quinta-feira, setembro 06, 2012

Mendes Júnior fecha acordo com OSX para construir plataformas

A construtora mineira Mendes Júnior fez em agosto sua estreia em projeto do pré-sal. Em parceria com a OSX, do grupo de Eike Batista, a empresa assinou um contrato para construir e montar duas plataformas para extração de petróleo em alto mar para um consórcio integrado pela Petrobras. O trabalho de engenharia já começou. O negócio é o primeiro passo de um plano da construtora de passar a disputar contratos relacionados à exploração da camada pré-sal.
A empresa, que nos últimos anos vem trabalhando em projetos de refinarias e oleodutos, está em busca de um terreno para construção de um estaleiro. Ali, passaria a construir plataformas para atender principalmente à demanda da Petrobras.
Segundo Sérgio Cunha Mendes, vice-presidente de Mercado da Mendes Júnior, a meta é definir o local do futuro estaleiro até 2013. “Estamos conversando com alguns governos. Nosso foco são os Estados do Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo e Rio Grande do Sul. E estamos também conversando com outras empresas para entrarmos nos projetos da Petrobras no pré-sal”, disse ele em entrevista ao Valor.
A empresa precisa de uma área entre 350 mil metros quadrados e 400 mil metros quadrados. “A previsão de investimento é de R$ 800 milhões a R$ 1 bilhão. O estaleiro seria para atender mais à Petrobras, mas também a outros clientes que demandem plataformas em cascos de navios.”
Embora sua imagem seja associada muitas vezes a grandes obras de engenharia, como a rodovia Anhanguera, em São Paulo; a ponte Rio-Niterói; a hidrelétrica de Itaipu; metrôs em São Paulo e Rio, entre outros projetos; a Mendes Júnior tem o setor de petróleo e gás como seu principal negócio no momento.
Em 2010, 61% de sua receita operacional já vinha de negócios relacionados a petróleo. No ano passado o peso do setor saltou para 70%. A receita líquida da empresa em 2011 foi de R$ 1,25 bilhão – uma queda em relação aos R$ 1,44 bilhão de 2010. A previsão para este ano é de crescimento. A empresa não divulga suas projeções para 2012.
Os contratos no setor de petróleo e gás passaram a ser mais relevantes para o faturamento da construtora a partir de 2000. Desde então, dedicou mais tempo e recursos a projetos de expansão de refinarias e construção de dutos. Com um estaleiro próprio, a empresa de Minas Gerais pretende usar sua experiência nessa área para fornecer às petroleiras navios-plataformas para a produção de petróleo e gás no alto mar, sobretudo nos projetos em curso do pré-sal.
Cunha Mendes diz que o grosso do faturamento da empresa vem hoje de obras em refinarias, mas prevê uma mudança nessa conta. “Hoje estamos partindo do zero em relação aos projetos offshore e esse setor terá uma representatividade grande no nosso negócio”, diz o executivo. Quando e quanto vai depender do ritmo que a Petrobras, sobretudo, imprimirá ao seu plano de investimentos, diz ele.
Pelo contrato firmado há algumas semanas em parceria com a OSX, a Mendes Júnior vai construir parte dos módulos e montar duas unidades flutuantes de armazenamento e transferência (FPSO, na sigla em inglês), que são plataformas de petróleo instaladas em navios batizadas de P-67 e P-70. Os projetos, de US$ 900 milhões, foram encomendados por um consórcio formado pela Petrobas, BG Group e Petrogal Brasil e devem ficar prontos em 60 meses.
 
Fonte: Valor Econômico

quarta-feira, setembro 05, 2012

Produção do pré-sal bate recorde e ultrapassa 200 mil barris de média diária em julho, informa ANP

A produção média diária do pré-sal em julho foi 172,8 mil barris por dia de petróleo e de 5,7 milhões de metros cúbicos diários de gás natural, totalizando 208,9 mil barris de óleo equivalentes por dia – um crescimento de 9% em comparação ao mês anterior, quando a produção chegou a 191,2 mil barris de óleo equivalente de média diária. Essa foi a maior produção já registrada nos reservatórios do pré-sal, que pela segunda vez ultrapassa a marca dos 200 mil barris de petróleo equivalente de média diária. A primeira vez foi em dezembro de 2011, quando a produção média diária foi 200,6 mil barris de petróleo equivalente. Segundo dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a produção recorde foi oriunda dos dez poços localizados nos campos de Lula (5); Jubarte, Caratinga, Barracuda, Marlim e Marlim Leste e Voador, com um poço produtor cada. Dos dez poços produtores do pré-sal, sete estão entre os 30 maiores poços produtores do país. Os destaques, segundo a ANP, ficaram com os poços do Campo de Lula, dos quais três figuram entre os cinco maiores produtores do território nacional, um dos quais foi, em julho, o maior campo produtor individual do país, com vazão média de 37,2 mil barris de óleo equivalente. Edição: Fábio Massalli
 
Fonte: Nielmar de Oliveira Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro

Brasileiros testam botijão de gás

Pelo menos 12 mil consumidores conferiram novas embalagens de gás liquefeito de petróleo.
Cerca de 12 mil consumidores das regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, de São Paulo e Porto Alegre estão testando novas embalagens de botijões de GLP (gás liquefeito de petróleo) feitas de fibra de vidro termoplástico e polietileno de alta densidade, mais leves que as tradicionais embalagens de aço.
O produto é inédito no Brasil e foi trazido ao país pela Liquigás Distribuidora, subsidiária da Petrobras. Os testes começaram a ser feitos em fevereiro.
De acordo com o diretor de GLP Envasado da Liquigás, Paolo Ditta, a nova embalagem, batizada pela empresa de LEV, é uma inovação no mercado brasileiro. O novo botijão já é sucesso nos mercados americano, europeu e asiático. Ele se destina, principalmente, ao consumidor residencial “e também a consumidores específicos, para os quais o peso, o material e as dimensões do vasilhame fazem diferença, como os usuários de trailers e embarcações”.
Segundo Ditta, o produto é sustentável já que a cobertura rígida é confeccionada com material reciclável. Os botijões LEV foram importados da empresa Amtrol Alfa, maior fabricante de botijões do mundo, que responde pelo desenvolvimento e fabricação do produto em Portugal. O projeto está sendo conduzido no Brasil em parceria da Liquigás com a Amtrol Alfa e a Braskem.
A Liquigás informou que, após a avaliação dos resultados dos testes, será elaborado um relatório sobre a viabilidade da comercialização e a instalação de uma fábrica para produção das embalagens de fibra de vidro no país. A empresa informou também, por meio de sua assessoria, que a certificação do produto é dada pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia).
Além disso, segundo a subsidiária da Petrobras, os resultados dos testes serão encaminhados à ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), que regula o mercado de GLP quanto à armazenagem e distribuição. A avaliação da nova embalagem, porém, será feita pelos próprios consumidores, que irão constatar ou não a eficiência do novo botijão de fibra de vidro termoplástico.
Se aprovado pelos consumidores, o novo botijão poderá ser comercializado em todo o país. Sua adoção, entretanto, não será obrigatória pelas distribuidoras de GLP. O presidente do Sindigás (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de GLP), Sergio Bandeira de Mello, disse que, desde que foram introduzidos no país, há 75 anos, os botijões de aço vêm experimentando inovações contínuas, mudando inclusive de tamanho e volume.
Mello acredita que a adoção maciça do botijão de fibra de vidro vai depender muito mais do mercado. Mello disse não ver problema em relação aos botijões de aço, “que são muito seguros e amplamente utilizados no mercado mundial”. Para ele, a nova embalagem não substituirá o velho botijão de aço porque eles foram desenvolvidos “de forma tão eficiente, que são retornáveis e recicláveis ao final de sua vida útil”. As vantagens apontadas por Mello em relação ao botijão de fibra de vidro são a leveza e o fato de não enferrujarem, sujando o chão.
 
Fonte: Da Agência Brasil