Pesquisadores da Universidade McMaster no Canadá dizem ter encontrado uma maneira de imprimir biossensores que detectam toxinas e agentes de bioterrorismo utilizando uma impressora jato de tinta.
O funcionamento do Sentinel Bioactive Paper Network é similar ao de uma impressão normal. Mas em vez do cartucho convencional, dois cartuchos conteriam diferentes tipos de "tintas". Uma delas seria composta de nanopartículas de sílica que se fixariam no papel e a segunda, colocada por cima da primeira, conteria enzimas capazes de reagir à presença dos inibidores da acetilcolinesterase (AChE), encontrados em alguns inseticidas, venenos e agentes psicológicos. Conforme a concentração da toxina, a tinta mudaria de cor.
Segundo o site ScienceDaily, essa tinta especial também poderia ajudar no diagnóstico da presença de bactérias, vírus e outros microorganismos que causam doenças, sem a necessidade de instrumentos complexos e dispendiosos.
"Nossa pesquisa mostra que a impressão jato de tinta provê uma nova plataforma para a fabricação de tiras de papel bioativo. Isso permite detectar uma gama muito grande de riscos biológicos que afetam animais e seres humanos. Ela é ideal para esta aplicação porque o sistema é simples, rápido e escalonável, compatível com substratos de papel e propícios a formação de padrões", disse John Brennan, chefe da pesquisa, de acordo com o site WebWire.
Os pesquisadores também descobriram que o papel bioativo tem durabilidade de dois meses após sua "impressão", o que poderia fazer o produto ser estocado e comercializado de forma tão fácil e simples quanto um teste de gravidez.
Seria possível, portanto, ir à farmácia e sair sabendo se está gripado ou se teve uma intoxicação alimentar, por exemplo.
E, pelo seu preço reduzido, serviria para ajudar comunidades carentes a realizar testes essenciais para os primeiros estágios do diagnóstico de uma doença e também para a detecção de água contaminada, noticiou o site TechRadar.
O projeto foi publicado na edição de julho do Analytical Chemistry Journal. O artigo pode ser encontrado pelo atalho tinyurl.com/nbow87.
Fonte: www.terra.com.br
segunda-feira, julho 20, 2009
Berlinense cria motobicicleta que faz até 80 km/h
O inventor berlinense Stefan Gulas criou um veículo que não emite gás poluente e ajuda o condutor a manter a forma: a E-Rockit, metade bicicleta, metade moto.A bicicleta tem um motor que é acionado quando o condutor pedala. O veículo pode fazer até 80 km/h.
"Você controla a velocidade do motor pedalando", explica Gulas. Gulas acredita que o mesmo princípio pode ser usado para outros veículos, como caminhões.
"Eu acho que os motoristas de caminhão ficaram muito satisfeitos. Pelo menos eles poderiam fazer um pouco de exercício em vez de simplesmente dirigir por 12 horas", diz o inventor.
O veículo custa cerca de US$ 40 mil.
Fonte: www.terra.com.br
domingo, julho 19, 2009
Japoneses criam supercomputador para processamento gráfico
A empresa japonesa Tops Systems Corp, em parceria com a Nihon Unisys Ltd e a Toyota Motor Company, anunciou a criação de um supercomputador gráfico projetado para fazer a renderização de complexas cenas em 3D usando a tecnologia de "ray tracing".Segundo o site japonês TechOn, o megacomputador é composto por nove chips, cada um por sua vez composto de 73 "núcleos" especializados em diferentes etapas do processo, e a máquina tem poder de cálculo de 800 Teraflops
Um Teraflop é o equivalente a um trilhão de operações de cálculo em ponto flutuante (ou seja, com números não-inteiros) por segundo. Se fosse um computador de uso geral, seria o equivalente ao terceiro supercomputador mais poderoso do mundo, o BlueGene P/Solution, desenvolvido pela IBM e instalado na Alemanha.
A nova máquina, no entanto, tem um diferencial: cabe dentro de um gabinete padrão para PC de mesa, igual aos comumente encontrados nos escritórios.
A técnica de "ray tracing" é diferente da renderização poligonal que estamos acostumados a ver em jogos, por exemplo. Dada uma cena e uma fonte de luz, o computador calcula o caminho de cada raio de luz emitido pela fonte (daí o nome "ray tracing", literalmente "traçar os raios") e a interação desse raio com os objetos em seu caminho.
Se ele atingir um objeto reflexivo, como um espelho, o comportamento da luz será diferente do que se ele atingisse uma superfície preta e fosca. Para cada ponto da imagem, o computador calcula todas as interações possíveis para todos os raios de luz que o atingem, levando em conta o material que ele representa.
É um processo altamente complexo e demorado, mas que resulta em imagens de altíssima qualidade, se aproximando do fotorrealismo. Graças ao elevado desempenho, o novo sistema será capaz de renderizar imagens em alta-definição em tempo real.
A Toyota pretende usar a máquina (ou máquinas, provavelmente) no processo de design de novos veículos, para simular, por exemplo, como as mudanças em um material ou tinta podem afetar a aparência do carro, sem gastar tempo e dinheiro com a construção de protótipos.
Fonte: www.terra.com.br
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