sábado, dezembro 24, 2011

OGX Maranhão obtém licença para produzir gás natural


A licença atesta a viabilidade ambiental do empreendimento, que fornecerá gás natural para o Complexo Termelétrico MPX Parnaíba.

A OGX Petróleo e Gás Participações informou nesta quinta-feira (22/12) que a OGX Maranhão obteve da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais do Maranhão (Sema/MA) a licença prévia para a produção de gás natural nos campos Gavião Real e Gavião Azul, na Bacia do Parnaíba.

Com o projeto detalhado e o contrato de construção firmado, a OGX Maranhão segue com a execução da implementação da Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) na região.

Na UPGN será realizado o tratamento para remover os líquidos existentes, filtrar e aquecer o gás produzido.

A licença atesta a viabilidade ambiental do empreendimento, que fornecerá gás natural para o Complexo Termelétrico MPX Parnaíba.

Atualmente, a capacidade total contratada do complexo já alcança 1,5 gigawatt (GW).

Fonte: Brasil Econômico

Vazamento de óleo e as praias do litoral pernambucano?


O título deste artigo pode parecer mau agouro, anúncio precipitado,previsão pessimista, seja lá como se pode interpretar. Todavia temos assistido,com certa recorrência, anúncios de vazamento de óleo no mar, e os impactosdesses acidentes na costa do país, que nos levam a imaginar a possibilidade desemelhantes desastres ocorrerem no litoral pernambucano.
Isto porque o complexo industrial portuário de Suape abriga e planejapara futuro próximo, um conjunto de instalações industriais poluidoras e dealto risco, que aumentará assim substancialmente a probabilidade de ocorrênciasde desastres com vazamentos e, derramamentos de petróleo e derivados. Sãoclassificadas como indústrias sujas, estaleiros navais (dois planejados e doisjá em funcionamento), termelétrica a gás natural (já em funcionamento) e a óleocombustível (Termelétricas Suape II e Suape III), a Refinaria de Abreu e Lima,que terá sua própria termelétrica, e o projeto do parque de tancagem paraarmazenar 200.000 toneladas de óleo combustível para atender a anunciada maiortermelétrica do mundo, Suape III.
Não se pode continuar fingindo não saber que o uso de combustíveisfósseis (gás natural e petróleo/derivados) na geração elétrica e em outrasatividades, da produção ao transporte, é a principal causa do aquecimentoglobal, com consequências diretas nas mudanças climáticas e assim naintensificação de fenômenos como inundações, estiagens, extinção de espécies,entre outros. Logo, consumir derivados de petróleo significa devolver para aatmosfera, sob a forma de gases e particulados, uma massa enorme de carbono eoutros elementos como enxofre e nitrogênio, que foram retirados desse meio hámilhões de anos. Essa massa de petróleo consumida no mundo (em torno de 100milhões de barris/dia) e gás (aproximadamente 15 bilhões de m3/dia) équase toda queimada, transformada basicamente em gás carbônico. É uma massa decarbono sem precedentes na história, jogado artificialmente na atmosfera,constituindo-se em um dos fatores de agressão à natureza promovida pelaindústria do Petróleo. As agressões ocorrem em todas as etapas dessa indústria.
Segundo estudo realizado pela Academia de Ciências dos EstadosUnidas (USA) as atividades navais são responsáveis por 33% dos vazamentos depetróleo no ambiente marino, acidentes com petroleiros 12%, nas instalaçõesterrestres e descargas urbanas 37%, e outras atividades 18%.
Em particular, quando o petróleo chega em uma refinaria se inicia umanova etapa que se caracteriza por elevados riscos à saúde e de agressão ànatureza: a indústria do refino é das mais intensivas na utilização de doisinsumos caros à humanidade: água e energia. E a água que utiliza, ao menos noBrasil, ainda é descartada contendo grande quantidade de óleo, além de outrasmatérias orgânicas e metais. Por serem grandes consumidoras de energia, e emgeral serem auto-suficientes neste insumo, as refinarias são grandesconsumidoras de petróleo e seus derivados, constituindo-se, portanto, em grandeagressora da atmosfera.
Todoo receio de um desastre com derramamento de petróleo e derivados em Suape éjustificável. E o alerta é necessário visto que tal acidente afetaria oecossistema marítimo, colocando em xeque o futuro de comunidades costeiras ondemilhares de famílias vivem da pesca, além de afetar as atividades econômicas doturismo na região. Há menos de 10 km do balneário de Porto de Galinhas e deoutras lindas praias do litoral Sul, um vazamento de óleo poderia afetardrasticamente toda aquela região.
Daíurge repensarmos este projeto de crescimento predatório em curso no Estado, ediscutirmos democraticamente alternativas que utilizem fontes de energia, menosagressoras ao meio ambiente e a saúde publica, e como resolver os problemas básicosque efetivamente afetam aquelas populações como: educação, saúde, transporte, saneamento,moradia, segurança, entre outros.

Fonte: http://correiodobrasil.com.br/

quinta-feira, dezembro 22, 2011

BP: vazamentos no Brasil é inferior ao mundial


As empresas que atuam no segmento de petróleo estão preocupadas permanentemente com segurança, são anos de experiência em jogo, destaca o IBP.

Um balanço das atividades de petróleo ao longo de 2011 durante almoço com a imprensa no Clube Naval, área central do Rio de Janeiro, o presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), João Carlos de Luca afirmou que o Brasil ultrapassou a Europa em 2010 no índice que mede o nível de vazamentos de hidrocarbonetos sobre o total da produção local, segundo uma tabela apresentada com base em dados da Associação Internacional de Produtores de Óleo e Gás (OGP).

“2011 ainda vão apresentar números bem melhores e significativos,devido a medidas de segurança adotadas pelas empresas após os vazamentos de Macondo, nos Estados Unidos, e do Campo de Frade, no Brasil. Amédia de vazamentos no Brasil é muito inferior à mundial”, destaca o IBP.

Para ilustar melhor , mostram que o Brasil perfurou 800 poços em 2010 e passou a uma média aproximada de quase duas toneladas vazadas por milhão de toneladas produzidas, enquanto que nos quatro anos anteriores o indicador ficara abaixo da marca de uma tonelada. A Europa, que em 2007 registrara cerca de nove toneladas vazadas, nos anos seguintes ficou abaixo das duas toneladas vazadas por milhão produzido. Em 2010, o continente apresentou pouco mais de uma tonelada vazada.

A média mundial ficou em quatro toneladas vazadas em 2010, contra mais de 18 toneladas vazadas por milhão produzido no ano anterior, quando África e Oriente Médio registraram acidentes, alguns gerados por conflitos armados. "As s empresas estão redobrando os cuidados depois dos acidentes. Com certeza as estatísticas brasileiras em 2011 vão demonstrar uma grande melhora. A segurança hoje é preocupação permanente das empresas de petróleo", frisa de Luca.

Hoje o Brasil opera dentro dos melhores padrões internacionais, e a exploração do pré-sal não nos preocupa neste sentido, disse o presidente.

Segundo o gerente de Meio Ambiente do IBP, Carlos Henrique Mendes, que já foi do Ibama, a maior parte dos vazamentos no Brasil em 2010 foram de pequeno porte e ocorreram em terra (onshore) , e não em mar (offshore) – foi durante transporte, por exemplo. “Hoje somos palestrantes internacionais do quesito segurança no setor de petróleo”, emenda o gerente.

O IBP acaba de criar um comitê de emergência operacional em função do recente acidente ocorrido, para atuar como um facilitador do plano de auxílio mútuo. "Estamos estudando uma maneira de estruturá-lo", completou João Carlos.

Expectativas para a 11ª rodada de licitação de áreas para exploração de petróleo -De Luca espera que a 11ª rodada seja aprovada no primeiro trimestre de 2012, “a demora preocupa os empresários do setor”, sinaliza.

Conteúdo local- O presidente ainda ressaltou que IBP está trabalhando em um estudo de conteúdo local, onde se destaca a proposta de liderar um projeto para os contratos já assinados. Para isso, contratou a empresa de consultoria Baim Company, detentora de contrato com autoridades do governo. “Pela primeira vez teremos uma proposta de conteúdo local para o setor de petróleo”, observou.

Repetro- “Outro desafio do IBP para 2012 é o aperfeiçoamento da Repetro [regime aduaneiro especial de exportação e importação de bens destinados à exploração e à produção de petróleo e de gás natural), onde temos que, adequar algumas disparidades na parte tributária, afinal o Repetro é essencial para atrair investimentos para o Brasil”, sustenta De Luca.

Fonte: http://www.revistafator.com.br/