quinta-feira, maio 05, 2011

Petrobras prevê operação de 13 plataformas no pré-sal da Bacia de Santos até 2017


A Petrobras e seus parceiros comemoraram, no final do ano passado, o começo da produção em escala comercial nos campos do pré-sal brasileiro. Atualmente, são extraídos cerca de 100 mil barris por dia (bpd) no polo pré-sal da Bacia de Santos e na área do pré-sal da Bacia de Campos, ambas no litoral sudeste do país. Só na Bacia de Santos, a produção diária deve alcançar, até 2017, cerca de 1 milhão de barris diários, com a entrada em operação das unidades planejadas para a região.

Os FPSOs BW Cidade de São Vicente e Dynamic Producer, hoje instalados na Bacia de Santos para realizar os Testes de Longa Duração (TLD) de Lula Nordeste e Guará, respectivamente, colhem informações técnicas fundamentais para o futuro desenvolvimento das jazidas descobertas. Esses dados deverão subsidiar o planejamento das atividades no pré-sal, coordenadas por meio do PLANSAL, o Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado do Polo Pré-sal da Bacia de Santos.

O Piloto do campo de Lula (originário da acumulação de Tupi), na Bacia de Santos, está sendo operado pelo FPSO Angra dos Reis, instalado no final de 2010. Com capacidade para produzir, diariamente, até 100 mil barris de óleo e 5 milhões de m³ de gás, esta é a primeira plataforma de produção programada para operar em escala comercial na área. Está ancorada a cerca de 300 km da costa, sobre 2.149 metros de lâmina d´água. Enquanto os sistemas de escoamento de gás para o continente não estão completamente operacionais, está produzindo cerca de 28 mil barris de óleo por dia.

No pico de produção, o FPSO estará conectado a seis poços produtores de petróleo, um injetor de gás, um injetor de água e, por fim, um capaz de injetar água e gás alternadamente. Assim como os TLDs de Lula Nordeste e Guará, o Piloto de Lula colhe informações de reservatório e de produção que serão fundamentais para a concepção das demais unidades de produção que irão produzir no pré-sal.

Extraindo conhecimento- Em 2010, a Petrobras perfurou oito poços no polo pré-sal da Bacia de Santos. Desde que foram descobertas essas acumulações já foram perfurados 20 poços na região. Para 2011, está programado o início da perfuração de mais 24 poços na área.

As informações coletadas pelas perfurações feitas até agora permitiram reduzir significativamente as incertezas sobre os reservatórios do pré-sal, que são formados por rochas carbonáticas microbiais, antes pouco conhecidas pelos técnicos.

Os dados dos campos de Lula e Cernambi estão sendo processados e interpretados. A conciliação dessas informações com os resultados obtidos nos testes de produção já propiciou maior conhecimento sobre o comportamento dinâmico das novas jazidas. Com isso, há maior confiabilidade na previsão de produção futura e de reservas dessas áreas. Uma vez que os poços continuam a ser perfurados em toda a área do pré-sal da Bacia de Santos, os dados de perfis e testes de formação são utilizados não só para o entendimento do campo onde o poço está sendo perfurado, mas também para o desenvolvimento futuro de toda a área do pré-sal.

Declaração de comercialidade - No final do ano passado, o consórcio responsável pelas áreas de Tupi e Iracema declarou a comercialidade destas acumulações. Com isso, elas deram origem aos campos de Lula e Cernambi, respectivamente. Na área de Tupi, campo de Lula, o volume recuperável declarado foi de 6,5 bilhões de barris de óleo equivalente (boe), com 28º API. Em Cernambi, o volume recuperável declarado foi de 1,8 bilhão de boe, de petróleo de 30º API. Do total dos dois campos, 800 milhões de barris foram incorporados às reservas provadas da Petrobras já em janeiro deste ano. Também foram incorporados outros 100 milhões de boe do pré-sal da Bacia de Campos, localizada mais ao norte do litoral do Brasil.

As reservas provadas da Petrobras totalizam, hoje, 15,986 bilhões de boe, pelo critério da Society of Petroleum Engeneers (SPE). Esse volume deverá dobrar ao longo dos próximos anos, se confirmadas as estimativas de volume recuperável das áreas licitadas do pré-sal. Essas estimativas estão calculadas entre 13,9 bilhões e 16,3 bilhões de boe, já considerando a declaração de comercialidade de Tupi. Esse volume não inclui os 5 bilhões de boe que a Petrobras adquiriu do governo brasileiro pelo instrumento legal denominado “cessão onerosa”, que trará um aporte significativo às reservas já existentes.

Cessão onerosa- No ano passado, a Petrobras adquiriu, onerosamente, direitos de pesquisa, exploração e produção até o limite de 5 bilhões de barris de óleo equivalente, em áreas contíguas às acumulações descobertas em blocos já licitados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Conforme o projeto de lei aprovado pelo Congresso Brasileiro, a empresa terá, portanto, um aporte de 5 bilhões de boe às suas reservas, um volume equivalente a cerca de 1/3 das reservas atuais da empresa. Nessas áreas, que foram pré-definidas em lei, a Petrobras terá 100% dos direitos exploratórios. Essas concessões serão desenvolvidas com a exigência de alto conteúdo nacional nos empreendimentos e de forma integrada com as áreas licitadas. O objetivo é promover a otimização dos recursos logísticos, com reflexos em melhores resultados para o polo pré-sal da Bacia de Santos.

O Congresso Brasileiro aprovou, também, um novo regime legal para a exploração e produção no pré-sal e em outras áreas estratégicas no Brasil. Por esse regime, que adota o sistema de partilha de produção, a Petrobras terá uma participação mínima obrigatória de 30% em cada bloco ainda não licitado. As áreas já licitadas, ou que estejam em limites geográficos fora do pré-sal ou outras áreas estratégicas, continuarão a ser regidas pelo regime de concessão exploratória, que regulava até então todas as atividades de E&P no país.

Plataformas em série- Em novembro de 2010, foram assinados os contratos para a construção de oito cascos das futuras plataformas destinadas à primeira fase de desenvolvimento da produção do polo pré-sal da Bacia de Santos. Essas unidades, batizadas de “replicantes”, integram a nova geração de plataformas de produção concebidas segundo parâmetros de simplificação de projetos e padronização de equipamentos. A produção em série de cascos idênticos permitirá maior rapidez no processo de construção, ganho de escala e a consequente otimização de custos.

Cada plataforma dessas, do tipo FPSO (Floating Production Storage and Offloading), terá capacidade para processar até 150 mil barris por dia (bpd) de óleo e 6 milhões de m³ de gás/dia. Os cascos estão sendo construídos no polo naval de Rio Grande, no estado do Rio Grande do Sul, e foram projetados para garantir 70% de componentes fabricados no país.

Os oito replicantes entrarão em operação nos blocos BM-S-9 e BM-S-11. Além deles, serão instalados ali, também, dois outros projetos-pilotos, programados para as acumulações de Lula Nordeste e Guará, ambos com a mesma capacidade de produção dos replicantes. No total, serão treze unidades de produção a operar no polo pré-sal da Bacia de Santos até 2017, incluindo o Piloto de Lula, já iniciado com o FPSO Cidade de Angra dos Reis.

A contratação do afretamento das duas plataformas restantes, para os projetos da área de Guará-Norte e do campo de Cernambi, foi aprovada pela Petrobras e parceiros no final de 2010. Serão FPSOs com capacidade para produzir até 150 mil bpd de óleo e até oito milhões de m3 de gás/dia. Os consórcios decidiram antecipar a produção dessas áreas, dado que os testes iniciais de vazão apresentaram excelentes resultados.

Escoamento e logística- O escoamento de petróleo dos projetos do polo pré-sal da Bacia de Santos será feito, inicialmente, apenas por navios aliviadores. O gás será escoado por dutos até a Unidade de Tratamento Monteiro Lobato (UTCGA), em Caraguatatuba, São Paulo, e para a estação de tratamento de Cabiúnas, no Rio de Janeiro. Também está em estudos, para a região, a instalação de uma unidade de gás natural liquefeito embarcado (FLNG).

Atualmente, o transporte de passageiros está sendo operado a partir dos aeroportos de Jacarepaguá e de Cabo Frio, no estado do Rio de Janeiro. Para atendimento à demanda de movimentação de cargas, além dos portos pelos quais a Petrobras opera hoje, foi fechado um contrato com o porto do Rio de Janeiro.

Para o futuro, está prevista a construção de duas bases aeroportuárias, sendo uma em Itaguaí, no Rio de Janeiro, e a outra em Santos, em São Paulo. Também se estuda a construção de até três centrais intermediárias de fluidos e outra de passageiros, para otimizar a logística de apoio à atividade offshore.

Fonte: http://www.revistafator.com.br/

Distorção cambial ameaça o pré-sal


No momento, a cúpula da Petrobras está em Houston, nos Estados Unidos, participando da maior feira mundial de prospecção de petróleo no mar, a OTC (Offshore Technology Conference). Os números brasileiros lá chamam a atenção, pois são todos grandiosos. Hoje, o pré-sal contribui com 100 mil barris diários de petróleo e, em 2017, esse número será multiplicado por dez. Até lá, a Petrobras pretende instalar 13 unidades de produção no mar do pré-sal. O pré-sal é, ao mesmo tempo, uma grande riqueza e um grande desafio. A mais tradicional empresa mundial de consultoria, Booz & Company, estimou em US$ 650 bilhões os gastos para execução total do projeto.


Presente a Houston, o presidente da Associação Brasileira de Engenharia Industrial (Abemi), Carlos Barros, afirmou que as demandas do setor, no Brasil, até 2020, serão de US$ 400 bilhões. O presidente da Associação Brasileira das Empresas de Construção Naval e Offshore (Abenav), Augusto Mendonça, prevê que serão necessárias 97 plataformas, 510 barcos de apoio e 49 navios, ou seja, encomendas de US$ 150 bilhões nos próximos dez anos.


O presidente do Sindicato da Construção Naval (Sinaval), Ariovaldo Rocha, garante que o setor está se estruturando para atender à crescente demanda e manifesta certeza de ter apoio governamental, pois esse setor industrial só opera com apoio de governo. "Apoio significa viabilização de encomendas, normas práticas e financiamento. Queremos ser competitivos no mercado externo e nem de longe pensamos em obter subsídios" - explica Rocha.


No entanto, além do Custo Brasil - que onera excessivamente os produtores nacionais - há um grande desafio a ser vencido. A constante valorização do real estimula importações e torna os produtos e serviços brasileiros gravosos. As metas de nacionalização nas obras e produtos do pré-sal estão entre 65% e 70% e os mais otimistas chegam a esperar 80%. Mas com a atual cotação valorizada do real ante dólar, euro e coroa norueguesa, os mais realistas acham difícil manter as encomendas do pré-sal no país.


Recentes estudos da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) comprovam ser difícil ou até impossível competir com fornecedores asiáticos em geral, especialmente os chineses. O dólar chegou a valer quase R$ 4 e hoje anda por volta de R$ 1,60. Com essa disparidade, a presidente Dilma terá de tirar muitos coelhos da cartola para viabilizar obras do pré-sal no Brasil. E ninguém quer o pré-sal com plataformas de Cingapura, navios da Coréia, sondas chinesas, motores ingleses, tecnologia americana e barcos de apoio noruegueses.





Expectativa


Há muita expectativa para a reunião, dia 12, do Conselho Diretor do Fundo de Marinha Mercante (FMM). Será a primeira do governo Dilma e marcará a posição do novo governo sobre construção naval. Fernando Henrique Cardoso - assessorado pelo então secretário do Tesouro, Joaquim Levy - retirava recursos do FMM para o caixa federal.


Lula fez o contrário, pois manteve os recursos do FMM - obtidos a partir de cobrança sobre o frete na importação - e ainda concedeu R$ 10 bilhões extras. A presidente parece ter intenção de estimular a construção de navios e plataformas no país, mas terá de assinar um cheque de R$ 8 bilhões a R$ 10 bilhões ao FMM, para viabilizar os projetos de navios, barcos de apoio e três estaleiros - Eisa-Alagoas, Promar-Pernambuco e o estaleiro OSX, de Eike Batista no Norte Fluminense.


Para o futuro, o FMM precisará de novos e grandes aportes. Lula tinha uma ligação emocional com a construção naval. Em seus oito anos de governo, ele repetiu à exaustão que, ao lado do deputado Luiz Sérgio, em Angra dos Reis (RJ), ambos choraram ao ver o estaleiro Brasfels - antigo Verolme - entregue às traças e ele prometeu, se eleito, recuperar o setor, o que cumpriu. Agora, a bola está com Dilma.





Funcef


Manifesto, com 1.070 assinaturas de aposentados da Caixa Econômica Federal foi enviado à presidente Dilma Rousseff, com cópia para o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e outras autoridades. Queixam-se os economiários federais que não têm recebido reposições a que fazem jus.


Reclamam que lhes foi retirado, sem respaldo legal, o direito adquirido à revisão de benefícios, de que trata a Lei Complementar 109/2001. Alegam que isso aconteceu, inclusive, de forma retroativa. A substituição ocorreu através de "recuperação de perdas", que, segundo os economiários, na verdade não atende a essa função de recuperar perdas.


No manifesto, os economiários contestam o poder paritário dos seis membros do conselho da Fundação dos Economiários Federais (Funcef) e declaram que os conselheiros indicados pela CEF não têm quaisquer vínculos históricos com a entidade.





Inflação


Não foi boa a declaração do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que a inflação afeta todos os países emergentes. Parece uma desculpa prévia, ante uma possível derrota. Depois de sofrer com megainflação na era Sarney, de ser vítima de planos fracassados - Cruzado, Bresser e Collor - a população não quer de volta a inflação. Cabe ao governo agir, nem que para isso tenha de adiar o projeto de R$ 50 bilhões do trem-bala. O índice dos aluguéis - IGP-M - está próximo de incríveis 11%. E se o dólar subir - o que seria bom para indústria - a inflação crescerá ainda mais.





Antaq "news"


Na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), há expectativa em relação à posse do novo diretor, o ex-ministro dos Portos Pedro Brito. O dirigente do PSB deverá ser aprovado pelo Senado nesta quinta-feira e, antes mesmo de tomar posse na Antaq, já se diz que, em breve, ele passará a diretor-geral, em lugar de Fernando Fialho - homem de Sarney.


Por sua vez, o atual diretor-geral parece ter outros planos. Comenta-se que Fialho - cearense radicado no Maranhão - pretende ser candidato a prefeito de São Luis, possivelmente com apoio do clã Sarney.





Rápidas


Nesta quarta-feira, a Escola de Administração Judiciária (Esaj), do Tribunal de Justiça do Rio, promove a palestra Meio Ambiente e a Aplicação da Teoria da Desconsideração da Personalidade Jurídicas. Participarão o desembargador Sidney Hartung Buarque e a professora Mônica de Cavalcanti Gusmão *** O ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, confirmou presença nesta quarta-feira, no Senado Federal, a pedido da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo, para falar de logística *** O grupo IBC promove dia 9, no Rio, o Gas Summit Latin America e, no dia seguinte, em São Paulo, o 4º Congresso Brasileiro de Normas Contábeis para Empresas de Energia *** Do humorista José Simão: "Bin Laden deveria ter-se escondido em locais de pouco movimento, como nos salões de troféus de Vasco ou Corinthians" *** Começa dia 10, em Fortaleza (CE) o Adit Invest, evento de negócios das áreas de turismo e imóveis *** O presidente da Volkswagen do Brasil, Thomas Schmall, estará nesta quarta-feira em Curitiba (PR) para inaugurar a Servopa, concessionária integrada ao ambiente, com estacionamento para bicicletas dos funcionários, uso de materiais reciclados, energia inteligente e aproveitamento de água *** Será dia 1º, em São Paulo, a C40, conferência de prefeitos das maiores cidades do mundo sobre ambiente *** O presidente da Alemanha, Christian Wulff, estará nesta sexta-feira em São Paulo, a convite da Câmara Brasil-Alemanha *** A terça-feira foi de bolsa em queda e dólar em alta

Fonte: http://www.monitormercantil.com.br

quarta-feira, maio 04, 2011

Governo dará bolsas e financiamento para ampliar ensino técnico


Expectativa é que 8 milhões de estudantes e trabalhadores possam ter formação profissional em quatro anos

Estudantes do ensino médio de escolas públicas e trabalhadores serão beneficiados pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), lançado nesta quinta-feira pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, e pela presidenta Dilma Roussef. Para ampliar a educação técnica no País, serão criados 3,5 milhões de bolsas, no estilo do Prouni, e um Financiamento Estudantil (Fies) técnico. As vagas serão oferecidas na rede pública (federal e estaduais), em escolas privadas e pelo Sistema S – conjunto de entidades como o Senac, Sesc, Senai, SESI – e a intenção é que 8 milhões de brasileiros possam ter formação profissional em quatro anos.

Serão ministrados dois tipos de cursos, os técnicos – mínimo de 800 horas –, e os de
formação inicial e continuada (FIC) – mínimo de 160h. Os estudantes selecionados para as bolsas em escolas públicas ou do Sistema S terão que frequenta-los no turno contrário ao das aulas de ensino médio. A escolha dos beneficiários será feita nos Estados. O ministro acredita que a ação vai ajudar na qualificação do ensino médio. "Será um “choque de qualidade no ensino médio e na inserção soberana do trabalhador no mercado de trabalho”, disse. A presidenta Dilma completou: "Ele (o Pronatec) fará pelo ensino médio o que o Prouni fez e vem fazendo pela educação superior".

Também poderão ser contemplados com cursos trabalhadores que estejam recebendo o seguro-desemprego pela segunda vez e beneficiários de programas de inclusão produtiva, como o Bolsa Família.

Financiamento para estudantes e empresas

Quem não for contemplado com uma bolsa, poderá optar por um financiamento para fazer formação técnica em uma das 2.435 escolas privadas credenciadas pelo MEC ou 580 do Sistema S. Os alunos terão 18 meses de carência para começar a pagar em 6 vezes o tempo do curso, mais 12 meses. Os critérios de seleção do Fies técnico serão os mesmos do financiamento estudantil para curso superior.

O Pronatec permite ainda que as empresas adquiram crédito para custear cursos para seus funcionários pela mesma taxa de juros, de 3,4% ao ano. A novidade foi bem recebida pelo setor industrial, que já costuma investir de 3% a 4% do faturamento em formação de pessoas, mas agora poderá contar com recursos do governo.

Ampliação da rede técnica


Leia também


"O grande entrave para o ensino técnico se chama corpo docente"
"Só não estuda quem não quer", diz Dilma
Para atender a demanda gerada pelo Pronatec o governo federal pretende atuar em várias frentes. Além de ampliar a própria rede de educação profissional e tecnológica, fará convênios com Estados para reformar 500 escolas e construir 129 novas em quatro anos.

Um maior número de vagas no Sistema S será garantido por acordo já existente para oferecer matrículas gratuitas a alunos do ensino público, que será ampliado. Pelo pacto firmado no governo anterior, as entidades do sistema devem aplicar dois terços de seus recursos advindos do imposto sobre a folha de pagamentos do trabalhador na oferta de cursos gratuitos. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) também vai financiar um aumento da infraestrutura das escolas do Senai, Sesi, Senac e Sesc.

Segundo Robson Andrade, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), os focos de expansão do Senai vão ser as regiões com maior demanda por capacitação: Centro-este, Norte e Nordeste. “Queremos chegar até 2014 a uma capacidade de formação de 4 milhões de pessoas por ano”, adiantou. Os setores de formação onde será feito maior investimento são construção civil, móveis, petróleo e gás, siderurgia e moda.

Outra ação prevista pelo Ministério da Educação para fortalecer o ensino técnico é o programa de expansão de escolas técnicas. Oitenta já estão em construção e, segundo o ministro, devem ser inauguradas até o começo de 2012. Mais 120 unidades serão criadas nos outros dois anos. Com isso, a rede federal deverá contar com quase 600 escolas administradas pelos 38 institutos federais de educação, ciência e tecnologia, e atenderá mais a 600 mil estudantes.

O ensino a distância será ampliado com a criação de vagas na Escola Técnica Aberta do Brasil (E-Tec), que instalou 259 polos em 19 estados até 2010, atendendo a cerca de 29 mil estudantes. Para 2011, estão prometidas mais de 47 mil vagas; 77 mil em 2012; mais de 197 mil em 2013 e cerca de 263 mil em 2014.

O projeto de lei que cria o Pronatec será agora encaminhado ao Congresso Nacional, onde tramitará em regime de urgência.

O projeto de lei que cria o Pronatec será agora encaminhado ao Congresso Nacional, onde tramitará em regime de urgência.

Benefícios do Pronatec Favorecidos


Bolsa Formação Estudante Para estudantes do ensino médio de escolas públicas que queiram cursar um curso técnico no contraturno do horário de aulas
Bolsa Formação do Trabalhador Para trabalhadores que estão desempregados e são reincidentes no seguro-desemprego
Bolsa Formação Trabalhador (Inclusão produtiva) Para capacitar pessoas atendidas por programas de inclusão produtiva do Ministério do Desenvolvimento Social, como o Bolsa- família
Fies Técnico Linha de crédito para alunos do ensino médio ou pessoas com este nível de formação
Fies Empresa Linha de crédito para custear a formação de trabalhadores de nível médio em cursos técnicos. Empresas poderão deduzir do imposto de renda o investimento na capacitação de seus funcionários
Fonte: MEC

Bolsas para intercâmbio

Durante o anúncio do Pronatec, a presidenta voltou a falar sobre a criação de bolsas de estudo no exterior. Além das 75 mil já prometidas, Dilma afirmou que está pedindo apoio a empresas privadas para enviar mais 25 mil jovens para estudar no exterior, permitindo que 100 mil brasileiros ampliem sua formação e seus horizontes até o fim de 2014. Todos os países que se desenvolveram tiveram uma política de formação de jovens no exterior", afirmou

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/