segunda-feira, maio 23, 2011

Petrobras acelera o pré-sal e dinamiza projetos de estaleiros


Estatal amplia investimentos no primeiro trimestre do ano, ao perfurar oito poços do pré-sal

Número equivale a 40% das perfurações feitas entre 2007 e 2010; para abrir os poços, a estatal conta com seis sondas

DO RIO - Com mais sondas de perfuração disponíveis e maior aprendizado sobre a área, a Petrobras acelerou investimentos no pré-sal no primeiro trimestre, ao perfurar oito poços no período.
De 2007 até 2010, foram 20, ao todo. Em apenas três meses, a estatal perfurou 40% do que havia feito nos três anos anteriores.
Para abrir poços do pré-sal, a estatal tem hoje seis sondas. Já encomendou mais sete ao estaleiro Atlântico Sul (PE) e à Sete Brasil, empresa criada para gerir as sondas e arrendá-las à Petrobras.
A estatal terá, no máximo, 10% da companhia, cujo controle é compartilhado com Santander, Bradesco, BTG Pactual, Caixa Econômica Federal, além dos fundos de pensão Previ, Petros, Funcef, Valia e Lakeshore Financial Partners Participações.
A Folha apurou que a Petrobras estuda repassar à Sete Brasil mais 21 sondas -cuja licitação já foi anunciada, mas apenas a primeira etapa (sete sondas) está concluída.
Ontem, o diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa, confirmou que o modelo de contratação das sondas está sob reavaliação, mas não deu detalhes.
Inicialmente, a Petrobras iria construir e operar ela própria 28 sondas -numa das maiores encomendas em curso da companhia.
Na primeira fase da licitação, vencida pelo Atlântico Sul, cada unidade saiu por US$ 644,3 milhões. No mercado internacional, o preço unitário varia de US$ 400 milhões a US$ 500 milhões.

ENCOMENDAS
O diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, reconhece que, inicialmente, sondas e navios custam mais no Brasil, mas tendem a convergir para os preços internacionais com o passar do tempo e o avanço das encomendas.
O setor deve viver um boom nos próximos anos diante das necessidades do pré-sal. A Petrobras calcula a encomenda de, ao menos, 250 barcos de apoio (para transporte de suprimentos, equipamentos, ancoragem etc.) à exploração de petróleo, 88 navios de transporte de óleo e derivados, além de cascos de navios-plataforma de produção e estocagem de petróleo.
Segundo Augusto Mendonça, presidente da recém-criada Associação Brasileira das Empresas de Construção Naval e Offshore, somente a construção das sondas já assegura a instalação de, ao menos, mais três estaleiros no país.

Fonte: Folha de São Paulo/PEDRO SOARES

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