quarta-feira, agosto 01, 2012

Déficit internacional de soldadores qualificados pode chegar a 250 mil

Assunto será o tema central do Workshop Técnico programado para acontecer durante a Navalshore 2012 – Feira e Conferência da Indústria Naval e Offshore, que acontece nos dias 1, 2 e 3 de agosto

O diretor-executivo da Associação Brasileira de Soldagem, Daniel Almeida afirmou que recente pesquisa realizada nos Estadois Unidos identificou que o mercado naval internacional sofrerá, em três anos, um déficit de 250 mil profissionais em soldagem. De fato a carência de profissionais especializados é recorrente no mercado e fragiliza o potencial de crescimento da indústria como um todo. O assunto será o tema central do Workshop Técnico programado para acontecer durante a Navalshore 2012 – Feira e Conferência da Indústria Naval e Offshore, que acontece nos dias 1, 2 e 3 de agosto, no Centro de Convenções SulAmérica, no Rio de Janeiro.

Segundo Almeida, a situação no Brasil torna-se ainda mais complexa pela evasão de profissionais brasileiros para empresas americanas e canadenses. “As companhias estrangeiras vivem as mesmas dificuldades que o Brasil para encontrar mão de obra qualificada e fazem uso de estratégias como altos salários para atrair os profissionais disponíveis”, explica.

Já para o engenheiro e gerente de Construção e Montagem da Petrobrás, José Luís Cunha, as dificuldades brasileiras são o reflexo da falta de políticas de produção mais objetivas para a indústria naval, que por muitos anos prejudicaram o desenvolvimento do setor. “O Brasil teve o processo de construção naval paralisado por muitos anos, perdendo encomendas para estaleiros localizados em outros países”, afirma.

Com o Plano de Negócios e Ação da Petrobrás, a criação de políticas mais objetivas e a exigência de conteúdo nacional mínimo, a indústria naval brasileira renasceu. Novos estaleiros foram construídos e cerca de 58 mil postos de trabalho direto foram criados. Entretanto, algumas necessidades do setor ainda não foram 100% atendidas. Cunha aponta entre os problemas a serem resolvidos aqueles que demandam atenção imediata: adoção de processos de alta produtividade, capacitação da mão de obra geral, carência de soldadores, operadores, montadores; soldadores especializados em materiais mais nobres, entre outros.

Almeida, da Associação Brasileira de Soldagem, acrescenta que é igualmente importante as empresas investirem na modernização das soluções tecnológicas. “De uma forma geral a tecnologia de soldagem empregada é satisfatória, porém podemos utilizar um pouco mais a automatização ou mesmo a robótica para melhorar a produtividade”, diz. Já Cunha aposta na construção de um Departamento Técnico de Soldagem, local em que engenheiros e inspetores de soldagem possam desenvolver e acompanhar os processos de soldagem da empresa.

Os dois especialistas no tema participam do Workshop Técnico sobre a Soldagem na Área Naval e Offshore acontecerá no dia 3 de agosto, das 9h às 12h, sala 6, no segundo pavimento do Centro de Convenções SulAméricas. O evento conta também com a participação do engenheiro da Böhler Welding Group, Omar Samra, do diretor da Divisão de Tecnologia e Soldagem da Fronius do Brasil, Walter Wetzel, acompanhado de outro representante da empresa, Mario Cesar de Freitas, e do diretor de Desenvolvimento de Segmentos da ITW Welding Brasil, Ubirajara Pereira Costa.

Fonte: Redação com informações assessoria de imprensa

Em 2011, pré-sal produziu 71 mil barris/dia de petróleo

Esse resultado colocou o Brasil na 13ª colocação no ranking mundial de produtores

Rio de Janeiro (RJ) - A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), publicou hoje (31), o Anuário Estatístico Brasileiro do setor em 2012. Segundo a Agência, em 2011, foram produzidos 71 mil barris/dia de petróleo, o equivalente a 3,4% da produção nacional, que foi de 2,1 milhões de barris/dia. .

De acordo com o balanço, as reservas brasileiras provadas de petróleo registraram aumento de 5,6%, para 15 bilhões de barris, o que colocou o País na 14ª posição mundial. Já as reservas provadas de gás natural cresceram 8,6%, para 459,4 bilhões m³, fato que levou o Brasil à 31ª colocação no ranking das maiores reservas provadas.

Seguindo uma tendência mundial, a indústria brasileira do gás natural ganhou impulso. O aumento de 5% na produção, para 24,1 bilhões m³, esteve associado à redução de 27,7% das queimas e perdas e à diminuição de 7,6% do volume reinjetado nos poços.

Em comparação com 2010, as vendas de combustíveis subiram num ritmo moderado – 3,6%. A alta significativa dos preços do etanol resultou na perda de competitividade deste combustível. Os consumidores migraram para a gasolina C, cujo consumo subiu 19% em contraste com a queda de 27,7% nas vendas de etanol hidratado.

A produção de biodiesel no Brasil aumentou 11,5%, enquanto a capacidade nominal da indústria registrou expansão de 16%. Manteve-se a predominância do óleo de soja como matéria prima para o biodiesel. Aproximadamente 2,7 milhões de metros cúbicos do produto foram comercializados em quatro leilões realizados pela ANP em 2011.

Fonte: Redação com informações da assessoria de imprensa da ANP

terça-feira, julho 31, 2012

Petrobras obtém licença prévia para instalação de emissário do Comperj

O documento contém aproximadamente 50 condicionantes. Entre as principais, estão o aumento da extensão do emissário na parte submarina

Rio de Janeiro (RJ) - A Comissão Estadual de Controle Ambiental do Rio de Janeiro (Ceca) concedeu hoje a Licença Prévia (LP) à Petrobras para instalação de emissário terrestre e submarino de tratamento dos efluentes industriais do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

Com relação à distância do emissário na parte submarina, a Ceca exigiu que a Petrobras dobre de dois para quatro quilômetros o tamanho da estrutura na parte marítima. Isso, na prática, reduz o risco que os efluentes lançados pelo emissário poluam a água próxima ao litoral.

No caso da alteração de padrão sobre qualidade de efluentes, a Petrobras terá que rever projeto apresentado. Isso porque exige que a quantidade de sulfeto, principal resíduo entre os efluentes do Comperj, seja reduzida, de 1 miligrama por litro (conforme plano da Petrobras) para 0,3 miligrama por litro.

No caso dos investimentos em saneamento básico, as áreas a serem beneficiadas são os municípios de Itaboraí e Maricá. No caso de Maricá, serão R$ 60 milhões em obras de saneamento básico; em Itaboraí, serão alocados R$ 100 milhões. A Petrobras terá três anos para realizar as obras de saneamento.

Segundo o presidente em exercício do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Luiz Firmino, não existe uma previsão de quando será concedida a Licença de Instalação (LI). Mas ele explicou que, após a Petrobras apresentar o pedido de licença com a mudança do projeto, o órgão deverá levar de um a dois meses para conceder a LI. “O projeto em si não tem muitas mudanças. Existem apenas estas condicionantes. Mas a obra não pode começar sem fazer as condicionantes”, disse Firmino.

Fonte: Valor Online