segunda-feira, janeiro 25, 2010

Tinta transforma camiseta em bateria


Basta mergulhar o tecido na nova tinta para ele se tornar condutor


Cientistas na Califórnia transformam algodão e poliéster comuns em tecidos condutivos - os chamados e-Textiles, que funcionam como baterias recarregáveis.

A pesquisa ainda precisa ser aprimorada, mas é mais um passo rumo às roupas que recarreguem iPods e celulares – além de inúmeras outras aplicações para tecidos condutores.
O método usa uma tinta feita de nanotubos de carbono – fibras com 1/50.000 da espessura de um fio de cabelo. Quando aplicada ao algodão ou poliéster, a tinta produz tecidos eletrônicos com excelente capacidade de armazenar energia. O método é bastante simples: basta mergulhar a peça no líquido e deixá-la secar.

Os tecidos continuaram flexíveis e maleáveis, e mantiveram suas propriedades condutoras mesmo após simuladas várias lavagens.
Os cientistas da Universidade de Stanford ainda precisam testar itens como segurança, armazenamento e adaptação dessa tecnologia às já existente. O estudo foi publicado ACS´ Nano Letters.




Fonte: http://info.abril.com.br/

Internet chega ao espaço e astronauta tuíta

A internet chegou à Estação Espacial Internacional – e os astronautas a bordo já utilizaram o serviço para acessar o Twitter.


A tribulação da ISS recebeu um upgrade especial de software esta semana – acesso pessoal à world wide web via conexão wireless.
Até agora, a equipe não tinha como checar e-mails ou realizar qualquer tipo de navegação na rede, e suas páginas no Twitter eram atualizadas pela equipe na Terra.


O engenheiro de vôo T.J. Creamer utilizou o sistema pela primeira vez hoje, ao postar a primeira atualização no @Astro_TJ sem ajuda do pessoal no solo.


Os 140 caracteres diziam "Hello Twitterverse! We r now LIVE tweeting from the International Space Station -- the 1st live tweet from Space! :) More soon, send your ?s"


(Olá universo do Twitter! Nós estamos agora ao vivo da Estação Espacil Interacional – o primeiro live tweet do espaço! Em breve, mais notícias, mandem suas perguntas).


O acesso pessoal, chamado Crew Support LAN, dá aos astronautas a comunicação privada online, o que ajuda a melhorar sua qualidade de vida.


Para acompanhar as atualizações da equipe do espaço no Twitter, basta acessar


http://twitter.com/NASA_Astronauts



Fonte: http://info.abril.com.br/

Ataque atrai atenção para os hackers "vermelhos" da China

Eles se protegem com pseudônimos e usando múltiplos endereços, mas as legiões de hackers chineses foram colocadas em destaque na semana passada depois que o Google anunciou ter sofrido um sofisticado ciberataque oriundo da China.
Existem dezenas de milhares de Hong Ke, ou "visitantes vermelhos", como são conhecidos na China. Muitos são motivados pelo patriotismo, ainda que seja mais difícil estabelecer que relacionamento mantêm com o governo ou as forças armadas chinesas, suspeitos por alguns observadores de estarem por trás dos ataques.
A Honker Union, mais famoso grupo chinês de Hong Ke, prova a existência de uma área cinzenta entre os hackers patrióticos e o Estado. O grupo negou envolvimento no ataque contra o Google.
"A Honker Union... não tem interesse em se envolver em política. Trabalhamos apenas pela segurança dos sites chineses", disse um de seus principais membros, Lyon, em entrevista por telefone. Lyon, o apelido usado pelo hacker, é chefe de departamento em uma das grandes empresas estatais de telecomunicações do país, e se recusou a revelar seu nome real.
Fundado em 2001, o grupo esteve envolvido em uma guerra de computação com hackers norte-americanos devido ao incidente com um avião espião norte-americano em Hainan, em 2001, e na semana passada atacou sites iranianos em represália contra uma ação do Cyber Army, iraniano, que tomou temporariamente o controle do serviço de buscas chinês Baidu.
"Fica bem claro que muitos dos hackers chineses são motivados pelo patriotismo", disse Trevor T, pseudônimo de um norte-americano que ajuda a operar o Dark Visitor, um blog sobre hackers chineses, nos Estados Unidos. "A China pode ser inferior aos EUA em termos militares, mas claramente investiu muitos de seus melhores cérebros no desenvolvimento de capacidades que possam compensar a vantagem norte-americana em caso de um confronto militar direto", disse ele.
Na semana passada, o Google anunciou que um ataque "sofisticado" vindo da China havia resultado em roubo de propriedade intelectual da companhia. O episódio, bem como a censura, foram citados pela empresa como motivos para avaliar uma saída do grupo do país.
O Google não especificou como soube que os ataques vieram da China ou porque a empresa e outras 34 companhias foram alvo. O uso de múltiplos endereços e servidores por hackers em Taiwan e outros locais toda difícil provar como ou por quem foram coordenados. Além disso, a popularidade da prática de invasão de computadores no país dificulta as investigações.
A China pode ter agora até 50 mil hackers militares treinados ou em treinamento, afirmou o especialista em cibersegurança James Mulvenon em uma comissão do Congresso norte-americano em 2008. Essa informação não pode ser confirmada de modo independente.
"Quem será provavelmente o protagonista principal da próxima guerra? O primeiro candidato que surgiu e é o mais conhecido é o hacker de computador", escreveram dois coronéis do Exército Popular de Libertação da China, Qiao Liang e Wang Xiangsui, no livro Unrestricted Warfare (Guerra Ilimitada), de 1999.