segunda-feira, abril 09, 2012

Petrobras tem 920 vagas em cursos gratuitos na Bahia


Especialistas do setor de petróleo e gás preveem que mais de 200 mil vagas serão geradas no setor nos próximos seis anos. No entanto, setor sofre com falta de mão de obra qualificada. Programa do governo concede bolsas de até R$ 900 para participantes.

O prazo de inscrição para concorrer a uma das 920 vagas na Bahia do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp) acaba no próximo dia 12. O processo de seleção pública vai oferecer 11.671 vagas em todo o país para cursos gratuitos na área de petróleo e gás. Ao todo, 14 estados participam do processo e há vagas para profissionais de nível básico, médio, técnico ou superior. Com duração entre três e nove meses, os cursos preparam os alunos para ingressar no mercado de trabalho através de empresas do setor.

No estado, há vagas para funções como caldeireiro, mecânico montador, eletricista, engenheiro e padeiro confeiteiro. As cidades contempladas com a qualificação são Salvador, Simões Filho, Candeias, Lauro de Freitas e São Sebastião do Passé. O curso tem como objetivo atender a demanda por mão de obra pela Petrobras na Refinaria Landulpho Alves (RLAM) e na Unidade Operacional da Petrobras na Bahia (UO-BA).

A Petrobras não está obrigada a empregar o aluno depois do curso, mas profissionais da área apontam o Prominp como uma eficiente porta de entrada para o mercado do setor de petróleo e gás. “A probabilidade de contratação por alguma operadora do setor é grande para quem faz o curso, porque os currículos dos alunos ficam no portal do Prominp, muito acessado pelas empresas”, explica o professor Marcelo Fábio Gomes Soares, Gerente da Área de Petróleo e Gás do Senai, entidade que ministra os cursos. O especialista não informou a faixa salarial de profissionais qualificados pelo Prominp, já que há funções diferentes de diversos níveis.

Provas
Soares garante que as provas do Prominp não são difíceis. “Quem se dedicar passa”, diz. As avaliações para cargos de nível básico e médio incluem apenas provas de língua portuguesa, matemática e raciocínio lógico, enquanto os cargos de nível superior também têm uma prova de conhecimentos específicos.

“Para a prova de português, a dica é estudar gramática, ortografia e interpretação de textos, enquanto para as outras duas provas, é comprar apostilas disponíveis no mercado para outros concursos e fazer muito exercício”.

Ele acrescenta que, para qualquer um dos cargos, é fundamental ler o conteúdo programático da vaga desejada no edital, disponível no site do Prominp ou do Cesgranrio. “Também é fundamental imprimir as provas antigas, na seção de Concursos Antigos no site da Cesgranrio”.

A recomendação do especialista para as provas de conhecimento específico é olhar o que o edital está pedindo e ter foco. “A prova é bem tranquila, quem tiver um conhecimento mínimo não vai ter dificuldade”, garante.

Para os cargos de plataformista de sonda e operador de sonda de perfuração, há também uma prova física. Nesse caso, o professor recomenda que os candidatos se preparem pelo menos três meses antes. “As provas incluem barra fixa, abdominal e corrida de 12 minutos”, diz Soares. “Durante os treinos, é importante praticar sempre mais exercícios do que o edital pede”.

Empregos
Os resultados do Programa Nacional de Qualificação Profissional (PNQP), do Prominp mostram que a taxa de empregabilidade aumenta de 32,8% para 67,1% para os profissionais que fazem esses cursos.

Um bom exemplo é a estudante de engenharia mecânica Sherazade Araújo. Ela fez a seleção por mera curiosidade e acabou passando. “Fui aprovada para o curso de três meses de operadora de sonda de perfuração e acabei me encontrando na área”, conta. Depois, ela fez um estágio no próprio Senai e foi contratada como instrutora. “Recomendo aos curiosos que façam a seleção. Outras pessoas podem se descobrir”.

Bolsa
Os candidatos aprovados que estiverem desempregados durante o curso receberão uma bolsa-auxílio mensal que varia de R$ 300 a R$ 900, a depender do cargo. As taxas de inscrição variam de R$ 25 a R$ 63. Todos os candidato devem ter 18 anos ou mais. As provas serão realizadas pela Cesgranrio em 13 de maio.

Segundo o Senai, há expectativa de geração de pelo menos 265 mil empregos nos próximos seis anos no setor de petróleo e gás natural. “Um dos grandes desafios é conseguir a qualificação”, avalia Victor Vieira, coordenador do curso de Petróleo e Gás da Unifacs. Segundo ele, vagas do setor já estão sendo ocupadas por trabalhadores de outros países.

Entenda o programa

O que é o Prominp?
É um programa do governo federal para o setor de petróleo e gás que tem o objetivo de ampliar a participação da indústria nacional no fornecimento de bens e serviços, gerando emprego e renda.

Quem pode participar?
Há 920 vagas na Bahia para níveis médio, técnico e superior. Para participar, o candidato deve ter 18 anos ou mais e preencher os requisitos para a vaga desejada.

Só pode concorrer quem tiver a formação específica da vaga?
Para as vagas de nível técnico, sim. No nível superior, é preciso conferir no edital: algumas vagas só valem para engenharias, outras admitem arquitetos, urbanistas e geólogos.

O emprego é garantido?
O curso não garante que o aluno sairá empregado. Especialistas dizem que mesmo depois do curso é preciso continuar estudando

Onde é possível trabalhar?
Há carência de mão de obra em toda a cadeia produtiva, na área de exploração (terra ou mar) e nas transversais (segurança do trabalho, caldeiraria, soldagem, etc). Petrobras, Queiroz Galvão e Odebrecht são potenciais empregadores.

Fonte: Correio24horas (Victor Longo)

Petrobras conclui perfuração de poço Iara Oeste no pré-sal da Bacia de Santos


SÃO PAULO – A Petrobras (PETR3; PETR4) anunciou, em comunicado ao mercado na noite dessa segunda-feira (9), que concluiu a perfuração de poço exploratório na extensão Iara, no pré-sal da Bacia de Santos, no Rio de Janeiro. O poço está localizado a cerca de 9 km do poço pioneiro descobridor, com profundidade de 2.150 metros.

O poço, informalmente designado como Iara Oeste, é o terceiro perfurado na área do plano do poço Iara e atingiu a profundidade final de 6.050 metros. De acordo com a petrolífera, os resultados obtidos através de amostragens comprovaram a existência de petróleo de boa qualidade, o que “demonstra o elevado potencial dos reservatórios do pré-sal nesta área”. As amostragens tiveram resultado entre 21º e 26º API (unidade de medida para a densidade dos líquidos derivados do petróleo).

A Petrobras informou ainda que o consórcio, formado por ela – que é a operadora, com 65% de participação -, pela BG Group (25%) e pela Petrogal Brasil/Galp Energia (10%) dará continuidade às atividades previstas pelo plano de avaliação aprovado pela ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis), incluindo testes de formação para avaliar a produtividade do reservatório.

Fonte: InfoMoney

sábado, abril 07, 2012

FMC acerta com Petrobras acordo de US$ 1,5 bilhão


As encomendas de equipamentos da Petrobras começam a mudar o perfil da indústria de petróleo no país. Um exemplo dessa tendência está no segmento de árvores de natal submarinas, equipamentos instalados nos poços, no fundo do mar, e que são formados por um conjunto de válvulas e sensores. Antes as indústrias produziam esses equipamentos em pequenos lotes. Agora o padrão está mudando para grandes volumes, o que exige investimentos do fabricante principal do bem, mas também dos subfornecedores.

A americana FMC Technologies, fornecedora de soluções de tecnologia para a indústria de petróleo, se encaixa bem nessa realidade. A empresa, que programou R$ 200 milhões em investimentos no Brasil entre 2010 e 2012, anunciou recentemente acordo com a Petrobras para fornecer 130 árvores de natal submarinas à estatal em contrato que pode chegar a US$ 1,5 bilhão. “É o maior contrato de árvores de natal submarinas da indústria de petróleo no mundo”, afirma José Mauro Ferreira, diretor comercial da FMC Technologies no Brasil.

A compra inicial prevista no acordo entre FMC e Petrobras é de 78 equipamentos que somam cerca de US$ 900 milhões. Essas árvores de natal serão utilizadas no pré-sal e submetidas a maiores profundidades e pressões nos reservatórios. As primeiras unidades começarão a ser entregues em 2014 com índice de 70% de conteúdo nacional. A FMC vem se preparando para atender a essas encomendas em maior escala, o que acredita deve ser uma tendência dadas as metas de aumento da produção da Petrobras.

Mas a produção desses equipamentos submarinos em maior volume – e com um alto percentual de nacionalização – impõe desafios. Um deles é aumentar a capacidade dos atuais fornecedores da FMC. Mas, simultaneamente, é preciso ampliar a lista de empresas capazes de entregar partes ou componentes dentro das condições de qualidade e prazo requeridas. “Temos de requalificar os fornecedores para conseguir um aumento na capacidade de entrega”, diz Ferreira.

Uma segunda etapa, afirmou o executivo, considera desenvolver fornecedores de itens críticos para atender a demanda do mercado. “E esse processo também passa por motivar fornecedores estrangeiros a se instalarem no Brasil ou a se associarem com empresas locais”, afirma. O desenvolvimento da cadeia produtiva é importante dada a mudança de patamar: no passado, a FMC registrava entre 12 e 24 encomendas de árvores de natal submarinas por ano, número que pode chegar a 60 unidades por ano a partir de 2014.

A FMC está motivando fornecedores a se instalar na fábrica da empresa no bairro da Pavuna, zona norte do Rio, para fazer montagens e testes de equipamentos. Essa é uma fase intermediária à nacionalização dos bens. Leonardo Ribeiro, diretor de projetos da FMC no país, diz que um fornecedor americano, a Teledyine, já se instalou na unidade industrial da empresa para fazer integração e testes em equipamentos.

A fábrica da FMC recebeu investimentos para aumentar a capacidade de produção dentro do plano da empresa de desembolsar R$ 200 milhões no país até 2012. Esse montante é cerca do dobro do investido entre 2008 e 2010. Do total, 35% ou R$ 70 milhões foram aplicados no Centro de Tecnologia que a FMC instalou na Ilha do Fundão, também no Rio. Um dos papéis do centro é desenvolver uma nova geração de equipamentos submarinos. A base de serviços da empresa em Macaé foi outra unidade a passar por ampliações.

Ao longo de sua história no Brasil, a FMC já recebeu da Petrobras encomendas para mais de 500 árvores de natal submarinas, das quais 300 foram entregues. As restantes 200 se dividem entre as 130 anunciadas na semana passada e outras 107 unidades já contratadas e que serão entregues até 2014. A primeira árvore de natal submarina foi produzida no Brasil em 1978 pela CBV, sob licenciamento da FMC.

Fonte: Valor Econômico/Francisco Góes Do Rio