terça-feira, outubro 05, 2010

BRASKEM PLANEJA EXPANSÃO DO PLÁSTICO VERDE PARA O EXTERIOR


No dia 24 de setembro, a Braskem inaugurou sua primeira fábrica de “plástico verde”, após muita expectativa em torno da usina que utiliza o etanol, em vez do petróleo, como matéria-prima. A solenidade contou com a presença do presidente Lula e o pontapé inicial da planta já chama a atenção internacional, ao ponto de quatro países já terem demonstrado a intenção de investir em projetos semelhantes, que prometem impulsionar os eforços contra gases do efeito estufa.

Embora os números da fábrica sejam representativos para o setor, a produção de 200 mil toneladas de polietileno verde por ano e os R$ 500 milhões investidos no projeto já foram celebrados por executivos e especialistas. A novidade agora, uma vez inaugurada a fábrica, é a possibilidade de a Braskem expandir sua atuação sustentável para o exterior. Essa intenção foi inclusive garantida pelo presidente da companhia, Bernardo Gradin.

Segundo Gradin, os destinos da expansão da Braskem estão localizados na Europa, América e Ásia e poderão ser atendidos mesmo que a matéria-prima de abastecimento das fábricas seja fornecido do Brasil. Assim, a cana-de-açúcar poderá gerar o etanol que será transformado em eteno, polietileno, plástico e, por fim, sacolas de supermercados, frascos de produtos de higiene e beleza, embalagens de alimentos e até tanques de combustível.
Pacto
A estratégia sustentável da Braskem encontra ressonância no Pacto Nacional da Indústria Química, publicado em junho deste ano, pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). O documento apresenta oportunidades de investimentos que foram aproveitadas pela petroquímica nessa empreitada do “plástico verde”. De acordo com o documento, “o objetivo estratégico é posicionar a indústria química brasileira entre as cinco maiores do mundo, tornando o país superavitário em produtos químicos e líder em química verde.”

Para concretizar essa proposta, o Pacto Nacional da Indústria Química elabora alicerces baseados em quatro vertentes que constituem “requisitos imprescindíveis para o êxito do processo e para o estabelecimento de condições favoráveis aos investimentos e ao desenvolvimento econômico e social do País”: Insumos básicos e infraestrutura; Comércio exterior; Inovação e tecnologia (que abriga a parte de Foco no desenvolvimento da química verde) e Fortalecimento da cadeia de valor.

Fonte: http://www.nicomexnoticias.com.br/

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