sábado, janeiro 08, 2011

BACIAS SEDIMENTARES: A MEMÓRIA DO PLANETA


A superfície da Terra está em constante transformação
O nível dos oceanos varia, as placas tectônicas movem-se, afastando ou aproximando continentes, cadeias de montanhas elevamse e são erodidas, áreas ocupadas por mares passam a abrigar rios e posteriormente calotas de gelo e novamente mares e depois desertos. No curto período de uma vida humana, ou mesmo da história registrada, poucas são as transformações que podem ser notadas, pois os processos responsáveis pelas grandes mudanças do planeta são muito lentos e ocorrem em uma escala de tempo diferente da vida cotidiana. Mesmo processos que ocorrem a taxas de menos de um milímetro por ano podem ter efeitos de grande escala se persistirem por alguns milhões de anos, o que é pouco tempo para um planeta de 4,6 bilhões de anos. Assim dizemos que a história do planeta é medida pelo Tempo Geológico.
As transformações lentas ficam registradas nas características das rochas que encontramos na crosta terrestre. Por exemplo, antigas cadeias de montanhas, já desaparecidas pela erosão causada pelas chuvas, rios, ventos e geleiras, deixam seu registro em rochas metamórficas que se formaram abaixo das grandes massas elevadas, e antigos vulcões, extintos a centenas de milhões de anos e já sem expressão topográfica, podem ser revelados pelos produtos que expeliram: as rochas vulcânicas formadas pelo resfriamento das lavas. Mas há certas áreas da superfície da Terra que tornam-se nossa maior fonte de informação sobre as diversas paisagens que existiram na superfície do planeta: as bacias sedimentares.
Bacias sedimentares são regiões que, durante um determinado período, sofrem lento abatimento (ou subsidência), gerando uma depressão que é preenchida por sedimentos. Esses sedimentos podem ser formados por materiais de três tipos principais: fragmentos originados pela erosão das áreas elevadas e transportados para a bacia por rios, geleiras ou ventos; materiais precipitados em corpos d'água dentro da bacia, anteriormente transportados como íons em solução; e estruturas que fizeram parte de corpos de animais ou plantas, como fragmentos de cochas, ossos, ou recifes de corais inteiros.
Como as bacias afundam lentamente, sedimentos mais novos são depositados sobre os mais antigos, que ficam preservados da erosão que predomina na superfície do planeta. O resultado é uma pilha de rochas (formadas pelas transformações que ocorrem aos sedimentos depois de soterrados) de diferentes idades, que revelam a história da região em cada etapa do tempo em que houve subsidência e acumulação de sedimentos. Como as camadas mais profundas depositam-se primeiro, pode-se estabelecer a cronologia dos eventos.

Fonte: http://www.igc.usp.br/geologia/bacias_sedimentares.php

sexta-feira, dezembro 31, 2010

MAGNETOMETRIA


A investigação do magnetismo terrestre mostrou que existiam anomalias só explicáveis pelo efeito das rochas. Entre estas anomalias estava o desvio do norte das bússolas, o qual desde os tempos antigos atrapalhava os viajantes. A presença de jazidas metálicas logo foi identificada como causadora de tais anomalias. Assim, a Magnetometria começou a ser utilizada na pesquisa de jazidas minerais.
Entretanto, a difusão do método mostrou que não só as jazidas metálicas influenciavam nas medições. As rochas magmáticas e as sedimentares davam respostas distintas nas medições magnetométricas. Aquelas se mostravam naturalmente magnéticas, enquanto as sedimentares não.
Esta diferença permitiu o uso do método para distinguir as bacias sedimentares profundas das áreas de embasamento cristalino raso. A tentativa de determinação da profundidade do embasamento magnético, nas bacias sedimentares, tornou-se então um dos usos importantes para a ferramenta.
O uso da Magnetometria na Geologia de Petróleo foi feito, pioneiramente, por companhias européias, primeiro em seus próprios paises e depois no restante do mundo. Nos Estados Unidos, a
Magnetometria só foi utilizada a partir de 1924, sem muito sucesso. O grande impulso só foi dado com a Segunda Guerra Mundial, quando a marinha americana desenvolveu o aeromagnetômetro com o propósito de localizar, pelo ar, equipamentos de guerra dos inimigos. O aeromagnetômetro foi o grande impulso para a difusão do método na exploração para petróleo, principalmente devido ao baixo custo dos levantamentos e à possibilidade de uso em áreas de difícil acesso.

Fonte: http://www.braintecnologia.com.br/

quinta-feira, dezembro 30, 2010

CLASSIFICAÇÃO DAS SONDAS:


A depender do modo de transmissão e geração de energia, para os equipamentos, as Sondas de Perfuração podem ser classificadas em:

a) Sondas Mecânicas;
b) Sondas Diesel Elétricas;
c) Sondas Hidráulicas

a) Sondas Mecânicas:

Nas Sondas Mecânicas, a energia gerada pelo motores diesel, é levada a uma transmissão principal chamada “Compound”, através de acoplamentos hidráulicos, (conversores de torque), e embreagens,
O compound é formado de eixos, rodas dentadas e correntes, que distribuem a energia a todo sistema da Sonda.
As embreagens permitem que os motores sejam acoplados ou desacoplados do compound, proporcionando assim, maior eficiência na utilização dos motores diesel.

b) Sonda Diesel Elétrica:

As Sondas Diesel Elétricas, são geralmente do tipo AC/DC, no qual a geração é feita através de corrente alternada e a utilização é em corrente contínua.
Motores Diesel e Turbinas à Gás, acionam geradores de corrente alternada que alimentam um barramento trifásico, de 600 volts. Esse barramento também pode receber energia da rede pública.
Os equipamentos auxiliares da Sonda ou plataforma, iluminação e hotelaria, que utilizam corrente alternada, recebem energia após passar por um transformador.
Existe uma tendência a aumentar o uso desse tipo de Sonda no futuro.

c) Sondas Hidráulicas

As Sondas Hidráulicas apresentam bastante eficácia, porém, dependem do perfeito funcionamento de um sistema um tanto complexo, centralizado numa unidade de força hidráulica, denominada de “Power Pack”, responsável pelo funcionamento de todo sistema de movimentação e segurança da Sonda.
Essas Sondas são dotadas de capacidades de cargas bastante elevadas, tornando-se eficientes em trabalhos de perfuração, produção e operações especiais.
As Sondas de Produção Hidráulicas, (SPH’s), tem desenvolvido trabalhos na área de Workover com bastante eficiência, devido a sua versatilidade.

Fonte: Curso Téc. em Petróleo e Gás