sexta-feira, agosto 07, 2009

Telescópio pode enxergar outras Terras, se elas existirem

O telescópio orbital Kepler conseguiu observar um planeta do tamanho de Júpiter ao redor de uma outra estrela --sinal de que ele pode enxergar planetas do tamanho da Terra, se eles existirem, afirmaram cientistas nesta quinta-feira.
O planeta, chamado HAT-P-7b, está entre os aproximadamente 300 planetas conhecidos como extrassolares, informou a equipe liderada pela Nasa, agência espacial dos Estados Unidos. A medição da órbita do corpo celeste pelo Kepler mostra que o telescópio é capaz de ver planetas menores, afirmaram na revista Science.
"O Kepler está operando no nível exigido para a detecção de planetas do tamanho da Terra", disse a equipe liderada por William Borucki, do centro de pesquisa da Nasa em Moffett Field, na Califórnia.
O Kepler foi lançado em março com o objetivo específico de encontrar planetas do tamanho da Terra que possam abrigar seres vivos fora do sistema solar. Ele orbita o Sol por trás da Terra, e em teoria é capaz de enxergar objetos que observatórios na superfície da Terra ou mesmo o telescópio orbital Hubble não podem.
Ele usa o método padrão de busca: os cientistas procuram uma diminuição suave na luz de uma estrela, provocada pela passagem de um planeta na frente do astro.
A equipe de Borucki trabalha sobre dados observados pelo Kepler em mais de 50 mil estrelas.

Fonte: www.yahoo.com.br

Carro elétrico criado nos EUA se recarregará em 10 min


Um dos empecilhos para a adoção em larga escala dos carros elétricos é o tempo necessário para a recarga das baterias, normalmente várias horas. Todavia, um projeto de uma equipe de estudantes do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na silga em inglês) pretende mudar este cenário: seu carro elétrico seria capaz de recarregar as baterias em 10 minutos.

Batizado de elEVen, o veiculo é um Mercury Milan (uma variante do Ford Fusion) modificado, equipado com um motor elétrico originalmente projetado para ser usado em um ônibus. Com potência de 187 kW, o motor pode levar o carro de 0 a 100 Km/h em 9 segundos, e tem velocidade máxima de 160 Km/h a 12 mil RPM.
É possível encher o tanque de combustível de um carro a gasolina em questão de minutos, mas um veículo elétrico tem o tempo de recarga medido em várias horas, geralmente oito ou mais. Para recarregar as baterias em 10 minutos, portanto, há um detalhe um tanto assustador: segundo o site Gas 2.0 é necessária uma fonte de energia capaz de fornecer 350 kW, muito além da capacidade de qualquer tomada doméstica.
Mesmo as poucas estações de recarga dedicadas a veículos elétricos em operação nos EUA fornecem "apenas" 1.4 kW. Com isso, a recarga demoraria horas. Para comparação, um chuveiro elétrico dos mais potentes dissipa no máximo 8 kW. Por outro lado, ainda é menos que os 1,21 GW (ou 1.200.000 kW) necessários para recarregar o Capacitor de Fluxo de um DeLorean que viaja no tempo.
Outro problema é o custo das baterias utilizadas no veículo, atualmente avaliadas em US$ 80 mil. É muito mais que o preço do próprio carro, que sai por algo entre US$ 20 mil a US$ 27 mil, dependendo do modelo e opcionais. Os estudantes esperam que o preço baixe com uma eventual produção em massa.
O projeto elEVen deve deve ser concluído em 2010. É possível acompanhar o progresso no blog oficial da equipe, em mit-evt.blogspot.com.


Celular biodegradável de milho chega ao mercado este mês


A operadora americana Sprint e a fabricante coreana Samsung vão começar a vender um celular não prejudicial ao ambiente com uma capa de plástico biodegradável. O aparelho deve chegar aos consumidores no dia 16 de agosto.

Vários fabricantes têm produzido telefones "verdes", mas geralmente são dispositivos sem inovações, como o Motorola Renew, da T-Mobile USA. O novo Samsung Reclaim tem um teclado desdobrável, acesso a e-mail e internet, câmera e navegação GPS.
A Samsung Electronics Co. informou que o plástico biodegradável do telefone é parcialmente fabricado com milho.
David Owens, diretor comercial de produtos da Sprint Nextel Corp., disse que a companhia está pagando mais do que a quantidade usual de subsídios a Samsung para reduzir o preço do aparelho a US$ 50 para os clientes que assinarem um contrato de dois anos.

Fonte: www.terra.com.br