIT-Petrobras muda divulgação de metas de produção


A Petrobras vai mudar a forma de divulgar a sua meta de produção anual de petróleo a fim de reduzir a ansiedade do mercado com o dado, que há pelo menos três anos não é alcançado.


Em entrevista durante o Reuters Brazil Investment Summit, nesta segunda-feira, o presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, informou que a elaboração do Plano de Negócios 2011-2015 está em pleno andamento, mas somente será conhecido no ano que vem.

"Vamos apresentar metas em faixas, não vamos mais apresentar metas absolutas, para evitar essa ansiedade do mercado. Todo mês somos cobrados", explicou Gabrielli.

Este ano a Petrobras previa produzir em média 2,1 milhões de barris diários de petróleo, mas já anunciou que ficará abaixo da margem de segurança de 2,5 por cento estabelecida pela companhia.

Os investimentos previstos para o novo Plano de Negócios --que vai substituir o projetado para 2010-2014, de 224 bilhões de dólares-- ainda não são conhecidos, mas terão que incluir os gastos projetados para explorar a chamada cessão onerosa, as reservas de 5 bilhões de barris na região pré-sal da bacia de Santos cedidas pela União à Petrobras em troca de ações da companhia na bilionária capitalização de setembro passado.

"Nos últimos oito anos, a cada dois anos nós dobramos o investimento", limitou-se a dizer o executivo. Ele não quis comentar se o novo plano poderia seguir essa linha. No plano 2008-2012 a previsão era de investimentos de 112,4 bilhões de dólares, a metade do atual plano 2010-2014. Se o raciocínio for mantido, o plano 2011-2015 poderia atingir cerca de 335 bilhões de dólares.

Para 2011, a previsão é de que a empresa invista 89 bilhões de reais.


Outra mudança que está sendo avaliada no Plano 2011-2015 são os números utilizados para o crescimento da economia brasileira, após o mercado interno registrar nos nove primeiros meses do ano alta na demanda acima do Produto Interno Bruto (PIB), o que não é comum.

"No plano estamos discutindo se vamos manter ou não o crescimento de 3,6 por cento para o mercado brasileiro. Este ano foi completamente atípico, porque a demanda de líquidos cresceu mais do que cresceu o PIB", destacou o executivo.

Segundo ele, a explicação para o fenômeno é a inclusão social promovida pelo atual governo --que retirou 36 milhões de brasileiros da linha da pobreza, disse Gabrielli-- e que deverá ter continuidade no governo recém eleito de Dilma Rousseff, garantindo forte demanda para a companhia.

Para Gabrielli, a posse de Dilma não deverá mudar significativamente a estratégia para a Petrobras.

"Ela foi presidente do Conselho da Petrobras durante tantos anos, não iria mudar no primeiro ano de governo dela, não vejo razão", disse o executivo, que se recusou a comentar o tema de uma eventual permanência na presidência da estatal.

"É quase impossível com menos de 2, 3 anos mudar a estatégia da Petrobras. É impossível, eu diria. É um volume de coisas em andamento que dificilmente se altera isso", explicou.

Ele informou que em janeiro de 2010 a Petrobras tinha 69 bilhões de dólares em projetos em andamento e vai fechar o ano com cerca de 100 bilhões de dólares de projetos em andamento.

"É muito difícil mudar isso, mas mudanças menores são possíveis, mudanças pontuais", afirmou Gabrielli, sem citar exemplos.

Ele não quis comentar se gostaria de ficar no cargo no próximo governo, mas brincou dizendo que tem emprego até o dia 31 de dezembro. "Foi o que o presidente Lula me garantiu".

Ele afirmou que de qualquer maneira sempre terá seu lugar garantido na Universidade Federal da Bahia, onde voltou a lecionar este ano. "Dei 20 horas de aula e nesse fim de semana tive que corrigir os trabalhos", informou o executivo que liderou este ano a maior capitalização da história, quando a Petrobras levantou 120 bilhões de reais emitindo ações.

INTERNACIONAL

Gabrielli informou que a estratégia para a área internacional da companhia será mantida no novo plano, com investimentos praticamente congelados em relação ao ano anterior. Este ano, os recursos da área internacional foram da ordem de 5 por cento do total do investimento, contra um patamar que já chegou a 11 por cento em anos anteriores.

Ele negou que esteja pensando em vender as refinarias que a companhia possui no exterior, mas não descartou um eventual desinvestimento se aparecer oportunidade e fizer sentido para a companhia.

"Temos que fazer com que esse portfólio (de refinarias no exterior) dê o maior retorno possível para a companhia. Não precisamos vender para fazer caixa, porque são pequenas", explicou Gabrielli.

"Mas é sempre uma possibilidade de ajuste, porque não são muito adaptadas ao nosso petróleo, têm baixo grau de conversão", completou.

Já as refinarias que estão sendo construídas no Brasil têm presença garantida na nova versão do plano de negócios da companhia. Além das unidades focadas em diesel Premium I (MA) e II (CE), a estatal está construindo uma unidade em Pernambuco (Abreu Lima) e outra no Rio de Janeiro (Comperj).

"O Brasil poderia se especializar em produzir petróleo, exportá-lo à China, e depois importar o diesel, mas isso é uma locura", disse Gabrielli rebatendo críticas à empresa em relação ao número de refinarias em construção.

"Não tem sentido fazer isso se se pode construir uma refinaria e ampliar a flexibilidade, reduzir o risco, e reduzir a posibilidade de medidas predatórias no mercado", afirmou Gabrielli, destacando que os ganhos da Petrobras vem do mercado interno.

"Uma empresa que depende do seu mercado interno tem que investir para cobrir esse mercado", finalizou.

Pelo atual plano estratégico, a capacidade de refino da Petrobras --hoje em torno de 1,9 milhão de b/d-- será elevada para 3,2 milhões b/d até 2020, enquanto a produção de petróleo no Brasil deve atingir 3,9 milhões de barris por parte da Petrobras e mais 700 mil b/d vindo dos seus sócios.

Fonte: http://www.estadao.com.br/

Santo André embarga obra


A Prefeitura de Santo André, por meio da Secretaria de Gestão de Recursos Naturais de Paranapiacaba e Parque Andreense, embargou a obra de construção da nova linha do gasoduto da Petrobras, chamada de Gasan 2, que corta a região administrada pela secretaria, que compreende a área de proteção de mananciais da cidade.

De acordo com o secretário Eduardo Sélio Mendes Junior, o embargo deveu-se ao fato de a empresa não cumprir as exigências legais para a realização da obra, que em Santo André compreende cerca de 8 km de dutos. No caso, a empresa responsável pela obra não possui o alvará de permissão de movimentação de terra, emitido pela Secretaria de Gestão de Recursos Naturais, que é imprescindível para a realização da obra, já que analisa diversos aspectos técnicos do projeto. A empresa possui apenas o alvará de serviços, emitido pela Sosp (Secretaria de Obras e Serviços Públicos), mas este documento, conforme legislação municipal, não autoriza a execução da obra toda.

O embargo, entregue à empresa na sexta-feira, determina a paralisação imediata da obra até que toda a documentação necessária e já solicitada à empresa seja providenciada. Vale destacar que a empresa já havia sido informada acerca da necessidade do referido alvará de movimentação de terra para execução da obra e, mesmo devidamente informada, não providenciou a documentação necessária. O desrespeito ao meio ambiente foi denunciado pelo Diário há duas semanas.

Fonte: Fonte: http://www.dgabc.com.br/

quarta-feira, novembro 24, 2010

Irã anuncia descoberta de nova jazida de petróleo no Golfo Pérsico


Reserva estimada é de aproximadamente 34 milhões de barris; especialistas ainda realizam de perfuração para conhecer sua riqueza
A Companhia Nacional iraniana de Petróleo e Gás, "Pars Oil", anunciou neste domingo o descobrimento de uma nova jazida de petróleo perto do litoral do Golfo Pérsico, que poderia ter uma reserva estimada de 34 bilhões de barris.

Segundo o diretor-geral, Ali Vakili, citado pela agência de notícias energéticas "Shana", as reservas se encontram em um campo denominado "Ferousi", onde os especialistas ainda realizam operações de perfuração para conhecer sua riqueza com exatidão.

Em outubro, o ministro iraniano de petróleo, Massoud Mir-Kazemi, já havia antecipado que o Irã estava disposto a fazer uma nova descoberta de petróleo no sul do país.

O ministro anunciou também que tinha encontrado uma nova jazida de gás natural na província de Hormozgan com uns "70 bilhões de metros cúbicos de gás". O Irã é um dos cinco maiores exportadores de petróleo do mundo, com aproximadamente 3,8 milhões de barris diários.

Fonte: http://economia.ig.com.br/

Teremos combustível suficiente


Há três anos, a era do petróleo abundante parecia estar no fim; hoje a percepção é de que o universo energético sofreu nova reviravolta
Há três anos, gigantescos navios procedentes do mundo todo cruzavam os oceanos tão velozes quanto possível para entregar sua carga nos mercados em expansão, cada vez mais sedentos de petróleo. Os americanos se queixavam por ter de pagar US$ 4 o galão (3,8 litros) de gasolina, porque o preço do petróleo bruto saltara para US$ 147 o barril. Os preços do gás natural também subiam, e as contas de eletricidade dos domicílios aumentavam vertiginosamente.


Um livro de sucesso na época, Crepúsculo no Deserto, de Matthew R. Simmons, resumia a visão convencional: a era do petróleo e do gás baratos e abundantes tinha acabado. "Mais cedo ou mais tarde, o emprego do petróleo deverá atingir o pico no mundo inteiro", concluía o livro, "porque o petróleo, como os outros dois combustíveis fósseis, o carvão e o gás natural, não é um recurso renovável."

Mas assim que a equação oferta-demanda se definiu, tornou-se algo mais aceitável e familiar. Quando parecia que o mundo consumia as próprias exalações, gigantescos poços petrolíferos foram descobertos ao largo da costa do Brasil e da África, e projetos para as areias betuminosas do Canadá cresceram tão rapidamente que agora fornecem à América do Norte mais petróleo do que a Arábia Saudita. E, além disso, pela primeira vez em uma geração, os EUA decidiram aumentar a produção nacional de petróleo.

Ao mesmo tempo, começou outra onda de exploração de gás natural em áreas de xisto em todos os EUA, e na Europa e na Ásia já começa a perfuração em busca de gás de xisto. Em todo o mundo, aumentaram as exportações de gás natural liquefeito nos terminais, ligando o gás, que outrora tinha de ser queimado, ao mercado mundial, provocando a queda dos preços do gás.

Especialistas em energia agora preveem que, nas próximas décadas, haverá abundante energia para uso residencial e comercial a preços razoáveis. Em suma, o universo energético sofreu, mais uma vez, uma reviravolta.

"O petróleo e o gás continuarão a ser os pilares do fornecimento global de energia por muitos e muitos anos", afirmou James Burkhard, diretor-gerente da IHS CERA, empresa de consultoria na área de energia.

Evidentemente, as consequências serão desagradáveis, mas previsíveis, conforme demonstrou o desastre do Golfo do México, meses atrás. Alguns ambientalistas afirmam que o gás de xisto depende de técnicas e de produtos químicos que podem comprometer os lençóis freáticos, e que o aumento da dependência das areias betuminosas canadenses é mais perigoso para o clima do que os óleos mais convencionais, porque a extração e o processamento das areias exigem muito mais energia e a perda de parte das florestas.

E, se por um lado, petróleo e gás a preços moderados podem aliviar a economia, por outro lado tornam as fontes renováveis de energia, como a eólica e a solar, relativamente caras e menos atraentes para os investidores, a não ser que os governos imponham um preço às emissões de carbono.

Expoentes do setor de petróleo e gás afirmam que fornecem uma ponte energética necessária: como o petróleo e o gás queimam uma fração do carbono queimado pelo carvão, faz sentido utilizá-los enquanto a energia eólica, solar, geotérmica e as outras não se tornarem comercialmente viáveis. "Deveríamos comemorar por podermos dispor de petróleo e gás em quantidades suficientes enquanto uma nova tecnologia energética não os substituir", disse Robert N. Ryan Jr., vice-presidente da Chevron para exploração global.

O que aconteceu para mudar o panorama energético tão drasticamente nos últimos anos? A mudança poderá ser revertida quando a economia se recuperar? A recessão reduziu a demanda mundial de energia, particularmente nos EUA e na Europa, mas esta é apenas uma parte da história. Choques periódicos, como os embargos petrolíferos árabes nos anos 60 e 70, provavelmente voltarão a ocorrer no mundo enquanto houver atores imprevisíveis como o Irã. O acesso ao petróleo e ao gás sempre poderá ser limitado pela geopolítica, principalmente em regiões como o Oriente Médio.

Recentemente, a queda do dólar provocou uma nova alta dos preços do petróleo e de outras commodities. Entretanto, a perspectiva, baseada em tendências a longo prazo, pouco visíveis há cinco anos, agora parece prometer uma enorme oferta de petróleo e gás de novas fontes para as próximas décadas.

Fonte: http://www.estadao.com.br/

Mercado competitivo requer profissional mais capacitado


A quebra do monopólio do petróleo pela lei 9.478, de 6 de agosto de 1997, trouxe como exigência a ampliação do mercado de trabalho. Num país em que o desemprego ronda todas as profissões, as pessoas com conhecimento no setor de petróleo, seja em nível técnico ou superior, encontram uma área em plena expansão após a abertura econômica, responsável pela entrada de empresas estrangeiras no Brasil.

Quando a Petrobras surgiu, em 1953, no governo de Getúlio Vargas, havia a dificuldade de contratar pessoal preparado para atuar no setor. A alternativa foi buscar profissionais em outros países e, por um tempo, enviar empregados da companhia para fazer cursos de pós-graduação - mestrado e doutorado - em outros países. No começo, a Europa era a referência e, mais tarde, com o crescimento e o fortalecimento da indústria norte-americana, os estudos eram realizados mais nos Estados Unidos, o que gerava um custo excessivo pela quantidade de pessoas mandadas para o exterior.

A criação de dois centros internos de treinamento, um no Rio de Janeiro e outro na Bahia, solucionou em parte o problema de formação de mão-de-obra especializada. Iniciou-se, nessa época, o processo de preparação de um quadro de funcionários e o público-alvo eram engenheiros de áreas diversas e geólogos. Eles chegavam à companhia e, de um ano a um ano e meio tornavam-se engenheiros de petróleo. Depois, periodicamente, faziam cursos de reciclagem, que ainda hoje são oferecidos aos empregados sem formação acadêmica.

Os centros de treinamento internos foram os embriões da Universidade Corporativa Petrobras, que tem como objetivo, por meio da execução de programas de educação continuada, formar o funcionário segundo uma perspectiva humano-empresarial, de forma que ele conheça os valores internos e sinta-se parte do processo de desenvolvimento da companhia. O trabalho de ensino e capacitação é realizado em parceria com empresas, universidades e consultorias.

Parcerias que deram certo
O grupo Petrobras possui, aproximadamente, 34 mil funcionários em atividade. Oito mil têm nível superior, a maior parte na área de engenharia, e os demais cargos são ocupados por pessoas de nível médio, entre elas operadores, mecânicos, eletricistas e técnicos. Na década de 1980, a empresa começou a fazer convênios com universidades brasileiras e promover o fortalecimento de centros de excelência, que receberiam verbas orçamentárias da Petrobras e, com o tempo, caminhariam com as próprias pernas. Nasceram cursos de pós-graduação em diversas universidades, entre elas a Universidade Federal da Bahia (UFBA) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Fonte: http://www.comciencia.br/

terça-feira, novembro 23, 2010

Petróleo: por que os preços sobem (e descem)?


O petróleo é a principal fonte de energia do mundo. Junto com o gás natural, na verdade um subproduto da indústria do petróleo, ele alimenta mais de 60% das necessidades energéticas das economias industriais. Apesar do enorme esforço científico e tecnológico desenvolvido nos últimos 30 anos para encontrar fontes alternativas, ainda não foi encontrada fonte de energia, com custos comparáveis ao petróleo, que possa substituí-lo. O mundo industrial continua dependendo do óleo negro para mover a logística de transporte, que permite levar a produção aos mais diversos rincões do planeta, e, com a emergência das centrais térmicas alimentadas com gás natural, também para o suprimento de eletricidade. Um corte abrupto no suprimento de petróleo causaria um efeito devastador na economia, como a recente crise elétrica no Brasil nos ilustrou.

Há cerca de trinta anos, a possibilidade do esgotamento dos recursos petrolíferos foi percebida como um ameaça real de curto prazo. Estimava-se àquela época que chegaríamos ao início do século XXI com as reservas de petróleo em rápido declínio e, conseqüentemente, com preços estratosféricos.

O consumo de petróleo crescia em ritmo acelerado enquanto a descoberta de novas reservas movia-se lentamente. Os países árabes, onde se localizava a maior parte das reservas, ameaçaram fazer do suprimento de petróleo uma arma política. A combinação da perspectiva de uma escassez física com limitações políticas de suprimento provocou forte aumento no preço do petróleo, de certa forma confirmando as previsões pessimistas. O petróleo chegou ser vendido por US$ 40 o barril, porém esse patamar mostrou-se insustentável.

O preço elevado da principal fonte de energia do mundo industrial provocou severa recessão econômica, reduzindo seu consumo. Além disso, induziu a exploração de novas bacias sedimentares em busca de novas fontes de suprimento desse combustível fóssil assim como a busca de tecnologias mais eficientes para o uso da energia e a substituição do petróleo por fontes alternativas. Esses movimentos combinados provocaram drástica reversão de expectativas. A trajetória de elevação no preço do petróleo sofreu radical inflexão: em meados da década de 80, o preço estava muito próximo, em termos reais, do patamar praticado antes da crise dos anos 70.

Depois de cerca de pouco mais de uma década de relativa estabilidade, voltamos a viver um período de forte instabilidade no preço do petróleo. Diferentemente da crise da segunda metade do século passado, nos dias atuais, a questão do esgotamento físico das reservas não está no centro das preocupações dos países industriais. Uma análise, limitada estritamente ao aspecto da disponibilidade de recursos, indica que as reservas conhecidas e a expectativa de novas descobertas permitem manter o consumo atual por pelo menos outros 50 anos.

O problema percebido como mais grave, no curto prazo, é a crise política no Golfo Pérsico onde se concentram as reservas conhecidas de petróleo (mais de 60% das reservas encontram-se nessa região). No longo prazo, o problema maior é a perspectiva de forte elevação do consumo de combustíveis nos países em desenvolvimento pela pressão que esse movimento virá a exercer sobre as reservas mundiais e o meio ambiente.

O petróleo é um insumo com características peculiares. Seu custo técnico de produção varia muito, em função das características geo-econômicas e geológicas da região produtora. Nos dias atuais, esse custo técnico do barril oscila entre pouco menos de US$ 1 em alguns campos da Arábia Saudita e pouco mais de US$ 12 em boa parte dos campos terrestres da costa leste do Estados Unidos. No caso brasileiro, temos campos produtores com custo técnico do barril inferior a US$ 6 na bacia de Campos e outros com custo técnico superior a US$ 18 nas bacias terrestres da Bahia.

Fonte: http://www.comciencia.br/

Natureza e composição da gasolina


As gasolinas automotivas são combustíveis utilizados nos motores de combustão interna com ignição por centelha. São constituídas por hidrocarbonetos derivados de petróleo e podem conter aditivos selecionados que conferem importantes características específicas ao produto originado nas refinarias e centrais petroquímicas nacionais. As propriedades das gasolinas comerciais são influenciadas pelos processos de refinação utilizados e também pela natureza dos petróleos que as originam.

A gasolina automotiva não é uma substância de composição simples, é formada por uma mistura complexa de hidrocarbonetos que pode variar desde que atenda uma especificação determinada. Essa especificação pode variar de um país para o outro. Logo, quando se fala em gasolina deve-se ter em mente uma mistura e não uma única substância como o álcool por exemplo que consiste basicamente de etanol com pequena porcentagem de água.

A faixa de destilação da gasolina tem sofrido modificação com a evolução da indústria petrolífera e dos motores de combustão interna. No Brasil, tipicamente, ela varia de 35 a 220°C. Os hidrocarbonetos componentes da gasolina são membros das séries parafínica, olefínica, naftênica e aromática, e suas proporções relativas dependem dos petróleos e processos de produção utilizados. Atualmente, as gasolinas que saem das refinarias dotadas de vários processos de refinação, são constituídas de misturas criteriosamente balanceadas desses hidrocarbonetos, visando atender aos requisitos de desempenho nos motores.

Uma gasolina para consumo é constituída pela mistura de dois, três ou mais componentes obtidos nesses diferentes processos de refinação, podendo ainda receber a adição de outros compostos como o tolueno ou xilenos, álcoois como o metanol ou etanol anidros, além de outros aditivos especiais com finalidades específicas, entre os quais podemos citar antioxidantes, antidetonantes, detergentes, anticongelantes, desativadores de metal, corantes, etc.

A partir da década de 1970 foram intensificados os esforços, em todo o mundo, para diminuir a poluição causada pelos gases de escape dos veículos. As entidades governamentais de proteção ao meio ambiente estabeleceram limites para a emissão dos principais poluentes: o CO (monóxido de carbono), os HC (hidrocarbonetos não queimados) e os NOx (óxidos de nitrogênio). Esses limites, cada vez mais severos, obrigaram os fabricantes de veículos a aprimorarem os projetos de seus motores e a lançarem mão de dispositivos especiais, os conversores catalíticos, para reduzir os poluentes. Como conseqüência houve também a eliminação de derivados de chumbo da gasolina uma vez que esse metal envenena os catalisadores utilizados além de ser ele próprio um poluente que causa sérios danos a saúde humana. A composição da gasolina sofreu novas alterações, já que era preciso manter a octanagem elevada sem usar CTE ou CTM (chumbotetraetila e chumbotetrametila). Novos aditivos surgiram como o MTBE (metilerciariobutil éter), o ETBE (etilterciariobutil éter), o TBA (álcool butílico terciário), o MMT (metilciclopentadienilmanganês tricarbonila) etc. Também o teor de aromáticos e de olefinas aumentou. No Brasil, foi desenvolvida uma tecnologia própria com a adição do etanol anidro à gasolina. O etanol elimina a necessidade do uso do chumbo, disponibiliza moléculas de oxigênio que melhoram a queima do hicrocarbonetos e mantém a octanagem do combustível composto.

Fonte: http://www.comciencia.br/

O combustível automotivo no Brasil


O que acontece com o segmento de combustíveis no Brasil? Por que este custo tão alto para a gasolina? Por que tanta adulteração dos combustíveis, prejudicando a saúde dos frentistas, o bolso e o carro do consumidor e diminuindo a arrecadação do Estado? Quanto ganham os adulteradores? Estas perguntas podem ser esclarecidas a partir do levantamento do que aconteceu no mercado de combustíveis nos últimos anos.

Desde a década de 90 o governo brasileiro vem promovendo a abertura de segmentos industriais à competição externa, retirando o Estado, enquanto agente produtor de bens e serviços de alguns setores e revendo monopólios em áreas controladas durante longo período por empresas estatais. O que está ocorrendo é uma alteração de prioridades. Os recursos financeiros do Estado, há muito escassos, vinham, antes da década de 90, sendo dirigidos prioritariamente para investimentos em infra-estrutura, um papel que pode ser majoritariamente desempenhado pelo setor privado. Por outro lado, as chamadas áreas sociais, como educação e saúde tinha suas prioridades diminuídas. Os recursos obtidos com as concessões e privatizações têm sido empregados no saneamento das finanças públicas e as necessidades adicionais de investimento lideradas pelo capital privado, de forma a permitir ao governo realizar investimentos em áreas de maior alcance social ou onde a presença do Estado seja essencial.

Embora o setor de distribuição e comercialização de derivados fosse o único a não estar englobado pela legislação monopolista, a regulamentação do Estado através inicialmente através do CNP - Conselho Nacional do Petróleo mais tarde substituído pelo DNC- Departamento Nacional de Petróleo e a forte dependência de um único fornecedor, fizeram com que não se pudesse falar em livre mercado, mas sim em um oligopólio fechado de empresas distribuidoras, dentre elas multinacionais de grande peso fortemente atreladas ao controle estatal. O DNC permitiu então a abertura de novos postos revendedores e distribuidoras que surgiram às centenas muitas delas, embora cadastradas, eram empresas fantasmas realizando negócios ilícitos que desarrumaram totalmente o mercado, promovendo ações na justiça contra o pagamento de impostos e misturando outras substâncias à gasolina com o intuito de aumentar lucros pelo não pagamento dos impostos. Os postos de gasolina não eram mais obrigados a comprar o combustível da distribuidora que representavam facilitando a fraude.

Após a criação da ANP - Agência Nacional de Petróleo ("Lei do Petróleo" de agosto de 1997 regulamentada em decreto de janeiro de 1998) o governo toma ações para coibir os abusos. Paulatinamente portarias da ANP vão liberando o mercado com a permissão de produção de combustíveis pelas petroquímicas, sua importação direta e liberação dos preços nas refinarias. A regulação torna mais exigente o cadastramento de distribuidoras (o número delas reduziu-se de mais de 400 na abertura do mercado para 240 em novembro de 2002), torna obrigatória a compra de combustível na distribuidora que o posto revendedor representa, há um controle dos solventes hidrocarbonetos comercializados.

O mercado de combustíveis movimenta aproximadamente R$ 70 bilhões de reais ano gerando uma receita de impostos de aproximadamente R$ 35 bilhões. Em muitos estados da Federação, a arrecadação de ICMS sobre combustíveis é uma das principais fontes de recursos da secretarias de fazenda. Mais de 28.000 postos revendedores empregam centenas de milhares de pessoas nos atendimentos de abastecimento de combustíveis, serviços de borracharia, troca de óleo e lojas de conveniência sendo ainda células urbanizadoras em regiões ao longo de estradas estaduais e federais, agregando desenvolvimento econômico e social a diversas pequenas cidades do interior do país.

Fonte: http://www.comciencia.br/

segunda-feira, novembro 22, 2010

Conhecer as incertezas: o desafio da indústria do petróleo


A demanda contínua e crescente de energia de baixo custo e a disponibilidade de recursos de hidrocarbonetos colocam ainda o petróleo como uma importante fonte não-renovável da matriz energética mundial para as próximas décadas do século XXI.

Para atender o suprimento dessa fonte energética para a sociedade, as empresas se dedicam à exploração como um primeiro passo para manter o ciclo de geração de jazidas.Trata-se de uma atividade estratégica da cadeia produtiva do petróleo composta por uma seqüência complexa de etapas e de processos decisórios, envolvendo investimentos e riscos bastante elevados e de longa maturação na expectativa de descobertas de volumes de petróleo crescentes.

A análise das incertezas constitui um dos elementos-chave das atividades de exploração e produção de petróleo. No passado, em decorrência do estágio evolutivo e da disponibilidade de prospectos de óleo e gás mais facilmente identificáveis, a maioria dos processos decisórios para análise de riscos ainda podia ser realizada de forma simples e intuitiva. Além disso, os desafios na indústria do petróleo não se apresentavam de forma tão diversa e contraditória como se mostram na atualidade. Por exemplo, até recentemente, na análise dos riscos envolvidos na exploração e produção bastava a observação das variáveis geológicas mais relevantes (volumes, dinâmica das acumulações, etc...) e das tendências gerais do mercado (o preço do óleo, a demanda de derivados, etc...), a tal ponto que a possibilidade de descoberta de boas jazidas afastava a necessidade de uso de metodologias complexas e mais abrangentes.

Entretanto, esse cenário alterou-se drasticamente em função da diminuição dos indícios de jazidas de petróleo mais fáceis de serem encontradas e de baixos custos, da crescente globalização dos negócios e do envolvimento de diversos agentes, tornando o processo de tomada de decisão na exploração bastante complexo e nem sempre de fácil solução.
Além disso, as empresas envolvidas na atividade exploratória freqüentemente se defrontam na quantificação de diferentes tipos de riscos, tais como:

Risco de um poço exploratório ou de desenvolvimento ser seco;
Risco de uma descoberta não possuir um volume de óleo suficiente para os custos envolvidos no seu aproveitamento econômico;
Risco relacionado com o preço futuro de óleo e gás natural;
Risco econômico-financeiro;
Risco ambiental;
Risco político vinculado às incertezas jurídico-institucionais de um país detentor dos recursos petrolíferos;

Neste trabalho estamos abordando somente os dois primeiros tipos que podem ser incluídos na categoria dos riscos geológicos que são avaliados após a descoberta de um indício suficientemente atrativo que justifique a continuidade das atividades de exploração e avaliação do seu potencial econômico. O sucesso geológico é diretamente vinculado aos modelos geológicos de acumulação e da definição dos limites e dos volumes envolvidos e dos riscos inerentes às variáveis críticas da dinâmica das acumulações petrolíferas (geração, reservatórios, suprimento e "timing").

Para se ter uma noção da magnitude do risco que é muito bem percebido na indústria, a cada dez poços perfurados somente entre um a três resultam em acumulações comerciais. Por exemplo, o custo estimado de um poço na bacia de Campos em lâmina d'água acima de 2.500 metros não sai por menos de US$ 15 milhões. Dados da literatura apontam que as taxas médias de sucesso de poços pioneiros perfurados nas bacias petrolíferas localizadas em zonas de fronteira (com escasso conhecimento geológico) situam-se numa faixa entre 20-30% dependendo da complexidade da bacia (Figura 1). Deve-se ressaltar que essas estatísticas devem ser avaliadas cuidadosamente, pois apontam tendências gerais. As grandes companhias buscam sempre projetos em áreas com campos com maiores expectativas de grandes volumes de óleo, exibindo geralmente elevados sucessos nas fases iniciais do ciclo exploratório e declinando a medida que a indústria se defronta com campos com volumes mais reduzidos e com níveis de descoberta mais complexos.

Fonte: http://www.comciencia.br/

As mil e uma utilidades de um líquido negro que vale ouro


Todo final de dezembro, muitas casas estão recheadas de brinquedos embaixo de uma árvore de natal, de garrafas de refrigerantes nas geladeiras e de velas entre os arranjos de frutas sobre a mesa. Ao consumir esses produtos, pouca gente imagina que a parafina da vela e o plástico das garrafas e dos brinquedos se originam do ouro negro extraído da terra e de águas profundas: o petróleo. Além de literalmente mover a economia, baseada em grande parte pelo transporte rodoviário de mercadorias, através de seus derivados combustíveis, o petróleo é a fonte inicial de matéria-prima para toda uma cadeia produtiva que envolve indústrias dos mais diversos setores.

O petróleo é um recurso mineral formado por uma grande mistura de compostos. A partir do seu refino, são extraídos diversos produtos, como gasolina, diesel, querosene, gás de cozinha, óleo combustível e lubrificante, parafina e compostos químicos que são matérias-primas para as indústrias de tintas, ceras, vernizes, resinas, extração de óleos e gorduras vegetais, pneus, borrachas, fósforos, chicletes, filmes fotográficos e fertilizantes.

Será então que a alta do barril do petróleo - matéria-prima inicial para tantos produtos finais de consumo -, no mercado internacional, afetaria os preços de toda a sua cadeia de derivados? "Afeta, obviamente, mas a intensidade e a velocidade dependem de muitas coisas", diz o economista Juarez Rizzieri, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe-USP). Rizzieri, que é coordenador-adjunto da equipe que mede o IPC (Índice de Preços ao Consumidor), comenta: "O efeito maior e direto é sempre no combustível, mas mesmo assim, a Petrobras e o governo sempre estudam antes de repassar aumentos externos ou de câmbio". E em relação aos produtos gerados a partir do petróleo, ele avalia: "Quanto menor for o monopólio da Petrobras, menos pressão de custo para a indústria e para a cadeia direta dos derivados".

A primeira etapa do refino do petróleo, que envolve quatro fases, produz através da destilação por pressão atmosférica, além dos combustíveis, a matéria-prima básica para toda a cadeia de produção das resinas plásticas: a nafta. A Petrobras é a fornecedora exclusiva de nafta no Brasil, atendendo à demanda com a produção de suas refinarias e com importações. Segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), o país produziu, de janeiro a setembro de 2002, 42,5 milhões de barris do produto e importou outros 12,6 milhões. A Petrobras fornece a nafta para três centrais de matérias-primas da indústria petroquímica: a Petroquímica União, de São Paulo, a Copesul, do Rio Grande do Sul, e a Braskem (antiga Copene), da Bahia. Essas centrais decompõem a nafta, produzindo para a segunda geração das indústrias do setor os petroquímicos básicos, como eteno, propeno, benzeno e tolueno, e os petroquímicos intermediários, como o cicloexano e o sulfato de amônia.

Fonte: http://www.comciencia.br/

A indústria petroquímica: conceituação


Petróleo e gás natural são normalmente percebidos pelo grande público como sendo essencialmente fontes primárias de combustíveis, seja para uso em meios de transporte na forma de gasolina, diesel ou mesmo gás, seja para geração de calor industrial por combustão em fornos e caldeiras. Todavia, nem todos tem presente que é também do processamento inicial desses mesmos recursos naturais que provêm as matérias-primas básicas de um dos pilares do sistema industrial moderno, a indústria petroquímica. Partindo geralmente ou da nafta, que é uma fração líquida do refino do petróleo, ou do próprio gás natural tratado, os sofisticados processos petroquímicos são capazes de quebrar, recombinar e transformar as moléculas originais dos hidrocarbonetos presentes no petróleo ou no gás, gerando, em grande escala, uma diversidade de produtos, os quais, por sua vez, irão constituir a base química dos mais diferentes segmentos da indústria em geral. Atualmente, é possível identificar produtos de origem petroquímica na quase totalidade dos ítens industriais consumidos pela população tais como embalagens e utilidades domésticas de plástico, tecidos, calçados, alimentos, brinquedos, materiais de limpeza, pneus, tintas, eletro-eletrônicos, materiais descartáveis e muitos outros.

Tipicamente, podem ser distinguidos três estágios, ou gerações, industriais na cadeia da atividade petroquímica: (1) indústrias de 1a. geração, que fornecem os produtos petroquímicos básicos, tais como eteno, propeno, butadieno, etc; (2) indústrias de 2a. geração, que transformam os petroquímicos básicos nos chamados petroquímicos finais, como polietileno (PE), polipropileno (PP), polivinilcloreto (PVC), poliésteres, óxido de etileno etc.; (3) indústrias de 3a. geração, onde produtos finais são quimicamente modificados ou conformados em produtos de consumo. A indústria do plástico é o setor que movimenta a maior quantidade de produtos fabricados com materiais petroquímicos.

A manutenção da competitividade exige que as modernas indústrias petroquímicas estejam fisicamente interligadas em 'pólos petroquímicos', com os fornecedores de nafta ou de gás natural a montante (upstream), e com as empresas utilizadoras de seus produtos a jusante (downstream). Normalmente, nas atividades de 1a. geração dos pólos estão também incluídas a prestação de serviços de utilidades, tais como fornecimento de água industrial, energia, tratamento de efluentes, manutenção, etc. Enquanto que a totalidade das plantas de 1a. e 2a. gerações freqüentemente ficam localizadas nos pólos, a maioria das indústrias de 3a. geração se apresenta distribuída por outras regiões, mesmo afastadas.

Em geral, a competitividade da indústria petroquímica está criticamente associada a fatores como grau de verticalização empresarial, grandes economias de escala, disponibilidade e garantia de fornecimento de matéria-prima, altos investimentos em tecnologia e logística de distribuição de produtos. Tais fatores fazem com que o segmento petroquímico seja um campo onde jogam apenas empresas de grande porte, as mais importantes com elevado grau de internacionalização das atividades.

Fonte: http://www.comciencia.br/