sexta-feira, junho 15, 2012

Rio+20: Etanol produzido com bagaço de cana é apresentado

Já foram produzidos mais de 80 mil litros de etanol de segunda geração em uma planta de demonstração localizada nos Estados Unidos

Rio de Janeiro (RJ) - A presidenta da República, Dilma Rousseff, visitou o estande da Petrobras na Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, e conheceu a tecnologia do etanol de segunda geração da Petrobras. O biocombustível abastecerá 40 minivans que iniciam nesta quinta-feira (14) o transporte de participantes da conferência. A tecnologia aproveita o bagaço de cana como matéria-prima e permite ampliar a produção de etanol em 40% sem utilizar recursos adicionais da natureza.
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, também participou da visita ao estande. Lobão ressaltou que o Brasil é pioneiro nessa tecnologia para produção de energia renovável. “O Brasil prossegue criando e estabelecendo padrões novos para a economia e para criação de energia limpa”, destacou. O secretário geral da Rio+20, Sha-Zukang, comentou que o Brasil tem excelentes condições, como água, terra, sol e um belo povo.
O presidente da Petrobras Biocombustível, Miguel Rossetto, que apresentou a tecnologia no estande, ressaltou a missão da Petrobras como grande empresa de energia e de inovação tecnológica. “Produzir etanol a partir de resíduos é uma conquista. Significa mais energia com a mesma área plantada. Essa é uma tecnologia que preserva os recursos naturais”.
Tecnologia do etanol de segunda geração
A Petrobras já produziu 80 mil litros de etanol de segunda geração em uma planta de demonstração localizada nos Estados Unidos. As pesquisas são realizadas pelo Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes) desde 2004, em parceria com instituições científicas e empresas de tecnologia nacionais e internacionais, apontando um rendimento de 300 litros de etanol por tonelada de bagaço seco. Uma das parceiras é a KL Energy, proprietária da unidade adaptada por pesquisadores da Petrobras para testar a tecnologia que abastecerá as minivans durante a Rio+20.
A companhia tem como meta iniciar a produção em escala comercial no Brasil em 2015. A unidade deverá ser integrada a uma usina de etanol operada pela Petrobras Biocombustível. O investimento no desenvolvimento dessa tecnologia faz parte dos US$ 300 milhões previstos para pesquisas em biocombustíveis nos próximos anos.
Da Redação Macaé Offshore, com informações da Agência Petrobras

quinta-feira, junho 14, 2012

Protection Offshore confirma presença da Chevron no evento

A empresa fará um estudo sobre o caso durante a conferência

Rio de Janeiro (RJ) - A organização da Protection Offshore anunciou hoje (12/06) a presença da empresa Chevron para apresentações durante o evento. Segundo o diretor da Reed Exhibitions Alcântara Machado, organizadora do evento, Igor Tavares, a empresa americana irá dar detalhes sobre o vazamento de 2,4 mil barris de óleo no Campo de Frade, na Bacia de Campos, no final do ano passado. "A Chevron fará um estudo sobre o caso. Será a conferência que deve reunir o maior número de pessoas durante a Protection", diz. A data e o horário da participação da Chevron no encontro ainda não foram definidos.
Os três dias do evento (26, 27 e 28 de junho) devem reunir um público estimado de 300 pessoas nas conferências e cerca de quatro a cinco mil durante a exposição. Já estão confirmados 16 expositores 35 palestrantes, dentre eles representantes da Petrobras, M. Hanci e a Rambo Roupas Impermeáveis. Durante o encontro acontece ainda as Rodadas de Negócios, organizada pela Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP), com o objetivo de formar parcerias e novos projetos na área offshore.
O secretário de governo da prefeitura de Macaé, Fernando Amorim, conta que Macaé vem se destacando por sediar as maiores feiras e eventos do país, como a Brasil Offshore e Protection, além da Feira Internacional de Artesanatos, que aconteceu este ano no Centro de Convenções. "Macaé se estabelece como uma capital de eventos, com três a quatro feiras por ano, e isso agrega um valor a mais para a capital do Petróleo, que vem se aprimorando cada vez mais para receber eventos como estes", diz. Amorim destacou ainda o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) que está na fase final de testes e que já deve começar a circular no final de julho, entre a região Central e Imboassica, de forma gratuita para a população.
O presidente da Macaé Convention & Visitors Bureau Marco Antonio Navega, destacou que a rede hoteleira já está sendo mobilizada para receber o grande público das feiras internacionais que acontecem durante o ano no município. "A Protection aguarda um público de até seis mil pessoas, então temos que ter cerca de três mil quartos duplos disponíveis em Macaé para acomodar os visitantes", explica.
Para a Brasil Offshore 2013 serão 60 mil habitantes a mais em Macaé durante a feira. Navega explica que o impacto será grande na cidade, mas a organização do evento já está elaborando uma estratégia para acomodar todos os visitantes, sem que os hotéis cobrem preços abusivos nesse período. "Iremos acomodar o público entre as redes hoteleiras de sete municípios vizinhos, que são Búzios, Cabo Frio, Casimiro de Abreu, Rio das Ostras, Campos, Quissamã e Conceição de Macabú", informa.
Fonte: Redação Macaé Offshore com informações da Assessoria do Evento

Carência de engenheiros no Brasil é a maior em 30 anos

Os cerca de 40 mil engenheiros formados anualmente no Brasil não serão suficientes para atender à demanda de 300 mil profissionais da área necessários para obras e investimentos previstos para os próximos cinco anos, como os da Copa do Mundo, das Olimpíadas, do PAC e do petróleo do pré-sal.

De acordo com levantamento da Confea (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia), publicado no jornal Folha de S. Paulo deste domingo, a categoria tem piso salarial de R$ 5.600 mil e tem grandes perspectivas de crescimento para os próximos anos. Um cenário bastante diferente de 30 anos atrás, como no caso de um engenheiro formado que, por não encontrar emprego, abriu uma barraca de sucos nos anos 80.

A carreira, porém, enfrenta o problema de evasão de alunos durante o curso, que dura no mínimo 5 anos. “Algo entre 40% e 50% dos alunos abandonam o curso, que é longo e difícil”, disse, ao jornal, Guilherme Melo, 55, diretor de engenharias, ciências exatas, humanas e sociais do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).

A dificuldade não espanta novos interessados, que percebem o aquecimento do mercado: este ano, o curso de engenharia civil da USP São Carlos desbancou o de medicina no primeiro lugar do ranking de cursos mais concorridos da Fuvest, com 52,27 candidatos por vaga. As empresas públicas e privadas não apenas encontram dificuldades para contratar jovens profissionais como também especialistas sênior. Um levantamento do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) mostra que dos cerca de 10 mil doutores formados por ano, apenas 10% são da área.

Fonte: Jornal do Brasil