quarta-feira, novembro 28, 2012

ANP reabre inscrições do concurso para 152 vagas de nível superior

As remunerações variam entre R$ 10,4 mil e R$ 11,3 mil

Rio de Janeiro (RJ) - A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) reabriu o prazo de inscrições do concurso público para três cargos de nível superior, encerrado a princípio no último dia 19. O novo período começa amanhã e vai até 4 de dezembro, no site do Cespe/UnB. As taxas são R$ 80 (Analista) e R$ 100 (Especialistas). A lotação dos aprovados será nas cidades de Brasília (DF), Manaus (AM), Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP).

No total, são 152 vagas, das quais 11 reservadas a candidatos portadores de deficiência, além de cadastro de reserva. As vagas estão distribuídas entre os cargos de analista administrativo, especialista em geologia e geofísica do petróleo e gás natural e especialista em regulação de petróleo e derivados, álcool combustível e gás natural.

O cargo de analista administrativo exige graduação em arquivologia, ciências contábeis, comunicação social (habilitação em jornalismo ou relações públicas), administração ou cursos superiores com abrangência em informática, computação, sistemas ou tecnologia da informação. A remuneração inicial do cargo é composta por vencimento básico de R$ 9.623,20 e a gratificação de desempenho, cuja soma após a primeira avaliação pode chegar a R$ 10.429.

O cargo de especialista em geologia e geofísica do petróleo e gás Natural tem como requisito o curso superior de geologia, engenharia geológica ou geofísica. A remuneração inicial corresponde a R$ 10.019,20 de vencimento básico, acrescido de gratificação de desempenho, podendo chegar a R$ 11.374.

As vagas para especialista em regulação de petróleo e derivados, álcool combustível e gás natural exigem, a depender da área de atuação, graduação em qualquer área de formação ou graduações específicas, entre elas ciências econômicas, várias especialidades de engenharia, além de química, biologia, oceanografia ou graduações nas áreas de computação, sistemas e informática. A remuneração inicial também é composta de R$ 10.019,20 de vencimento básico, acrescido de gratificação de desempenho, podendo chegar a R$ 11.374,00.

A seleção será por meio de provas objetivas, prova discursiva e avaliação de títulos, fases que serão aplicadas em Brasília (DF) e nas 26 capitais. Os habilitados para os cargos de Especialistas serão convocados para curso de formação. As provas objetivas e a prova discursiva estão previstas para 13 de janeiro de 2013.


Da Redação com informações do O Globo

Empresa estrangeira mapeia subsolo cearense em busca de gás, minério e petróleo

Chegaram ontem, segunda-feira, 26, ao município de Independência, localizado a 310 Km de Fortaleza, as primeiras máquinas da empresa norte-americana Global Geophysical Services, que realiza estudos do subsolo em busca de minérios, gás natural, petróleo e água. De acordo com o secretário de finanças da prefeitura, Coutinho Neto, os primeiros equipamentos e caminhões passaram por Independência na manhã de ontem.

Na semana passada, a empresa esteve em Crateús, a 350 Km da Capital cearense. Segundo o secretário adjunto da Prefeitura, Deoclídes Bezerra Machado, a Global já tinha realizado estudos similares no Piauí. “Eles provocam um pequeno tremor na terra, O trabalho não é demorado, mas o aparato de maquinário impressiona. Estão mapeando o subsolo da região através dessas ondas sísmicas. Querem saber se há gás, água ou petróleo”, disse.

Ele adiantou que as informações coletadas pelo levantamento da empresa deverão ser enviadas para a Petrobras. “Não há nada oficial, mas temos informações que esses mapas no subsolo vão ser encaminhados para Petrobras com intuito de contactar empresas por licitação de contrato de risco interessadas em explorar a área. Pelo que contam na cidade, mas não há nada oficial, é que encontraram gás e tem possibilidade de haver petróleo”. A Petrobras foi contactada, mas ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Conforme a Prefeitura de Crateús, a Global presta serviços a vencedora do leilão dos lotes de terras com potencial para extração de petróleo e gás natural, que foi promovido pela Agencia Nacional de Petróleo, Gás Natural e Bicombustíveis (ANP).

“Estão sendo usados oito caminhões vibradores, que acham o minério em uma profundidade de 10 mil metros pelo som. Cada minério tem um som e os técnicos e engenheiros contratados pela Petrobras estão detectando a qualidade e a quantidade do minério”, informa a Prefeitura no seu site.

Fonte: Diário do Nordeste (CE)

terça-feira, novembro 27, 2012

BG continuará a investir no país

O campo de Lula é uma das cinco áreas nas quais a BG tem participação no pré-sal da Bacia de Santos.

Brasil - A britânica BG Group vai reinvestir no Brasil os R$ 3,4 bilhões (US$ 1,7 bilhão) obtidos com a venda da participação societária do grupo na Companhia de Gás de São Paulo (Comgás) para a Cosan. "O dinheiro da venda da Comgás será todo reinvestido no Brasil", disse Andrew Gould, presidente do conselho de administração da BG. A empresa é uma das principais parceiras da Petrobras no pré-sal da Bacia de Santos. Gould assumiu o cargo em maio e tem como desafio de curto prazo encontrar o substituto para o presidente-executivo da companhia, Frank Chapman, que se aposenta em 2013.

A venda para a Cosan dos 60% que a BG tinha na Comgás se insere em decisão estratégica global do grupo britânico de sair de ativos nas áreas de transmissão e distribuição de gás, bem como de geração elétrica. O movimento busca concentrar investimentos na exploração e produção de petróleo e gás, em especial no Brasil e na Austrália, países onde a BG concentra esforços. "Se todas as transações que anunciamos tiverem sido concluídas, teremos atingido nossa meta de [obter] US$ 7,6 bilhões até meados de 2013", disse Gould. Ele esteve no Brasil na semana passada para reuniões com a diretoria da BG Brasil e da Petrobras e manteve encontros com autoridades do governo, em Brasília.

Os US$ 7,6 bilhões serão usados, em grande parte, nos projetos do Brasil e da Austrália. Na Austrália, a empresa investe em gás de carvão para liquefação e foca na exportação. No Brasil, os investimentos estão voltados para a produção de petróleo. A empresa tem como meta produzir no Brasil 600 mil barris de óleo equivalente por dia (BOE) em 2020, quando planeja tornar-se a segunda maior produtora de petróleo do Brasil, atrás da Petrobras. Para atingir essa meta, a BG anunciou investimentos de US$ 30 bilhões até o fim da década, sendo que mais de US$ 5 bilhões já foram investidos. Em 2011, a receita do grupo BG foi de US$ 21 bilhões e o lucro líquido chegou a US$ 4,2 bilhões.

O crescimento da BG no Brasil também passa por analisar novas oportunidades. "Se houver nova rodada [de licitação] para exploração offshore, tenho certeza de que a BG teria interesse de participar", disse Gould. O investimento exigido em exploração e produção será garantido, em parte, com as vendas de ativos. Gould citou como exemplos de desinvestimento, além da Comgás, a venda do negócio de geração elétrica nas Filipinas, os ativos de transmissão e distribuição na Índia e um terminal de regaseificação no Chile. A BG também fechou acordo para vender sua participação na Gas Argentino, controladora da distribuidora de gás MetroGas. O programa de desinvestimento foi concluído, segundo Gould, com a venda de parte do projeto de gás natural em Queensland, na Austrália, para a chinesa CNOOC.

Mesmo com a venda da Comgás, existe possibilidade de a BG Brasil vir a fornecer gás natural do campo de Lula, na Bacia de Santos, para a distribuidora paulista de gás. Em nota, a BG afirmou: "A BG vem mantendo constantes entendimentos com a Comgás - bem como com outras distribuidoras - sobre a possibilidade de fornecimento de gás natural. Existem ainda incertezas quanto ao volume de gás natural oriundo de Lula que estará efetivamente disponível para comercialização. Esta incerteza advém do fato de que ainda estão em estágio inicial os testes para definição da quantidade de gás que será necessária para reinjeção no campo, visando otimizar a produção de petróleo. Esta informação é fundamental para que as partes possam progredir nos entendimentos."

O campo de Lula é uma das cinco áreas nas quais a BG tem participação no pré-sal da Bacia de Santos. As outras são Iracema, Sapinhoá, Iara e Carioca. Gould disse que a empresa não tem planos de vender ativos no pré-sal. Em 2011, surgiram rumores de que a BG iria vender ativos de exploração. Em resposta à pergunta se a hipótese de venda no pré-sal chegou a ser considerada, Gould afirmou: "Creio que nós talvez tenhamos testado o mercado, mas ninguém chegaria próximo do que nós achávamos que era o valor dos ativos. Portanto, nós retiramos [a ideia] do mercado. E no momento não há nenhum plano para vender qualquer dos ativos do pré-sal."

Fonte: Valor Econômico