segunda-feira, agosto 13, 2012

No Rio, satélites podem ajudar a monitorar exploração de petróleo

RIO – O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, e a diretora-geral da ANP, Magda Chambriard, defenderam o uso de satélites para monitoramento das áreas de exploração de petróleo em alto mar, e aperfeiçoar a fiscalização de acidentes. Durante reunião na sede da Agência Nacional do Petróleo, Minc sugeriu ações preventivas para se evitar novos vazamentos de óleo nas atividades de exploração petrolífera.

De acordo com o secretário, Magda Chambriard disse acreditar que a ANP possa ser autorizada a compartilhar o primeiro satélite nacional do sistema de defesa brasileiro para suas ações de monitoramento. Segundo a diretora-geral da ANP, parte das medidas sugeridas são de competência do Ibama, como a disponibilização na internet de dados sobre os estudos geológicos realizados na área a ser explorada. Também foi discutida a disponibilização no site do órgão de informações sobre o perfil técnico dos profissionais e dos equipamentos utilizados em um eventual acidente.

Minc e Magda defenderam a capacidade da Petrobras para explorar, com segurança, as camadas de petróleo no pré-sal:

- Nós temos sim condições para operar no pré-sal, mas temos que ampliar e aperfeiçoar a nossa capacidade de monitoramento de controle das operações e de fiscalização. Queremos o monitoramento por satélite, e fico contente de que a diretora-geral da ANP tenha concordado com essa sugestão – afirmou Minc, após a reunião.

Fonte: Yahoo Notícias

Produção de petróleo poderia ser melhor, diz Magda

A diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Bicombustíveis (ANP), Magda Chambriard, admitiu nesta quarta-feira que a produção de petróleo no País poderia ser melhor. Segundo ela, a produção em maio de 2012 foi menor do que maio de 2011.

Magda disse que a maior parte da produção brasileira de petróleo (85%) vem da Bacia de Campos, mas alguns dos campos tiveram sua capacidade reduzida nos últimos anos. O Campo de Marlim, segundo ela, produzia 600 mil barris por dia em 2002 e, atualmente, são 200 mil. O Campo de Albacora Leste, de acordo com a diretora da ANP, perdeu em três anos 100 mil barris por dia.

“É por isso que estamos solicitando aos concessionários a atualização dos planos de desenvolvimento”, falou. Segundo ela, os planos serão submetidos à ANP até 30 de setembro. “A partir daí vamos discutir seriamente a produção do pós-sal e de que forma vamos garantir a produção da melhor e maior maneira possível.”

Royalties

Magda fez um apelo ao Congresso para que defina a distribuição dos royalties do petróleo. “Espero que essa discussão de royalties aconteça o quanto antes”. Também disse que essa indefinição compromete a realização de novas rodadas de licitação. “Já são quatro anos sem rodadas”, afirmou.

Segundo a diretora da ANP, que participa nesta quarta-feira de sabatina na Comissão de Infraestrutura do Senado, a continuar nesse ritmo, em 2016, o País não terá mais áreas exploratórias, mas apenas áreas de produção.

Fonte: AE Agência Estado

domingo, agosto 12, 2012

Pré-sal, fracasso ou excesso de discursos?

A Petrobras divulgou prejuízo líquido, no segundo trimestre, de R$ 1,346 bilhão, ou US$ 663 milhões, comparado com lucro líquido de R$ 10,943 bilhões no mesmo período de 2011. Isso abalou a Bovespa no início do pregão nesta segunda-feira.

Mas não durou sequer 30 minutos a pressão negativa das ações de Petrobras em cima da Bovespa.

Após a companhia declarar, durante teleconferência, de que os fatores que levaram ao prejuízo de pouco mais de R$ 1 bilhão no trimestre passado não devem ocorrer em outros trimestres, os papéis da Petrobras reduziram consideravelmente a queda, abrindo espaço para que os negócios locais acompanhassem o bom humor dos mercados no exterior.

Pois se fala demais na área dos combustíveis, enquanto o Brasil – via Petrobras – está importando gasolina, etanol e óleo.

Ora, que contraste para quem, há menos de dois anos, alardeava que o pré-sal era a redenção para tudo e todos, que o etanol abasteceria as Américas e o combustível sobraria para o Brasil e para vender no exterior.

Ninguém pode esquecer que a experiência é comparável à moda, pois uma ação que resulta em êxito em um dia poderá ser inaproveitável ou impraticável amanhã, como ocorre com a Petrobras.

Na administração federal, como no Piratini, os governantes devem mais evitar o fracasso do que obter o êxito imediato. O êxito não é senão um estado de espírito. Talvez somente dois, entre mil sábios, definirão o sucesso com as mesmas palavras.

Mas quanto ao fracasso ele é sempre descrito da mesma maneira. O fracasso é a incapacidade de os dirigentes em atingir os seus objetivos ainda em vida ou no seu período de governo, sejam eles quais forem.

A história ensina que a única diferença entre os que falharam e os que obtiveram sucesso está na diferença dos seus bons ou maus hábitos.

Bons hábitos, como gastar menos ou igual ao que se arrecada ou se direcionar o pré-sal para a felicidade de todos e o bem da Nação, são a chave do sucesso. Em consequência, maus hábitos levam ao fracasso.

Cabe aos dirigentes e empresários, as lideranças nos três níveis de governo, trabalharem para que tenhamos menos discursos, promessas e frases de efeito e muito mais obtjetivos concretos sendo alcançados. Na administração pública, deve-se formar bons hábitos e deles se tornar escravos.

O que se verifica são muitos discursos e pouca ação. A Petrobras não está seguindo as regras do mercado e segura os preços para evitar inflação. Sofisma, pois, ao fim, quem paga a diferença é o Tesouro ou os empréstimos que a empresa estatal faz.

Como não há concorrência, jamais se sabe se está certo ou errado. Mas o prejuízo é a prova que não praticamos o livre mercado com fins demagógicos.

Por isso, insistimos, a importação maciça de combustíveis quando era apregoado aos quatro ventos que o País tinha total autossuficiência em gasolina, etanol e óleo. Ora, é inadmissível esta situação que beira ao grotesco.

O fato de ter um apoio popular acima de todos os ex-presidentes, não dá direito à presidente Dilma Rousseff deixar que a Petrobras fique ao leo. Afinal, ela foi secretária e ministra das Minas e Energia, conhece demais os meandros da nossa gigantesca estatal do petróleo.

Fonte: Jornal do Comércio – RS – Editorial