domingo, agosto 29, 2010

Ao mar, o Skandi Amazonas


Navio construído pelo estaleiro STX Brazil.

O Skandi Amazonas foi uma encomenda do armador Dof Navegação, é o maior e mais potente navio de reboque, suprimento e manuseio de ancoras já construído no Brasil. A embarcação, construída no estaleiro STX Brazil, prestará serviços à Petrobras em operações de apoio marítimo a plataformas de petróleo, na Bacia de Campos. O lançamento ao mar da embarcação foi realizado no dia 26 de agosto (quinta-feira) no estaleiro em Niterói (RJ).

A embarcação é do tipo STX NOD-428, desenvolvido pela STX Norway Design, a embarcação foi construída com o apoio e estímulo do governo federal e estadual do Rio de Janeiro, financiamento do Fundo da Marinha Mercante (FMM) e do Ministério dos Transportes, através do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A propulsão é híbrida diesel-mecânica-elétrica com um total de 22.360 Kw e quatro grupos geradores de 2.000 Kw cada um. A velocidade é de 17,5 nós, com calado de 5,4 metros. O calado máximo é de 7,8 metros.

Além do Skandi Amazonas, o STX Brazil tem em carteira o Skandi Iguaçu, também da Dof, com lançamento ao mar previsto para o primeiro trimestre de 2011. Outros dois barcos de apoio encomendados pela Deep Sea Supply e Siem Consub, devem ser lançados, respectivamente, até o final do segundo e do terceiro trimestre de 2011.

Desenvolvendo serviços de construção de embarcações de apoio offshore às unidades de perfuração, sondagem e produção, da bacia petrolífera brasileira, o estaleiro STX Brazil Offshore, fica localizado na Ilha da Conceição, Niterói, em ponto estratégico na Baía de Guanabara, com uma área de 80.000 m², possui cerca de 1500 funcionários próprios e 300 subcontratados.

O STX Brazil Offshore especializou-se na construção de embarcações de apoio marítimo de altíssima complexidade e sofisticação tecnológica, realizando a maior parte dos seus contratos em sua área industrial.

Características do navio, do Tipo AHTS (Anchor Handling Tug Supply), Tração Estática (Bollard Pull) de 300 t , Porte Bruto de 4.600 t Comprimento total de 95 m, Boca moldada de 24,00 m, Pontal 9,80m, Calado maximo de 7,80 m, Velocidade de 17,5 nós com calado de 5,4 m. Propulsão Híbrida Diesel-Mecânica-Elétrica (22.360Kw total), Grupos Diesel Geradores de 4 x 2.000 Kw cada um, e foi classificado pela DNV.

Fonte: http://www.revistafator.com.br/

sábado, agosto 28, 2010

A ORIGEM DO PETRÓLEO


O petróleo é uma substância oleosa, inflamável, com cheiro característico, e em geral, menos denso que a água e com cor variando entre o negro e o castanho escuro. Embora objeto de muitas discussões no passado, hoje se tem como certa a sua origem orgânica, sendo uma combinação de moléculas de carbono e hidrogênio.

Admite-se que esta origem esteja ligada à decomposição dos seres que compõem o plâncton - organismos em suspensão nas águas doces ou salgadas tais como protozoários, celenterados e outros, causada pela pouca oxigenação e pela ação de bactérias.

Estes seres decompostos foram, ao longo de milhões de anos, se acumulando no fundo dos mares e dos lagos, sendo pressionados pelos movimentos da crosta terrestre e transformaram-se na substância oleosa que é o petróleo.

Ao contrário do que se pensa o petróleo não permanece na rocha que foi gerado - a rocha matriz - mas desloca-se até encontrar um terreno apropriado para se concentrar. Estes terrenos são denominados bacias sedimentares, formadas por camadas ou lençóis porosos de areia, arenitos ou calcários.

O petróleo aloja-se ali, ocupando os poros rochosos como forma lagos. Ele acumula-se, formando jazidas. Ali são encontrados o gás natural, na parte mais alta, e petróleo e água nas mais baixas.

Fonte: http://www.nicomexnoticias.com.br/

ANP E PETROBRAS DIVERGEM SOBRE PREÇO DO BARRIL


A última semana começou com o pronunciamento do ministro de Minas e Energia, Marcio Zimmermann, na terça feira, dia 17, comunicando que a data da capitalização da Petrobras estava definida para 30 de setembro. A decisão veio após reuniões conduzidas pelo presidente Lula. Segundo Zimmermann, o primeiro passo para a capitalização seria a definição, por parte da União, do preço dos até cinco bilhões de barris de petróleo da camada do pré-sal da Bacia de Santos a serem explorados pela Petrobras e isso precisaria ser feito até o final deste mês.

Na quarta-feira, dia 18, a equipe econômica do Ministério da Fazenda se mostrou insatisfeita com a data definida para a capitalização, tentando, sem sucesso, adiá-la. A equipe considerou o cronograma ”superapertado”, devido à indefinição do valor do barril e à diferença entre as avaliações das certificadoras que mapearam o valor das reservas que serão cedidas pela União à estatal. A capitalização se torna mais complicada porque União e Petrobras têm interesses distintos quanto ao valor do barril. Em relação a cessão onerosa (a Petrobras terá que pagar à União pelos barris que receber), o interesse da estatal é que a cotação seja a mais baixa possível, e da União o mais alto, aumentando assim, seu poder de fogo na capitalização.

Na quinta, dia 19, a certificadora contratada pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) divulgou sua avaliação sobre o preço do barril a ser repassado à Petrobras. O valor ficou entre US$ 10 e US$ 12, bem superior à avaliação contratada pela estatal, que registrou entre US$ 5 e US$ 6 por barril. Diante das incertezas, uma divisão de opiniões se instalou no governo sobre manter o cronograma de capitalização da Petrobras, com conclusão para o fim de setembro. O presidente Lula teria chegado a confidenciar a auxiliares que se não estiver convencido da rentabilidade máxima do negócio para o Tesouro, seria melhor adiá-lo para depois da eleição.

Fechando a semana, técnicos do governo se reuniram no Rio de Janeiro para tentar chegar a um consenso sobre o valor do barril do pré-sal, já que o governo não quer recorrer a uma arbitragem internacional para resolver a divergência entre Petrobras e ANP. A palavra final caberá ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que se reúne ainda neste mês e as demais dúvidas sobre o contrato serão arbitradas pela Advocacia Geral da União (AGU).

US$ 224 bilhões até 2014

Na quarta-feira, dia 18, o diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Petrobras, Almir Barbassa, em teleconferência com analistas, revelou que a estatal deve perfurar até o fim do ano mais seis poços na área do pré-sal, chegando a 16 na região. No dia seguinte, confirmando a expansão da exploração na camada, o ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, afirmou que até 2014 o Brasil deverá investir US$ 224 bilhões na exploração do petróleo na camada do pré-sal. A previsão é passar da produção mensal atual de 2 milhões de barris para 5 milhões.

Fonte: http://www.nicomexnoticias.com.br/