domingo, outubro 16, 2011

Venda de ativos da Petrobras será parcial


A refinaria Nansei Sekiyu, no Japão, poderá estar entre os ativos que serão vendidos

O pacote bilionário de desinvestimento global da Petrobras, cujo valor estimado é de US$ 13 bilhões, não prevê que a estatal tenha planos de encerrar operações em nenhum país onde atua. A possível venda de ativos em diversas partes do mundo será feita de maneira parcial, conforme o diretor da Área Internacional da petroleira, Jorge Zelada. Segundo ele, a companhia planeja se desfazer de ativos de energia na Argentina, bem como, ofertar participações em blocos exploratórios em todo o planeta, na medida em que essas reservas se valorizem com descobertas de novos reservatórios, como é o caso de áreas na Namíbia, Angola e Golfo do México.

Em Londres, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, anunciou que a refinaria Nansei Sekiyu, em Okinawa (Japão), poderá estar entre os ativos que serão vendidos. O executivo acredita que a estatal não terá dificuldades para encontrar compradores, mesmo em meio à crise financeira internacional. Gabrielli reiterou que o plano contempla a possibilidade de três tipos de operações: redução da parte que a Petrobras financia em empreendimentos, venda efetiva de participação em empresas e o farmout (venda de participação em blocos sob concessão direta).

Fonte: J.Commercio

ANP deve simplificar exigências de conteúdo local





A Agência Nacional do Petróleo (ANP) estuda aperfeiçoar as regras de conteúdo local para equipamentos utilizados na produção e exploração de petróleo no país. Algumas mudanças devem ocorrer antes da realização da próxima rodada de licitações. O órgão regulador planeja simplificar as exigências de produção nacional já para a 11ª rodada, reduzindo a lista de itens que devem seguir as diretrizes de componentes brasileiros. O objetivo é direcionar o desenvolvimento de setores da indústria considerados mais importantes.

Além disso, a agência estuda a possibilidade de reduzir a cobrança de multas para quem não cumprir os limites, com a implantação de um sistema de créditos, que deverão ser investidos no fomento a setores industriais específicos, apontados pela ANP, mas geridos pelas próprias empresas que deixarem de cumprir o conteúdo local. Essa mudança levará mais tempo para ser aprovada e não deverá ficar pronta a tempo da próxima rodada, no primeiro semestre de 2012.

As propostas para a 11ª rodada já foram entregues ao governo, que ainda não se manifestou, de acordo com o chefe da Coordenadoria de Conteúdo Local da ANP, Marcelo Mafra. Segundo ele, a tabela de exigências da ANP é "muito extensa", o que leva à necessidade de enxugamento para dar maior foco à indústria, evidenciando as áreas que espera desenvolver e concentrar os investimentos. Alguns itens hoje incluídos poderão ser agrupados.

"Estou dando foco, mostrando no primeiro momento o que é estratégico. Não vai ser o parafuso. Se tenho uma árvore de natal [conjunto de válvulas que controla a pressão e vazão de um poço] para olhar, por que vou olhar o parafuso? Parafuso a gente já produz, se não está vendendo é porque não é competitivo, ou porque está cobrando muito caro. Se a gente for abraçar o mundo com as pernas, não vai ter conteúdo local", disse.

Ele explicou que, pelas regras atuais, são 69 os itens incluídos na política de conteúdo local para os quais o operador de uma exploração de petróleo precisa indicar uma oferta mínima e o seu impacto no investimento.

"Esse exercício de preencher 69 linhas imaginando um projeto futuro que vai ser desenvolvido daqui a dez anos é muito complicado", disse. "A chance de essa distorção gerar uma multa de conteúdo local é grande."

Já as mudanças nas regras de conteúdo local, que deverão ficar prontas apenas para a realização da 12ª rodada de licitações, visam tornar mais ágil o desenvolvimento da indústria brasileira de fornecedores de petróleo, sem ficar presa à burocracia do governo. As multas por não cumprimento do limite mínimo de produção de componentes poderão ser transformadas em crédito para fomento à indústria. A ideia é que a empresa multada deposite o valor referente em uma conta de desenvolvimento da ANP, e apresente um projeto para o setor apontado pela agência.

"O dinheiro que a empresa paga diretamente com a GRU (guia de recolhimento da União) vai para a conta única da União. Até eu pegar esse recurso, jogar na conta da ANP para transformar em um projeto, já perdi alguns anos preciosos", disse Mafra.

Fonte: http://www.clickmacae.com.br/

sábado, outubro 15, 2011

Estatal chinesa avalia investir na exploração de petróleo no Brasil



Vice-presidente da filial da maior exploradora asiática de petróleo e gás, Zhang Hanliang, reuniu-se com Alckmin

A empresa CNPC Manufacturing, subsidiária da estatal China National Petroleum Corporation (CNPC), iniciou as gestões para a exploração de petróleo no pré-sal de São Paulo. O vice-presidente da filial da maior exploradora asiática de petróleo e gás, Zhang Hanliang, reuniu-se na terça-feira com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, para definir pautas e regras dos investimentos chineses, cujo montante não foi informado.

"A China tem claro interesse no petróleo da Bacia de Santos. Já temos alguns aliados que ajudarão no índice de nacionalização de peças e equipamentos para tornar viável a exploração do Brasil", assinalou Zhang em entrevista ao site do jornal "Folha de S.Paulo".

CNPC Manufacturing tem acordo com as brasileiras Asperbras e Brasil China Petróleo e com a chinesa Baoji Oilfield Machinery para criar o consórcio Bomcobras, uma empresa especializada em guindastes, andaimes, torres de perfuração, bombas, sondas e estruturas para exploração petrolífera. O consórcio definiu R$ 130 milhões para a construção de uma fábrica em Simões Filho, na Bahia, que deverá gerar 200 empregos e entrar em operação no segundo semestre de 2012. Na primeira reunião entre a companhia e o Governo de São Paulo as partes chegaram a um princípio de acordo para capacitação de mão de obra qualificada através de centros públicos de educação técnica profissional.

Fonte: http://economia.ig.com.br/