domingo, setembro 30, 2012

A 1ª Semana de Petróleo e Gás (SEMPEG) acontecerá no IFRN - Natal Central nos dias 3, 4 e 5 de outubro de 2012.

Repsol Sinopec Brasil investirá R$ 20 milhões em tecnologia brasileira

Operadora aposta na parceria com universidades para avançar em P&D no país

Rio de Janeiro (RJ) - O desafio da engenharia nacional para se aperfeiçoar a ponto de suprir as demandas e os avanços do setor de petróleo e gás exige grandes investimentos e mais engajamento da cadeia produtiva como um todo. Com exceção da Petrobras, o destaque ainda é das estrangeiras como a gigante petrolífera Repsol Sinopec Brasil. A operadora é uma das que mais investem na parceria com universidades e por isso, já estima destinar a projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) no Brasil cerca de R$ 20 milhões em 2014, o equivalente a quatro vezes do seu orçamento atual.

Em 2012, o investimento de R$ 5 milhões já permitiu que a Repsol Sinopec Brasil firmasse acordos com a PUC-Rio, UFRJ e Unicamp. Só com a PUC já foram fechados dois contratos no total de R$ 2,9 milhões para realizar pesquisas na área de escoamento e caracterização de fluidos. Nos próximos dois anos, o Departamento de Engenharia Mecânica da universidade vai estudar como extrair mais óleo de reservatórios e como melhorar a capacidade de prever o depósito de parafina em dutos offshore.

— Estamos muito satisfeitos com as parcerias e esperamos investir no Brasil mais R$ 8 milhões na área de P&D em 2013, podendo chegar a R$ 20 milhões em 2014. As expectativas são muito boas e muitas companhias já estão se instalando aqui, por isso estamos acompanhando esse movimento para ter a tecnologia nas nossas mãos — declara o gerente de P&D da Repsol Sinopec Brasil, José Galindo.

As atuais parcerias com a UFRJ e Unicamp estão em fase de assinatura, mas devem ser concluídas ainda neste ano. A operadora já investe no desenvolvimento tecnológico do Brasil desde 2006 e ao longo deste período já realizou pesquisas em conjunto com outras universidades como USP e UFF também, além de ter financiado R$ 2,4 milhões em um dos centros de tecnologia da UFRJ, na Ilha do Fundão, Rio de Janeiro.

Fonte: O Globo

Petrobras teme paralisação das atividades da Transocean

A Companhia encaminhou documento à Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), informando os impactos da decisão nas suas atividades de exploração e produção.

Rio de Janeiro (RJ) - A Petrobras ingressou no dia (28) com um mandado de segurança, na qualidade de terceiro prejudicado, para suspensão de liminar deferida em 31 de julho de 2012 que determinou a paralisação das atividades da Transocean Brasil Ltda (Transocean).

A referida liminar decorre da Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Publico Federal na Justiça Federal do Rio de Janeiro em face da Chevron Brasil Upstream Frade Ltda (Chevron), Chevron Latin America Marketing LLC e da Transocean, por conta do incidente ocorrido no campo de Frade em 07 de novembro de 2011. A liminar foi deferida em 31 de julho de 2012, determinando que, no prazo de 30 dias, a contar da intimação pessoal da Transocean, fossem suspensas as atividades dessa empresa no Brasil.

"Tal decisão gera impactos nas atividades da Companhia, uma vez que implica na paralisação da operação de sete sondas atualmente em atividade, afretadas pela Transocean à Petrobras, além da impossibilidade de entrada em operação de uma sonda adicional já afretada, porém docada", informa o comunicaco.

ANP

A Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocoustíveis (ANP ) ingressou, em 17 de setembro de 2012, com medida judicial contra a decisão, recurso esse que vinha sendo acompanhado pela Companhia. Porém, em 27 de setembro de 2012, ocorreu a intimação da Transocean, iniciando a contagem de 30 dias para a paralisação.

Essa intimação impõe a imediata tomada de providências por parte da Transocean e da Petrobras para o cumprimento da ordem judicial de paralisação da operação das sondas atualmente afretadas à Petrobras. Em função das consequências para as suas atividades, a Companhia ingressou com o mandado de segurança para buscar a suspensão imediata dos efeitos da liminar.

Em paralelo, a Companhia está analisando medidas alternativas para amenizar os efeitos da liminar em suas atividades de exploração e produção, tais como a contratação de novas sondas no mercado internacional e o remanejamento de outras sondas em operação.

Da Redação

sábado, setembro 29, 2012

Chevron paga multa de R$ 35 milhões por vazamento em Frade

A decisão é direcionada à Chevron Brasil Upstream Frade, empresa da companhia responsável pela operação do campo de Frade, na Bacia de Campos

Rio de Janeiro (RJ) - A Chevron informou hoje que efetuou o pagamento da multa de R$ 35 milhões aplicada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), pelo vazamento de petróleo ocorrido no campo de Frade em novembro de 2011. “Com isso, foi completado o processo administrativo aberto pela agência. A empresa irá implementar melhorias de processo desenvolvidas a partir das lições aprendidas com o incidente”, comunicou a petroleira, em nota.

O prazo de 30 dias para que a companhia americana suspenda as atividades de exploração e transporte de petróleo no Brasil passou a contar desde terça-feira, quando a empresa foi oficialmente notificada da decisão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). Se a petroleira descumprir a decisão após esse prazo, ela estará sujeira a uma multa diária de R$ 500 milhões.

A empresa informou, em nota ao Valor, que “está buscando todos os meios legais à sua disposição para cassar a liminar e demonstrar que, em todas as ocasiões, agiu de forma diligente e apropriada”.

O TRF-2 também determinou a mesma medida à Transocean Brasil, empresa contratada pela Chevron para fazer a perfuração de poços no campo de Frade. A Transocean tem hoje dez plataformas de perfuração no Brasil, atendendo outras petroleiras, inclusive a Petrobras. A Transocean não informou até o momento se já foi notificada da decisão da Justiça.

O agravo de instrumento do TRF-2 foi emitido em 31 de julho. Mas os advogados da Chevron alegavam que, como a notificação ainda não tinha sido recebida, o prazo de 30 dias ainda não estaria valendo.

Em março deste ano, a Chevron Brasil suspendeu as suas atividades de produção no campo, após ter sido detectado um segundo vazamento de óleo na região.

sexta-feira, setembro 28, 2012

Alstom anuncia contrato com Queiroz Galvão para complexo eólico

O contrato, orçado em € 270 milhões, inclui manutenção de longo prazo

Rio de Janeiro (RJ) - A Alstom anunciou ontem que assinou um contrato no valor de €270 milhões com a Queiroz Galvão, para instalar aerogeradores ECO 122 em dois complexos eólicos, na região Nordeste. O contrato inclui a fabricação, entrega, instalação e comissionamento das turbinas ECO122, além de um contrato de 10 anos para O&M.

“Este contrato é um sólido exemplo de nossa confiança no desenvolvimento do mercado energético do Brasil e da América Latina. Acreditamos que o mercado continuará crescendo nos próximos anos, e a Alstom continuará fazendo parte dele, fornecendo tecnologia e expertise inovadoras”, afirmou Marcos Costa, Presidente da Alstom Brasil.

Os aerogeradores serão produzidos na unidade de Camaçari, na Bahia, que foi inaugurada em novembro de 2011 e tem capacidade de produzir 600 MW em aerogeradores por ano, considerando dois turnos de trabalho.

“Com a ECO 122 e outras turbinas em nossa plataforma ECO 100, estamos liderando o desenvolvimento da nova geração de aerogeradores de alta potência e alta eficiência, aumentando o valor para nossos clientes. As pás longas capturam a energia de forma mais eficiente, e com sua área varrida cerca de 20% maior que a das máquinas da geração atual, a ECO 122 estabeleceu um novo padrão para usinas de baixos ventos ao redor do mundo.", afirmou Alfonso Faubel, vice-presidente Sênior do negócio Eólico da Alstom

Da Redação

7ª SPEtro, Semana de Petróleo da SPE/UFRJ

Chegando a sua 7ª edição, a SPEtro, Semana de Petróleo da SPE/UFRJ, consolida-se como um dos eventos acadêmicos de maior repercussão na Escola Politécnica e em todo o setor petrolífero do Rio de Janeiro. O evento ocorrerá no Centro de Tecnologia da UFRJ entre os dias 29 de outubro e 1 de novembro de 2012 e as

inscrições on-line iniciam-se em 23 de setembro.

Essa edição vem com o tema Excelência Tecnológica: Construindo o Futuro. Nesse contexto, a indústria do petróleo desponta como geradora de novas tecnologias devido aos desafios que surgem em um cenário próximo, envolvendo as mais diversas engenharias e geociências.

A 7ª SPEtro, organizada pelo Capítulo de Estudantes SPE/UFRJ juntamente com o Curso de Engenharia de Petróleo da UFRJ, caminha para ser a maior edição já realizada.

A expectativa de público é de cerca de 1000 pessoas, superando o sucesso do ano anterior. Serão realizadas palestras, mini-cursos, exposição de materiais e estandes das maiores empresas petrolíferas do mundo.

Além disso, realizaremos pelo quarto ano o concurso estudantil de trabalhos científicos na área de Petróleo e Gás, IV Student Paper Contest, premiando os primeiros colocados nas categorias graduação e pós-graduação com R$1500,00.

As inscrições dos trabalhos vão de 19 de agosto à 7 de Outubro. Essa é uma grande oportunidade para destacar-se tanto para o mundo acadêmico, quanto para o mercado de trabalho.

Nos últimos seis anos, a SPEtro contou com a presença de profissionais renomados na indústria e com o patrocínio das maiores empresas do mundo petrolífero, como Shell, Baker Hughes, Devon, Petrobras, BG Brasil, BP, Halliburton, Schlumberger, OGX, HRT, Chemtech, COPPE/UFRJ, Escola Politécnica/UFRJ, LAMCE, IBP, PRHANP/ UFRJ, Nicomex, LabOceano, Radix, Synergia Editora, Sonangol Starfish e CGG Veritas.



Sobre o Capítulo de Estudantes SPE/UFRJ

Um trabalho de destaque

A SPE, Society of Petroleum Engineers, é a maior organização que atende engenheiros, estudantes e diversos profissionais da indústria de petróleo em todo o mundo.

Através de seus programas e atividades, oferece uma oportunidade única ao desenvolvimento da carreira.

O Capítulo de Estudantes da SPE/UFRJ tem por finalidade o compartilhamento de conhecimento e o estímulo a toda atividade relacionada à Indústria de Petróleo.

Recentemente, o Capítulo SPE/UFRJ foi condecorado pela SPE com o prêmio Outstanding Student Chapter 2012, como reconhecimento pelo trabalho desenvolvido à nível de mérito excepcional. Além disso, recebemos o Gold Standard Award,identificando que o capítulo cumpriu um grau admirável de atividades.

Dentre as atividades realizadas estão o Ciclo de Palestras, a participação nas edições anteriores do PetroBowl regional, conquistando o primeiro lugar em todas, e principalmente as 6 edições da Semana de Petróleo e Gás SPE/UFRJ (SPETRO).



Universidade Federal do Rio de Janeiro

Capítulo de Estudantes SPE/UFRJ

Centro de Tecnologia, Bloco D, sala 117

Av. Athos da Silveira Ramos, 149 – Cidade Universitária – Rio de Janeiro – RJ – CEP 21945-970

Telefone: (21)8536-0117 E-mail: capitulo@poli.ufrj.br Site: spetro.com.br

Produção de petróleo do Brasil crescerá 158% até 2021, diz EPE

O documento integrará o novo Plano Decenal de Expansão de Energia, que prevê uma redução do petróleo na participação da matriz energética brasileira

Brasília (DF) - A produção de petróleo no Brasil crescerá 158% até 2021 em relação aos patamares de 2011, de acordo com projeção da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), divulgada nesta quarta-feira. A extração de petróleo brasileira, atualmente levemente acima da faixa dos 2 milhões de barris por dia (bpd), deve evoluir para 5,43 milhões de bpd até 2021, segundo estudo que foi colocado em consulta pública no Ministério da Minas e Energia.

No ano passado, a produção realizada de petróleo foi de 2,1 milhões de barris por dia, segundo a EPE.

As estimativas de produção nacional de petróleo e gás natural foram calculadas com base nos recursos já descobertos, com comercialidade declarada (reservas) ou sob avaliação exploratória (recursos contingentes).

Alguns recursos não descobertos também foram considerados, com base no conhecimento geológico das bacias sedimentares brasileiras, tanto em áreas já contratadas com empresas quanto em parte das áreas da União (não contratadas).

Petrobras

A estimativa de extração da EPE é otimista em relação à previsão da maior empresa petrolífera do País, a Petrobras, responsável por mais de 90% de toda a produção. A estatal previu no seu mais novo Plano de Negócios uma produção média diária em 2020 de 4,2 milhões de barris, volume menor que os 4,9 milhões de barris/dia estimados no plano anterior.

Neste ano, a Petrobras vem enfrentando dificuldades com paradas das plataformas para manutenção, baixa produtividade da bacia de Campos e a paralisação do campo de Frade, operado pela Chevron, onde detém participação de 30%, depois de um vazamento em novembro de 2011.

Alguns analistas já arriscam apostar que a companhia poderá apresentar em 2012 a primeira queda de produção anual de petróleo em oito anos, contrastando com um período de brilho no setor de exploração da estatal. Nos últimos anos, a companhia anunciou a descoberta de campos gigantes na camada do pré-sal e foi uma das petrolíferas que mais agregou reservas no mundo.

Demanda

Segundo a EPE, a demanda nacional por petróleo no período, será um pouco maior que a metade da produção nacional, de 2,89 milhões de bpd, nos próximos 10 anos. Quase a totalidade do excedente, de 2,54 milhões de bpd, deverá ser direcionada à exportação, afirmou a EPE.

Para atender à projeção de aumento de produção, prevê-se a necessidade de 90 novas plataformas do tipo FPSO, incluindo a conversão de navios existentes, segundo a estatal de pesquisa energética. A capacidade nominal de refino, com a implantação de quatro novas refinarias, passará dos atuais 2 milhões de bpd para pouco mais de 3,3 milhões de bpd em 2021.

Fonte: Portal Terra

quinta-feira, setembro 27, 2012

Força-tarefa para formar engenheiros qualificados

Quantidade e qualidade são os principais desafios que o Brasil deve enfrentar nos próximos anos quando o assunto é a formação de engenheiros. Com altas estimativas de demanda e pouca oferta de mão de obra qualificada, muitas instituições de ensino já apostam na criação de cursos para esses profissionais. Agora, é a vez de organizações sem fins lucrativos como o Instituto de Engenharia e o Sindicato dos Engenheiros de São Paulo também investirem na formação da área.

De acordo com um estudo publicado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Brasil precisará formar, até 2020, 95 mil engenheiros por ano para sustentar um crescimento econômico anual por volta dos 4% (uma expansão de 2,5% exigiria mais de 70 mil engenheiros por ano). Pelo mais recente levantamento da Associação Brasileira de Ensino de Engenharia (Abenge), o número de formandos na área em 2010 foi de 41 mil.

O déficit de engenheiros, no entanto, não é o único dado que se destaca no levantamento. Ainda segundo o Ipea, menos de 30% dos formados em engenharia em 2008 saíram de universidades consideradas de alto desempenho, com conceito 4 ou 5 no Ministério da Educação (MEC). A maior parte dos graduados (42%) formou-se em instituições com conceito 1 ou 2.

Especialistas concordam que a graduação em engenharia, mesmo nas escolas mais renomadas, ainda não oferece o tipo de conhecimento de gestão e negócios que o mercado exige hoje. “Existe uma diferença entre o que as empresas precisam e o que a universidade ensina”, diz Denise Retamal, diretora executiva da consultoria de recrutamento Rhio’s, especializada nas indústrias de mineração, petróleo & gás, energia, construção civil, engenharia e infraestrutura. Para a consultora, o que mais falta atualmente são profissionais que aliem conhecimento em uma especialidade e experiência no mercado, além de visão estratégica de negócios e idiomas estrangeiros.

Para Vanderli Fava de Oliveira, diretor de comunicação da Abenge, só agora os cursos de engenharia estão começando a perceber a necessidade de transmitir aos profissionais habilidades relacionadas à gestão. “As escolas estão verificando que, além de formar a base tecnológica, precisam também ensinar a gerir essa tecnologia”, explica.

De acordo com Oliveira, a velocidade com que as técnicas ficam obsoletas cria não só a necessidade de se manter atualizado constantemente, mas torna fundamental saber administrar a tecnologia – e não apenas usá-la. “O que falta é negócio, é como ganhar dinheiro com engenharia”, simplifica Hélio Guerra, presidente da Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE) e ex-reitor da Universidade de São Paulo (USP).

Dessa demanda surgiu a Escola Superior de Negócios em Engenharia (Esne), fruto de uma parceria do Instituto de Engenharia, organização sem fins lucrativos fundada em São Paulo em 1916, e a FDTE, organização criada por Guerra e um grupo de professores da Escola Politécnica da USP nos anos 1970. Com aulas iniciadas em agosto, a escola oferece cursos de extensão em negócios públicos e privados em engenharia. Os temas abordados incluem gestão de projetos, legislação, finanças e análise de risco. “São assuntos que não são vistos na graduação”, diz Guerra. Os programas são voltados para engenheiros que já possuem experiência e buscam se capacitar para assumir cargos de liderança, além de profissionais de outras áreas que participem de projetos.

Já o Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (Seesp) resolveu focar na graduação para lidar com os desafios de qualidade na formação em engenharia. No fim de 2009, começou a desenvolver o projeto do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), fundado no ano passado. Com sede em São Paulo, começa neste semestre a promover cursos de extensão em áreas específicas como propriedade intelectual e gestão ambiental. Mas o grande projeto virá no ano que vem, quando a instituição começará a oferecer um curso de graduação em engenharia da inovação. “Vimos que a necessidade de profissionais que podem contribuir para o desenvolvimento de inovação de produto e de processo seria um gargalo para qualquer projeto de desenvolvimento do país”, diz Antonio Octaviano, diretor-geral do instituto.

O curso pretende ter uma base mais generalista do que os outros cursos de engenharia. “O profissional precisa ter um perfil diferente tanto do que tínhamos antes quanto do que ainda formamos, que é o do engenheiro ultraespecializado”, explica.

Com a intenção de desenvolver uma relação permanente com o mercado, o currículo do curso se concentra em gestão, abrange áreas como a comunicação e quer promover a participação de professores visitantes de outros países. A decisão de focar a atuação do instituto na graduação veio da necessidade de formar um profissional mais flexível, capaz de transitar entre diferentes áreas – demanda que os idealizadores viram no mercado. “A evolução técnica é muito intensa. É preciso ter a competência para transitar em diferentes áreas com mesma qualidade.”

Fonte: Valor Econômico

Petrobras investe em bactéria para recuperar campos de petróleo

Em meio à perspectiva de registrar o primeiro recuo na produção desde 2007, a Petrobras investe em biotecnologia para adiar o processo natural de queda de produção dos campos maduros terrestres, alguns em atividade há mais de 40 anos.

Análise: Maior parte da produção está em alto-mar e vive declínio

A nova aposta da empresa é o uso de bactérias e outros micro-organismos capazes de acelerar o processo de degradação do óleo, aumentando sua fluidez e elevando o percentual de aproveitamento comercial dos reservatórios.

A pesquisa ainda está em fase inicial e integra um rol mais amplo de iniciativas. Desde meados dos anos 2000, a Petrobras decidiu investir na recuperação dos campos maduros, que conseguiram inverter a curva de declínio e recuperar produção.

Até 2005, a produção nesses campos era de 200 mil barris diários e recuava ano a ano. Hoje, chega a 250 mil –mais de 10% da extração total da companhia, de cerca de 2 milhões de barris/dia.

Para evitar a derrocada dos campos, a estatal investiu em tecnologia de ponta. Primeiro, foram empregadas as técnicas de injeção de água e vapor nos reservatórios.

Agora, além da aposta na biotecnologia, a empresa também investe na instalação de “bombas” de vapor no fundo dos poços (técnica mais barata do que a injeção de vapor); na injeção de água em “pulsos” alternados (com diferentes níveis de pressão) e na injeção de glicerina nos reservatórios.

Segundo Carlos Eugênio Ressurreição, gerente de Reservatórios da Petrobras, a meta da empresa é atingir uma recuperação de até 70%.

Graças às iniciativas aplicadas nos últimos anos, o percentual de aproveitamento dos reservatórios subiu de 25% para 32% –nível superior à média mundial.

Ressurreição diz ainda que as reservas se estabilizaram em torno de 900 milhões de barris, apesar de não terem sido realizadas descobertas relevantes em terra desde os anos 70.

Fonte: Folha de São Paulo por (Pedro Soares do Rio)

quarta-feira, setembro 26, 2012

Guia de carreiras: engenharia de petróleo

Organização prevê criação de 2 milhões de empregos no setor até 2020.

Uma das funções do profissional é maximizar a produção de petróleo.

Responsável por descobrir e explorar poços e jazidas de petróleo e gás natural, o engenheiro de petróleo é um profissional cada vez mais requisitado no Brasil. Entre as descobertas na Bacia de Campos no Rio de Janeiro, nos anos 70, até o recente fenômeno do pré-sal, o mercado se expandiu, se consolidou e criou muitos postos de trabalhos, nem sempre ocupados com facilidade, por conta da escassez de profissionais com a formação ideal.

A Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip) prevê a geração de 2 milhões de empregos no setor petrolífero até 2020. Ainda, de acordo com o estudo da Onip realizado há dois anos, a área já movimenta cerca de 420 mil empregos.

O Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp) que oferece cursos de especialização para a atuação no segmento projeta a necessidade de qualificar mais 201 mil profissionais até 2015, sendo cerca de 11 mil profissionais de nível superior. De 2006 até o momento, cerca de 90 mil profissionais concluíram cursos de várias modalidades.

“Em geral os engenheiros de petróleo não têm dificuldade de conseguir emprego. A contratação é grande, o mercado está em ascensão e há uma carência de profissionais”, diz engenheiro de petróleo da Petrobras, Marcelo Salomão, de 54 anos.

Salomão tem mestrado e doutorado em engenharia de petróleo, mas quando se formou em engenharia civil pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), em 1980, pouco conhecia a área de petróleo. “Diferente do cenário atual, nesta época havia pouca opção de emprego para os engenheiros. Fiz o concurso da Petrobras por causa de alguns colegas e passei. O mercado cresceu muito e tive sorte de fazer esta opção. Hoje a indústria do petróleo é reconhecida e respeitada.”

Ele lembra que naquela época como não havia graduação específica, as empresas contratavam engenheiros com formações diversas e ofereciam treinamento. Hoje a situação é outra. Além da graduação, instituições de ensino possuem também cursos de qualificação profissional de nível médio, voltado para a prática do mercado.

A engenharia de petróleo ganha destaque até mesmo entre as demais engenharias, que voltaram a ter o mercado muito aquecido. Ainda, segundo Marcelo Salomão, a tendência é de crescimento para os próximos anos porque os processos de descobertas das bacias sedimentares, de onde é possível extrair o petróleo, e construção de poços e plataformas são caros e demorados. E a presença dos engenheiros é fundamental em todas as etapas do trabalho.

Também é função deste profissional cuidar do transporte do petróleo e seus derivados desde o local da exploração até as refinarias e petroquímicas, bem como dar o destino correto aos resíduos. O engenheiro de petróleo pode tanto atuar no setor administrativo dentro de escritórios ou na parte operacional, nas plataformas marítimas. Dificilmente um profissional terá de conciliar as duas funções.

Salomão diz que o trabalho interno é fundamental para que o engenheiro tenha a percepção da magnitude das plataformas marítimas. “A atividade de planejamento é forte. É no escritório que se especifica o projeto de perfuração de poços, os produtos químicos que serão utilizados. Já tive de trabalhar embarcado, mas meu perfil é mais administrativo.”

Virtudes necessárias

Para se dar bem na carreira, Salomão destaca duas características fundamentais: gosto pelo estudo, já que o profissional não pode parar de aprender, e perfil para trabalhar em equipe.

O trabalho do engenheiro de petróleo está sempre ligado à tecnologia. As indústrias de petróleo utilizam softwares e aplicativos para desvendar cálculos e previsões matemáticas necessárias para interpretações geológicas, entre outras ações.

Outro aliado da profissão é a multidisciplinaridade, já que os engenheiros de petróleo nunca estão sozinhos nas missões. “Para planejar a retirada do óleo e transformá-lo em riqueza as equipes precisam estar entrosadas. O trabalho de planejar o número de poços que se vai perfurar, avaliar sua capacidade e as linhas que vão trazer o óleo até a plataforma, é multidisciplinar.” Segundo ele, as áreas ambiental, de segurança, geologia e até economia se relacionam o tempo todo.

“O petróleo é a fonte propulsora de várias outras indústrias, e a engenharia de petróleo é uma profissão atrativa onde é possível aplicar grande parte do conhecimento adquirido na graduação”, diz Salomão.

Fonte: Do G1, em São Paulo (Vanessa Fajardo)

Como conseguir uma vaga no ‘apagão’ de mão de obra

Candidatos qualificados têm chances de suprir demanda de setores à caça de profissionais

Rio – O aquecimento da economia do País e a falta de profissionais qualificados pegaram alguns setores de surpresa, deixando-os em um verdadeiro ‘apagão’ de mão de obra. Construção Civil, Petróleo e Gás, Hotelaria, Alimentação e Tecnologia da Informação sofrem com a urgência de contratar pessoal, observam especialistas. No entanto, em empresas como OSX (de Eike Batista) e Petrobras, além de entidades como Senac RJ e Sindicato dos Hotéis, Bares e Restaurantes, o cenário é otimista: essa é a hora de tirar proveito da escassez e conquistar uma das vagas.

Só em petróleo e gás, haverá demanda de 212.638 mil profissionais até 2014, segundo o Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), da Petrobras. Soldador, plataformista e engenheiro naval são as categorias com maior demanda da indústria, atualmente. A remuneração inicial nesse setor é, em média, de R$ 2.085,57.

A Indústria Naval, que passou décadas em baixa no País, ressurge e está à caça de mão de obra. Na OSX, cerca de 3.100 profissionais serão qualificados em cursos em parceria com a Senai-RJ. O treinamento acontece no Instituto Tecnológico Naval (ITN), que está com 880 jovens.

Para Wilma Freitas, gerente de Educação do Senac-RJ, área da Saúde, Turismo e Administração também estão com falta de profissionais. Segundo ela, a fórmula para deslanchar em meio ao ‘apagão’ é somar determinação com qualificação.

Qualificação é caminho para conseguir preencher vagas

Educação e qualificação são as respostas para solucionar a urgência por mão de obra em setores do mercado, segundo Wilma Freitas, gerente de Educação do Senac-RJ. Ela afirma que, muitas vezes, a saída encontrada para empresas suprirem a falta é fechar parceria com cursos técnicos. Desta forma, o estudante que encarava aulas que misturavam teoria e prática já chega acostumado com o ambiente e pronto para o mercado de trabalho.

“Fechamos parceria direta com o próprio mercado. Oferecemos painéis de setores junto com empresas, para entender qual é a demanda, quais são as atividades que elas precisam cumprir e quantos funcionários são necessários”, conta Wilma.

A metodologia do Senac-RJ, ela observa, é diferenciada, por ser técnica. “É baseada na prática, que tem a ver com a rotina do mercado. Além disso, fazemos captação e prospecção de empresas para oferecer estágios para nossos alunos”, explica.

Aproveitar empregos em datas específicas no ano também é uma boa ideia para ganhar espaço no mercado. Essa é a dica de Márcia Costantini, diretora regional da Associação Brasileira das Empresas de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário (Asserttem) no Rio.

Quem não tem experiência profissional, usa o trabalho temporário como uma ‘porta’ para o mercado, de acordo com Márcia. “Desta forma, ele pode preencher vaga em meio ao ‘apagão’”, sugere.

Nos últimos anos, aumentou o número de efetivação de temporários. Empresas já veem a chance de ter esses prestadores de serviços como efetivos, por conhecer o trabalho que desempenham. Em cada grande data no ano, cerca de 20% dos temporários são efetivados.

Quando a Petrobras percebeu que o setor passava por ‘apagão’ de pessoal capacitado, lançou o Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp). A iniciativa foi para atender a demanda crescente por mão de obra nos empreendimentos da Petrobras. São realizados, periodicamente, processos seletivos para vagas regionalizadas conforme a necessidade de cada projeto. Desde 2006, o programa fez seis processos seletivos e qualificou quase 90 mil profissionais.

Com qualificação, o problema pode ser, de fato, sanado. Após o Prominp, a empregabilidade vai de 32,8% para 67,1%. No Senac RJ, 85%.

Fonte: O Dia Online

Petrobras levanta o equivalente a US$3,3 bi com bônus

A Petrobras precificou duas emissões de bônus em euros e uma em libras nesta segunda-feira, levantando o equivalente a cerca de 3,3 bilhões de dólares.

Com as operações, o total captado pela petroleira em bônus no exterior em 2012 supera os 10 bilhões de dólares, depois das três tranches em moeda norte-americana de fevereiro totalizando 7 bilhões de dólares.

Segundo o IFR, um serviço da Thomson Reuters, a Petrobras precificou nesta segunda uma emissão de 1,3 bilhão de euros em bônus 2019 a 99,398 por cento do valor de face e cupom de 3,25 por cento. O yield foi de mid-swaps mais 212,5 pontos-básicos.

Outra, também na moeda europeia e com vencimento em 2023, com volume de 700 milhões de euros, saiu a 98,154 por cento do valor de face e cupom de 4,25 por cento, com yield de mid-swaps mais 257,5 pontos-básicos.

Por fim, a petroleira precificou uma emissão no total de 450 milhões de libras em bônus 2029 a 97,472 por cento do valor de face, com cupom de 5,375 por cento e yield da Gilts mais 320 pontos-básicos.

A demanda pelas duas tranches em euros teria chegado a 6,5 bilhões de euros, enquanto a pela em libras alcançou 900 milhões de libras, segundo o IFR.

Na semana passada, a Petrobras informou que estava contemplando uma variedade de opções de dívida, a fim de cumprir com seu plano anual de captações de 16 bilhões a 18 bilhões de dólares.

Fonte: Reuters

terça-feira, setembro 25, 2012

Bacia de Campos chega aos 35 anos como a principal reserva do país

Bacia é responsável por 85% da produção de petróleo do país.

São 75 mil pessoas em ação todos os dias trabalhando nos setor.

A Bacia de Campos chega aos 35 anos como a principal reserva de petróleo do país. Cerca de 85% da produção nacional saem do local. São mais de um milhão de barris por dia. E é esse petróleo que alimenta todos os setores, desde a indústria petroquímica até a alimentícia. Ele é a energia que dá folego e engrenagem a economia.

A Bacia de Campos também é um reduto de postos de trabalho. São 75 mil pessoas em ação todos os dias para retirar do fundo do mar o petróleo que abastece turbinas, veículos e ajuda na produção muitos produtos que muita gente nem imagina. O ouro negro é extraido de 720 poços, com cerca de 100 mil Km2, no litoral de 13 municípios fluminenses. É a energia que impulsiona a transformação das cidades, que não param de crescer a passos largos.

Do fundo do mar para o mundo

A reserva de petróleo na Bacia de Campos é tão importante que, além da Petrobras, quatro empresas estrangeiras extraem o ‘Ouro negro’. Muitas outras empresas também fornecem serviços e tecnologia para produzir e distribuir o produto no mercado externo.

As estradas são responsáveis pelo escoamento e transporte de quase toda a produção no Brasil. São as esteiras do progresso que interligam municípios e estados. O produto que vem do fundo do oceano é a válvula que impulsiona o setor. O petróleo está presente no combustível que dá energia aos caminhões e no asfalto que abre os caminhos. É o derivado do petróleo, conhecido como Cap, que dá liga à mistura que cobre as pistas.

A energia elétrica é outro produto que vem das atividades de extração do petróleo. Isso porque os poços da Bacia de Campos também produzem gás natural. São cerca de 28 milhões m3 por dia. Esse gás é fundamental para dar vida a usinas termelétricas. O gás faz funcionar as turbinas que ativam o gerador e geram energia suficiente para iluminar casas, prédios, indústrias e avenidas para 2,5 milhões de pessoas. O equivalente a 12 cidades do tamanho de Macaé.

Do petróleo é possível ainda fazer derivados. Ele está na composição dos tubos que alimentam de água as residências e o comércio. Na maquiagem e até em alimentos. Com tantas utilidades, o petróleo se tornou a mola mestra da economia.

Fonte: G1 Norte Fluminense

segunda-feira, setembro 24, 2012

Petrobras começa a mudar estrutura do Comperj

Projeto petroquímico diminui de tamanho e a participação da gigante Braskem, que chegou a ser anunciada como parceira, poderá ser reduzida.

O discurso oficial de que o projeto original do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) ainda vale começa a ser desmentido pelas providências da Petrobras em relação à estrutura montada há cinco anos, antes do início das obras. Setores criados para planejar como seria a petroquímica do complexo – composto por duas refinarias e uma área petroquímica – não funcionam mais.

O projeto petroquímico não deverá ser totalmente eliminado, mas passa por um processo de redução. A participação da gigante Braskem, que chegou a ser anunciada como parceira no empreendimento petroquímico do Comperj, poderá ser reduzida.

As duas companhias discutem como deverá ser implementada a ação conjunta no Comperj. A Braskem informou que desconhece a desmobilização empreendida pela Petrobras e que suas equipes continuam a trabalhar no projeto do Comperj. A empresa diz que mantém o projeto de participação no complexo petroquímico, com a construção de um cráquer para a produção de eteno e de plantas de fabricação de resinas.

A Petrobras informou que “as reestruturações organizacionais e societárias promovidas no âmbito do Comperj “não alteraram, em nenhum momento, o escopo maior do projeto, que é a implantação de um complexo industrial de refino e petroquímica associados”. “Essas reestruturações visaram exclusivamente a aperfeiçoar a organização para fazer frente aos desafios do projeto, que se alteram ao longo do tempo à luz de eventos de natureza econômica, mercadológica e de custos”, informa o comunicado da estatal.

Um dos exemplos de desativação da estrutura é a incorporação da subsidiária Comperj Participações S/A pela Diretoria de Abastecimento da Petrobras, em estudos pela estatal. A sociedade anônima foi criada para representar a Petrobras nas sociedades que surgiriam a partir do planejamento inicial: Comperj Petroquímicos Básicos S/A (produtora de petroquímicos básicos), Comperj PET S/A (PTA/PET), Comperj Estirênicos S/A (estireno), Comperj MEG S/A (etilenoglicol e óxido de eteno) e Comperj Poliolefinas S/A (poliolefinas).

Oficialmente, a Petrobras mantém o projeto do Comperj com uma refinaria a ser inaugurada no primeiro semestre de 2015 e uma segunda, em 2018. Ambas com atraso mínimo de três anos em relação ao anunciado pelo governo quando o projeto foi tornado público. Juntas, as duas terão capacidade de produzir 465 mil barris diários de derivados de petróleo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

domingo, setembro 23, 2012

Petrobras contratará 15 plataformas até 2017

A Petrobras irá contratar 15 plataformas de novembro deste ano até 2017, informou a presidente da estatal, Maria das Graças Foster. Para avançar nas contratações, a empresa avalia a capacidade de atendimento dos estaleiros, disse, após participar da cerimônia de encerramento da Rio Oil & Gas, no Riocentro.

A executiva afirmou ainda que não investirá em negócios que não sejam a produção de petróleo e gás natural, respondendo a pergunta sobre o interesse da companhia em investir em aviação. “Definitivamente, não temos o interesse. Não é o nosso negócio”, destacou.

Ela também disse que a estatal não vai permitir atrasos dos seus fornecedores. “A Petrobras não quer pagar multa. A Petrobras quer cumprir o seu papel”, afirmou em referência à capacidade dos seus fornecedores de atender aos prazos acertados em contrato. “Não podemos permitir atraso”, reforçou Graça, que demonstrou preocupação com a disponibilidade de sondas e plataformas para que a empresa alcance as metas de produção na década.

Para garantir que os cronogramas de construções de embarcações sejam cumpridos, a Petrobras verifica as condições de funcionamento dos estaleiros, disse a executiva. Fazem parte dos critérios de avaliação as condições financeiras, os parceiros e sócios e a cadeia fornecedora de bens e serviços dos estaleiro. “Antes de fechar um contrato, o estaleiro deve demonstrar que pode atender às exigências de conteúdo local”, argumentou a presidente da Petrobras.

Fonte: AE

Rio Oil & Gas: Rodada de Negócios deve gerar R$ 152 mi

De acordo com a entidade, 32 empresas-âncora se reuniram com 238 companhias fornecedoras de produtos e serviços para o setor de óleo e gás. Ao todo foram 662 reuniões

Rio de Janeiro (RJ) - A Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip) divulgou ontem o resultado da Rodada de Negócios, realizada durante a Rio Oil & Gas. Segundo a Onip, a expectativa das empresas participantes é de gerar R$152 milhões nos próximos 12 meses. De acordo com a entidade, 32 empresas-âncora se reuniram com 238 companhias fornecedoras de produtos e serviços para o setor de óleo e gás. Ao todo foram 662 reuniões. Além disso, 84% das empresas participantes da rodada afirmaram acreditar que os negócios acordados serão concretizados.

Segundo Bruno Musso, superintendente da Onip, após participarem das rodadas de negócio o aumento de faturamento registrado chega a 25%. Ele adiantou ainda duas novidades que foram implementadas este ano e que serão repetidas nas próximas edições da Rio Oil & Gas.

O "Encontro Joint Venture" que tem o objetivo de reunir empresas estrangeiras e nacionais para a troca de tecnologia. Nessa primeira edição foram 34 reuniões entre empresas brasileiras com 13 companhias estrangeiras do Canadá, Estados Unidos, Reino Unido, Argentina, Itália e França. Já a "Rodada Tecnológica" tem como base aumentar o conteúdo local em projetos de barcos de apoio, FPSO, entre outros. A iniciativa é uma parceria com a Finep. Atualmente há 130 projetos em andamento, sendo que 35 deles foram avaliados na Rio Oil & Gas.

"Há produtos já em fabricação e que inclusive serão usados nos navios replicantes da Petrobras", afirmou Carlos Camerini, superintendente da Onip. Ainda com relação a Rodada de Negócios, Bruno Musso afirmou que a Onip irá começar este ano a fazer o acompanhamento pós-evento para saber se a expectativa de negócio das empresas participantes do encontro se concretizou.

Da Redação

sábado, setembro 22, 2012

Setor de petróleo e gás pode gerar 200 mil novos postos de trabalho

Grande parte das vagas será na Bacia de Campos, no estado do Rio de Janeiro, que concentra 80% da produção de petróleo no país.
No Rio de Janeiro, uma grande feira de petróleo e gás mostra os desafios que o Brasil tem no setor. Um deles é preencher os 200 mil postos de trabalho vão ser criados nos próximos cinco anos.
O pai de Larissa trabalhava em uma plataforma de petróleo. As histórias que ele contava despertaram o sonho dela. “Ele sempre trabalhou embarcado e eu ouvia as histórias que ele chegava em casa contando”, diz a menina.
Ciro fez a opção pensando no mercado de trabalho. Os dois circulavam na exposição mais importante do setor de petróleo e gás da América Latina. A exposição reflete o intenso crescimento do mercado de petróleo e gás. Nos próximos cinco anos, esse crescimento vai se intensificar, e vai levar a uma demanda de mão de obra.
Serão criados cerca de 200 mil novos empregos diretos e indiretos, em nível técnico, médio e universitário. As descobertas recentes na área do pré-sal são uma das razões. “Vai triplicar a reserva brasileira e vai triplicar a produção nos próximos dez anos, e isso vai exigir muito profissional”, explica Álvaro Alves Teixeira, geólogo do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás.
“Na medida em que essas descobertas foram muitas, relevantes e concentradas no tempo, isso torna o nosso desafio maior ainda. Porém torna a nossa oportunidade maior ainda”, fala Alfredo Renault, superintendente da ONIP.
Grande parte das vagas será na Bacia de Campos, no estado do Rio, que concentra 80% da produção de petróleo no país. Lá, estão em operação 400 poços e 30 plataformas de produção. E muitas ofertas de trabalho também podem ser encontradas em Santos, área de buscas do pré-sal. Ainda na Bahia, Espírito Santo, Amazonas e Rio Grande do Norte, de onde veio Ciro.
Olha o salário inicial de um engenheiro: “A partir de uns oito mil reais. Isso varia muito com carga horária e empresa, aí pode subir bem mais”, conta Ciro Rodolfo.
Profissionais capacitados também serão necessários para a construção de cinco refinarias e 28 plataformas, até 2017. “Minha ambição agora é viajar nos mares, nas plataformas, perfurando poços de petróleo”, afirma Larissa.
 
Fonte: G1

sexta-feira, setembro 21, 2012

Petrobras: poço tem mais de 400 metros de espessura

A Petrobras informou hoje ter concluído a perfuração do quarto poço na cessão onerosa, no pré-sal da Bacia de Santos.
Rio de Janeiro – O gerente-executivo do Pré-Sal na área de Exploração e Produção da Petrobras, Carlos Tadeu Fraga, afirmou nesta quarta-feira (19) que o poço Franco SW, cuja conclusão de perfuração foi anunciada hoje pela estatal, tem 400 metros de espessura com óleo de boa qualidade. Fraga lembra que o campo de Marlim, que sempre foi referência no mercado, tem colunas de 100 a 200 metros, já considerado um resultado “fantástico”. Segundo Fraga, é possível que esta seja a coluna de maior espessura do pré-sal brasileiro. “Se não é a maior, está entre as maiores. Talvez seja a maior”.
“É um resultado muito expressivo, com óleo de excelente qualidade, um reservatório excelente, confirmando os resultados obtidos nas perfurações anteriores”, disse a jornalistas na Rio Oil & Gas.
A Petrobras informou hoje ter concluído a perfuração do quarto poço na cessão onerosa, no pré-sal da Bacia de Santos. A descoberta de petróleo já foi preliminarmente anunciada em 21 de agosto de 2012, quando o poço ainda estava sendo perfurado, na profundidade de 5.656 metros. Denominado 3-BRSA-1053-RJS (3-RJS-699), o poço é informalmente conhecido como Franco SW.
Fraga também informou que o campo de Baleia Azul, no pré-sal da Bacia de Campos, está com produção atual de 20 mil barris por dia, com apenas um poço em produção. Este é o primeiro poço já interligado de um total de sete que serão interligados nos próximos meses, disse.

Fonte: Sabrina Valle,

Pré-sal vai responder por metade da produção nacional de petróleo em 8 anos

De acordo com estimativa da Petrobras, produção nacional vai dobrar até 2020 e chegar a 4,2 milhões de barris por dia.
Em pouco menos de oito anos metade de todo o petróleo que o Brasil estiver produzindo virá de campos localizados na chamada camada pré-sal. De acordo com as estimativas da Petrobras, em 2020 o volume produzido no pré-sal será o equivalente à produção brasileira hoje, de cerca de 2 milhões de barris por dia. “A perspectiva é de que haja um crescimento natural no volume de produção do pré-sal, estamos entrando em fase de produção em vários campos nos próximos anos”, disse o gerente executivo de E&P Presal da Petrobras, Carlos Tadeu Fraga. Em 2016, a estimativa é de que o pré-sal responda por 31% do petróleo produzido no País.
- Petrobras conclui perfuração em área do pré-sal da Bacia de Santos
Reprodução
Infográfico do iG mostra como é o pré-sal
Veja como é explorado o petróleo no fundo do mar
A Petrobras estima que a produção brasileira de petróleo vai dobrar até 2020, chegando à casa dos 4,2 milhões de barris ao dia. Atulamente, os campos produtores da camada pré-sal já são responsáveis por quase 10% da produção nacional. Neste mês, diariamente estão sendo extraídos 192 mil barris desses poços, um crescimento de mais de 100% sobre os números do ano passado.
- Petrobras tem recursos para novas licitações, afirma Graça
Em setembro de 2011 o volume extraído era de 85 mil barris/dia. Pelas estimativas de Tadeu Fraga, até 2017 o volume produzido nos campos do pré-sal será da ordem de 1 milhão de barris ao dia.
A maior parte do petróleo que está sendo extraído do pré-sal vem da Bacia de Santos, que responde por 55% da produção. A tendência é que essa proporção cresça ainda mais nos próximos anos e a Bacia de Campos passe a ter um papel minoritário na produção de petróleo do pré-sal.
No plano de investimentos da Petrobras, 85% dos US$ 70 bilhões que serão aplicados no pré-sal vão para a Bacia de Santos. “Por uma questão geológica, quanto mais ao Sul maiores os desafios”, diz Tadeu Fraga. “Mas maiores são os prêmios também”. No acumulado dos últimos quatro anos já foram extraídos 100 milhões de barris de petróleo dos campos do pré-sal.”
 
Fonte: IG por (Yan Boechat)

Expro terá nova base em Macaé

A empresa, uma das expositoras da Rio Oil & Gas, investiu US$ 3 milhões na unidade que será inaugurada este ano. Com o anúncio da 11ª Rodada de Licitações de campos de petróleo a Expro prevê mais investimentos.
A Expro, especializada em gerenciamento do fluxo de poço de óleo e gás, onshore e offshore, vai inaugurar, ainda em 2012, uma nova base operacional em Macaé, no Rio de Janeiro, de 4 mil m2. Com investimento de US$ 3 milhões, a nova estrutura atenderá ao crescimento da demanda da empresa, abrigando as áreas de subsea, DST (drill stem test), fluidos e aquisição de dados.
O anúncio da 11ª Rodada de Licitações da Agência Nacional de Petróleo – ANP, que deverá ser realizada em maio do próximo ano, motiva a Expro a fazer novos investimentos no País. “O carro-chefe da Expro no Brasil é a avaliação de poços exploratórios e em desenvolvimento. A nova rodada vai gerar um aumento do mercado e, consequentemente, a expansão dos negócios da empresa. Visualizamos novas parcerias com a Petrobras e operadoras locais e internacionais. Estamos realizando investimentos, como uma nova base operacional em Macaé, e a oferta de novos blocos de petróleo exigirá da Expro ainda mais recursos em infraestrutura e contratação de profissionais”, explica Gustavo Soares, gerente de Desenvolvimento de Negócios para América Latina.
No Brasil desde 2006, a Expro busca liderança em gerenciamento de fluxo de poço. Com a expectativa de desenvolvimento da economia brasileira, em especial no segmento de petróleo e gás, a empresa vem ampliando o seu quadro de funcionários no País, hoje com um pouco mais de 300 atuando no Rio Janeiro, Bahia, Espírito Santo e Rio Grande do Norte.
A Expro está presente na Rio Oil & Gas Expo and Conference, a principal feira de óleo e gás da América Latina, que acontece até 20 de setembro, no Riocentro, Rio de Janeiro. A empresa ocupa o estande Z21, no Pavilhão 4, onde estão localizados a Petrobras e outros importantes agentes do setor. O presidente mundial da Expro, Charles Woodburn, também participa do evento.
Perfil – A Expro é especializada em gerenciamento do fluxo de poço de óleo e gás, onshore e offshore. A empresa fornece serviços para medir, melhorar, controlar e processar o fluxo de combustíveis fósseis de alto valor. Entre os serviços estão: teste de poços e comissionamento; sistema de produção; intervenção com cabo e intervenção em águas profundas.
A empresa opera nas principais áreas produtoras de hidrocarbonetos, empregando mais de 4.500 pessoas no mundo. Com sede no Reino Unido, a Expro está presente em 50 países. Na América Latina, a sede regional fica no Rio de Janeiro. Possui bases operacionais em Macaé (RJ), Mossoró (RN) e São Mateus (ES), além de escritórios em Salvador e Natal.

Fonte: Portal Fator Brasil

terça-feira, setembro 18, 2012

Petrobras inicia produção no campo de Chinook

O poço produtor Chinook 4 foi perfurado e completado em reservatórios de idades geológicas do Terciário Inferior, promissora fronteira exploratória marítima do Golfo do México

Rio de Janeiro (RJ) - A Petrobras comunicou nesta sexta-feira (14) que no dia 6 de setembro iniciou a produção do campo de Chinook no Golfo do Mexico americano, interligado ao FPSO (navio-plataforma flutuante de produção, com capacidade de estocagem e escoamento) BW Pioneer.
 
O poço produtor Chinook 4 foi perfurado e completado em reservatórios de idades geológicas do Terciário Inferior, promissora fronteira exploratória marítima do Golfo do México, a uma profundidade de cerca de 8 mil metros.
 
Este FPSO, ancorado a aproximadamente 250 quilômetros da costa do estado da Louisiana, em profundidade de água de 2.500 metros, também está conectado ao campo de Cascade cuja produção foi iniciada em fevereiro de 2012.
 
Esse é o primeiro FPSO a produzir petróleo e gás no setor americano do Golfo do México. O navio-plataforma tem capacidade de processar 80 mil barris de petróleo e 500 mil metros cúbicos de gás por dia. A estatal é a primeira companhia a desenvolver um campo de petróleo na região utilizando um FPSO, tecnologia já aplicada sistematicamente com sucesso no Brasil.
 
A Petrobras detém 66.67% do campo de Chinook, em parceria com a empresa Total Exploration Production USA, Inc., que detém os demais 33.33%.
 
Da Redação

Tuper inaugura sua primeira unidade voltada para o setor de Óleo e Gás

Segundo a empresa, cerca de 70% da produção da Tuper Óleo e Gás será destinada ao segmento de petróleo, gás, químico, petroquímico e mineração.

ão Bento do Sul (Sc) - A Tuper, quinta maior processadora de aço do país, inaugurou nesta sexta-feira (14), no município de São Bento do Sul (SC), a sua primeira unidade voltada para o setor de Óleo e Gás. A nova fábrica produzirá tubos de aço carbono com o selo API (American Petroleum Institute) exigido pelo segmento. O novo empreendimento será o primeiro de capital 100% nacional a fabricar tubos de aço para o mercado do petróleo.
A entrada em funcionamento da nova planta fabril, que tem capacidade anual para processar 180 mil toneladas de aço, fecha um ciclo de investimentos realizados nos últimos dois anos que totalizou R$ 357 milhões - dos quais 54% foram destinados à nova unidade - considerando recursos próprios e financiamentos do BNDES, Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Finep - Financiadora de Estudos e Projetos, além de bancos privados parceiros da Tuper. A unidade de Óleo e Gás contou com um investimento aproximadamente de R$ 198 milhões, segundo a companhia.
Em seu discurso de boas-vindas, o presidente da Tuper, Frank Bollmann disse que a nova unidade irá trazer oportunidades de trabalho para a região, assim como irá alavancar a economia nacional. “Nossa previsão é que a empresa alcance um faturamento bruto de R$ 1,3 bilhão em 2012”, afirmou o presidente.
Substituindo o governador de Santa Catarina (SC), Raimundo Colombo, na inauguração da nova fábrica, o secretário de Estado da Educação, Eduardo Deschamps ressaltou a importância das indústrias para o fortalecimento da economia para o estado. "Ficamos muito satisfeitos em apoiar grandes exemplos como a da Tuper, que contribuem muito para o desenvolvimento do Estado", diz.
Rio Oil & Gas
Segundo o presidente da Tuper, a empresa a partir de segunda-feira (17) desembarca no Rio de Janeiro para participar da Rio Oil & Gas, no Rio Centro. “A Companhia mostrará na feira toda a evolução tecnológica resultante de uma série de investimentos realizados nos últimos anos e que culminou com a construção da nova planta”, frisou Bollmamn.
Para o executivo, a expectativa da Tuper é iniciar o maior número possível de contatos com empresas que atuam no segmento, de maneira a divulgar a nova linha e gerar futuros negócios.
 * O repórter viajou a São Bento do Sul a convite da Tuper.

Fonte http://www.macaeoffshore.com.br/capa/Materias.aspx?id=4823

segunda-feira, setembro 17, 2012

ANP notifica Petrobras por queda na produção em Campos

A ANP confirmou que, por causa da queda na produção de óleo, determinou à Petrobras a revisão de seus PD dos campos gigantes da Bacia de Campos, todos do pós-sal

Rio de Janeiro (RJ) - A Agência Nacional do Petróleo (ANP) notificou a Petrobras para que apresente novos Planos de Desenvolvimento (PD) de 11 áreas da Bacia de Campos por estarem apresentando uma acentuada queda na produção de petróleo. Campos gigantes como Roncador já acumulam queda de 27% na produção. Em Marlim Sul, o percentual é de 65% e, em Caratinga, a queda chega a 76%. A notificação foi dada em fins de junho último, e o prazo para a Petrobras apresentar os novos planos para elevar a a produção termina no próximo dia 30. Se não cumprir a determinação da agência, a Petrobras poderá ser multada.
 
A ANP confirmou que, por causa da queda na produção de óleo, determinou à Petrobras a revisão de seus PD dos campos gigantes da Bacia de Campos, todos do pós-sal. A Petrobras, por sua vez, nega e diz que a solicitação da agência faz parte de um cronograma que termina em novembro próximo, mas que não tem qualquer ligação com a queda de produção. Dados a que O Globo teve acesso mostram que o campo de Roncador previa produção máxima de 460 mil barris diários de petróleo, mas só atingiu 358 mil barris em 2008. Hoje, está em 261 mil barris diários.
 
O consultor e ex-diretor de exploração e produção da Petrobras, Wagner Freire, disse que essa queda é muito acentuada e, na sua opinião, isso indica que a Petrobras está dando prioridade aos investimentos no pré-sal, já que o caixa está mais apertado. O executivo explicou que os campos têm um declínio natural de produção entre 8% e 10% ao ano, segundo a média mundial. A Petrobras informou que o declínio de seus campos é da ordem de 11% ao ano.
 
Para reduzir a queda na produção, a tecnologia mais usada no mundo é injetar água ou gás por meio de poços especiais porque isso aumenta a pressão nos reservatórios. “Essas quedas mostram que está havendo um gerenciamento inadequado dos recursos. O pré-sal foi avaliado de forma precipitada e, além de interromper novos leilões (rodadas de licitação) de áreas, já afeta a produção do pós-sal”, disse Freire.
 
Outro campo com forte queda de produção é o de Albacora, onde está instalada a plataforma P-50, que tornou-se símbolo da autossuficiência em petróleo em 2006. A P-50 está produzindo cerca de 180 mil barris diários de líquidos, segundo a própria Petrobras. No entanto, desse total, apenas 66 mil barris são de óleo. O restante é de água.
 
Estatal discute adiar prazos
 
A Petrobras explicou que os volumes de produção de água e óleo na P-50 variam ao longo do tempo e há monitoramento constante para encontrar soluções que elevem a produção.
 
Já o sistema do Campo de Barracuda tem capacidade para produzir 180 mil barris diários, mas só atingiu 145 mil até hoje. Atualmente, produz 106 mil barris, em queda de 26,8%. Em Caratinga, a capacidade máxima é de 180 mil barris por dia e o pico foi de 143 mil. Agora, produz apenas 34 mil barris diários, queda de 76%. O Campo de Marlim Sul, com capacidade de produzir até 895 mil barris diários, chegou no máximo a 600 mil barris diários, e atualmente está produzindo 210 mil, queda de 65%.
 
Segundo uma fonte, a ANP solicitou que a Petrobras fizesse imediatamente uma revisão nas calibrações do gás lift, que é injetado nos poços. A agência exige ainda que, se necessário, a Petrobras perfure novos poços de injeção ou modifique os sistemas de fluidos para aumento da produção.
 
Mas, segundo uma fonte do setor, há uma resistência dentro da diretoria de Exploração e Produção (E&P) da Petrobras em executar logo esse trabalho porque ele implicaria em elevados custos, num momento em que a Petrobras amarga um prejuízo trimestral de R$ 1,3 bilhão este ano. Na área de E&P, começa a prosperar a ideia de que a Petrobras deve reivindicar a extensão dos prazos de concessões desses campos para adiar investimentos e ganhar tempo. Esses prazos vencem entre 2020 e 2025. Mas a ANP já acenou para a Petrobras que isso não será possível.
 
Fonte: Jornal O Globo

sábado, setembro 15, 2012

Petrobras quer aumentar produção de etanol para atender demanda por combustível

De acordo com Graça Foster, incremento na produção de álcool é a solução para enfrentar uma eventual redução na oferta de gasolina.
A presidente da Petrobras, Graça Foster,defende o incremento da produção de etanol como resposta ao aumento da demandapor combustível no país. Ela apresentou o plano de investimentos da empresa até2016 em audiência pública conjunta das comissões de Assuntos Econômicos (CAE) eInfraestrutura (CI) do Senado, presidida pelo senador Delcídio do Amaral(PT/MS) .O incremento na produção de álcool, segundo Foster, é a solução mais simples para enfrentar uma eventual redução naoferta de gasolina, alternativa que ela considera melhor do que ampliar a produção de derivados do petróleo, diante do crescimento do consumo.
O presidente da CAE disse que , além de suprir a demanda por um volume cada vezmaior de combustível, o aumento da produção de etanol trará efeitos positivosao meio ambiente.
“Na audiência pública ficou claro o papelfundamental que os biocombustíveis já têm e continuarão tendo no futuro, até porque as novas refinarias vão produzir óleo diesel, nafta, e com o crescimentono país do consumo de gasolina, a mistura com o álcool passa a ter um papel muito importante , principalmente na consolidação de uma matriz energética limpa”, disse Delcídio.
De acordo com o senador, a Petrobras está preparada pra esse esforço.
“A presidente Graça Foster está estruturando aempresa no sentido de criar os mecanismos necessários para implementar umprograma extremamente ambicioso, de mais de U$S 220 bilhões nos próximos cinco anos. E um detalhe importante : ela ressaltou que o preço da gasolina não vai variar ao sabor das variações do preço do petróleo lá fora, até porque o governo da presidenta Dilma tem um compromisso com o controle da inflação. A Petrobras vai buscar um preço de convergência, numa atitude muito mais lógica e sensata, que beneficia o país”,ponderou Delcídio.
Foster disse que a Petrobras tem muitos planos para o etanol, destacando a criação da Petrobras Biocombustíveis, em 2008. Para ela, é importante que a empresa tenha o etanol entre seus produtos, em função da vantagem competitiva do combustível.
“Se tivéssemos participação maior do etanol hoje, as dificuldades seriam menores”. Segundo ela, em algum momento os preços do etanol e da gasolina vão se aproximar, chegando a um intervalo que ela chamou de “convergência adequada”. Em defesa da convergência, Foster argumentou que uma companhia com o volume de investimentos da Petrobras tem de trabalhar pela convergência e não pela igualdade de preços na venda de combustíveis.
“Trabalhamos pela convergência e não acreditamos que a paridade imediata seja saudável para o país. Quem vai investir US$ 71 bilhões em refino não quer que esse mercado [da gasolina] desapareça”,alertou.
A presidente da Petrobras ressaltou ainda queo Brasil tem descoberto óleo em volume significativo e detém a expertise para exploração do mineral.
“Sabemos construir para gerenciar e sabemos operar. Com esse óleo descoberto, quando começar a aparecer, vamos recuperar o valor de nossas ações. Posso dizer aos acionistas: ‘comprem mais ações da Petrobras’. Trabalho muito para atender metas, mas a atividade, por si só, constitui enorme desafio”, afirmou.
Foster também afirmou que uma nova Petrobras está sendo construída com o passar do tempo.
– Temos a Petrobras de 2 milhões de barris depetróleo por dia, mas construímos para os próximos cinco anos a Petrobras de 4,6 milhões de barris de petróleo por dia. Temos hoje 350 empresas ligadas a Petrobras e o grande desafio hoje e recuperar a produção de petróleo. É dali que vem o caixa – afirmou.

Fonte: fatimanews

sexta-feira, setembro 14, 2012

HRT diz que poço abre nova fronteira na bacia do Solimões

A empresa afirma que o resultado do teste no 1-HRT-9-AM, no bloco SOL-T-191, revela um dos melhores poços de gás onshore já perfurados e testados no Brasil

Rio de Janeiro (RJ)  -  Em comunicado enviado ao mercado, a HRT anunciou , nesta quarta-feira (12) que concluiu teste de formação que confirmou potencial de gás em um dos seus blocos na Bacia do Solimões, revelando, assim, uma nova fronteira na região.
 
A empresa afirma que o resultado do teste no 1-HRT-9-AM, no bloco SOL-T-191, revela um dos melhores poços de gás onshore já perfurados e testados no Brasil.
 
O prospecto testado é parte de uma estrutura geológica de aproximadamente 56 quilômetros quadrados de área, situada a sudoeste do Campo de Juruá, com capacidade para armazenar entre 10 bilhões e 32 bilhões de metros cúbicos de gás recuperáveis.
 
"Este poço não só confirma o alinhamento gaseífero ao sul e a leste do Campo de Juruá, mostrando uma integração com as descobertas de gás dos poços 1-HRT-5-AM, 1-HRT-8-AM e 1-HRT-2-AM, mas também abre uma nova fronteira exploratória a sudoeste", afirmou o presidente da companhia, Milton Franke, em comunicado ao mercado.
 
A HRT estima que esta estrutura tenha potencial de vazão para produzir até 3 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia, quando atingir sua fase de desenvolvimento.
 
A HRT conclui o teste na sexta-feira passada e chegou a uma produção acima de 700 mil metros cúbicos de gás natural por dia, acima da capacidade operacional da planta de teste.
 
"O resultado demonstra que a bacia do Solimões possui um dos maiores potenciais gaseíferos entre todas as bacias brasileiras, permitindo acelerar o plano de monetização", declarou em comunicado o diretor-presidente da HRT, Marcio Rocha Mello.
 
Fonte: Reuters


quinta-feira, setembro 13, 2012

Rio Oil&Gas: IBP e OGX lançam aplicativo exclusivo para a feira

Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) acaba de lançar aplicativo multiplataforma para evento

Rio de Janeiro (RJ) - A OGX, empresa do grupo EBX, informou que já está disponível para download na AppStore, Google Play e App World o aplicativo “Rio Oil&Gas”, para celulares Android, iPhone e Blackberry. O App foi idealizado pelo organizador do evento, o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), e sua realização patrocinada pela OGX, empresa do Grupo EBX que atua no setor de exploração e produção de óleo e gás.
Além do catálogo impresso que, tradicionalmente, é distribuído a todos os participantes, agora os visitantes podem acessar também essas informações através do aplicativo, que disponibiliza agenda completa do evento, com possibilidade de integração à agenda pessoal do celular do usuário; lista de palestras e perfil dos palestrantes; mapa dos pavilhões com indicações de facilidades e expositores; detalhes de cada um desses expositores; e notícias relacionadas ao evento.
“Optamos por lançar um aplicativo para marcar esta edição especial de 30 anos e trazer inovação e pioneirismo à Rio Oil & Gas, que recebeu em sua última edição cerca de 53 mil visitantes. Acreditamos que essa iniciativa pioneira só vem a facilitar o acesso do nosso visitante às informações da Rio Oil e melhorar sua experiência no evento ”, explica Ana Guedes, Gerente de Eventos  do IBP.
A Macaé Offshore estará realizando a cobertura em todo o período do evento, levando as principais informações sobre o setor.

Fonte. http://www.macaeoffshore.com.br/

FPSO Cidade de Anchieta, da Petrobras, inicia operação no pré-sa

A plataforma está localizada no campo de Baleia Azul Afretado à empresa SBM Services Inc., essa plataforma tem capacidade para processar, diariamente, 100 mil barris de petróleo e 3,5 milhões m3 de gás

Rio de Janeiro (RJ) - A Petrobras iniciou nesta segunda-feira (10/9) a produção de petróleo do poço 7-BAZ-02-ESS, por meio do navio-plataforma Cidade de Anchieta. A plataforma está localizada no campo de Baleia Azul, no complexo denominado Parque das Baleias, na porção capixaba da Bacia de Campos. Essa plataforma, do tipo FPSO (unidade flutuante que produz, armazena e exporta óleo e gás), destina-se exclusivamente à produção da camada pré-sal dos campos de Baleia Azul, Jubarte e Pirambu, localizados no Parque das Baleias, nos quais a Petrobras detém 100% de participação.
 
Segundo comunicado divulgado pela estatal, o FPSO Cidade de Anchieta produzirá petróleo de alto valor comercial (28 graus API). Afretado à empresa SBM Services Inc., essa plataforma tem capacidade para processar, diariamente, 100 mil barris de petróleo e 3,5 milhões m3 de gás. Instalado em águas de 1.221 metros de profundidade e  a 80 km da costa, o FPSO escoará o gás produzido pelo Gasoduto Sul-Norte Capixaba até a Unidade de Tratamento de Gás de Cacimbas, no litoral capixaba. 
 
A produção inicial do poço 7-BAZ-02-ESS está estimada em 20 mil barris por dia (bpd). Outros nove poços (seis produtores e três injetores de água) serão interligados à plataforma. A previsão é que o pico de produção, de 100 mil barris por dia, seja atingido em fevereiro de 2013. 
 
O FPSO Cidade de Anchieta foi convertido no estaleiro Keppel, em Cingapura, e integra o projeto de desenvolvimento do pré-sal do Parque das Baleias. O Cidade Anchieta tem 344 metros de comprimento, 51 metros de largura, 28 metros de altura e pesa 273 mil toneladas 
 
Da Redação

quarta-feira, setembro 12, 2012

Força-tarefa para formar engenheiros qualificados

Quantidade e qualidade são os principais desafios que o Brasil deve enfrentar nos próximos anos quando o assunto é a formação de engenheiros. Com altas estimativas de demanda e pouca oferta de mão de obra qualificada, muitas instituições de ensino já apostam na criação de cursos para esses profissionais. Agora, é a vez de organizações sem fins lucrativos como o Instituto de Engenharia e o Sindicato dos Engenheiros de São Paulo também investirem na formação da área.
De acordo com um estudo publicado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Brasil precisará formar, até 2020, 95 mil engenheiros por ano para sustentar um crescimento econômico anual por volta dos 4% (uma expansão de 2,5% exigiria mais de 70 mil engenheiros por ano). Pelo mais recente levantamento da Associação Brasileira de Ensino de Engenharia (Abenge), o número de formandos na área em 2010 foi de 41 mil.

O déficit de engenheiros, no entanto, não é o único dado que se destaca no levantamento. Ainda segundo o Ipea, menos de 30% dos formados em engenharia em 2008 saíram de universidades consideradas de alto desempenho, com conceito 4 ou 5 no Ministério da Educação (MEC). A maior parte dos graduados (42%) formou-se em instituições com conceito 1 ou 2.
Especialistas concordam que a graduação em engenharia, mesmo nas escolas mais renomadas, ainda não oferece o tipo de conhecimento de gestão e negócios que o mercado exige hoje. “Existe uma diferença entre o que as empresas precisam e o que a universidade ensina”, diz Denise Retamal, diretora executiva da consultoria de recrutamento Rhio’s, especializada nas indústrias de mineração, petróleo & gás, energia, construção civil, engenharia e infraestrutura. Para a consultora, o que mais falta atualmente são profissionais que aliem conhecimento em uma especialidade e experiência no mercado, além de visão estratégica de negócios e idiomas estrangeiros.
Para Vanderli Fava de Oliveira, diretor de comunicação da Abenge, só agora os cursos de engenharia estão começando a perceber a necessidade de transmitir aos profissionais habilidades relacionadas à gestão. “As escolas estão verificando que, além de formar a base tecnológica, precisam também ensinar a gerir essa tecnologia”, explica.

De acordo com Oliveira, a velocidade com que as técnicas ficam obsoletas cria não só a necessidade de se manter atualizado constantemente, mas torna fundamental saber administrar a tecnologia – e não apenas usá-la. “O que falta é negócio, é como ganhar dinheiro com engenharia”, simplifica Hélio Guerra, presidente da Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE) e ex-reitor da Universidade de São Paulo (USP).
Dessa demanda surgiu a Escola Superior de Negócios em Engenharia (Esne), fruto de uma parceria do Instituto de Engenharia, organização sem fins lucrativos fundada em São Paulo em 1916, e a FDTE, organização criada por Guerra e um grupo de professores da Escola Politécnica da USP nos anos 1970. Com aulas iniciadas em agosto, a escola oferece cursos de extensão em negócios públicos e privados em engenharia. Os temas abordados incluem gestão de projetos, legislação, finanças e análise de risco. “São assuntos que não são vistos na graduação”, diz Guerra. Os programas são voltados para engenheiros que já possuem experiência e buscam se capacitar para assumir cargos de liderança, além de profissionais de outras áreas que participem de projetos.

Já o Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (Seesp) resolveu focar na graduação para lidar com os desafios de qualidade na formação em engenharia. No fim de 2009, começou a desenvolver o projeto do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), fundado no ano passado. Com sede em São Paulo, começa neste semestre a promover cursos de extensão em áreas específicas como propriedade intelectual e gestão ambiental. Mas o grande projeto virá no ano que vem, quando a instituição começará a oferecer um curso de graduação em engenharia da inovação. “Vimos que a necessidade de profissionais que podem contribuir para o desenvolvimento de inovação de produto e de processo seria um gargalo para qualquer projeto de desenvolvimento do país”, diz Antonio Octaviano, diretor-geral do instituto.
O curso pretende ter uma base mais generalista do que os outros cursos de engenharia. “O profissional precisa ter um perfil diferente tanto do que tínhamos antes quanto do que ainda formamos, que é o do engenheiro ultraespecializado”, explica.

Com a intenção de desenvolver uma relação permanente com o mercado, o currículo do curso se concentra em gestão, abrange áreas como a comunicação e quer promover a participação de professores visitantes de outros países. A decisão de focar a atuação do instituto na graduação veio da necessidade de formar um profissional mais flexível, capaz de transitar entre diferentes áreas – demanda que os idealizadores viram no mercado. “A evolução técnica é muito intensa. É preciso ter a competência para transitar em diferentes áreas com mesma qualidade.”

Fonte: Valor Econômico