segunda-feira, junho 04, 2012

Brasil cai duas posições em ranking de competitividade mundial

Entre os 59 países pesquisados, o Brasil caiu da 44ª, em 2011, para 46ª posição, em 2012

São Paulo (SP) - O Brasil caiu duas posições este ano no Índice de Competitividade Mundial (World Competitiveness Yearbook), divulgado nesta quinta-feira (31) pelo International Institute for Management Development (IMD). O levantamento, publicado anualmente desde 1989, avalia as condições de competitividade de 59 países a partir da análise de dados estatísticos nacionais e internacionais e pesquisa de opinião feita com executivos. No Brasil, a pesquisa é coordenada pela Fundação Dom Cabral.
Entre os 59 países pesquisados, o Brasil caiu da 44ª, em 2011, para 46ª posição, em 2012. Em 2010, o país ocupava o 38º lugar. O ranking geral aponta, pela ordem, Hong Kong, Estados Unidos, Suíça, Cingapura, Suécia e Canadá como as economias mais competitivas do mundo.
“Apesar dos pontos extremamente fortes da economia brasileira, como o dinamismo econômico e a força do mercado consumidor, fatores como o frágil crescimento econômico do produto interno, a baixa produtividade de suas indústrias e as pressões inflacionárias acabaram por combalir, nos últimos anos, a competitividade nacional”, disse o professor da Fundação Dom Cabral e responsável pela coleta e análise dos dados no Brasil, Carlos Arruda.
Em relação aos países da América Latina, o Brasil aparece no ranking atrás de Chile (28ª), México (37ª) e Peru (44ª). Entre os países de economia emergente, que compõem o Brics, o Brasil está à frente da Rússia (48ª) e África do Sul (50ª), mas atrás de Índia (35ª) e China (23ª).
 “O Brasil precisa de reduzir o protecionismo, que é muito elevado. As tarifas alfandegárias são altas e o protecionismo está a minar a competitividade das empresas locais. As exportações de produtos com alto valor agregado não têm evolução nenhuma, as únicas exportações que aumentam são exportações de bens naturais”, disse o professor de finanças do IMD, Nuno Fernandes.
Fernandes destacou que, para ganhar competitividade, o país precisa elevar as exportações de produtos de grande valor agregado, aumentar os financiamentos das empresas via mercado de capitais, e não somente pelo setor bancário, e melhorar a infraestrutura tecnológica. A cultura empreendedora dos empresários brasileiros, segundo ele, também precisa ser alterada.
“Sobre a gestão empresarial, é necessário uma cultura de risco no Brasil. Os empresários têm uma cultura empreendedora não muito elevada. E a maior parte das empresas preferem ficar só no baixo risco, ligadas a empresas públicas e empresas do estado. É preciso uma cultura global, o gestor não pode ficar apenas refém dos serviços das empresas públicas e do mercado local”, disse Fernandes.
O levantamento mostra que o Brasil apresentou significativos avanços nos subitens emprego (ganho de cinco posições, ocupando o sexto lugar no ranking) e na infraestrutura (crescimento de seis posições, no 45º lugar no ranking). A eficiência dos negócios continua sendo, segundo o levantamento, o pilar de maior força e estabilidade competitiva do Brasil, ocupando o 27º lugar (ganho de duas posições).
“A Europa vai continuar a divergir durante os próximos anos e não crescerá como os outros mercados. Os mercados emergentes vão representar mais de 60% do crescimento durante a década atual. O Brasil tem de tentar aproveitar esse crescimento e integrar-se globalmente”, disse o professor do IMD.
Fonte: Agência Brasil

domingo, junho 03, 2012

Dados comprovam descoberta de petróleo de boa qualidade em Carcará


O poço está localizado a 232 km do litoral do Estado de São Paulo, em profundidade de água de 2.027 metros

Rio de Janeiro (RJ) - Novos dados obtidos com a perfuração do poço 4-SPS-86B (4-BRSA-971-SPS), que testa o prospecto designado como Carcará, reforçam a importância desta descoberta de petróleo de boa qualidade realizada no bloco BM-S-8 em águas ultraprofundas no pré-sal da Bacia de Santos, informou hoje (31/5) a Petrobras, por meio de sua assessoria.
Segundo a nota enviada, o poço comprovou, até o momento, uma coluna contínua de 171 metros de petróleo em reservatórios de excelente qualidade. Foram retiradas novas amostragens de petróleo de cerca de 32º API de reservatórios situados até 5.910 metros que também atestam a continuidade da descoberta já comunicada ao mercado pelo consórcio em 20/03.
 O poço está localizado a 232 km do litoral do Estado de São Paulo, em profundidade de água de 2.027 metros. Atualmente o poço está sendo perfurado, ainda dentro da zona de petróleo, a 5.926 metros de profundidade, buscando determinar o limite inferior dos reservatórios e identificar a espessura total das zonas de interesse.
 O consórcio dará continuidade às atividades e investimentos necessários para a avaliação da área, conforme o Plano de Avaliação aprovado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
A Petrobras é operadora do consórcio (66%) em parceria com a Petrogal Brasil (14%), Barra Energia do Brasil Petróleo e Gás Ltda. (10%) e Queiroz Galvão Exploração e Produção S.A. (10%).
 Fonte: Redação Macaé Offshore com assessoria da Petrobras.

Bovespa se recupera e sobe com ajuda da Petrobras

Em mais um dia de muita instabilidade e aversão ao risco nos mercados internacionais, o principal índice da bolsa paulista voltou a subir nesta quinta-feira, ajudado pela recuperação da ação da Petrobras no início da tarde. Às 15h22, o Ibovespa tinha alta de 0,57%, a 54.103 pontos. Na mínima do dia até o momento, o índice chegou a cair 1,3%, a 53.089 pontos. O giro financeiro da sessão era de R$ 5,15 bilhões.
Enquanto isso, a ação preferencial da Petrobras subia 1,58% a R$ 18,64, ajudando a neutralizar a queda da preferencial da Vale e da OGX, que caíam 0,27% e 1,54%, respectivamente.
“O mercado está vivendo uma situação bastante complicada e será difícil ver um movimento consistente de compra. Vamos continuar a ter muita volatilidade”, disse o analista José Góes, da Stock Asset. “Nesse nível, a bolsa começa a ficar atrativa, mas como a sensação é de que a situação na Europa está se deteriorando, a bolsa ainda pode cair mais.”
Segundo Góes, a análise gráfica indica que a próxima parada do Ibovespa seria perto de 50 mil pontos e, caso o cenário externo piore muito, o índice poderia cair até os 48 mil pontos. Em Wall Street, o Dow Jones girava em torno da estabilidade. Já o índice das bolsas europeias fechou em queda de 0,7%.
Dados divulgados nesta manhã sugerem que a recuperação do mercado de trabalho nos Estados Unidos está estagnando, depois de um forte desempenho no início do ano. Além disso, o crescimento do país foi um pouco mais lento do que inicialmente previsto no primeiro trimestre.
Saiba mais
O mercado acompanha de perto o desempenho do Ibovespa porque este é o mais importante indicador do desempenho médio das cotações do mercado de ações brasileiro. O índice retrata o comportamento dos principais papéis negociados na bolsa. A pontuação do Ibovespa aumenta na medida em que sobe o valor das ações.

Fonte: Reuters