Quem faz muita coisa ao mesmo tempo, como assistir ao YouTube, escrever um email e falar ao telefone, não faz nenhuma dessas coisas muito bem, segundo relatório da Universidade de Stanford divulgado nesta segunda-feira.
Os pesquisadores que publicaram o estudo na Proceedings of the National Academy of Sciences disseram que os resultados os supreenderam. Eles buscavam descobrir o segredo para fazer várias tarefas ao mesmo tempo (prática conhecida como ''multitasking'' em inglês) em mídias, mas descobriram, em vez disso, uma ampla incompetência.
"Pessoas que fazem muito multitasking são muitos ruins em multitasking ... Quanto mais você faz, pior você fica", disse o professor de comunicações de Stanford Clifford Nass.
''Multitaskers'' compulsivos têm mais problemas para focar sua atenção, organizar informações e trocar de tarefas rapidamente, escreveram os pesquisadores da universidade.
Após fazer testes com cerca de 100 estudantes da universidade, os cientistas concluíram que ''multitaskers'' de mídia crônicos têm dificuldade para focar em uma coisa só e não conseguem ignorar informações irrelevantes.
Nass afirmou que a prática está se espalhando cada vez mais —alguns empregos exigem que trabalhadores mantenham uma janela de mensagens instantâneas sempre aberta— e os cientistas ficaram surpresos com os resultados da pesquisa.
"Sabíamos que o multitasking era difícil do ponto de vista cognitivo. Pensamos ''Que tipo de habilidade especial é essa que as pessoas têm que permite que façam mil coisas ao mesmo tempo?'' ... Ao invés de descobrir coisas que estavam fazendo melhor, descobrimos coisas que estavam fazendo pior", disse o professor de sistemas simbólica da Universidade de Standford Eyal Ophir.
O lado bom dessas distrações pode ser que fazendo muitas coisas ao mesmo tempo em mídias diferentes, você pode ser o primeiro a perceber algo de novo, afirmou Ophir.
Fonte: www.terra.com.br
terça-feira, agosto 25, 2009
Avanços tecnológicos aumentam carga horária em 15 horas
Uma pesquisa com mais de 600 trabalhadores mostrou que muitos estão se tornando workaholics, devido à facilidade de receber e enviar mensagens, mesmo quando estão em casa. A informação foi divulgada nesta segunda-feira pelo jornal Telegraph.
A empresa de direitos trabalhistas Peninsula disse que o tempo de trabalho semanal está sendo estendido a aproximadamente 55 horas em muitos casos e pediu aos empregadores que se certifiquem de que suas equipes não estão violando a regulamentação de tempo.
"Os chefes não deveriam incentivar os funcionários a trabalhar de casa, a menos que seja realmente necessário. (Deveriam) informar aos funcionários para limitar o trabalho em casa", disse Peter Bone, diretor da Peninsula ao Telegraph.
Bone explicou que a crise econômica mundial obrigou todos a se tornarem mais produtivos e a evolução tecnológica facilitou esse aumento de trabalho. Com o e-mail sempre acessível, por meio dos telefones, por exemplo, o trabalho se entende por um período mais longo. Mas ele afirmou que, os funcionários devem ser orientados a fazer pausas adequadas para manter o equilíbrio entre o trabalho e o descanso.
Fonte: www.terra.com.br
A empresa de direitos trabalhistas Peninsula disse que o tempo de trabalho semanal está sendo estendido a aproximadamente 55 horas em muitos casos e pediu aos empregadores que se certifiquem de que suas equipes não estão violando a regulamentação de tempo.
"Os chefes não deveriam incentivar os funcionários a trabalhar de casa, a menos que seja realmente necessário. (Deveriam) informar aos funcionários para limitar o trabalho em casa", disse Peter Bone, diretor da Peninsula ao Telegraph.
Bone explicou que a crise econômica mundial obrigou todos a se tornarem mais produtivos e a evolução tecnológica facilitou esse aumento de trabalho. Com o e-mail sempre acessível, por meio dos telefones, por exemplo, o trabalho se entende por um período mais longo. Mas ele afirmou que, os funcionários devem ser orientados a fazer pausas adequadas para manter o equilíbrio entre o trabalho e o descanso.
Fonte: www.terra.com.br
segunda-feira, agosto 24, 2009
O Google já sabe prever o futuro

Os engenheiros do Google criaram um método que consegue prever metade das tendências de buscas com um ano de antecedência. Sinistro.
Em post no blog do Google Research, a empresa explicou que, ao se analisar um grande volume de pesquisas, é possível perceber que alguns padrões se repetem. Mas a maior novidade foram os dados revelados no texto, que mostram de leve o enorme poder que Larry Page, Sergey Brin e seus colaboradores têm nas mãos. A pesquisa foi desenvolvida por Yair Shimshoni, Niv Efron e Yossi Matias, do Google Labs de Israel.
De acordo com eles, as buscas de algumas áreas conseguem ser previstas com maior eficácia. Em Saúde, dá para conhecer antecipadamente 74% das pesquisas que serão feitas. Na área de Comidas e Bebidas, o acerto chega a 67%. Já em Viagem, o índice fica em 65%. E por aí vai: Compras (63%), Automóveis (58%), Financiamentos e Seguros (53%), Imóveis (50%), Telecomunicações (46%), Entretenimento (35%) e Redes Sociais (27%).
Para chegar a esses números, eles usaram o serviço Google Insights for Search, que acaba de ganhar uma versão em português. O sistema adotado foi o seguinte: os pesquisadores determinaram um ponto no passado (agosto de 2008). A partir daí, fizeram previsões de tendências para um ano no futuro (de agosto de 2008 a julho de 2009), com base no histórico das informações do banco de dados do Google (de janeiro de 2004 a julho de 2008). Depois, compararam esses resultados com as tendências de busca que realmente ocorreram ao longo do período.
A análise usou dados de cinco países, que resultaram em diferentes índices de previsibilidade. O maior ficou com a Alemanha (56%), enquanto o menor foi registrado no Brasil (46%). No meio do bolo aparecem Estados Unidos (54%), Reino Unido (51%) e França (47%). Um tanto quanto assustador. Quem quiser pode brincar de Mãe Dináh no Google Insights for Search, que agora prevê algumas buscas.
Estudos como esse (leia o paper abaixo) mostram que o Google sabe muito bem o que se passa na cabeça das pessoas. Com isso, pode programar sua atuação com antecedência. A empresa pode anunciar, sem medo de errar feio, serviços que as pessoas desejam – ou então exibir publicidade que os internautas querem ver em uma determinada época do ano. Está explicado porque eles continuam nadando em dinheiro.
Fonte: www.info.abril.com
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