sábado, junho 26, 2010

Pulmão eletrônico é criado em Harvard


Agência FAPESP – Um pulmão eletrônico acaba de ser desenvolvido por cientistas da Universidade Harvard, nos Estados Unidos. O grupo criou um dispositivo que simula o funcionamento de um pulmão em um microchip.

Do tamanho de uma moeda, o equipamento atua como se fosse um pulmão humano e é feito de partes do órgão e de vasos sanguíneos. A novidade está na edição desta sexta-feira (25/6) da revista Science.
Por ser translúcido, o pulmão eletrônico oferece a oportunidade de estudar o funcionamento do órgão sem ter que invadir um organismo vivo. Por conta disso tem, segundo os autores do estudo, potencial de se tornar uma ferramenta importante para testar efeitos de toxinas presentes no ambiente ou de avaliar a eficácia e segurança de novos medicamentos.

“A capacidade do pulmão no chip de estimar a absorção de nanopartículas presentes no ar ou de imitar a resposta inflamatória a patógenos demonstra que o conceito de órgãos em chips poderá substituir estudos com animais no futuro”, disse Donald Ingber, fundador do Instituto Wyss, em Harvard, e um dos autores da pesquisa.

Segundo Ingber, os microssistemas a partir de tecidos produzidos até o momento são limitados mecânica ou biologicamente. “Não conseguimos entender realmente como a biologia funciona, a menos que nos coloquemos no contexto físico de células, tecidos e órgãos vivos”, disse Ingber.

Na respiração humana, o ar entra nos pulmões, preenche os microscópicos alvéolos (localizados nos finais dos bronquíolos) e transfere oxigênio por meio de uma membrana fina e permeável de células até a corrente sanguínea.
É essa membrana – formada por camadas de células pulmonares, matriz extracelular permeável e capilares – que faz o trabalho pesado do sistema respiratório. É também essa interface entre pulmão e sistema circulatório que reconhece invasores inalados, como bactérias ou toxinas, e ativa a resposta imunológica.
pulmão eletrônico parte de uma nova abordagem na engenharia de tecidos ao inserir duas camadas de tecidos vivos – a fileira de alvéolos e os vasos sanguíneos em sua volta – em uma estrutura porosa e flexível.

O dispositivo consiste de uma membrana de silicone, porosa e flexível, coberta por células epiteliais de um lado e de células endoteliais do outro. Microcanais em torno da membrana permitem que o ar se desloque por ela. Ao aplicar um vácuo no dispositivo, a membrana se expande de modo semelhante ao que ocorre no tecido pulmonar real.

“Partimos do funcionamento da respiração humana, pela criação de um vácuo quando nosso pulmão se expande, que puxa o ar para os pulmões e faz com que as paredes dos sacos pulmonares se estiquem. O sistema de microengenharia que desenhamos usa os princípios básicos da natureza”, disse Dan Huh, outro autor do estudo.

Para determinar a eficiência do dispositivo, os pesquisadores testaram sua resposta ao inalar bactérias vivas (E. coli). Eles introduziram microrganismos no canal de ar do lado do pulmão no dispositivo e, ao mesmo tempo, aplicaram leucócitos pelo canal no lado dos vasos sanguíneos.

Como resultado, no dispositivo ocorreu uma resposta imunológica que fez com que os leucócitos se deslocassem pelo canal de ar e destruíssem as bactérias.

O artigo Reconstituting Organ-Level Lung Functions on a Chip, de Dan Huh e outros, pode ser lido por assinantes da Science.




Fonte: http://info.abril.com.br/

sexta-feira, junho 25, 2010

Nexus One x Sony Ericsson XPERIA X10


Colocamos frente a frente os dois smartphones topo de linha com Android


O smartphone do Google chegou no começo do ano, causando a maior comoção. Mas logo surgiram competidores à altura, como o XPERIA X10, já disponível no Brasil. Ambos são modelos topo de linha, com sistema Android e sem teclado físico. E aí, vale a pena esperar o Nexus One chegar às lojas daqui (talvez no segundo semestre) ou o aparelho da Sony Ericsson é uma boa alternativa? A resposta é clássica: depende da sua necessidade.

Confira os testes completos do Google Nexus One e do Sony Ericsson XPERIA X10.

O Nexus One é um celular redondo, sem pontos negativos em sua configuração. Já recebeu até atualização para a versão 2.2 do sistema operacional, tem processador Snapdragon de 1 GHz, memória RAM de 512 MB, microSD de 4 GB e tudo o que se espera em termos de conectividade: 3G, Wi-Fi, Bluetooth e GPS. É, enfim, uma opção completa para quem deseja um smartphone para trabalho e entretenimento.

Já o modelo da Sony Ericsson é até melhor em alguns aspectos: tem o mesmo chip, 1 GB de memória interna e cartão de 8 GB. Mas tem a metade da memória RAM e Android ainda na versão 1.6 (com promessa de atualização no segundo semestre). Esses dois pontos desencadeiam uma série de problemas: lentidão evidente ao alternar entre os aplicativos e bateria que dura menos de oito horas – muito também por causa da tela excelente da 4 polegadas, com resolução de 480 por 854 pixels.
Para quem deseja um aparelho pronto para acessar redes sociais, integrando Twitter e Facebook aos contatos de e-mail e telefone, o XPERIA X10 faz isso com classe, utilizando a interface Timescape, exclusiva da Sony Ericsson. O mesmo visual serve para acessar arquivos de mídia. O Nexus One, por sua vez, tem a cara do Android básico, mas duas vantagens claras: é bem mais rápido e, em teoria, recebe atualizações de sistema com mais velocidade.

Outro ponto positivo do Sony Ericsson está na câmera de 8,1 megapixels, com foco automático e flash de LED forte. Ela não é apenas um quebra-galho – resolve bem nas situações com iluminação razoável. A câmera do aparelho do Google é muito boa, mas tem 5 megapixels. O aparelho também perde para o XPERIA X10 quando o assunto é a qualidade do som que vem do fone de ouvido.

Em resumo: enquanto o Nexus One é um aparelho completo e pronto para receber as atualizações do Android assim que elas são lançadas, o XPERIA X10 é mais voltado a dois públicos específicos: os que curtem redes sociais e querem fazer do celular um dispositivo de alto padrão para reproduzir mídia – e que também não ligam para o fato de terem um aparelho um pouco mais lento e com atualizações menos constantes.




Fonte: http://info.abril.com.br/

As regras do jogo no Google


SÃO PAULO - O Google passa pelo seu melhor momento no Brasil desde que se instalou por aqui, em junho de 2005. O clima que já era descontraído está mais divertido.

Isso é visível quando se anda pelos corredores e pelas salas nos dois andares do escritório que a empresa de buscas na internet ocupa na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo.
Sim, há pressão por resultado, uma paranoia saudável por aumentar a audiência das ferramentas de busca e dos vídeos na internet, e por prospectar mais e mais clientes.

Isso não impede os profissionais de curtir o dia a dia na empresa. No mês passado, por exemplo, os funcionários comemoraram o fato de terem conseguido pela primeira vez instituir o happy hour com cerveja.

Agora, todas às quintas-feiras, no final do expediente, há uma pausa para bebericar com os amigos e jogar conversa fora, dentro da própria sede, em uma grande sala decorada como se fosse um dos botecos chiques de São Paulo.

Há três ambientes diferentes e até uma mesa de sinuca que faz esquecer que se está em um escritório comercial. Ao conversar com esse pessoal, a sensação é de que todos compartilham de um sentimento de satisfação por ter ajudado a empresa a prosperar no país.

Embora o Google não revele o faturamento de seus escritórios no mundo, a importância do Google Brasil na sede da companhia, em Mountain View, nos Estados Unidos, aumentou. Regionalmente, a operação na América Latina é comandada do Brasil.

O poder de influência junto à cúpula da empresa também cresceu. Atualmente dois brasileiros fazem parte do primeiro time de executivos do Google nos Estados Unidos — os vice-presidentes Mario Queiroz (de gestão de produtos) e Nelson Mattos (de engenharia para Europa, Oriente Médio e África).
Da receita global da empresa em 2009, 47% vieram dos Estados Unidos, outros 13% da Inglaterra e os 40% restantes vieram dos outros 38 países em que o Google opera. Há três anos, os Estados Unidos respondiam por 52% da receita total de vendas, a Inglaterra contribuía com 15% e o resto do mundo com 33%.
Quando se considera os escritórios do Google fora dos Estados Unidos e Inglaterra, o maior peso de contribuição para o resultado financeiro vinha até 2009 de Brasil, Índia, China e Austrália.

Como o Google saiu da China em março, após um atrito com o governo local, os olhares de Sergey Brin e Larry Page, os dois fundadores, e Eric Schmidt, o presidente mundial, que juntos decidem tudo sobre o futuro da companhia, se voltaram principalmente para o Brasil. No mundo, o Google emprega 20 000 pessoas.

Aqui, a companhia montou em cinco anos uma operação de pouco mais de 200 funcionários, que estão distribuídos em São Paulo e Belo Horizonte, que é o centro de desenvolvimento de tecnologia e novos produtos.

Os analistas do mercado de tecnologia estimam que, no ano passado, o gigante de buscas tenha faturado no Brasil cerca de 700 milhões de reais. A direção local não confirma a cifra, pois segue a política da matriz de não falar sobre o resultado de suas subsidiárias.

Ainda assim, sabe-se que a empresa vem crescendo e que suas perspectivas para este ano são agressivas. Um dado que comprova essa premissa é o número de vagas de emprego abertas pelo Google Brasil.

Há atualmente 100 postos de trabalho à espera de um profissional. Ou seja, a operação local precisa hoje de metade do número de funcionários que contratou até o momento — lembrando que foram admitidos pouco mais de 200 funcionários em cinco anos.




Fonte: http://info.abril.com.br/