quinta-feira, agosto 26, 2010

PROMINP ABRE INSCRIÇÕES PARA 5° CICLO DE CURSOS

PROMINP ABRE INSCRIÇÕES PARA 5° CICLO DE CURSOS 18/08/10
Foram abertas ontem, dia 17, as inscrições para o 5° ciclo do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp). Até o dia 12 de setembro, os interessados nos cursos oferecidos pelo programa poderão se cadastrar, de acordo com instruções presentes em edital, para fazer parte dessa fase que visa qualificar mão de obra para atender a demanda do setor, em franco crescimento graças à cadeia produtiva que envolve a exploração do pré-sal.

Estão disponíveis 27.915 vagas em 13 estados - Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Sergipe e São Paulo - para cursos gratuitos em categorias profissionais de níveis básico, médio, técnico e superior. De acordo com o edital do concurso, as inscrições custam de R$ 24, para o nível básico, até R$ 60, para o superior, passando pelos estágios médio e técnico, com valores de R$ 40.

A seleção será realizada por meio de provas e a aprovação nesta etapa não garante a conquista de um emprego, mas sim, a vaga em um dos cursos que variam de especialização, de acordo com a oferta dos estados. No Rio de Janeiro, por exemplo, há oportunidades para caldeireiro offshore, montador e isolador, entre outras. Já na Bahia, o candidato pode se qualificar em operador de sonda de perfuração. Um exemplo do caráter do Prominp, como qualificador e não empregador, propriamente dito, é que, até agora, dos mais de 78 mil profissionais capacitados, 25.708 foram selecionados para atuar em alguma empresa do setor.

No entanto, outro dado, que demonstra a quantidade de pessoal demandada pela principal empregadora do setor, a Petrobras, salta aos olhos de quem almeja uma vaga no Prominp. Apenas o Plano de Negócios 2009-2013 da estatal estima a necessidade de 207.634 profissionais para o setor de petróleo. Somado à bolsa-auxílio mensal oferecida aos aprovados que estiverem desempregados - R$ 300 para cursos de nível básico, R$ 600 para médio e técnico e R$ 900 para o superior -, trata-se de um bom incentivo para aqueles que irão ingressar no programa de qualificação.
Sobre o Prominp
O Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural, coordenado pelo Ministério de Minas e Energia, foi instituído pelo governo federal em 2003. O Prominp visa fortalecer a cadeia produtiva do setor petrolífero através de uma política de conteúdo local. Com essa diretriz, entende-se que a participação da indústria nacional vai crescer e se fortalecer, atraindo investimentos, o que traz a reboque maior geração de emprego e renda para o país. Nesse âmbito, são realizados os ciclos de cursos gratuitos, que oferecem oportunidade de qualificação para a mão de obra que irá atender ao setor. Para essa 5ª etapa de especializações, as inscrições podem ser feitas diretamente no site do programa (prominp.com.br) ou em postos listados no edital.

Fonte: http://www.nicomexnoticias.com.br/

SÃO PAULO LANÇA PROJETO DE PETRÓLEO E GÁS


A última semana do setor petrolífero começou com destaque para uma afirmação do secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, Marco Antônio Martins Almeida, dizendo que o acidente com a plataforma da British Petroleum (BP) seria evitado no Brasil. Segundo ele, muito do que aconteceu no Golfo do México ainda precisa ser investigado, mas, de acordo com o que já foi apurado, algo semelhante não teria ocorrido no país. O secretário ainda declarou que o vazamento serve para avaliar se é preciso mudar algum procedimento de segurança.

Na terça-feira, dia 10, os jornais trouxeram notícias de que a estatal petroleira da Venezuela PDVSA está se esgotando. De acordo com analistas, o governo do presidente Hugo Chávez está negligenciando os investimentos nos negócios principais da empresa e usando a receita para gastos sociais e outros negócios, como a distribuição de alimentos pela PDVAL. O lucro líquido da PDVSA caiu 52,2% em 2009, chegando a US$ 4,49 bilhões, diante dos US$ 9,4 bilhões de 2008.

No dia seguinte, foi divulgado que o governo de São Paulo publicou decreto para a criação do Programa Paulista de Petróleo e Gás Natural, com o objetivo de preparar o estado para os impactos provenientes da exploração do pré-sal. Dentre as principais estratégias do programa estão: ampliar a formação e a preparação da mão de obra estadual em todos os níveis, com destaque para o litoral paulista; atrair novas empresas e investidores em petróleo e gás natural (construção naval e montagens, cadeia de fornecedores de bens e prestadores de serviços) e qualificar e apoiar as empresas estabelecidas no Estado.

Ainda na quarta-feira, dia 11, a BP voltou às manchetes após conseguir selar o poço no Golfo do México. Desta vez, a companhia anunciou que fez o prmeiro depósito no fundo de compensação às vítimas do derramamento de petróleo nos EUA. A primeira contribuição, de US$ 3 bilhões, é metade do valor que a empres revela já ter gasto para combater o desastre ambiental através de esforços para tentar conter o fluxo do óleo, limpá-lo, perfurar um segundo poço e injetar cimento no primeiro. Além disso, há também o custo das indenizações ao governo federal, aos estados americanos afetados pela catástrofe e a pessoas e empresas prejudicadas.

OGX identifica hidrocarbonetos

Fechando a semana do setor, na última quinta-feira, dia 12, a OGX, braço de petróleo do grupo do empresário Eike Batista, anunciou a descoberta de hidrocarbonetos no poço OGX-18-RJS, no bloco BM-C-40, águas rasas da Bacia de Campos, do qual detém 100% de participação. "O resultado reforça a atratividade da região mais ao norte da bacia de Campos, que pode representar uma nova província de grande importância para a nossa companhia", comentou Paulo Mendonça, Diretor Geral da companhia. Segundo comunicado disparado à imprensa, o poço se localiza a dois quilômetros do OGX-14, no prospecto Peró.

Fonte: http://www.nicomexnoticias.com/

PETROBRAS PERDE POSTO DE MAIOR EMPRESA EM VALOR DE MERCADO

A última semana do setor petrolífero começou com uma notícia que ainda trazia a repercussão da interdição da P-33 pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Na segunda-feira, dia 16, a imprensa divulgou que trabalhadores de 45 plataformas na Bacia de Campos foram convocados pelo Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro NF) para uma operação padrão de 24 horas. Nesse período, todos os procedimentos operacionais e de segurança das unidades seriam cumpridos. No mesmo dia, o Sindipetro NF anunciou que espera reunir provas para embargar também as plataformas P-25, P-31, P-32 e P-35, todas com problemas parecidos com as da P-33, afirma o Sindicato.

A Petrobras continuou nas manchetes da segunda-feira, mas com notícias mais positivas. Graças às maiores vendas de derivados e gás natural no mercado interno, aumento do preço do petróleo no mercado internacional e redução da diferença entre a cotação do óleo leve e do pesado, a estatal obteve um lucro líquido 11% maior no primeiro semestre de 2010, em comparação ao mesmo período do ano passado - R$ 16,021 bilhões contra R$ 14,451 bilhões.

Ainda na segunda-feira, dia 16, a BP também teve destaque nos jornais, com uma reportagem dando conta de que o procurador-geral do Estado americano do Alabama, Troy King, irá processar a petrolífera britânica pelo vazamento no Golfo do México. As petrolíferas Transocean e Halliburton também serão alvo do procurador-geral do Alabama, que pretende mover ações acusando as companhias de causar danos ao litoral e à economia, devido à negligência em relação às normas de segurança na plataforma Deepwater Horizon.

A última quarta-feira, dia 18, começou com notícias de que o bilionário americano George Soros, cujo o Fundo já foi o maior investidor privado individual na Petrobras, havia se desfeito de todas as suas ações na estatal. Ainda no setor de investimentos financeiros, a Repsol foi destaque no mesmo dia, pela possibilidade ventilada no mercado de que a companhia deve fazer oferta de ações da unidade brasileira até outubro. Segundo fontes, a Repsol Brasil pretende levantar cerca de US$ 4 bilhões com a venda de 40% da empresa. Os recursos serão utilizados para financiar a exploração e produção de petróleo no país.

No final da semana, na quinta-feira, dia 19, a OGX ganhou destaque com a negociação junto às petrolíferas chinesas Sinopec e a China National Offshore Oil Corp (Cnooc). Segundo o jornal chinês 21st Century Business Herald, o acordo envolve a aquisição de uma participação de 20% no campo de petróleo offshore na Bacia de Campos. Se confirmadas, as negociações são a mais recente investida de empresas estatais da China de obter matérias-primas na América Latina e fora da Ásia, Oriente Médio e África, regiões que atualmente concentram a maior parte das fontes de fornecimento de energia para os chineses.

Petrobras em baixa

A última sexta-feira, dia 20, trouxe a notícia de que a Petrobras foi ultrapassada pela Vale em valor de mercado. Isso só havia acontecido durante três dias, entre setembro e outubro de 2007. A queda da estatal de petróleo se deu por conta das incertezas sobre a capitalização e o cálculo que considera todas as ações emitidas, inclusive aquelas mantidas em tesouraria. Desde que o aumento de capital da Petrobras foi anunciado, a companhia já perdeu R$ 66,7 bilhões em valor de mercado, ao passo que a mineradora teve valorização de R$ 60,7 bilhões, desde o fim de agosto de 2009.

Fonte: http://www।nicomexnoticias.com.br/