quinta-feira, agosto 16, 2012

Petrobras vai defender Transocean na Justiça

O TRF decidiu pela suspensão das atividades da empresa no Brasil em razão das operações que causaram vazamento de óleo em Frade

Rio de Janieiro (RJ) - A Petrobras vai recorrer na Justiça para que seja revista a decisão do Tribunal Regional Federal de suspender as atividades da Transocean Brasil no País. A decisão deu-se em função do vazamento de óleo ocorrido no campo de Frade (RJ), operado pelas duas empresas, no final do ano passado e em março deste ano. "Na nossa visão, não há razão para que a Justiça embargue as operações da Transocean e da Chevron",afirmou hoje o diretor de Exploração e Produção da Petrobras, José Formigli. Ele concedeu coletiva de imprensa, na sede da empresa no Rio, para detalhar o Plano de Negócios da estatal para o período 2012-2016 na área de E&P.

Segundo ele, essa decisão pode acarretar problemas em outras áreas nas quais a Transocean trabalha para a Petrobras em outras áreas de exploração fora o campo de Frade, no total oito. "Vamos respeitar a decisão, mas já estamos trabalhando em conjunto com o nosso setor jurídico, com a Transocean e, dentrro do possível, com a ANP, de forma articulada.

No último dia 31 de julho, a Quinta Turma Especializada do Tribunal Regional Federal, da 2ª Região (TRF2), estabeleceu o prazo de 30 dias para que as empresas Chevron e Transocean Brasil suspendam suas atividades de extração e transporte de petróleo no Brasil. O colegiado do TRF2 atendeu a pedido de liminar do Ministério Público Federal (MPF), feito em agravo de instrumento.

A Chevron e a Transocean são acusadas de ter causado derramamentos de óleo cru no Campo de Frade, na Bacia de Campos, litoral norte fluminense, em novembro de 2011 e março de 2012. Segundo a denúncia do MPF, o dano ambiental ocorreu em razão de operações de perfuração mal executadas. O descumprimento da decisão gera multa diária de R$ 500 milhões.

quarta-feira, agosto 15, 2012

Petrobras fecha contrato com Odebrecht e Etesco para navios-sonda

Afretamento será feito pela Sete Brasil. Unidades serão entregues em 2016 e serão destinadas, principalmente, à perfuração de poços no pré-sal.

A Petrobras informou nesta sexta-feira que fechou contrato com a Odebrecht e a Etesco para operação de nove navios-sonda de perfuração. O afretamento das sondas será feito pela Sete Brasil e, com mais esse contrato, a estatal conclui o processo de afretamento de 21 sondas por meio da companhia.

Dos seis navios-sonda que estão sendo construídos no Estaleiro Enseada Paraguaçu, em Maragogipe, na Bahia, quatro serão operados pela Odebrecht e dois pela Etesco. Essa última companhia operará ainda outros três navios-sonda que serão construídos no Estaleiro Rio Grande, no Rio Grande do Sul.

Os navios estão sendo construídos no Brasil, com percentuais de conteúdo local que variam de 55% e 65%, e, após a construção, serão afretados a Petrobras por um período de 15 anos.

No comunicado, a estatal informa que as nove unidades serão entregues em 2016 e serão destinadas, principalmente, à perfuração de poços no pré-sal da Bacia de Santos, incluídas na área de cessão onerosa do pré-sal. As sondas têm capacidade para operar em águas com profundidade em até 3 mil metros e podem perfurar poços de até 10 mil metros de comprimento.

Fonte: Valor Online

terça-feira, agosto 14, 2012

Petrobras deve investir US$ 45 bilhões neste ano

RIO – A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, afirmou nesta segunda-feira que os investimentos da companhia deverão atingir US$ 45 bilhões neste ano, contra US$ 40 bilhões no ano passado. Graça Foster falou durante solenidade de lançamento do programa Inova Petro, que tem como objetivo o desenvolvimento e capacitação da indústria nacional no setor de petróleo e gás.

Segundo Graça, a média de conteúdo local na companhia já está em torno de 55%, sendo que em alguns setores como na área de refino já supera 92% na área de gás, 90%.

Também durante o lançamento do Inova Petro, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, destacou que inicialmente serão destinados R$ 3 bilhões de recursos entre o banco e a Finep para a capacitação da indústria para atender a demanda do pré-sal.

Participam do evento, ainda, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior , Fernando Pimentel, o ministro de Ciência e Tecnologia, Antonio Rupp, o secretário de petróleo e gás do Ministério de Minas e Energia, Antonio Almeida.



Fonte: Por ramona@oglobo.com.br
Agência O Globo