domingo, janeiro 15, 2012

Reservas da Petrobras crescem menos


As reservas provadas de petróleo e gás natural da Petrobras cresceram 2,7% em 2011 ante o ano anterior, pelo critério da SPE (Society Of Petroleum Engineers) e da ANP (Agência Nacional do Petróleo). Chegaram a 16,41 bilhões de "boe" (barris de óleo equivalente, que somam reservas de petróleo e de gás).

O aumento é inferior à alta de 7,5% entre 2009 e 2010.

O resultado seria pior se a empresa tivesse cumprido a meta de produção média que estipulou para o ano passado, de 2,1 milhões de barris de petróleo por dia. Isso demandaria mais das reservas.

Segundo projeções do mercado, a produção de 2011 deve ficar em torno de 2,03 milhões de barris diários.

"Não vai atingir a meta de novo em 2011. Olhando 2012, a produção não deve crescer muito. Os principais sistemas [de produção] só vão entrar em operação no 2º semestre deste ano, então só em 2013 melhora", avaliou o analista Lucas Brendler, da Geração Futuro de Investimentos.

Tanto no caso das reservas como no da produção, o diagnóstico do mercado é o mesmo: faltou equipamento.

Sem sondas suficientes para explorar seus campos, a empresa não conseguiu obter informações que permitissem mais declarações de comercialidade. Ou seja, a prova de que o petróleo encontrado no campo pode ser comercializado. Isso é condição para o reconhecimento de reservas provadas.

As pausas para manutenção de plataformas, determinadas pela ANP, também atrasaram a produção.

"O governo insiste numa meta irreal de conteúdo nacional e a empresa fica sem equipamentos. Todo mundo quer que produza aqui, mas tem que dar um tempo para a indústria nacional conseguir atender", disse o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura Adriano Pires.

Se considerado somente o Brasil, as reservas aumentaram 2,8%, para 15,71 bilhões de barris de petróleo e gás, com apenas uma declaração alta de comercialidade: campo de Sapinhoá (ex-Guará), no pré-sal da bacia de Santos, com 978 milhões de "boe".

As reservas internacionais tiveram desempenho ainda mais fraco, com alta de 0,4% ante 2010, atingindo 706 milhões de barris, com incorporação de reservas no golfo do México e na Nigéria.

Para a analista Mônica Araújo, da corretora Ativa, o resultado não é motivo de comemoração. Mas a empresa manteve o prazo para produção com as reservas que possui dentro dos 18 anos previstos e incorporou mais petróleo do que produziu.

"Não foi excepcional, mas o importante é que manteve um nível confortável na relação reserva/produção e ainda tem muita coisa para colocar no futuro", afirmou sobre os imensos reservatórios que a estatal tem concessão para explorar.

Fonte: Folha de Sâo Paulo/DENISE LUNA/DO RIO

OSX-1 segue para Bacia de Campos


O FPSO OSX-1 deixou a baía de Guanabara rumo à Bacia de Campos, no Norte Fluminense, onde vai produzir o primeiro óleo da petroleira brasileira OGX, na acumulação de Waimea, no bloco BM-C-41. O FPSO (Floating Production Storage and Offloading), unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência foi afretado pela OGX da OSX, outra empresa do grupo EBX.

A empresa brasileira de óleo e gás natural, que está levando adiante uma das maiores campanhas exploratória privada no Brasil, já recebeu a Licença de Operação (LO) do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para a unidade e respectivas estruturas submarinas que serão usadas no Teste de Longa Duração (TLD) e Desenvolvimento da Produção de Waimea.

Os equipamentos submarinos já estão instalados e passaram por inspeções dos órgãos governamentais, aguardando apenas a chegada do OSX-1. A conexão entre o FPSO e o sistema submarino será iniciada assim que a embarcação chegar ao local. A previsão da OGX é iniciar a produção até 28 de fevereiro.

A acumulação de Waimea, que está em águas rasas da Bacia de Campos e foi descoberta pelo poço pioneiro OGX-3 em 18 de dezembro de 2009, tem seu TLD previsto para iniciar no prazo excepcional de cerca de 2 anos após a descoberta, através do poço horizontal OGX-26HP, que já se encontra pronto para esse teste.

A unidade tem capacidade de produção de 60 mil barris de óleo por dia e armazenamento de até 900.000 barris.

Fonte: TN Petróleo

sábado, janeiro 14, 2012

Casco da plataforma P-55 chega a Rio Grande no domingo


O casco da plataforma P-55, que deixou o complexo industrial portuário de Suape, em Pernambuco, no dia 22 de dezembro, deve entrar no porto de Rio Grande no domingo. A data poderá ser alterada caso as condições de navegação não permitam que seja efetuada a operação de ingresso na Lagoa dos Patos.

A Superintendência do Porto de Rio Grande realizou na tarde de quinta-feira uma reunião para avaliar o planejamento de manobras para a entrada da P-55, que possui um casco quadrado, com 94,32 metros de lado. Tudo transcorrendo dentro da normalidade, o casco, em um primeiro momento, deverá ancorar no cais sul do Estaleiro Rio Grande, onde serão realizados alguns preparativos para que em meados de fevereiro a estrutura siga para o dique seco. Ali, a integração da P-55 implicará uma das maiores elevações de engenharia do mundo, ao erguer cerca de 17 mil toneladas, a mais de 40 metros de altura.

Em Rio Grande, as obras da plataforma encomendada pela Petrobras serão feitas pela empresa Quip. Entre as ações que serão executadas estão o acoplamento do deckbox (convés), as montagens de módulos, dos sistemas de geração, de processamento e exportação do óleo e gás, integração física dos sistemas e comissionamento final.

Do tipo semissubmersível, a P-55 será instalada no campo gigante de Roncador, na Bacia de Campos. A plataforma terá uma capacidade de produção de 180 mil barris diários de petróleo e compressão de 6 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural. O investimento previsto na concretização da plataforma é de aproximadamente US$ 1,65 bilhão. Inicialmente, a finalização da P-55 estava prevista ainda para o ano passado.

Além dessa estrutura, o polo naval de Rio Grande tem como demandas confirmadas a construção, montagem de módulos e integração da plataforma P-63; a conversão do casco, construção e montagem de módulos da plataforma P-58 e a construção e montagem de oito cascos para FPSOs (complexos que produzem e armazenam petróleo).

O secretário de Assuntos Extraordinários focado na área de Desenvolvimento do município, Gilberto Pinho, comemora a chegada de mais um casco a Rio Grande para a implantação de uma plataforma. Ele destaca que desde que o polo naval começou suas atividades, com a construção da plataforma P-53, a economia da região vem colhendo os frutos. Em 2007, quando o casco da P-53 chegou à cidade, o PIB de Rio Grande, conforme dados do IBGE, era de aproximadamente R$ 4,4 bilhões. Em 2009, esse indicador já havia saltado para cerca de R$ 6,2 bilhões. "Outro fato positivo é que, cada vez mais, está sendo possível incorporar mão de obra local na realização desses empreendimentos", ressalta Pinho.

Fonte: Jornal do Commercio (RS)