segunda-feira, setembro 03, 2012

Petrobras busca sócios para refinarias

Ministro de Minas e Energia confirma interesse da empresa em parceiros para garantir projetos no País.

São Paulo/Fortaleza. A Petrobras deverá acelerar negociações com grupos estrangeiros para construir suas novas refinarias no Brasil, porém, deixando claro que vai manter para si o controle acionário dos futuros empreendimentos. Entre elas, as refinarias Premium I e II, em implantação, respectivamente, no Maranhão e no Ceará.

“Há muitas empresas internacionais interessadas. A Petrobras está conversando e poderá chegar a um entendimento com elas. Japão, China, Estados Unidos e outros países já manifestaram seus interesses de se associar”, afirmou o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.

O ministro citou a refinaria Premium I, que está sendo construída no Maranhão, como forte candidata a receber investimentos da China. “Os chineses me procuraram durante a Rio+20, em junho, e desejam uma parceria com a Premium I”, disse Lobão. “Estou marcando um encontro deles com a presidente da Petrobras, (Graça Foster), para que desenvolvam entendimentos e cheguem a uma conclusão”, completou.

No Ceará

Em relação à unidade de refino da Petrobras prevista para o Ceará, a Premium II, o governo do Estado tenta sair na frente e corre, em paralelo, em busca de possíveis sócios para acelerar a construção do empreendimento que ficará localizado no Complexo Industrial e Portuário do Pecém.

Interessados

Até o momento, são pelo menos quatro as possibilidades de parceiros para o empreendimento. As conversações, contudo, ainda são iniciais. O caso mais recente é de investidores de Taiwan (China Nacionalista), segundo adiantou o presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Estado (Adece), Roberto Smith, que demonstraram interesse em se associar à estatal petrolífera brasileira na construção da Premium II. Além desta, ele cita uma empresa da Espanha, que também chegou a procurar a Adece. Ao mesmo tempo, o governo cearense também irá negociar com a Galp Energia, de Portugal, e a GS Caltex, da Coreia do Sul. Neste mês, o governador Cid Gomes deverá viajar ao país asiático para se encontrar com os executivos da GS.

A Premium II tem início de suas operações previsto para o fim de 2017, podendo este prazo se estender até meados de 2018.

A entrada de um parceiro no projeto, contudo, poderá adiantar o cronograma inicial projetado pela Petrobras.

Fonte: Diário do Nordeste

domingo, setembro 02, 2012

PROFISSIONAL DO FUTURO 2012

IBP anuncia a 6ª edição do "Profissional do Futuro" no Riocentro


Evento organizado pelo Centro de Empreendedorismo Universitário (CEU) já atraiu 3.750 universitários de 30 instituições do Brasil inteiro

Rio de Janeiro (RJ) – De dois em dois anos, o Rio de Janeiro se transforma na capital latino-americana do petróleo. Durante quatro dias, empresas dos cinco continentes se reúnem na feira "Rio Oil & Gas Expo and Conference" para apresentar as últimas novidades do setor em produtos e serviços e discutir temas referentes a inovações tecnológicas. Só na última edição, 1.300 empresas de 51 países marcaram presença numa área de 37 mil metros quadrados no Centro de Convenções do Riocentro, em Jacarepaguá.

Desde 2002, a "Rio Oil & Gas" tornou-se ponto de encontro, também, para estudantes de diferentes áreas, como Engenharia, Química e Geologia, entre outras. Criado pelo Centro de Empreendedorismo Universitário (CEU) em parceria com o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), o "Profissional do Futuro" tem por objetivo promover a integração entre os jovens universitários e o mercado de trabalho, através da realização de palestras, da visita aos estandes e da entrega de currículos.

Em comemoração aos 10 anos do "Profissional do Futuro", o IBP e o CEU vão promover o concurso "De Olho no Futuro", que vai premiar com uma participação no evento "Youth Forum", do "World Petroleum Congress", em 2013, no Canadá, o aluno que inscrever o vídeo mais criativo e original sobre o tema deste ano do "Profissional do Futuro": "Desenvolvendo a Capacitação Nacional para a Indústria de Petróleo e Gás". Mais informações: www.ceuconsultoria/profissionaldofuturo2012.

Serviço: Evento: "Profissional do Futuro 2012".

Data: De 17 a 20 de setembro de 2012.

Horário: Das 9h às 11h, das 13h às 15h e das 16h30 às 18h30.

Local: Pavilhão 5, do Centro de Convenções do Riocentro (Av. Salvador Allende, 6.555 – Barra da Tijuca).

Informações adicionais, favor entrar em contato: André Bernardo – andre.bernardo@ceuconsultoria.com – (21) 2509.5255 / (21) 9469.2147

sábado, setembro 01, 2012

Petrobras pode ter 1a queda de produção em 8 anos–analistas


RIO DE JANEIRO, 30 Ago (Reuters) – A Petrobras pode apresentar em 2012 a primeira queda de produção anual de petróleo em oito anos no Brasil, segundo especialistas do setor.
A queda na produção contrasta com um período de brilho no setor de exploração da estatal. Nos últimos anos, a companhia anunciou a descoberta de campos gigantes na camada do pré-sal e foi uma das petrolíferas que mais agregou reservas no mundo.
A última vez que a estatal informou declínio em sua produção anual de petróleo foi em 2004, quando houve uma redução de 3 por cento em relação à extração média de 2003.
Mas neste ano a companhia vem sofrendo com paradas das plataformas para manutenção e a baixa produtividade do pós-sal –especialmente na bacia de Campos–, que ainda responde por mais de 90 por cento da produção total, e cujos campos estão em declínio de produtividade por estarem maduros.
A estatal também sente a paralisação do campo de Frade, operado pela Chevron, onde detém participação de 30 por cento, depois de um vazamento em novembro de 2011.
Segundo o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) e especialista em energia, Adriano Pires, provavelmente em 2012 a Petrobras deverá apresentar uma produção 2 por cento menor que em 2011, ano em que a extração média de 2,021 milhões de barris diários já veio abaixo das expectativas.
No acumulado do ano até julho, a produção de petróleo da Petrobras no Brasil atingiu uma média de 2,007 milhões de barris dia.
“A Graça (Maria das Graças Foster, presidente da companhia) apresentou um novo plano de negócios, com metas de produção abaixo das anteriores e mais realistas, mas ainda assim será decepcionante. Ela está tentando consertar o avião em pleno voo”, disse Pires à Reuters.
Nesta quinta-feira, à 16h28, as ações da companhia operavam em queda de 0,94 por cento, enquanto o Ibovespa tinha queda 0,36 por cento no mesmo horário.
Não havia um representante da Petrobras imediatamente disponível para comentar o assunto.
BENEFÍCIO MARGINAL
Em relatório, o Deutsche Bank afirma que, mesmo que as paradas para manutenção diminuam e novas estruturas de produção (FPSOs) entrem em operação, o benefício deve ser “marginal” este ano porque as plataformas programadas para entrar em 2012 devem começar a produção no quarto trimestre.
“Se a produção se mantiver no nível de 2,0 milhões de barris diários até dezembro, a Petrobras irá relatar um declínio da produção no ano (…), o primeiro desde 2004″, acrescentou o banco em nota.
Na noite da quarta-feira a estatal divulgou a sua produção média no mês de julho, que ficou em 1,940 milhão de barris ao dia, queda de 1 por cento na comparação com o mês anterior, atingindo o menor patamar em quase dois anos.
No primeiro semestre, a produção mensal da estatal subiu em relação ao mês anterior somente em maio. Nos demais meses, a extração no país caiu.
A companhia disse que a parada programada para manutenção na plataforma P-8 (campo de Marimbá, na Bacia de Campos) foi um dos fatores responsáveis pela redução de 1 por cento em julho na comparação com o mês anterior, afirmou a estatal em nota.
A menor eficiência na bacia de Campos, que gera grande parte da produção de petróleo do Brasil, é um dos grandes problemas da estatal, segundo o diretor do CBIE.
“O pós-sal está sendo operado de maneira ineficiente pela Petrobras e a companhia também não consegue produzir no pré-sal na velocidade esperada”, comentou Pires.
Para tentar melhorar a produtividade, a Petrobras anunciou em julho que gastará 5,6 bilhões de dólares até 2016 em atividades que visam reverter a queda na produção.
Já o analista da corretora Geração Futura, Lucas Brendler, disse que uma produção menor em 2012 é uma possibilidade, mas ainda é cedo para cravar qualquer previsão.
“Não temos gerência sobre a produção da empresa e ainda restam alguns meses para que a companhia se recupere. Mas existem dificuldades e a queda é sim uma das probabilidades.”
A menor produção, o câmbio e a defasagem dos preços dos combustíveis, entre outros fatores, provocaram perdas de 1,34 bilhão de reais no segundo trimestre, o primeiro prejuízo trimestral da Petrobras em mais de 13 anos.
Fonte: Reuters (Por Leila Coimbra)