sábado, outubro 09, 2010

Entenda o que são royalties e como funciona o repasse à União


A legislação brasileira atual prevê que as concessionárias produtoras de petróleo e gás no Brasil devem pagar uma indenização à União, aos Estados e municípios, que envolve o pagamento de royalties mensais –pagamento feito à União pelas empresas concessionárias— pelas participações especiais trimestrais, que são calculados em função do volume de petróleo e gás produzido.

O sistema adotado atualmente continuará valendo para a exploração de petróleo fora da área do pré-sal e para as regiões que já foram leiloadas dentro do pré-sal. Os Estados e municípios próximos aos campos são beneficiados por serem afetados pela exploração do petróleo, que demanda mais investimentos em infraestrutura e traz danos ambientais.

Atualmente, as concessionárias responsáveis pela exploração dos blocos de petróleo repassam à ANP (Agência Nacional do Petróleo) os dados sobre as coordenadas geográficas de suas instalações, como poços e plataformas. A partir desses dados, a ANP consulta o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que define os limites geográficos e os beneficiários dos recursos. Com essas informações, a ANP repassa os recursos arrecadados.

Os valores das participações governamentais são calculados com base no preço corrente do petróleo produzido pelo concessionário. Esse preço é estabelecido pela ANP com referência na cotação internacional do petróleo que tenha características mais semelhantes ao que foi produzido pelo concessionário.

Segundo a Petrobras, no ano passado os municípios receberam R$ 3,7 bilhões em royalties do petróleo, R$ 3,2 bilhões ficaram com os estados e R$ 3 bilhões com a União. Em participações especiais foram distribuídos R$ 5,8 bilhões para a União, R$ 4,6 bilhões para os Estados e R$ 1 bilhão para os municípios.

Inicialmente, o governo estudava a possibilidade de mudar as regras para a partilha de royalties, que previa a distribuição dos recursos para todos os estados e não apenas para aqueles que estão geograficamente próximos das áreas produtoras. A possibilidade de mudança não agradou aos governadores dos estados produtores de petróleo, e o governo acabou revendo a decisão, mantendo o sistema de participações especiais.

Fonte: http://www.band.com.br/

SETOR EÓLICO AVANÇA NO PAÍS


O crescimento do setor eólico no país está cada vez mais notável vide o sucesso inesperado das eólicas no último leilão de energia realizado há um mês, o que motivou o governo a sinalizar com a possibilidade de colocar a fonte de vez nas rodadas anuais de negociação. Segundo o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), órgão do Ministério de Minas e Energia , Mauricio Tolmasquim, a energia eólica já chegou agora em uma fase em que está competitiva e não tem por que não estar nos leilões.

A fonte já foi incluída em dois destes leilões desde o ano passado, em uma espécie de piloto, já que, por ser uma tecnologia mais jovem do que as disponíveis atualmente, tendia também a ser a mais cara. No último evento, no entanto, alcançou deságios na faixa dos 26% e se converteu subitamente em uma das mais baratas. A garantia de leilões regulares era a única indefinição que restava que pudesse inibir investimentos e a entrada de novos interessados no negócio.

Após o último leilão da fonte realizado, o presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Ricardo de Maya Simões, afirmou que as usinas eólicas deverão quintuplicar sua capacidade instalada para geração de energia elétrica até 2013. O setor venceu a maioria dos lances dos dois leilões (de energia de reserva e de fontes renováveis) feitos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em São Paulo.

O setor, que hoje tem 744 megawatts (MW) de capacidade instalada, e ainda 1.806 MW em processo de instalação, terá mais 2.047 MW até 2013, resultado dos contratos fechados nos leilões, totalizando 4597 MW. “Hoje está próximo a mil megawatts (de capacidade instalada). Ano que vem, será 1.300 MW, 2012 teremos 3,1 mil MW, e em 2013 mais cinco 5 mil MW de capacidade instalada”, disse Simões.
Entrave é a falta de tecnologia
De acordo com especialistas, a falta de inovação tecnológica é o principal obstáculo para o desenvolvimento do setor de energia eólica no Brasil. Segundo autoridades do setor, o país tem uma grande vantagem competitiva, por ter 70% da população concentrada na faixa litorânea. E nosso maior potencial estaria nos litorais do Sul e do Nordeste, exatamente nas extremidades do Sistema Interligado Nacional de Energia.

Fonte: http://www.nicomexnoticias.com.br/

Importação de máquinas para petróleo vai a US$ 9 bi

SÃO PAULO - O Banco Central registrou até o fim de agosto a importação de US$ 9,51 bilhões em equipamentos de companhias estrangeiras para exploração e produção de petróleo e gás em campos da Petrobras. Os dados constam dos oito relatórios mensais dos registro de arrendamento mercantil, leasing e aluguel elaborados pelo Banco Central.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a Petrobras não está cumprindo a meta de 53% de nacionalização dos equipamentos de exploração e produção. O segmento de máquinas e equipamentos para o setor de petróleo e gás faturou R$ 1,8 bilhão em 2009. “Em 2010, o faturamento com esse segmento deve ficar entre R$ 2 bilhões e R$ 2,5 bilhões”, prevê o diretor de Óleo e Gás da Abimaq, Alberto Machado. A associação diz que esse faturamento pode chegar a R$ 5 bilhões.

Enquanto isso, o pré-sal continua a atrair investidores estrangeiros. A chinesa Sinopec não esperou a resposta da OGX à sua proposta de comprar 30% de ativos da companhia de Eike Batista, na Bacia de Campos. Na sexta-feira os chineses anunciaram que, por US$ 7,1 bilhões, adquiriram o direito de se associar ao braço brasileiro da espanhola Repsol.

Com essa aquisição, a Sinopec terá 40% do capital social da Repsol no País, que atua também na Bacia de Campos, em Santos e no litoral do Espírito Santo, em poços do pós-sal e no pré-sal, inclusive em sociedade com a Petrobras.

Com o acordo, a Repsol Brasil passa a ter um valor de mercado de US$ 17,8 bilhões.

Fonte: http://www.dci.com.br/