sábado, julho 28, 2012

Rolls-Royce equipará navios-sonda de alta tecnologia

Encomenda por propulsores da britânica ultrapassa R$ 220 milhões

Rio de Janeiro (RJ) - A Rolls-Royce, empresa global de sistemas de energia, presente no Brasil há mais de 50 anos, recebeu encomendas de mais de R$ 220 milhões para fornecer grandes propulsores que irão equipar navios-sonda em operações offshore. Esses últimos pedidos, que incluem a opção de propulsores adicionais, vieram de um grupo de clientes que estão expandindo cada vez mais suas frotas de navios-sonda. Isso porque há uma crescente demanda na exploração de óleo e gás em águas profundas e condições severas.

A norueguesa Seadrill novamente escolheu os propulsores da Rolls-Royce para equipar três navios-sonda que serão construídos pela Samsung na Coreia do Sul. Cada embarcação terá seis sistemas azimuth, cada um com potência de 4.500 kW. A Pacific Drilling fez encomendas semelhantes para um navio-sonda, enquanto a Ensco pediu propulsores do mesmo modelo, só que mais poderosos, para uma de suas embarcações.

Esses últimos dois navios também serão construídos no estaleiro da Samsung. O vice-presidente sênior da divisão Offshore da Rolls-Royce, Helge Gjerde, destacou o papel da britânica no mercado:

“Nos últimos anos, diversos navios-sonda equipados com propulsores Rolls-Royce entraram em operação, fazendo da nossa empresa líder de mercado para esse tipo de equipamento. Estamos muito felizes em ver que os nossos clientes continuam confiando em nossa capacidade de apoiar os seus negócios com sistemas, produtos e serviços para missões críticas”, afirma o executivo.

Esses navios-sonda de alta especificação operam em modo de posicionamento dinâmico (sistema DP), com a utilização de tecnologia de satélite. Desse modo, as embarcações se mantêm estáveis sem a necessidade de ancorar. Por isso, os propulsores devem ter alto desempenho e confiabilidade e requerem características únicas. São elas a alta eficiência de impulsão durante a trajetória para os campos de perfuração e o controle do posicionamento durante as operações.

Os propulsores da Rolls-Royce serão utilizados, inclusive, em navios-sonda já contratados na Coreia do Sul pelas empresas Rowan, Noble e Fred Olsen, em Hyundai, e em Daewoo pelas companhias Attwood, Transocean (Aker) e Vantage.

Da Redação

OSX apresenta resultados do 2° trimestre de 2012

Petrobras aprovou a contratação da OSX para a integração de FPSOs para a produção de petróleo do pré-sal brasileiro

Rio de Janeiro (RJ) - A OSX, empresa do Grupo EBX que atua na indústria naval offshore, fechou o primeiro semestre de 2012 com lucro líquido de R$ 5,4 milhões. O caixa consolidado da companhia e de suas controladas em 30 de junho de 2012 era de R$ 1.9 bilhões.

Durante este trimestre, a empresa deu continuidade às suas principais frentes de ação: construção da UCN Açu e da frota de unidades offshore da OSX e de sua clientela; operação do OSX-1 e a contratação do financiamento de R$ 2,7 bilhões com repasse do FMM junto a BNDES e CEF, além das iniciativas de expansão da clientela.

"Nesse aspecto, recebemos com orgulho e responsabilidade a notícia de que a Petrobras aprovou a contratação da OSX para a integração de FPSOs para a produção de petróleo do pré-sal brasileiro”, comentou Carlos Bellot, diretor-presidente da OSX.

O início de treinamento do programa de capacitação profissional da parceria ITN e Senai-Firjan e as certificações ISO 9001, ISO 14001 e OHSAS 18001 para sistemas de gestão da operadora do FPSO OSX-1 também foram comemorados.

Atualmente, a OSX está gerindo uma carteira de 21 unidades destinadas à produção de petróleo e gás no Brasil, sendo cinco FPSOs e quatro WHPs para a OGX (empresa do grupo EBX), um navio PLSV para a Sapura e 11 navios-tanque MR para a Kingfish. Ao longo do trimestre, a OSX manteve a sua estratégia de expansão e diversificação de sua clientela.

As obras da Unidade de Construção Naval do Açu no Complexo Industrial do Superporto do Açu em São João da Barra, no norte do Estado do Rio de Janeiro, iniciadas em julho de 2011, seguem no ritmo previsto, para início de operação parcial no primeiro trimestre de 2013 e conclusão no segundo trimestre de 2014.

Da redação, com informações assessoria OSX

sexta-feira, julho 27, 2012

Cientistas russos criam nova tecnologia de prospeção de petróleo

Empresa Geonod diz que sistema é mais eficaz e economicamente vantajosa tanto em terra, quanto no mar, a grandes profundidades

Rússia - Para encontrar os tão almejados poços de petróleo é necessário um grande trabalho preparatório. Uma das etapas iniciais é a prospeção sísmica. A empresa Geonod propõe um método inovador de procura de hidrocarbonetos, sem análogos no mundo, conforme diz à Voz da Rússia o representante da companhia, Evgueni Borissov.

"A nossa tecnologia pode ser aplicada praticamente em quaisquer condições geológicas, incluindo zonas onde as atuais tecnologias não são suficientemente eficazes ou até impotentes, bem como nos casos em que não são vantajosas economicamente. A nossa tecnologia pode ser utilizada a qualquer profundidade: fazemos prospeção sísmica desde a superfície até as profundidades máximas nas quais é feita a extração", explica.

Os pesquisadores da empresa, integrada ao centro de inovação Skolkovo, afirmam que esta é a forma mais eficaz e economicamente vantajosa de fazer a prospeção de hidrocarbonetos quer em terra quer no leito marinho, a grandes profundidades.

Hoje em dia, a prospeção é feita através de dois métodos tradicionais. O primeiro é a prospeção sísmica, com a utilização de “cabos rebocados”. Se trata de cabos com vários quilómetros de comprimento munidos de sensores, que são rebocados pelos navios. Eles recebem os sinais refletidos, que são transmitidos para terra a partir do navio.

Uma outra tecnologia utiliza cabos instalados no fundo do mar. Os cabos são colocados nas profundidades e depois são feitos os respetivos cálculos em função dos dados obtidos. Os dois métodos têm os seus pontos negativos. No primeiro caso, não há grande rigor dos dados, uma vez que são registrados sinais provenientes não só da plataforma mas também do mar em si. O segundo método é mais rigoroso mas implica grandes despesas e muito tempo.

A tecnologia da Geonod não tem nenhum destes inconvenientes, ela é mais simples, mais eficaz e mais segura: a taxa de acidentes e avarias nos equipamentos não supera os 0,01%, sendo consequentemente mais barata do que as tradicionais.

O conjunto de equipamentos da Geonod integra dispositivos de registro autónomos instalados no fundo do mar e que imergem automaticamente. Para além disso, existe ainda um sistema de comando do equipamento, utilizado para resolver várias questões geológicas, bem como equipamentos facilmente instaláveis para colocação dos dispositivos de registro e sua recolha do mar.

Uma outra característica não menos importante é que estes equipamentos podem ser transportados a bordo de qualquer tipo de navio e não apenas de navios de investigação. Isso permite reduzir os custos dezenas de vezes e economizar recursos. No centro de investigação e inovação de Skolkovo, os especialistas da Geonod consideram que "no fundo teve início uma nova era na prospeção de hidrocarbonetos".

O Centro de Skolkovo possui atualmente mais de 500 empresas ligadas à inovação em cinco áreas diferentes: tecnologias IT, biomédicas, eletrotécnicas, espaciais e nucleares. Cientistas russos inventaram uma tecnologia completamente nova de prospeção de petróleo e gás natural no fundo do mar.

Fonte: Portal Terra / Voz da Rússia