terça-feira, novembro 03, 2009

Windows 7 não faz sacrifícios por segurança


Sistema traz novos recursos, mas tenta não causar inconveniências.Primeiras vulnerabilidades já foram corrigidas.


Segurança não é o foco do Windows 7. O novo sistema operacional da Microsoft traz poucas diferenças em relação ao Windows Vista neste quesito. No entanto, como muitos usuários não migraram do Windows XP, talvez alguns recursos – como o Controle de Contas de Usuário – sejam totalmente novos. Este mês, o Windows 7 também já recebeu suas primeiras correções quatro correções de segurança. A coluna de hoje comenta o impacto dessas primeiras brechas, as novidades do sistema e o que elas significam para os usuários.

O diretor-executivo da Microsoft, Steve Ballmer, afirmou que o Windows Vista “sacrificou compatibilidade por segurança” e que o sistema nunca se recuperou disso “numa perspectiva do boca a boca”. A análise dele está certa: até hoje o Vista é tido por muitos como um sistema em que muitos aplicativos, hardwares e jogos simplesmente não funcionam direito. O Windows 7 se aproveita de todo o trabalho que desenvolvedores fizeram no Windows Vista para tornar os dispositivos e softwares compatíveis. Praticamente tudo que funciona no Vista também pode funcionar no Windows 7 porque ele, ao contrário do anterior, não faz nenhum grande sacrifício pela segurança dos usuários. Ao contrário, faz ainda menos sacrifícios.

É o que se pode perceber no Controle de Contas de Usuário (UAC, User Account Control). No Windows Vista, muitas ações provocavam alertas inconvenientes. Isso incentivou programadores a modificarem seus programas para serem “bons companheiros” do UAC, gerando menos alertas. Com isso, mais aplicativos funcionam corretamente em contas limitadas de usuário – uma prática recomendada para aumentar a segurança. O UAC do Windows 7 possui mais níveis de configuração e gera menos avisos por padrão, o que efetivamente reduz também o controle dos usuários sobre as permissões dos programas em execução. No entanto, o incômodo também é muito menor – e o UAC nunca foi um recurso popular entre os usuários mais avançados e que de fato poderiam tirar proveito dele. A vantagem da nova versão do Windows é poder se aproveitar das coisas boas trazidas pelo Vista sem grande parte dos problemas que foram gerados por ele.

O Windows 7 promete tornar impossível o uso de dispositivos USB para a propagação de vírus. Isso significa que câmeras digitais, tocadores de MP3, pendrives e discos externos não são mais capazes de infectar o sistema simplesmente ao serem conectados no computador. Em versões anteriores do Windows, um recurso chamado “AutoRun” (“Reprodução Automática”) fazia com que qualquer vírus pudesse ser executado assim que o dispositivo fosse conectado. Apenas CDs e DVDs continuarão com o recurso de Reprodução Automática. Como são mídias em que normalmente não é possível fazer gravação, vírus não conseguem criar cópias de si mesmo nelas para se disseminar. Embora seja uma novidade do Windows 7, usuários de versões anteriores do Windows não ficarão de fora, porque uma atualização foi disponibilizada para o Vista e para o XP.

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