domingo, outubro 31, 2010

Petrobras investe em atividade exploratória como base para crescimento


Produção acumulada de 2003 a 2010 foi de 4,77 bilhões de barris de óleo, contra 3,02 bilhões no período de 1995 a 2002.

Nos oito anos do governo Lula, foram perfurados 847 poços exploratórios, contra 500 nos oito anos anteriores A média de investimentos em exploração da Companhia mais que triplicou: passou de US$ 519,3 milhões nos oito anos do governo anterior, para US$ 1,9 bilhão por ano no atual
O crescimento de qualquer empresa integrada de petróleo, como é o caso da Petrobras, está fortemente relacionado à atividade exploratória e à tecnologia para descobrir e produzir petróleo e gás. O investimento nessas áreas é fundamento básico para garantir o desenvolvimento de toda a cadeia produtiva.
Atuando de acordo com essas premissas, a Petrobras intensificou a aquisição de blocos exploratórios nos leilões da ANP a partir de 2003. Além disso, a Companhia aumentou o número de sondas de perfuração e de poços perfurados. Foram 847 poços exploratórios no período 2003-2010, contra 500 nos oito anos anteriores. A média de investimentos em exploração mais que triplicou. Saltou de US$ 519,3 milhões para US$ 1,9 bilhão por ano.

Nos últimos anos a Petrobras aumentou os investimentos em exploração, visando avaliar as descobertas realizadas, localizar novos reservatórios de petróleo e aumentar a apropriação de reservas em áreas já produtoras. O objetivo foi manter uma relação reserva/produção segura para o futuro da empresa e do abastecimento do País. Como resultado, a Petrobras tem hoje um potencial recuperável de petróleo suficiente para dobrar a produção até 2020. A produção nacional de petróleo passará de aproximadamente 2 milhões de barris por dia em 2010, para aproximadamente 3 milhões 950 mil barris por dia em 2020.

A produção acumulada de óleo entre 2003 e 2010 foi de 4,47 bilhões de barris, contra 3,02 bilhões no período de 1994 a 2003. As reservas de petróleo e gás cresceram, passando de 11 bilhões de barris de óleo equivalente (boe), em dezembro de 2002, para 14,17 bilhões de boe, em dezembro de 2009. Este volume ainda não inclui o petróleo do pré-sal, que deverá dobrar as reservas da Companhia. Os investimentos em pesquisa tecnológica registraram um aumento de 627% nos últimos oito anos.

Todo esse incremento nas atividades exploratórias e de produção de petróleo e gás elevou a demanda por novas plataformas. Os grandes projetos de produção passaram de 20 para 33 (crescimento de 65%), contando com uma parcela de conteúdo nacional mais significativa.

Com um crescimento de 400% nas contratações no país, a política da Petrobras de participação máxima do mercado interno na aquisição de bens e serviços no Brasil elevou o conteúdo nacional mínimo de 57%, em 2003, para 77,34% em 2010. Dentro dos padrões internacionais de qualidade, prazo e custo, as aquisições no mercado nacional passaram de US$ 5,2 bilhões em 2003, para US$ 25,9 bilhões em 2009.

Descobertas do passado garantem produção atual- Nas décadas de 80 e 90, a Petrobras descobriu três campos gigantes em águas ultraprofundas da Bacia de Campos (Albacora, em 1984; Marlim, em 1985, e Roncador em 1996). Esses campos, como acontece no mundo inteiro, tiveram que passar pelas diversas fases de avaliação e desenvolvimento da produção. Isso demanda dez ou mais anos de trabalho a partir da descoberta. Pelas suas dimensões e novas descobertas nas mesmas áreas, esses campos continuam em fase de desenvolvimento da produção e são responsáveis pelo aumento do volume produzido a cada ano.

Foram esses campos que contribuíram, e ainda contribuem, para o maior aumento da produção, quando começaram a entrar em operação as grandes plataformas em Albacora, Marlim e Roncador. O campo gigante de Roncador, descoberto em 1996, recebeu, em 2002, o navio-plataforma FPSO-Brasil. Em 2007, foram instaladas as plataformas P-52 e P-54. A contribuição efetiva desses campos para o aumento da produção ocorreu principalmente nos últimos dez anos, em função de novas tecnologias exploratórias que permitiram avaliações mais precisas dos reservatórios.

Fonte: http://www.revistafator.com.br/

Especialistas alertam para desafios envolvendo a questão do pré-sal


Perspectiva é promissora, mas é preciso aprofundar discussão, afirmam.
ANP divulgou estimativa de reservas do megapoço Libra.

Especialistas de diferentes áreas ouvidos pelo G1 concordam que o anúncio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) feito nesta sexta-feira (29) sobre a estimativa de volume de até 15 bilhões de barris de petróleo na reserva do poço Libra é uma boa notícia, mas são unânimes ao afirmar que o tema precisa ser analisado de maneira mais analítica e menos emocional.

“Faz a gente ficar otimista em relação ao futuro do Brasil como produtor de petróleo, mas ainda está muito longe de ser uma realidade. Tem muitos desafios a vencer”, alerta o economista Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). “Na prática, representa que o Brasil tem uma perspectiva bastante promissora no que se refere a produzir petróleo e gás nos próximos 10 anos.”

“O pré-sal é uma coisa importante, mas já estão gastando por conta e todo mundo está se sentindo muito rico, e resultados consistentes e importantes para impactar a atual situação de produção de petróleo só lá para 2015, mais certamente em 2017”, diz a doutora em economia Maria Beatriz David, professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

Para o advogado e professor Cláudio Araújo Pinho, membro da Comissão de Petróleo, Gás e Biocombustíveis do Instituto dos Advogados Brasileiros, uma das preocupações é a euforia envolvendo todo o processo. “Quando entraram com os projetos [de lei] em agosto de 2009, entraram em regime de urgência". Por conta dessa urgência, diz ele, foram vetadas todas as emendas ambientais a esses projetos.

Fonte: http://g1.globo.com/

Royalties pagos sobem 5% no RN


O Rio Grande do Norte recebeu um total de R$ 26,68 milhões em royalties, pelas atividades de exploração e produção de petróleo e gás natural, durante o mês de outubro deste ano. A cifra representa um aumento de aproximadamente 5% sobre o valor recebido em outubro de 2009, quando a parcela do estado foi de R$ 25,44 milhões, e um incremento de 1% sobre setembro de 2010, quando o total ficou em R$ 26,09 milhões.

A cifra superior a R$ 26 milhões em outubro é referente à soma do que foi repassado ao Governo do Estado e a 96 municípios potiguares e faz parte de um levantamento divulgado pela Agência Nacional de Petróleo, Gás, Natural e Biocombustíveis (ANP). Desse montante, a parte que coube à administração estadual totalizou R$ 13,56 milhões,enquanto cerca de R$ 13,12 milhões foram destinados aos municípios.

As localidades que receberam as maiores quantias neste mês foram Macau, com um total de R$ 2,1 milhões, Guamaré, com R$ 2 milhões e Pendências, com R$ 1,6 milhão. Em comparação com outubro do ano passado, o valor repassado para Macau cresceu 85%, enquanto a quantia destinada à Guamaré sofreu um incremento de 86%.

Além dessas, as cidades de Goianinha, Ielmo Marinho e Macaíba receberam o montante de R$ 764,24 mil, cada uma. O pagamento ocorre por essas localidades disporem de instalações de medição e transferência de petróleo e gás.

Desde o início de 2010, os repasses já somam mais de R$ 258 milhões, sendo R$ 132,37 milhões pagos ao Governo do Estado e R$ 126,15 milhões aos municípios. No mesmo período em 2009, os royalties pagos ao Rio Grande do Norte somaram R$ 217 milhões. Assim, entre janeiro e outubro de 2010 houve um crescimento de 4,8% no volume recebido pelo Rio Grande do Norte, em comparação com o mesmo período de 2009.
Saiba mais

Os royalties são uma compensação financeira, paga mensalmente por empresas concessionárias exploradoras de petróleo e gás, distribuídos a estados e municípios. Os valores, que nesse caso se referem apenas aos repasses feitos pela Petrobras, são influenciados pela cotação do dólar, pelo preço internacional do barril e pelo volume produção.

Fonte: http://tribunadonorte.com.br/

sábado, outubro 30, 2010

ANP: Libra pode chegar a 15 bi de barris de petróleo


A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) acaba de informar que a descoberta de petróleo realizada no pré-sal, no poço 2 - ANP - 2 A - RJS, em área pertencente à União, tem capacidade de 3,7 a 15 bilhões de barris de petróleo recuperável, considerando o volume recuperável da União. Ontem a Agência Estado antecipou que em até 48 horas a ANP iria anunciar essa descoberta.

Ainda de acordo com a ANP, a estimativa mais provável de reservas no local é de 7,9 bilhões de barris, de acordo com avaliação da certificadora Gaffney, Cline & Associates. 'É importante destacar que somente este prospecto de Libra pode vir a ter um volume de óleo recuperável superior às atuais reservas provadas brasileiras, próximas de 14 bilhões de barris de petróleo', destacou em nota a agência.

O poço situa-se a 183 km da costa do Rio de Janeiro, em lâmina d''água de 1.964 metros e até o momento a profundidade atingida é de 5.410 metros, com 22 metros perfurados no pré-sal. A profundidade final prevista, de cerca de 6.500 metros, deverá ser alcançada somente no início de dezembro. 'O poço 2 - ANP - 1 - RJS, no prospecto de Franco, e 2 - ANP - 2A - RJS, em Libra, foram perfurados em área da União com o objetivo de aumentar o conhecimento sobre o potencial petrolífero do pré-sal brasileiro', destaca a ANP, para que a descoberta 'valoriza enormemente o patrimônio da União', aponta o comunicado.

Fonte: http://estadao।br.msn.com/

PETROBRAS TEM QUE SUPERAR DESAFIOS DO PRÉ-SAL


Após a descoberta da província petrolífera denominada pré-sal, que se estende ao longo de 800 km na costa brasileira, do estado do Espírito Santo ao de Santa Catarina, abaixo de espessa camada de sal e englobando as bacias sedimentares do Espírito Santo, de Campos e de Santos, a Petrobras ganhou importantes desafios pela frente. Isso porque, a perfuração só pode ser definida após várias análises químicas feitas no Centro de Pesquisas da companhia. Os engenheiros de poço precisam definir o revestimento, a geometria específica do poço e a melhor broca de perfuração.
A exploração dessa camada de petróleo exige diversas especificidades peculiares, tudo envolvendo uma questão de tecnologia. Para se ter uma idéia, o primeiro poço perfurado pela Petrobras para essa seção pré-sal demorou mais de um ano e custou US$ 240 milhões. Os poços mais recentes que a Petrobras perfurou demoraram 60 dias e custaram, em média, US$ 66 milhões. Vários avanços foram alcançados nos últimos anos, permitindo não somente a perfuração de forma estável da camada de sal, mas também a redução do tempo para perfuração dos poços.
A grande dúvida gerada pelo mercado seria se a Petrobras estaria apta para atender a demanda do pré-sal. A estatal afirma que está direcionando grande parte de seus esforços para a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico que garantirão, nos próximos anos, a produção dessa nova fronteira exploratória. Um exemplo é o Programa Tecnológico para o Desenvolvimento da Produção dos Reservatórios Pré-sal (Prosal), a exemplo dos bem-sucedidos programas desenvolvidos pelo seu Centro de Pesquisas (Cenpes), como o Procap, que viabilizou a produção em águas profundas. Segundo a Petrobras, além de desenvolver tecnologia própria, a empresa trabalha em sintonia com uma rede de universidades que contribuem para a formação de um sólido portfólio tecnológico nacional.
Outro desafio é a distância da litoral, cerca de 230 km e em grandes profundidades. O petróleo produzido pode ser escoado direto das plataformas para navios e transportados para terra. O gás natural, porém, como sai do reservatório, não pode ser escoado por navios, mas somente por dutos. Pelo transporte viário, o gás somente pode ser transportado depois de liquefeito. Uma das idéias seria construir um gasoduto saindo das unidades de produção, que serão instaladas na área, para a plataforma fixa que no campo de Mexilhão, também na Bacia de Santos, que tem previsão para entrar em atividade somente em janeiro de 2011.
Novos projetos
Outra idéia em estudo é a instalação de uma unidade de liquefação do gás, o que tornaria possível o transporte por navios. Também está sendo cogitada a possibilidade de construção de termelétricas flutuantes à gás, junto às áreas produtoras. Essas térmicas produziriam energia para as próprias plataformas e, por linhas submarinas, a energia seria transmitida também para o consumo público em terra. Uma vantagem desse sistema é que as plataformas de produção não precisariam mais ter geração própria de energia, o que reduziria o seu preço.

Fonte: http://www.nicomexnoticias.com.br/

ENERGIA EÓLICA ATENDERÁ 12% DA DEMANDA EM 2020


Estudo divulgado recentemente pelo Conselho Mundial de Energia Eólica estima que a energia gerada a partir dos ventos atenderá 12% da demanda elétrica mundial em 2020 e até 22% em 2030. O trabalho, em conjunto com o Greenpeace International, prevê que o mundo terá 1.000 GW em operação daqui a dez anos, evitando a emissão de 1,5 bilhão de toneladas anuais de dióxido de carbono (CO2), o principal gás de efeito estufa.
O estudo Panorama Global da Energia Eólica - GWEO 2010 - indica que a energia eólica deverá ter uma participação estratégica na forma de atender à crescente demanda mundial por energia enquanto, ao mesmo tempo, contribuirá para a crucial diminuição das emissões de gases de efeito estufa. A projeção de que o mundo terá 1 mil GW instalados e em operação em 2020 irá permitir a não emissão de até 1,5 bilhão de toneladas de CO2 por ano.
No ano 2030, um total de 34 bilhões de toneladas de CO2 poderão ser evitados pelos 2,3 mil GW de capacidade eólica instalada no mundo. “A energia eólica pode fazer uma contribuição maciça e limpa para a produção mundial de eletricidade e para a descarbonização da geração elétrica, mas será necessário um comprometimento político para que isto venha a ocorrer”, comenta o secretário-geral do GWEC, Steve Sawyer.
Segundo o dirigente, a tecnologia de produção eólica dá aos governos uma alternativa viável e econômica para enfrentar os desafios atuais e, ainda, para tomar uma parte ativa na revolução energética de que o planeta necessita. Além dos benefícios para o meio ambiente, a energia eólica está se transformando em um fator para o desenvolvimento econômico, pois hoje já conta com mais de 600 mil posições de trabalho em empregos diretos e indiretos.
Energia eólica oferece 600 mil empregos
De acordo com Pedro Perrelli, diretor-executivo da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), até 2020, a fonte eólica poderá alcançar uma capacidade de geração de cerca de 24 GW, algo em torno de 15% da projeção total de produção de energia elétrica para aquele ano. O diretor da ABEEólica afirma que para essa expectativa tornar-se realidade é preciso que os preços da energia eólica continuem competitivos. Além dos benefícios para o meio ambiente, esse tipo de energia já oferece 600 mil empregos diretos e indiretos. Até 2030, a projeção é de que supere três milhões de vagas em todo o mundo.

Fonte: http://www.nicomexnoticias.com.br/

sexta-feira, outubro 29, 2010

BRASIL NO CAMINHO PARA SE TORNAR EXPORTADOR DE PETRÓLEO


Estimativas recentes têm apontado o Brasil como possível exportador de petróleo num futuro próximo, muito em função da promessa de produtividade do pré-sal. De acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE, na sigla em inglês), o país atingirá essa condição já em 2011, com o incremento da produção diária de 2,2 milhões de barris para 2,4 milhões. O dado consta de relatório mensal do órgão sobre o setor.

(2011) será o primeiro ano do Brasil como exportador líquido de petróleo, embora volumes mais significativos só devam ficar disponíveis para o mercado mundial nos anos seguintes, diz o documento, em ressalva compartilhada por especialistas, como o diretor e fundador do Clube do Petróleo do Rio de Janeiro, Mauro Kahn. “Naturalmente estão baseados (os números da AIE) na suposição de que a produção supere nossas necessidades, mas o excedente será modesto visto que aumentar significativamente a nossa produção é algo bem mais demorado”, explica ele, em entrevista ao Nicomex Notícias.

No Brasil, quem compartilha da previsão da AIE é o ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, que, no último dia 27, declarou acreditar que o País irá exportar 1,5 milhão de barris por dia de petróleo em 2015, atingindo dois milhões quatro anos depois. Perguntado sobre essa questão, o diretor do Clube do Petróleo é otimista: “Exportar dois milhões (que é o consumo atual do Brasil) será algo maravilhoso e uma receita e tanto, ainda mais se o barril chegar aos 100 doláres. Façam as contas de quanto isto representa por ano”, sugere ele, olhando o lado financeiro dessa possibilidade.
Rumo à Opep

Na condição de exportador, caso ela realmente se concretize, um caminho natural para o Brasil seria pleitear uma vaga na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Caso isso acontecesse, o país teria ao seu lado uma política centralizada, com controle dos preços, mas também poderia vender o seu excesso de produção, angariando dólares para investir tanto no social quanto em novas tecnologias de exploração.

“Acho que temos de exportar petróleo com racionalidade e que teremos tempos muito bons, até porque quando tivermos uma produção boa (depois de 2020 ) o mundo estará mais do que sedento de petróleo e a maior parte das reservas mundiais estarão no Oriente Médio. Neste contexto ser um grande exportador será algo fantástico, mas precisaremos saber gerir bem esta fortuna e também administrar as pressões e influências que iremos sofrer”, diz Mauro Kahn.

Fonte: http://www.nicomexnoticias.com.br/

INDÚSTRIA NAVAL BRASILEIRA ROMPE BARREIRAS


O crescimento do setor de petróleo impulsiona a geração de empregos na construção naval. Segundo dados do Sinaval (Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore), a carteira de pedidos nos estaleiros nacionais até 2014, vai passar de 300 embarcações. A fabricação desses navios atende, na sua maioria, aos pedidos da Petrobras e de outras empresas do setor. A subsidiária da Petrobras Transpetro, por exemplo, por meio do Promef (Programa de Modernização e Expansão da Frota), encomendou 49 navios, com entrega prevista até 2015.
O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, afirmou recentemente que a empresa vai construir mais “algumas dezenas de plataformas” no Brasil nos próximos anos. Segundo ele, para cada plataforma, são necessários cinco barcos de apoio. Por isso, será preciso construir "dezenas, centenas de barcos de apoio para as plataformas e navios para o transporte do petróleo". De acordo com o executivo, será preciso mais cargueiros para transportar. “Nosso programa é de crescimento acelerado, que aponta para um futuro melhor, com mais emprego, mais renda, mais produção de combustível e mais capacidade de gerar emprego e renda em outras atividades da economia brasileira”, disse Gabrielli.
“O principal entrave era disponibilidade dos estaleiros com dique com a capacidade requerida”
A afirmação do presidente da Petrobras foi feita durante o lançamento da P-57, que é a primeira plataforma gigante a entrar em operação nos últimos três anos. Com capacidade de produção de 180 mil barris de petróleo por dia, a P-57 deve começar a produzir petróleo no Parque das Baleias, porção norte da Bacia de Campos, no litoral capixaba, no fim de novembro. Desde a P-54, em dezembro de 2007, a estatal só vinha colocando unidades menores em operação. Parte das obras da P-57 foram realizadas no estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis. A plataforma começará a operar ainda este ano, interligada a 22 poços, sendo 15 produtores e 7 injetores de água. Será a primeira unidade dessa complexidade a operar na costa do Espírito Santo.
O professor de engenharia naval da Coppe/UFRJ, Floriano Pires Júnior, afirma que plataformas como essa podem ser feitas no Brasil sem problemas e explica que essa unidade foi construída a partir da conversão de um casco existente de petroleiro, que foi feita em Cingapura. “Do ponto de vista tecnológico, o Brasil não teria dificuldade em realizar a conversão. O principal entrave era disponibilidade dos estaleiros com dique com a capacidade requerida (Atlântico Sul e Inhaúma (antigo Ishibras). Têm sido feitas no Brasil obras até mais complexas, como P51 e P56, por exemplo”, afirmou em entrevista ao Nicomex Notícias.
A plataforma foi construída pela SBM, em Cingapura. Os aportes no projeto somam R$ 5,1 bilhões, sendo R$ 3,1 bilhões até o final do ano e R$ 2 bilhões até 2014. A Petrobras pretende utilizar a P-57 como base para novos projetos replicantes (idênticos). As duas primeiras unidades que serão contratadas sob o mesmo modelo serão as plataformas P-58 e P-62 (já em processo final de licitação). O mesmo modelo também será adotado para a P-63 e para todos os navios-plataformas do tipo FPSO que vão operar no pré-sal da Bacia de Santos. Segundo o gerente de projetos da estatal, Pedro Barusco, as plataformas são idênticas à P-57, mas adotam o sistema de contratação da P-55, com a Petrobras atuando na encomenda dos pacotes separadamente.

Fonte: http://www.nicomexnoticias.com.br/

Lula inaugura produção comercial do pré-sal e diz que Brasil não soube aproveitar século 20


Sistema definitivo de Tupi produzirá cerca de 14 mil barris de petróleo leve
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta quinta-feira da extração do primeiro óleo do sistema definitivo da área do pré-sal de Tupi, na Bacia de Santos. No evento, Lula afirmou que a Petrobras será sempre um indutor do crescimento do país.

— A Petrobras será sempre uma espécie de guia do crescimento do Brasil. Se a Petrobras não estiver bem, o Brasil não estará tão bem. Mas se a Petrobras estiver bem, eu acho que o Brasil estará sempre muito bem.

A visita ao campo de Tupi hoje foi o sexto compromisso oficial do presidente no mês de outubro em que prestigia a Petrobras. De janeiro até agora, Lula participou de 18 compromissos relacionados à empresa de petróleo, segundo levantamento da Agência Estado.

Ao desembarcar na Base Aérea do Galeão, proveniente do Campo de Tupi, o presidente fez um rápido pronunciamento e seguiu para a Argentina para participar do velório do ex-presidente argentino Nestor Kirchner.

Em seu discurso, Lula disse ainda que o século 21 será "inexoravelmente o século do Brasil e da América Latina". Para Lula, o país não soube aproveitar oportunidades no século passado.

— Eu digo sempre que o Brasil jogou fora o século 20. Não é que jogou fora, nós não soubemos aproveitar corretamente o século 20. As oportunidades apareciam, a gente jogava fora, muitas vezes por descrença, por complexo de inferioridade. Afinal de contas, nós somos uma nação colonizada e sempre que uma nação é colonizada, ela demora mais para ter autoestima, demora mais para acreditar em si própria.

Os empregados da Petrobras levaram um bolo para o palco onde o presidente discursava e cantaram parabéns ao presidente, que na quarta-feira completou 65 anos.
O sistema definitivo de Tupi produzirá cerca de 14 mil barris de petróleo leve (de alto valor comercial) por dia. No ano que vem, segundo estimativa da Petrobras, a produção média diária será de 50 mil barris, podendo chegar a 70 mil barris/dia no fim de 2011.

AGÊNCIA ESTADO E AGÊNCIA BRASIL

Fonte: http://www.clicrbs.com.br/

quinta-feira, outubro 28, 2010

Petrolífera australiana pode fazer oferta de até R$ 1,8 bi no Brasil


A Karoon Petróleo e Gás quer levantar até R$ 1,77 bilhão em um IPO (oferta pública inicial de ações, na sigla em inglês) no próximo mês que vai ocorrer pouco depois de ter adquirido áreas de exploração.

A empresa tem 100% de participação em cinco blocos exploratórios na bacia de Santos. Em outros três blocos na mesma região, sua fatia é de 20%, em parceria com a Petrobras.
A oferta da Karoon Petróleo e Gás acontece depois que a petrolífera iniciante HRT estreou suas ações na BM&FBovespa na segunda-feira. A empresa tem direitos de exploração de 21 blocos na bacia do Solimões, na Amazônia, e diretoria formada por ex-membros da Petrobras e da ANP (Agência Nacional do Petróleo).
A empresa anunciou nesta quarta-feira que fará a oferta de um lote inicial de 1.030.000 ações ordinárias e estimou que o preço dos papeis ficará situado entre R$ 1.025 e R$ 1.275, o que pode movimentar até R$ 1,313 bilhão.
A oferta ainda prevê lote suplementar de até 154.500 ações e um adicional de até 206 mil papeis, o que poderá elevar a operação para até R$ 1.772 bilhão, considerando venda completa das ações ao preço máximo estimado inicialmente.
A fixação do preço ocorre em 10 de novembro e o período de reserva para investidores interessados vai dos dias 4 a 9 de novembro. Os novos papeis devem começar a ser negociados na BM&FBovespa em 12 de novembro.
A companhia é controlada pela australiana Karoon, que em junho anunciou que estava considerando listar em Bolsa no Brasil 30% de seus ativos sul-americanos. Na avaliação da empresa, esses ativos no Brasil e no Peru não estavam refletidos corretamente no valor de mercado do grupo e uma listagem de ações ajudaria a estabelecer uma base de comparação com outras petrolíferas da região.

Fonte: http://noticias.bol.uol.com.br/

Petrobras anuncia descoberta de petróleo na Bacia de Sergipe


Qualidade do produto é similar a do encontrado na Bacia de Campos.
Poço está em profundidade de 2.341 metros, a 58 km da costa do estado.

A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (27) que a perfuração do primeiro poço em águas ultraprofundas da Bacia de Sergipe-Alagoas identificou a presença de petróleo. De acordo com a empresa, a qualidade do produto é semelhante ao das águas profundas da Bacia de Campos.

O poço está em profundidade de água de 2.341 metros, a 58 km da costa do estado de Sergipe.

"Foi confirmada a existência de grandes acumulações nas porções mais distantes dessa bacia, com volumes superiores àqueles encontrados nos campos de Guaricema e Dourado, em águas rasas. Dados obtidos nos testes indicam a presença de petróleo leve", disse a empresa, por meio de nota.

A nota diz que as informações até agora obtidas são suficientes para atestar a descoberta de uma nova província petrolífera na Bacia de Sergipe-Alagoas.

"Após o término da perfuração, o consórcio formado pela Petrobras (60% - Operadora) e IBV-Brasil (40%), para a exploração da concessão BM-SEAL-11, dará continuidade às atividades e aos investimentos, através da perfuração de outros poços pioneiros e da elaboração de Plano de Avaliação de Descoberta a ser definido pela ANP", afirmou.

Fonte: http://g1.globo.com/

Entenda os riscos da exploração do petróleo


Principais perigos envolvem explosões, como a da BP no Golfo do México.
Especialistas relembram desastres e como estragos foram controlados.
A exploração de petróleo é uma atividade cheia de riscos. Requer tarefas perigosas como perfurar rochas em regiões ultraprofundas, enfrentar pressões altíssimas e manipular volumes gigantescos de gás.
O acidente que ocorreu em abril com a plataforma Deepwater Horizon, da petrolífera britânica BP, no Golfo do México, é um exemplo dos tipos de danos que qualquer erro no processo de perfuração das reservas do óleo podem causar.
Entenda os riscos da exploração do petróleo
Principais perigos envolvem explosões, como a da BP no Golfo do México.
Especialistas relembram desastres e como estragos foram controlados.
Ligia Guimarães Do G1, em São Paulo
exploração de petróleo é uma atividade cheia de riscos. Requer tarefas perigosas como perfurar rochas em regiões ultraprofundas, enfrentar pressões altíssimas e manipular volumes gigantescos de gás. (Veja a reportagem completa no vídeo ao lado)
O acidente que ocorreu em abril com a plataforma Deepwater Horizon, da petrolífera britânica BP, no Golfo do México, é um exemplo dos tipos de danos que qualquer erro no processo de perfuração das reservas do óleo podem causar.
O desastre matou 11 funcionários da empresa e causou graves prejuízos ambientais e econômicos na costa sul dos Estados Unidos, especialmente nos setores de pesca e turismo, além de abalar a popularidade do presidente Barack Obama e complicar as relações entre Washington e Londres. A BP tenta há meses, sem sucesso, estancar definitivamente o vazamento.
O G1 consultou especialistas para saber quais são os perigos mais comuns e como a indústria de petróleo precisa agir em caso de emergências.

Poço 'reforçado'
O professor Ricardo Cabral de Azevedo, doutor do Departamento de Engenharia de Minas e de Petróleo da Universidade de São Paulo (USP), compara a perfuração de um poço de petróleo à construção de um túnel: o caminho precisa estar pronto, reforçado e cimentado para que seja seguro o 'trânsito' de óleo por ali. Antes disso, qualquer fluido que entre no poço, como gás, detritos e o próprio petróleo é indesejado e representa risco para a exploração.

"Enquanto você está perfurando , está criando uma superfície rochosa em volta do poço que pode ser insegura", diz o professor. "Então após perfurar cada trecho do poço, quando necessário, você desce um revestimento de aço para sustentar essa parede".

Os "invasores" mais perigosos nessa etapa da perfuração são o petróleo e o gás. "O mais perigoso é o gás, porque ele é muito leve, ele pode subir até a superfície", explica.

De acordo com Azevedo, da USP, há dois tipos principais de acidente que podem ocorrer na perfuração do petróleo: o kick e o blow out. Os dois envolvem a invasão do poço por fluidos.

"O kick é quando entram fluidos no poço, não necessariamente chegando à superfície". Nesse caso, técnicos injetam substâncias mais pesadas no poço para impedir que os fluidos saiam de controle.

Clique no link abaixo e veja a reportagem completa.

Fonte: http://g1.globo.com/

quarta-feira, outubro 27, 2010

Petrobras programa mais 6 mil vagas


Quem sonha em ingressar na Petrobrás, a maior estatal brasileira, pode começar a estudar, porque a programação atual da empresa é admitir mais 6 mil funcionários nas mais diversas áreas, até 2013. Segundo o gerente de Gestão do Efetivo da empresa, Lairton Correa, os levantamentos para o próximo concurso já estão em andamento. "Estamos estudando um segundo concurso para 2010. Estou recebendo as demandas das mais diversas áreas e, assim que as tivermos, vamos avaliar se soltamos o edital até dezembro ou no primeiro semestre de 2010", anuncia.
Apesar do gerente não poder especificar os cargos, geralmente as oportunidades da estatal são para os níveis médio, médio/técnico e superior. Já a remuneração mínima garantida pela empresa é de R$1.647,19 para os níveis médio e médio/técnico e de R$5.685,07 para graduados. A empresa costuma contratar profissionais juniores, que são capacitados nas unidades onde atuarão ou na Universidade Petrobrás. Atualmente, a estatal conta com 56.207 funcionários efetivos, sem contar as subsidiárias.

FOLHA DIRIGIDA - Nos dois últimos concursos, a Petrobrás limitou o cadastro de reserva a cinco vezes o número de aprovados por vaga, para dar agilidade às convocações e aos novos concursos. Isso está acontecendo?
Lairton Corrêa - Estamos agilizando o ingresso das pessoas aprovadas em processos seletivos, o que torna viável e possível logo em seguida abrirmos um novo processo. Fizemos um em 2009, quando adotamos essa política e, em seguida, em 2010, divulgamos outro. Estamos estudando um segundo concurso para 2010. Estou recebendo as demandas das mais diversas áreas e, assim que as tivermos, avaliaremos se soltamos o edital até dezembro ou no primeiro semestre de 2010.

A Petrobrás não tem o costume de publicar editais durante o período eleitoral. Então, este ano será diferente?
Essa é uma questão de prática nossa, porque não há impedimento legal nenhum para isso. Dadas as necessidades atuais da companhia, e pela velocidade de investimentos, a empresa precisa responder às necessidades de pessoal. Temos cadastros limitados e temos a ideia de soltar o novo processo para admissão no primeiro semestre de 2011.

A estatal tem mantido a política de ampliação do número de efetivos?
Temos a meta de chegar a 64.605 empregados efetivos em 2013. E para atingí-la teremos de fazer concursos e selecionar candidatos no mercado para atender toda essa demanda. Este ano já admitimos cerca de 2 mil pessoas, temos uma série de pessoas prontas, participando de etapas de análise biopscicossocial, e teremos admissões em outubro, novembro e dezembro. Temos uma previsão de admitir mais mil ainda este ano. Assim, temos 6 mil em novos concursos até 2013.

Que orientações dá aos milhares de candidatos que desejam iniciar carreira na Petrobrás?
A recomendação é estudar, porque esse é um processo seletivo competitivo, e temos em média 100 candidatos por vaga, o que torna o processo difícil. Também é importante ler o edital e ter tranquilidade no dia da prova.

Fonte: http://www।qgdopetroleo.com/

Conheça as carreiras em alta com a exploração do Pré-Sal


Investimentos da Petrobras até 2013 vão exigir qualificação de 207 mil pessoas. Só a companhia abrirá 8 mil cargos no período.

Localizado a 300 quilômetros da costa brasileira, o petróleo presente na camada do pré-sal pode colocar a reserva de petróleo do Brasil entre as dez maiores do mundo. A indústria petrolífera não será a única beneficiada. A expectativa é de que a atividade influencie todo mercado de trabalho brasileiro. Saiba como aproveitar essa nova roda de oportunidades.

Para atender a demanda da exploração do pré-sal, o Brasil precisará de um batalhão de profissionais de todos as áreas e níveis de escolaridade - de operadores de sonda a engenheiros altamente especializados, passando por geólogos, mergulhadores, oceanógrafos, especialistas em robótica e ambiente. Só a Petrobras deve abrir 8 mil novos cargos até 2013. Mas ela não será a única beneficiada com a maré de novos empregos previstos para o setor.
De acordo com estudo feito pelo Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), até 2013, o Brasil precisa investir na qualificação de 207 mil profissionais de 185 categorias para atender a demanda da cadeia de fornecedores da indústria do petróleo. Desses, apenas 6% são de nível superior e 34%.

O número foi obtido com base na projeção de investimentos já aprovados para os projetos de ampliação da produção da Petrobras até 2013. O Plano de Negócios da companhia para esse período inclui ampliação do parque de refinarias e expansão da malha de gasodutos, entre outros.
Mas a extração dos estimados 100 bilhões de barris de petróleo localizados na camada do pré-sal é a principal aposta da empresa. Nos próximos quatro anos, a empresa terá investido 28 bilhões de dólares na área.
"Precisaremos de profissionais para todas as etapas das obras que vamos empreender", afirma o superintendente de planejamento e pesquisa da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Florival Rodrigues de Carvalho.
Demanda por engenheiros
O governo precisará apoiar a formação de pelo menos 15.421 profissionais da área engenharia, entre técnicos e de nível superior. Mas esse número não representa o total de mão-de-obra que será necessária para movimentar a produção de petróleo e gás natural do País.
Engenheiros de reservatório, segundo o superintendente Florival Rodrigues de Carvalho, serão essenciais nesse novo campo de atividade petrolífera. Esses profissionais, segundo ele, serão os responsáveis por identificar a presença, capacidade e tipo de óleo presente nos reservatórios da camada do pré-sal.

Por outro lado, levar esse petróleo extraído a 300 quilometros da costa para as refinarias será outro desafio da atividade. Com isso, a demanda por profissionais ligados à área de logística e à industria naval devem crescer exponencialmente. "Eles serão demandados de acordo com os desafios tecnológicos do novo tipo de exploração", diz.

A criação de carreiras ligadas à geologia e à geofísica estão entre as principais prioridades da Petrobras para atender a demanda da exploração do pré-sal. Engenheiros de petróleo, naval e submarino também estão na lista de cargos essenciais para a atividade.

"Nossa estrutura administrativa já está firmada. A meta é investir para explorar e produzir mais. Por isso, no momento, o foco é para as carreiras técnicas", afirma a gerente de Planejamento e Avaliação de Recursos Humanos da Petrobras, Mariângela Mundim.

De acordo com Bruno Musso, superintendente da Organização Nacional da Indústria do Petróleo, as contratações devem se concentrar nas regiões sudeste e nordeste, onde estão as principais reservas de petróleo e investimentos em refinarias, respectivamente. Isso não quer dizer que o crescimento será pequeno em outras regiões, diz.

Na próxima página, confira a lista das dez carreiras essenciais para a exploração do pré-sal dentro da Petrobras e das 185 categorias que serão foco dos cursos de qualificação do Prominp nos próximos quatro anos.

Confira as dez profissões essenciais para a exploração do petróleo da camada do pré-sal, segundo a Petrobras:
1. Geólogo
2. Geofísico
3. Engenheiro de petróleo
4. Engenheiro naval
5. Engenheiro submarino
6. Engenherio de processamento
7. Técnico de projeto
8. Técnico de construção
9. Técnico de montagem
10. Técnico de operação e de manutenção.

Fonte: Portal Exame

Petrobras e Galp confirmam óleo leve e megarreserva em Tupi


Agência Reuters

Lisboa/Rio, 14:53 22/10/2010 - A Petrobras e a petrolífera portuguesa Galp Energia afirmaram nesta sexta-feira que o nono poço exploratório em águas ultraprofundas da bacia de Santos confirmou o potencial de reservas de petróleo leve de Tupi entre 5 e 8 bilhões de barris de óleo equivalente.

"Esse poço comprova que a acumulação de petróleo não só se estende até o extremo sul da área do Plano de Avaliação de Tupi, como, também, que a espessura do reservatório com óleo chega a cerca de 128 metros, o que reduz as incertezas das estimativas de volume de hidrocarbonetos da área", afirmou a estatal brasileira em nota.

A Petrobras já havia afirmado em 6 de outubro que o oitavo poço perfurado havia reforçado a certeza com o volume da megareserva. Segundo a Petrobras, operadora do consórcio que explora Tupi, o resultado da perfuração do nono poço "foi extremamente relevante, pois definiu, entre outras coisas, o nível de contato óleo/água no prospecto, que indicou a maior espessura de rocha com óleo para essa área entre as possibilidades estudadas".

Em Porto Alegre, o presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, informou que até 2014 a estatal fará três projetos pilotos em Tupi, com o objetivo de testar tecnologias que permitam maior capacidade de extração do petróleo existente. Além do grande volume recuperável estimado, o óleo de Tupi tem uma densidade de 28 graus API, o que lhe confere excelente valor comercial, destacou a estatal. Dessa forma, a declaração de comercialidade da jazida está prevista para 31 de dezembro deste ano. "Até lá, serão perfurados, ainda, outros dois poços de delimitação."

A Galp Energia tem participação de 10 por cento no consórcio que explora o poço, sendo que 65 por cento pertencem à Petrobras e 25 por cento ao BG Group.
A produtividade dos reservatórios do pré-sal no poço perfurado agora será avaliada por testes de formação programados para os próximos meses, segundo a Petrobras.

"Confirmadas as produtividades esperadas, o consórcio BMS-11 estudará a instalação, no sul da área de Tupi, de um dos primeiros navios-plataformas padronizados que estão sendo projetados para operar no présal da Bacia de Santos."

(Por Filipa Cunha Lima em Lisboa; com reportagem adicional de Roberto Samora em São Paulo e Sinara Sandri, em Porto Alegre / Reuters)

Fonte: http://www.guiaoffshore.com.br/

terça-feira, outubro 26, 2010

SETOR DE PETRÓLEO VAI LIDERAR OS INVESTIMENTOS NO BRASIL


A última semana no setor de petróleo começou com a notícia de que, mesmo na fase preliminar da exploração da camada pré-sal, a indústria do petróleo e gás vai liderar os investimentos no Brasil nos próximos anos. Sua participação no total da formação bruta de capital fixo (FBCF) anual do país deve alcançar 14,7% em 2014, mais que o dobro dos 6% de 2000. A conclusão é de um estudo ainda inédito do BNDES. O trabalho será editado na "Visão do Desenvolvimento", uma das publicações do banco estatal. A Formação Bruta de Capital Fixo mede quanto o país investe em máquinas e equipamentos e na construção civil em um determinado período.
Na terça-feira, dia 19, foi inaugurada a 4ª edição da Santos Offshore Oil & Gas, que já é considerado o 3° maior evento do setor no país. No evento, que está sendo realizado no Mendes Convention Center, Santos/SP, estão sendo esperados mais de 20 mil empresários e profissionais do setor e vai reunir mais de 300 empresas expositoras em uma área de 18 mil m². "Superamos nossa expectativa, registrando 30% de crescimento neste ano, e consideramos excelente a procura e interesse dos empresários em se envolver nos negócios da cadeia produtiva de petróleo e gás, principalmente na Bacia de Santos", analisa Valmir Semeghini, diretor da organizadora AGS3 Promoções e Eventos.
A feira trouxe ainda como novidade, um catálogo virtual: uma ferramenta eletrônica que permite aos expositores cadastrarem seus produtos e serviços, que ficarão disponíveis na internet, abrindo a oportunidade da realização de grandes negócios. No evento, foi realizado o Canal Fornecedor, projeto que apóia o empresariado no cadastramento junto à Petrobras. A Rodada de Negócios, realizada pelo SEBRAE-SP promoveu reuniões entre empresas compradoras e fornecedoras de produtos e serviços, com expectativa de participação de todos os setores envolvidos. O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, participou da solenidade de abertura da Santos Offshore 2010.
Ainda no mesmo dia, o presidente Lula afirmou que investimentos da Petrobras vão transformar o Brasil em um exportador não só de petróleo, mas também de seus derivados. Segundo ele, a venda desses produtos para o mercado externo trará mais renda para a empresa e para o país como um todo. “Não queremos exportar somente o óleo cru”, disse o presidente. “Queremos exportar derivados do petróleo, com maior valor agregado, com mais investimento tecnológico, para que a gente possa ganhar mais dinheiro”. Também na terça-feira, foi noticiado que a LLX está negociando a construção de uma unidade de tratamento de petróleo no Porto do Açu, em São João da Barra, norte fluminense, avaliada em US$ 1,4 bilhão, conforme informou o diretor financeiro da empresa, Leonardo Gadelha. A unidade de tratamento terá capacidade de processar 1,2 milhão de barris de petróleo por dia.
OGX faz descoberta
Quase terminando a semana, a OGX Petróleo e Gás, braço do setor de petróleo do grupo de Eike Batista, descobriu hidrocarbonetos na seção albiana do poço OGX-21D, localizado no bloco BM-C-41, em águas rasas da parte sul da Bacia de Campos, no qual a empresa detém 100% de participação. Foi identificada até o momento, uma coluna de hidrocarbonetos de aproximadamente 21 metros e net pay (área com óleo de fato) em torno de 14 metros. A empresa explica em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que o OGX-21D é o "primeiro poço delimitatório da acumulação de Waimea, descoberta pelo poço OGX-3" e que os dados correspondem aos mesmos descobertos pelo pioneiro OGX-3.

Fonte: http://www.nicomexnoticias.com.br/

COMPROVAÇÃO DE RESERVAS DE ÓLEO EXIGE TRÂMITES LEGAIS


No início do mês de outubro, o Iraque anunciou o aumento de suas reservas comprovadas de petróleo em 24%, em relação ao último balanço, realizado em 2003. De acordo com o ministro do Petróleo, Hussein Al-Shahristani, o país agora possui 143 bilhões de barris, ante a estimativa anterior, em torno de 115 bilhões de barris. Agora, o Iraque irá informar à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) o novo número para o reconhecimento internacional das reservas.

Esse processo acontece porque no setor de petróleo há diferenças entre as reservas potenciais de um país e as comprovadas. Ambas, no entanto oscilam com o tempo. “A duraçao de uma reserva de petróleo de um país consiste na relação entre todo o petróleo disponível (em barris) e o consumo anual (barris/ano). Todavia, deve-se considerar que este cálculo é pontual, pois existe grande oscilação no consumo e a busca por novas reservas, sendo, portanto apenas um indicador”, explica o consultor da Petrobras, Alexandre Guimarães.

De acordo com a Opep e o governo norte-americano, mesmo com o aumento, o Iraque ainda ocupa a quarta posição no ranking dos países com maior volume de reservas de petróleo do mundo, atrás de Arábia Saudita, Canadá e Venezuela. Ainda segundo o ministro do Petróleo iraquiano, o país teve a ajuda de companhias internacionais para alcançar o novo número, que ainda irá aumentar, quando forem desenvolvidas novas técnicas e descobertos novos campos.
Processo da ANP

Solicitada pelo Nicomex Notícias a esclarecer o processo de comprovação de reservas no país, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Bicombustíveis (ANP), por meio de sua assessoria, explica que “os critérios para definição de reservas no Brasil estão previstos na Portaria 9 de 2/1/2000 da ANP, que contém o Regulamento Técnico de Reservas de Petróleo e Gás Natural, que estabelece critérios para apropriação de reservas e traça diretrizes para estimativas”.

Segundo o documento, o concessionário que esteja operando um campo de produção no país fica obrigado a informar anualmente seus volumes de produção à ANP. A partir daí, são definidas as reservas provadas, através da seguinte definição da Portaria 9: “reservas de petróleo e gás natural que, com base na análise de dados geológicos e de engenharia, se estima recuperar comercialmente de reservatórios descobertos e avaliados, com elevado grau de certeza, e cuja estimativa considere as condições econômicas vigentes, os métodos operacionais usualmente viáveis e os regulamentos instituídos pela legislações petrolífera e tributária brasileiras”.

Como o volume de reservas de um país varia, baseado em descobertas e produção, a melhor base de comparação encontra-se relatórios anuais, como o Anuário Estatístico 2010, da ANP, que consolida os dados referentes ao desempenho da indústria do petróleo, gás natural e biocombustíveis e do sistema de abastecimento nacionais no período 2000-2009. De acordo com o documento, o Brasil fechou o ano passado com reservas provadas de 12,9 bilhões de barris, um aumento de 0,48% em relação ao exercício anterior.

Fonte: http://www.nicomexnoticias.com.br/

Aker Solutions abre inscrições para Programa Brasileiro de Trainee 2010

A subsidiária brasileira da Aker Solutions, uma das maiores multinacionais da indústria de Petróleo & Gás no País, anuncia a abertura das inscrições para o seu programa local de Trainee 2010. A companhia norueguesa irá selecionar 14 jovens profissionais das áreas de Engenharia Eletrônica e Mecânica para um intensivo de nove meses remunerado. Os selecionados serão capacitados para atuar nas áreas Fabril e de Engenharia, na sede da companhia em Curitiba, Paraná, e na unidade de Rio das Ostras, no Rio de Janeiro.
Para inscrição é preciso ser formado, ou estar cursando o quinto ano de Engenharia Eletrônica ou Engenharia Mecânica, com inglês fluente e disponibilidade para residir nas cidades indicadas. O programa brasileiro de Trainee 2010 da Aker Solutions terá duração de nove meses e é uma excelente oportunidade para jovens talentos desenvolverem carreira profissional, com atrativo pacote de remuneração. As inscrições encerram no próximo dia 30 de novembro. Para os candidatos selecionados as atividades terão início em Janeiro de 2011.
A Aker Solutions expande a cada dia sua presença local e opera no Brasil com 13 unidades de negócios – nove delas com bases ou plantas fabris locais – de quatro divisões globais. A companhia emprega diretamente cerca de mil funcionários e oferece soluções de engenharia para os mais complexos projetos ligados ao setor de Petróleo & Gás.
Para participar do Programa Brasileiro de Trainee 2010, os interessados devem acessar o site www।focotalentos.com.br/akersolutions e cadastrar o currículo.

segunda-feira, outubro 25, 2010

Shell lança segunda fase do Parque das Conchas


A Shell anunciou hoje os investimentos para a segunda fase do Parque das Conchas, projeto localizado no bloco BC-10, na Bacia de Campos, a mais de 100 quilômetros da costa do Espírito Santo. Esse significativo investimento servirá ao desenvolvimento do quarto campo no bloco e dá continuidade à bem-sucedida onda de crescimento na produção da Shell nos negócios de Exploração e Produção nas Américas. Todo o projeto vai gerar recursos energéticos de aproximadamente 300 milhões de barris de óleo equivalente, com produção de cerca de 100 mil barris por dia.
“Este é mais um importante marco para o nosso crescimento substancial nas Américas”, afirma Marvin Odum, diretor de Exploração e Produção da Shell para Américas. “Nos próximos cinco anos, veremos mais projetos sendo concluídos na região, como é o caso da nossa decisão final de investimento para o projeto Mars B no Golfo do México, anunciado recentemente.”
A Shell deu início à produção na Fase 1 do Parque das Conchas em 2009 a partir de nove poços em três campos — Abalone, Ostra e Argonauta B-West. A Fase 2 do projeto inclui mais sete poços para desenvolvimento, que vão atingir uma profundidade total de aproximadamente 1.100 metros abaixo do fundo do mar. A produção atual na primeira fase do Parque das Conchas está acima das expectativas.
O Parque das Conchas é o primeiro projeto em que todos os campos são desenvolvidos com base no sistema de separação e bombeio submarinos de petróleo e gás. O projeto de Perdido, desenvolvido pela Shell no Golfo do México, foi o segundo. Bombas elétricas com 1.500 cavalos de potência vão elevar o petróleo por aproximadamente 1.800 metros até chegar ao FPSO Espírito Santo, uma plataforma flutuante de produção, estocagem e transferência. O FPSO tem capacidade para processamento diário de 100 mil barris de petróleo e 50 milhões de metros cúbicos de gás natural.
A Shell, como operadora do Parque das Conchas, tem 50% de participação no ativo. O restante da concessão é dividido entre Petrobras, com 35%, e ONGC, com 15%.
“Dar início a essa fase do Parque das Conchas representa outro momento de grande orgulho para as equipes de águas profundas da Shell”, comenta Odum. “Os homens e mulheres desses times são excelentes e trazem um grande legado de expertise em águas profundas. Estamos ansiosos para continuar operando de forma responsável na costa brasileira.”

Fonte: http://www.portalnaval.com.br/

Petrobras inicia até o fim do mês exploração comercial do petróleo do pré-sal


A Petrobras inicia no fim deste mês a exploração comercial do petróleo da camada pré-sal. O presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, afirmou hoje (18) que as operações comerciais no Campo de Tupi devem começar entre os dias 27 e 28. O anúncio foi feito após a inauguração de novas unidades da Refinaria Henrique Lage (Revap), em São José dos Campos (SP). A cerimônia contou com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Segundo Gabrielli, a exploração experimental de Tupi começou em maio. Atualmente, são extraídos do campo cerca de 14 mil barris de petróleo por dia. Com o início da exploração comercial, a extração pode chegar a 100 mil barris por dia. “Claro que isso não será obtido logo no início, mas é a capacidade”, disse Gabrielli.


O presidente da Petrobras também falou sobre a queda no preço das ações da companhia verificada nos últimos meses. Segundo ele, o motivo foi a taxação dos investimentos estrangeiros imposta pelo governo para conter a desvalorização do dólar e não por desconfiança dos investidores no processo de capitalização da estatal.


"As ações caíram essencialmente no momento em que grandes investidores quiseram usar uma brecha da mudança do IOF [Imposto Sobre Operações Financeiras]", justificou. "Quando aumentou o imposto, existia a possibilidade de você vender os investimentos em ações, transformá-los em reais e comprar títulos de renda fixa. No momento em que isso foi alterado, as ações voltaram se recuperar."

Fonte: http://www.portalnaval.com.br/

Local de possível estaleiro no CE sai em dezembro


Em dezembro deste ano, os cearenses finalmente saberão onde poderá vir a ser o local ideal para instalação de um estaleiro de médio porte no Estado. Segundo a assessoria de imprensa da Petrobras Transportes S.A. (Transpetro), subsidiária da estatal encarregada da movimentação de combustíveis, o estudo para identificação da localização, orçado em R$ 446,6 mil, foi iniciado neste mês. A empresa responsável é a Concremat Engenharia, vencedora do processo licitatório, aberto pela Transpetro no último dia 12 em julho. Quatro empresas participaram do certame.
A perda do estaleiro Promar para Pernambuco e a garantia do presidente Lula da Silva de que um outro equipamento seria futuramente instalado no Ceará, resultado de longa discussão em torno da localização do empreendimento em Fortaleza, assim como a não viabilização de outra área adequada em tempo hábil, motivou a realização do estudo.
Fortaleza de fora
Segundo a Transpetro, o documento deve apontar o melhor local para a construção do equipamento e abrangerá todo o litoral do Ceará, à exceção de Fortaleza, cuja inviabilidade para receber um estaleiro já foi demonstrada por estudos encomendados pela Prefeitura, e apresentados ao presidente Lula.
Ainda conforme a subsidiária da Petrobras, as conclusões servirão para balizar potenciais investimentos privados na construção naval, que resultem em projetos no Estado, tendo em vista o crescimento previsto da demanda por navios petroleiros e gaseiros, por meio do desenvolvimento da produção de petróleo e gás na camada pré-sal.
Com isso, também afirma a empresa, segue-se a diretriz do Governo Federal de viabilizar novos investimentos no setor naval, através do Promef (Programa de Modernização e Expansão da Frota), tendo em vista a cumprir seu papel de indutora maior do desenvolvimento desta indústria no País, tida como geradora de emprego, renda e cidadania a milhares de trabalhadores brasileiros.

Fonte: http://www.portalnaval.com.br/

domingo, outubro 24, 2010

Rio Grande do Sul ganha polo naval capaz de construir plataformas e navios petroleiros


Rio Grande do Sul está capacitado para produzir navios e plataformas marítimas para a exploração de petróleo. O Polo Naval do estado foi inaugurado pelo presidente Lula que, no seu discurso, destacou o fato de algumas pessoas não acreditarem que seria possível construir sondas e plataformas para a Petrobras no Brasil. “Havia quem dissesse que eu estava mentindo, blefando, quando eu falei que era possível fazer as plataformas e sondas da Petrobras aqui no Brasil, que tínhamos que comprar de Singapura por que estávamos predestinados a sermos incompetentes”, afirmou.
Para o presidente da República, essa falta de visão existia porque há mais de duas décadas o setor naval deixou de receber grandes investimentos. “Isso havia uma razão de ser, o povo brasileiro havia 25 anos que não via o Brasil fazer grandes investimentos e gerar muito emprego, as pessoas estavam desacreditadas que o Brasil pudesse ter soberania”.
Os dados do desemprego, divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mostram que a taxa de setembro foi de 6,2%, a menor registrada desde o início da série histórica, em 2002, foram comentados pelos presidente Lula. “É o menor desemprego nesse país. Os outros que pensavam que eram melhores do que nós como os Estados Unidos tem 10%, 20% de desemprego”.
Ele também citou a previsão do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) de que serão injetados R$ 102 bilhões na economia brasileira com o pagamento do décimo terceiro salário. “É mais gente comprando, produzindo. Este é o país que vamos deixar depois de oito anos na Presidência da República”.
O Polo Naval do Rio Grande tem plataformas flutuantes de perfuração, produção e de apoio destinadas à construção e ao reparo de unidades marítimas para a indústria do petróleo. A principal instalação é o dique seco, equipado com um pórtico capaz de erguer até 600 toneladas. Isso possibilita a construção simultânea de dois navios petroleiros ou duas plataformas, permitindo permitir que os serviços antes realizados no exterior possam ser feitos no Brasil.

Fonte: http://www.portalnaval.com.br/

Nutecmar abre inscrições para curso preparatório de pilotos de minisubmarinos


O Núcleo de Tecnologia Marinha e Ambiental (Nutecmar) abriu inscrições para o curso de introdução ao ROV (Remotely Operated Vehicle), sigla em inglês para veículos operados remotamente. A profissão capacita para operar minisubmarinos de observação à distância do fundo do mar. O campo de atuação destes profissionais pode ser inserido no mercado portuário, com as inspeções de cascos de navios e do cais.
Para ingressar neste mercado, o primeiro passo é a capacitação. O curso de Introdução ao ROV, agendado para os próximos dias 5, 6 e 7 de novembro, traz os conceitos básicos sobre o equipamento e suas funções. "O ROV é um minisubmarino não-tripulado, equipado com câmeras de vídeo, sensores e acessórios, que permitem uma visão a distância do que está no fundo do mar. O equipamento faz movimentos perfeitos, o que facilita a observação do local", define o sócio-diretor da Nutecmar, Eduardo Meurer.
A introdução ao ROV é pré-requisito para os demais cursos, que também serão ministrados no núcleo. Ainda serão realizados os treinamentos Piloto de Micro ROV, de 8 a 11 de novembro, e Piloto Avançado de Micro ROV, de 14 a 17 de janeiro de 2011.
Segundo Meurer, cursos como estes são bastante procurados no exterior, por isso, além da vantagem do pagamento em Real, quem optar por fazer o curso no Brasil conhece a realidade marinha do País. "O curso é totalmente adaptado à realidade das águas brasileiras. Além disso, a formação total não chegará a um terço do valor gasto em um curso de três semanas na Inglaterra, por exemplo", ressalta.
A área carece de profissionais e, por isso, trata-se de um trabalho bastante valorizado. "Em apenas um mês de trabalho, paga-se todo o investimento destinado à formação", explica. "Um trainee começa recebendo um salário de no mínimo R$ 3 mil. Já quando piloto formado ganha em média R$ 10 mil por mês", finaliza o sócio-diretor.
O curso Introdução ao ROV será nos dias 5, 6 e 7 de novembro, das 9 às 18 horas, no Nutecmar, Avenida dos Bancários, 76, cj. 14, na Ponta da Praia, em Santos. O investimento é de R$ 900 e o valor pode ser parcelado em até três vezes sem juros. Mais informações pelo telefone (13) 3345-6766, ou no site www.nutecmar.com.br.
Nutecmar
O Ncleo de Tecnologia Marinha e Ambiental (Nutecmar) é formado por uma equipe multidisciplinar e especializada com vocação educacional e tecnológica. Seus principais objetivos são a capacitação de mão-de-obra qualificada e a busca por soluções tecnológicas que contribuam com a melhoria das condições ambientais e que confiram maior facilidade e segurança à realização de tarefas em ambientes marinhos ou em outros corpos hídricos.

Fonte: http://www.portalnaval.com.br/

Estatal fará remanejamento de investimentos


A Petrobras promoverá um forte remanejamento em seus investimentos programados para este ano, de acordo com um dos dois projetos de lei encaminhado pelo governo ao Congresso. A empresa fará o cancelamento de dotações no valor de R$ 12,92 bilhões e, com os recursos, reforçará outros programas em andamento. O maior reforço será feito nos investimentos para o desenvolvimento dos sistemas de produção de óleo e gás natural na bacia de Campos. Para esta finalidade, o projeto de lei destina mais R$ 3,3 bilhões este ano.


Uma parte considerável dos investimentos adicionais da Petrobras será usada na modernização e adequação de refinarias já existentes. A refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, no Paraná, ficará com a maior parcela e receberá mais R$ 1,69 bilhão. A refinaria do Vale do Paraíba (Revap), em São José dos Campos (SP), terá mais R$ 962,9 milhões, enquanto que a refinaria de Presidente Bernardes de Cubatão (RPBC) ficará com mais R$ 307,5 milhões e a refinaria Duque de Caxias (Reduc), com R$ 339,5 milhões.


O projeto de lei prevê também a ampliação da capacidade de transporte do gasoduto Bolívia-Brasil, no trecho entre Paulínia (SP) e Araucária (PR). Com investimento previsto de R$ 84,1 milhões, o governo pretende ampliar o transporte de gás dos atuais 7,4 milhões de metros cúbicos por dia para 12,6 milhões de metros cúbicos ao dia. A Petrobras terá mais R$ 877,3 milhões este ano para ampliar a malha de gasodutos da região sudeste, de acordo com o projeto de lei.

Fonte: http://www.portalnaval.com.br/

sábado, outubro 23, 2010

Diretores da Petrobras debatem os desafios do pré-sal no Amazonas


O diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella, e a diretora de Gás e Energia da Companhia, Graça Foster, ministraram palestras no seminário “Pré-sal e o Futuro do Brasil”, realizado na tarde desta quinta-feira (21), em Manaus, no Amazonas.
Estrella lembrou que a demanda por petróleo e gás natural crescerá até 2030. “Hoje o consumo é de 80 milhões de barris por dia. Em 2030, segundo a Agência Internacional de Energia, o consumo será de 100 milhões. Essa demanda será suprida pelos campos atuais e por novas descobertas, sendo que a produção dos campos cai ao longo do tempo. Então, a estimativa é que dos 100 milhões de barris que será demandado pela população mundial, apenas 30 milhões virão de campos existentes. Os outros 70 milhões serão advindos de campos ainda não descobertos. Por isso, o pré-sal é tão importante, uma riqueza concreta que vai servir ao desenvolvimento do País”, avaliou.
O diretor destacou que, mesmo com os ótimos resultados obtidos na exploração no mar, a Petrobras tem como objetivo retomar, aprofundar e elevar a produção nas bacias terrestres sob responsabilidade da Unidade de Operação do Amazonas. Ele citou investimentos de R$ 4,55 bilhões em infraestrutura, exploração e produção na Bacia do Amazonas entre 2010 e 2014. “O investimento em 2010 na área de exploração e produção será de US$ 190 milhões na Unidade de Operação do Amazonas, quase o dobro do que investimos em 2006 e 2007.

A diretora Graça Foster destacou o crescimento da malha de gasodutos no Brasil de 2003 até hoje, com o acréscimo de 4 mil km de gasodutos, de forma integrada. “De 11 estações de compressão em 2003, hoje temos 38”, contabilizou Foster. A diretora citou ainda obras pontuais feitas na região do Amazonas, como a estação de compressão de Coari, que empregou 625 pessoas diretamente e 2 mil indiretamente.
Graça Foster destacou também a grande mudança na matriz energética ocorrida com a conversão das termelétricas para gás natural. “Houve 69% de redução nas emissões após a conversão”, comemorou a diretora, destacando ainda a particularidade da matriz energética da região. “Diferentemente de outros estados em que o gás entra para completar a base hídrica, aqui em Manaus, o gás é a base da geração elétrica”.

Fonte: http://www.portalnaval.com.br/

Sobena e Exponaval 2010 serão realizadas na próxima semana

Com o tema “Indústria naval: os desafios da competitividade e da sustentabilidade”, a Sociedade Brasileira de Engenharia Naval (Sobena) realizará durante toda a próxima semana, a 23ª edição do Congresso Nacional de Transporte Aquaviário, Construção Naval e Offshore, no Rio de Janeiro.
Congresso
Realizado a cada dois anos, o Congresso Nacional de Transporte Aquaviário, Construção Naval e Offshore é o mais tradicional e importante foro para apresentação e discussão de pesquisas em andamento e desenvolvimentos técnicos em projeto, construção e operação de navios e estruturas marítimas, assim como em engenharia oceânica para a produção de óleo e gás.
Em sua 23ª edição, o congresso ocorrerá em fase de grande impulso da atividade marítima no país, abrangendo um amplo programa de construção naval e de exploração e produção offshore. No momento de retomada do crescimento da indústria naval no Brasil é importante que o setor se desenvolva de forma consistente, o que suscita o tema do congresso “Indústria naval: os desafios da competitividade e sustentabilidade”.
Exposição
Além do congresso, o evento conta também com uma parte de exposição, onde as empresas do setor podem apresentar seus produtos e serviços. A Exposição de Produtos e Serviços da Área Naval (Exponaval) é realizada durante o Sobena 2010.
Inscrições e mais informações: www.sobena2010.org.br

Fonte: http://www।portalnaval.com.br/

Novo poço ao sul de Tupi confirma potencial e extensão da jazida


A Petrobras concluiu a perfuração do nono poço na área de Tupi, no pré-sal da Bacia de Santos, confirmando o potencial de petróleo leve e gás natural recuperável daquela jazida, estimado pela Petrobras entre 5 e 8 bilhões de barris de óleo equivalente. Esse poço, além de comprovar que a acumulação de petróleo se estende até o extremo sul da área do Plano de Avaliação de Tupi, confirmou que a espessura do reservatório com petróleo e gás chega a cerca de 128 metros, o que reduz as incertezas das estimativas de volume de hidrocarbonetos da área.
O resultado da perfuração desse novo poço, denominado 3-BRSA-854-RJS (3-RJS-678), foi extremamente relevante. Definiu, entre outras coisas, o nível de contato óleo/água no reservatório, o que indicou a maior espessura de rocha com petróleo para essa área, entre as possibilidades estudadas.
Além do grande volume recuperável estimado, o petróleo de Tupi tem uma densidade de 28º API, o que indica excelente valor comercial. A declaração de comercialidade da jazida está prevista para 31 de dezembro deste ano. Até lá, serão perfurados, ainda, outros dois poços de delimitação.
O poço 3-RJS-678, informalmente conhecido como Tupi SW, foi perfurado em profundidade de água de 2.152 metros. Está localizado a cerca de 290 quilômetros da costa do Estado do Rio de Janeiro e 11 quilômetros a Sudoeste do poço 3-RJS-646 (3-BRSA-496), onde a Petrobras está realizando o primeiro teste de longa duração para obter dados técnicos das jazidas do Polo Pré-Sal da Bacia de Santos.
A produtividade dos reservatórios do pré-sal do poço, agora concluído, será avaliada por testes de formação programados para os próximos meses. Confirmadas as produtividades esperadas, o consórcio BMS-11 estudará a instalação, no sul da área de Tupi, de um dos primeiros navios-plataforma padronizados que estão sendo projetados para operar no pré-sal da Bacia de Santos.
O consórcio que desenvolve a produção no bloco BMS-11, onde está acumulação de petróleo de Tupi é formado pela Petrobras, que é a operadora, com 65% dos direitos exploratórios, o BG Group (com 25%) e a Galp Energia (com 10%) e dará continuidade às atividades e investimentos programados pelo Plano de Avaliação da área aprovado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Fonte: http://www।portalnaval.com.br/

sexta-feira, outubro 22, 2010

Octanagem


A octanagem consiste na resistência à detonação de um determinado combustível utilizado em motores no ciclo de Otto. Quanto mais elevada a octanagem, maior será a capacidade do combustível ser comprimido, sob altas temperaturas, na câmara de combustão sem que ocorra a detonação.

Os valores de octanagem em um combustível variam, havendo um índice mínimo para o bom funcionamento de cada veículo. Os valores inferiores ao estabelecido podem provocar a destruição do motor.

O índice de octanagem estabelece relação de equivalência à porcentagem de mistura em um isoctano e o n-heptano. Nesse sentido, uma gasolina de octanagem 90 possui resistência de detonação equivalente a uma mistura de 90% de isoctano e 10% de n-heptano. No Brasil, a unidade de medida empregada é o Índice Antidetonante (IAD).

Motores muito potentes exigem combustíveis com elevados índices de octanagem, visto que a utilização de gasolina com valores inferiores irão aumentar o consumo, reduzir a potência do motor, além de desencadear problemas mecânicos. Porém, é importante elucidar que altos índices de octanagem não garantem a qualidade do combustível e o melhor desempenho do automóvel, pois para que isso ocorra é necessário haver compatibilidade de octanagem com a capacidade do motor.

Conforme dados da Petrobras (Petróleo Brasil S/A), o Índice Antidetonante (IAD) das gasolinas produzidas no país são:

Gasolina Comum: 87%.
Gasolina Aditivada Supra: 87%.
Gasolina Podium: 95%.

Fonte: http://www.brasilescola.com/

Craqueamento catalítico fluido


Este processo de craqueamento é largamente utilizado em todo o mundo, uma vez que a demanda de gasolina em vários países é superior à dos óleos combustíveis. O craqueamento catalítico corrige o déficit da produção de gasolina e GLP, suplementando a diferença entre a quantidade obtida diretamente do petróleo e a requerida pelo mercado mundial crescente.[1]

O craqueamento catalítico fluido (CCF) é um processo comumente usado, e uma refinaria de petróleo moderna inclui normalmente um cat cracker, particularmente refinarias dos EUA, devido à elevada procura por gasolina.[2][3][4] O processo foi usado pela primeira vez em torno de 1942 e emprega um catalisador em pó. Durante a Segunda Guerra Mundial, forneceu às forças aliadas abundante abastecimento de gasolina e borracha artificial, que contrastava com a penúria sofrida pelas forças do Eixo. Processo de implementações iniciais foram baseados em uma alumina catalisadora de baixa atividade, e um reator onde as partículas do catalisador foram suspensas em um fluxo de alimentação ascendente de hidrocarbonetos em um leito fluidizado.

Sistemas de craqueamento catalisados por alumina ainda estão em uso em laboratórios de escolas secundárias e universidades em experimentos sobre alcanos e alcenos. O catalisador é normalmente obtido por trituração de pedras pomes, que contêm principalmente óxido de alumínio e sílica, em pequenas peças porosas. No laboratório, o óxido de alumínio (ou recipiente pososo) deve ser aquecido.

Em projetos mais recentes, as reações de craqueamento ocorrem usando-se um catalisador muito ativo baseado em zeólita em um curto tempo de contato em um tubo vertical ou inclinado para cima chamado de "riser". Alimentação pré-aquecida é pulverizada na base do riser através de bocais de alimentação, onde entra em contato com o catalisador fluidizado extremamente quente entre 1230 e 1400 °F (665 a 760 °C). O catalisador quente vaporiza a alimentação e catalisa as reações de craqueamento, que dividem o óleo de alto peso molecular em componentes mais leves, incluindo o GPL, gasolina e diesel. A mistura de hidrocarbonetos e catalisador flui para cima através do riser em apenas alguns segundos e, em seguida, a mistura é separada por ciclones. Os hidrocarbonetos livres de catalisador são encaminhados para um dos principais fracionadores para a separação em gás combustível, GLP, gasolina, nafta, óleos leves usados em motores diesel e combustível de aviação e óleo combustível pesado.

Durante a passagem em ascensão pelo riser, o catalisador de craqueamento é "gasto" por reações que depósitam coque no catalisador e reduzem a atividade e seletividade. O catalisador "gasto" é desvinculado de vapores de hidrocarbonetos do craqueamento e enviado a um separador específico (stripper) em que é posto em contato com vapor para remover os hidrocarbonetos remanescentes nos poros do catalisador. O catalisador "gasto" passa então por um regenerador de leito fluidizado onde o ar (ou ar mais oxigênio, em alguns casos) é usado para queimar o coque para restaurar a atividade catalítica e também fornecer o calor necessário para o ciclo seguinte da reação, sendo o craqueamento uma reação endotérmica. O catalisador "regenerado" flui então para a base do riser, repetindo o ciclo.

A gasolina produzida na unidade de CCF tem uma elevada octanagem mas é quimicamente menos estável em relação a outros componentes da gasolina, devido a seu perfil de olefínicos. Olefinas na gasolina são responsáveis pela formação de depósitos poliméricos em tanques de armazenamento, dutos e injetores de combustível. O GPL de CCF é uma importante fonte de olefinas C3-C4 e isobutano que são essenciais para o alimentação de processos de alquilação e na produção de polímeros, tais como polipropileno.

Os reatores de craqueamento catalítico podem ser adiabáticos e não adiabáticos, os quais operam com o perfil de temperatura otimizado. Existem vários trabalhos de simulação sobre craqueamento do gasóleo na literatura, todos eles considerando o riser como um reator adiabático. A concentração mássica de gasolina na saída dos reatores para o caso adiabático é de 38,0%, enquanto que no caso dos reatores com perfil de temperatura otimizado, não-adiabáticos, situa-se em 38,4%. Na determinação de um perfil ótimo de temperatura ao longo do reator, maximizando a produção de gasolina na saída, implementa-se métodos por cálculo numérico, em especial cálculo variacional, como o método de Pontryagin, para a previsão da conversão do gasóleo em gasolina e subprodutos.[1]

Fonte: http://pt.wikipedia.org/

quinta-feira, outubro 21, 2010

O incrível mundo das Plataformas de Petróleo


A engenharia acompanhou rapidamente a descoberta de campos de petróleo e gás em profundidades cada vez maiores, desenvolvendo plataformas específicas para cada situação. E seguindo o ritmo das descobertas do pré-sal, a encomenda de novas plataformas não pára. Em setembro, a Petrobras anunciou que contratará até 28 novas sondas de perfuração, a serem construídas no Brasil, com conteúdo nacional crescente, para exploração em águas ultraprofundas, incluindo justamente os campos localizados do pré-sal. A entrega dessas sondas está prevista para ocorrer entre 2013 e 2018.

Numa primeira fase, está prevista a contratação de um lote mínimo de nove sondas. Desse primeiro lote, sete unidades serão do tipo navio, que utilizarão projeto consolidado e de amplo domínio no mercado mundial. As outras duas unidades, que poderão ser tanto do tipo navio quanto plataforma semi-submersível, serão contratadas separadamente e poderão utilizar novas tecnologias que incorporem conceitos ainda pioneiros na indústria, mas que proporcionem grandes benefícios econômicos e operacionais para a Petrobras.

Devido às características dessas sondas, a sua construção no País também irá gerar um enorme incremento na indústria de bens e serviços responsável pela cadeia produtiva desses estaleiros. Para viabilizar todo esse enorme empreendimento, que poderá gerar mais de 40.000 novos empregos diretos e indiretos, quando todas as encomendas estiverem colocadas, o Governo Federal irá alocar, através do Fundo Garantidor da Construção Naval, R$ 4 bilhões exclusivamente para garantia da construção dessas 28 sondas de perfuração.

Fonte: http://www.metalica.com.br/

Gasoduto Brasil-Bolívia


O Gasoduto Bolívia-Brasil é um tipo de via de transporte que interliga a Bolívia e o Brasil por um duto, que possui 3.150 km em todo seu percurso, sendo 557 km dentro da Bolívia e 2.593 km em solo brasileiro. O custo total dessa obra foi de 2 bilhões de dólares.

Esse empreendimento teve sua construção iniciada no ano de 1997, dois anos depois já estava operando parcialmente. As perspectivas são de que em 2010 sua capacidade de operação seja ampliada, isso com intuito de elevar a oferta de gás natural no mercado brasileiro.

O Gasoduto começa em Santa Cruz de La Sierra (Bolívia) até Canoas (Rio Grande do Sul- Brasil), percorrendo os Estados de Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná e Santa Catarina, cortando 135 municípios.

A implantação desse gasoduto é de extrema importância para o setor energético do Brasil, promovendo um incremento na disponibilidade de gás natural no mercado nacional. A via de circulação do gás é de responsabilidade, aqui no Brasil, da Transportadora Brasileira Gasoduto Brasil-Bolívia S/A (TBG). As perspectivas são de aumentos na capacidade produtiva para os próximos anos, fator importante diante da necessidade desse produto no Brasil.

Fonte: http://www.brasilescola.com/

Pré-sal


Pré-sal é o nome dado às reservas de hidrocarbonetos em rochas calcárias que se localizam abaixo de camadas de sal. É o óleo (petróleo) descoberto em camadas de 5 a 7 mil metros de profundidade abaixo do nível do mar. É uma camada de aproximadamente 800 quilômetros de extensão por 200 quilômetros de largura, que vai do litoral de Santa Catarina ao do Espírito Santo.

A discussão sobre a existência de uma reserva petrolífera na camada pré-sal ocorre desde a década de 1970, quando geólogos da Petrobras acreditavam nesse fato, porém, não possuíam tecnologia suficiente para a realização de pesquisas mais avançadas.
Para extrair o óleo e o gás da camada pré-sal, será necessário ultrapassar uma lâmina d’água de mais de 2.000m, uma camada de 1.000m de sedimentos e outra de aproximadamente 2.000m de sal. É um processo complexo e que demanda tempo e dinheiro.

O petróleo encontrado nesta área engloba três bacias sedimentares (Santos, Campos e Espírito Santo), a capacidade estimulada da reserva pode proporcionar ao Brasil a condição de exportador de petróleo. Confirmada a hipótese, o governo brasileiro analisará a possibilidade de solicitar a adesão do país à OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo).

Vários campos e poços de petróleo e gás natural já foram descobertos na camada pré-sal, entre eles estão o Tupi, Guará, Bem te vi, Carioca, Júpiter e Iara. Tupi é o principal campo de petróleo descoberto, tem uma reserva estimada pela Petrobras entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris de petróleo, sendo considerado uma das maiores descobertas do mundo dos últimos sete anos.

De acordo com a atual Lei do Petróleo, as áreas de exploração serão leiloadas entre diversas empresas nacionais e estrangeiras. As que derem o maior lance poderão procurar óleo por tempo determinado.

Conforme Haroldo Borges Rodrigues Lima, diretor geral da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), as descobertas do pré-sal irão triplicar as reservas de petróleo e gás natural do Brasil, a estimativa é que a produção alcance a marca de 50 bilhões de barris.

Segundo a Petrobras, a produção teste será iniciada em 2009, no campo de Tupi. O início da produção em larga escala está previsto para 2013 ou 2014.

Fonte: http://www.brasilescola.com/

quarta-feira, outubro 20, 2010

Combustíveis


O combustível é caracterizado por ser qualquer substância que, ao reagir com o oxigênio, produz calor, gases ou chamas. A energia liberada durante esse processo é de fundamental importância para as atividades humanas e, principalmente, para a produção industrial, pois grande parte das máquinas funciona a partir de energia combustível.

Várias substâncias podem ser utilizadas na fabricação de combustível, sendo os de origem fóssil os mais populares (petróleo, carvão e gás natural). Porém, a necessidade de desenvolver alternativas que possam substituir, gradativamente, os combustíveis de origem fóssil, impulsionou as pesquisas para a obtenção de biocombustível.

A cana-de-açúcar, os resíduos agropecuários, o dendê, plantas oleaginosas e a biomassa florestal são as principais matérias-primas na produção do biocombustível, que é um dos menos agressivos ao meio ambiente, pois a emissão de gases poluentes é praticamente nula.

Nessa seção, estão disponibilizados textos sobre a classificação e caracterização dos combustíveis, principais substâncias utilizadas na sua produção, aspectos geopolíticos do petróleo, entre outros temas pertinentes.

Fonte: http://www.brasilescola.com/

Depois da perfuração, a produção


Na atividade de produção de petróleo no mar são utilizados quatro tipos principais de plataformas: fixas, semisubmersíveis, FPSP (sigla em inglês de navio plataforma que produz, processa, armazena e escoa petróleo e gás natural) e plataformas de pernas atirantadas (tension leg plataform –TLP). A Petrobras utiliza em suas atividades de produção no mar os tipos fixa, semisubmersíveis e FPSO. No mar brasileiro a empresa tem, em operação 117 plataformas de produção.

O processo de produção é idêntico em terra e nas plataformas no mar. Depois que um poço perfurado descobre petróleo, começa a fase de avaliação da descoberta, com objetivo de definir se é ou não um reservatório com volumes comercialmente recuperáveis. Este processo envolve testes de produção do poço descobridor, perfuração de novos poços de delimitação da jazida e análises de informações geológicas e geofísicas da área. Declarada a capacidade comercial do reservatório, é realizado o projeto de desenvolvimento da produção que envolve a definição de quantas plataformas serão necessárias e quantos poços precisam ser perfurados para drenar da melhor forma possível o petróleo e o gás descobertos. Para produzir, cada poço precisa ser preparado. São introduzidos tubos de aço, revestidos com cimento, cuja finalidade é evitar o desmoronamento das paredes e a entrada de materiais indesejáveis.

Através desta coluna, é descido um instrumento que, a semelhança de um mini-canhão, vai ser detonado para abrir furos no tubo por onde serão escoados o petróleo e o gás, empurrados pela pressão da jazida, até a superfície, onde estão instaladas as válvulas de produção, conhecidas como “árvores de natal”.

Os poços podem produzir através de energia própria da jazida (poço surgente) ou através de ação externa (quando o petróleo é muito viscoso, a rocha reservatório é pouco permeável, a quantidade de gás e água na jazida não é suficiente para impulsionar o petróleo ou em poços mais antigos cuja pressão natural foi reduzida pelo tempo de produção). Nestes casos são utilizados processos mecânicos para bombeio (conhecido como cavalo de pau), injeção de fluidos (água, gás, vapor, polímeros e outros produtos) e métodos mais sofisticados e, por isso, de aplicação restrita e em casos específicos como a combustão in-situ (frente de calor no interior da jazida) e poços horizontais. Estes processos de elevação artificial da produção são especialmente empregados para recuperação complementar de petróleo de uma jazida que, pelos métodos tradicionais jamais poderiam ser extraídos.

Para a produção de petróleo no mar são utilizadas plataformas cujos tipos, dimensões e sofisticação variam de acordo com a profundidade da água, a vazão dos poços, as características locais do oceano, a distância do litoral, etc. As plataformas de exploração e produção constituem verdadeiras ilhas artificiais de trabalho e tecnologia. O Brasil, através da Petrobras, em parceria com empresas privadas e centros de tecnologia, domina todo o processo de construtivo de plataformas de vários tipos, desde o projeto básico até às operações de instalação nas mais severas condições oceanográficas.

As primeiras produções marítimas de petróleo saíram do Lago Maracaibo, na Venezuela, ainda na década de 1940. Eram, entretanto, em águas rasas e calmas e as operações se processavam quase como em terra, com equipamentos de perfuração e produção colocados em plataformas fixadas no fundo do mar por estacas.

Nos primeiros campos submarinos brasileiros, em lâminas d’água inferiores a 150 m foram utilizadas plataformas fixas, construídas em terra e posteriormente transportadas por barcaças e navios guindastes para instalação em pleno oceano, a dezenas e até centenas de quilômetros do litoral.
A medida em que as descobertas foram atingindo águas mais profundas a utilização de equipamentos fixos no fundo do mar passou a ser impossível. A opção técnica foram as plataformas flutuantes, também conhecidas como semi-submersíveis, antes utilizadas apenas para perfuração, e os navios-plataforma (FPSO).

No inicio da exploração submarina os campos demoravam de quatro a oito anos para entrarem em produção comercial. Com objetivo de reduzir estes prazos, os técnicos da Petrobras desenvolveram sistemas de antecipação que em poucos meses podem extrair petróleo de um novo campo. Estes sistemas foram a base para os atuais processos de produção dos poços em águas profundas e ultra-profundas, que variam de 300 a 3.000 m de lâmina d’água.
Conheça a seguir mais detalhes sobre os diferentes tipos de plataformas existentes.

Fonte: http://www.metalica.com.br/

Petróleo


Origem do petróleo, produtos derivados do petróleo, extração de petróleo, principais países produtores, história do petróleo no Brasil, combustíveis fósseis, a Petrobrás, commodities

Surgimento do petróleo


Há inúmeras teorias sobre o surgimento do petróleo, porém, a mais aceita é que ele surgiu através de restos orgânicos de animais e vegetais depositados no fundo de lagos e mares sofrendo transformações químicas ao longo de milhares de anos. Substância inflamável possui estado físico oleoso e com densidade menor do que a água. Sua composição química é a combinação de moléculas de carbono e hidrogênio (hidrocarbonetos).

Uso e derivados

Além de gerar a gasolina, que serve de combustível para grande parte dos automóveis que circulam no mundo, vários produtos são derivados do petróleo como, por exemplo, a parafina, gás natural, GLP, produtos asfálticos, nafta petroquímica, querosene, solventes, óleos combustíveis, óleos lubrificantes, óleo diesel e combustível de aviação.

Primeiro poço da história

O primeiro poço de petróleo foi descoberto nos Estados Unidos – Pensilvânia – no ano de 1859. Ele foi encontrado em uma região de pequena profundidade (21m). Ao contrário das escavações de hoje, que ultrapassam os 6.000 metros. O maior produtor e consumidor mundial são os Estados Unidos; por esta razão, necessitam importar cada vez mais.

Maiores países produtores de petróleo

Os países que possuem maior número de poços de petróleo estão localizados no Oriente Médio, e, por sua vez, são os maiores exportadores mundiais. Os Estados Unidos da América, Rússia, Irã, Arábia Saudita, Venezuela, Kuwait, Líbia, Iraque, Nigéria e Canadá, são considerados um dos maiores produtores mundiais.

Fonte: http://www.suapesquisa.com/