sábado, junho 16, 2012

A divisão do Pré-Sal

Está para ser votada na Câmara dos Deputados as novas regras para a repartição dos royalties e da participação especial, gerados pela extração de petróleo da camada do pré-sal, assunto que tem provocado muita discussão entre estados produtores e não produtores. Os royalties, calculados sobre o valor da produção, destinam-se a compensar os estados e municípios pelos investimentos que devem fazer em suas infraestruturas para dar suporte à extração, transporte, refino e armazenagem dos produtos de petróleo. A participação especial é um tipo de bônus devido pela concessionária da exploração, quando o volume ou a rentabilidade da área são excepcionais e ultrapassam um certo limite.
O projeto de lei 2655/2011, que deve ser votado nas próximas semanas pela Câmara, já foi aprovado no Senado e caminha numa espécie de meio-termo conciliador,quanto à partilha dos recursos advindos do pré-sal em novas concessões: a participação da União baixa de 30% para 22%; a dos estados produtores (confrontantes às áreas de exploração) cai de 26,25% para 22%; uma parcela de 24,5% irá para um fundo especial a ser rateado entre os estados não produtores (não confrontantes) e outra parcela de 24,5% será reservada ao fundo especial a ser dividido entre os municípios não produtores. A parcela de participação especial dos estados produtores começará em 34%, em 2012, e cairão para 20% em 2020.
Segundo dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP), no ano de 2010, o país arrecadou 10,0 bilhões em royalties, dos quais São Paulo ficou com apenas 18,1 milhões, valor que deverá subir para R$ 640 milhões neste ano. A situação, porém, deverá mudar drasticamente nos próximos anos, com a descoberta pela Petrobras de algumas das maiores jazidas de gás natural e de petróleo do país no pré-sal da Bacia de Santos, uma reserva que se estende por toda a extensão do litoral paulista.
A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), da USP, em estudo encomendado pela Secretaria da Fazenda paulista, apontam que podem chegar a R$ 30 bilhões os royalties a que São Paulo fará jus até 2020, apenas em relação às áreas já licitadas e dentro dos critérios atuais. Mas esse valor deverá subir bastante quando forem licitadas as novas áreas do pré-sal, ainda não dimensionadas, e seus poços entrem em produção. O Estado, que em 2010 respondeu por apenas 0,7% do petróleo extraído no Brasil, deverá ser o segundo maior produtor do país, superado apenas pelo Rio de Janeiro.
Infelizmente, parece que o Governo do Estado ainda não percebeu que São Paulo tem o maior interesse no resultado do embate que se trava no Congresso, em torno da repartição dos recursos que virão do petróleo e gás extraídos do pré-sal. Um interesse que se justifica pelo fato de que o Estado e os municípios litorâneos precisarão de um enorme volume de verbas para compensar os investimentos que obrigatoriamente terão de fazer na infraestrutura de suporte à produção, armazenagem, transporte etratamento do que vai ser extraído dos campos paulistas. A morna participação que São Paulo vem apresentando na defesa dos interesses dos estados e municípios produtores contrasta com o vigoroso esforço que, no mesmo sentido e desde aprimeira hora, vem sendo solitariamente desenvolvido pelos governadores dosEstados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo.
Mais atento, o Fisco paulista há tempos vem se preparando para controlar o recolhimento das receitas de royalties e participação especial e já está treinando uma equipe de Agentes Fiscais de Rendas para realizar essa tarefa. Um projeto de lei também está em preparação para definir a competência da Administração Tributária e dos Agentes Fiscais de Rendas naquelas novas atividades, assentada na larga experiência que adquiriram na fiscalização earrecadação dos tributos estaduais.

Fonte: HNews

sexta-feira, junho 15, 2012

Plano da Petrobras traz 3 três programas estruturantes

São Paulo – O Plano de Negócios 2012-2016 da Petrobrás aprovado e divulgado nesta quinta-feira traz três programas estruturantes que lhe dão sustentabilidade, conforme o fato relevante da estatal. Um deles é o Programa de Aumento da Eficiência Operacional da Bacia de Campos, que visa o aumento da confiabilidade de entrega da curva de óleo, por meio da melhoria dos níveis de eficiência operacional e da integridade dos sistemas de produção da Bacia de Campos.
O segundo é o Programa de Otimização de Custos Operacionais, que tem por objetivo identificar as oportunidades de redução de custo com impacto relevante e perene, em duas visões: ativos de produção (plataformas, refinarias e usinas termelétricas, por exemplo) e linhas de custo (estoques de materiais e combustível, logística, gestão da manutenção etc.).
O terceiro é o Programa Gestão de Conteúdo Local, que visa, conforme a Petrobras, aproveitar ao máximo a capacidade competitiva da indústria nacional de bens e serviços para o atendimento das demandas do PN 2012-2016 com prazos e custos adequados às melhores práticas de mercado. (Equipe AE)


Fonte: Agência Estado – Uma empresa do Grupo Estado

Petrobras investirá US$ 236,5 bi nos próximos 5 anos

Valor é maior do que o planejado anteriormente, de US$ 224,7 bilhões. Meta é produzir 3,3 milhões de barris de óleo equivalente ao dia

Rio de Janeiro (RJ) - A Petrobras anunciou nesta quinta-feira que vai investir 236,5 bilhões de dólares no período de 2012 a 2016. O valor é 5,25% mais do que os 224,7 bilhões de dólares previstos no plano anterior (de 2011-2015). O novo plano de investimentos foi aprovado na noite da quarta-feira pelo conselho de administração da estatal, presidido pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega.
A área de exploração e produção de petróleo e gás natural concentrará o maior volume de investimentos, de 141,8 bilhões de dólares, equivalente a 60% do total. No plano anterior esta área iria receber 127,5 bilhões de dólares. Já o segmento de refino, que tem causado prejuízos à estatal, terá 65,5 bilhões de dólares, ou 27,7% do total.
A Petrobras acredita que os preços do petróleo tipo Brent ficarão entre 90 e 100 dólares o barril no seu no plano de investimentos. O plano anterior considerava a cotação da commodity entre 80 e 95 dólares. Dependendo dos preços do petróleo no mercado internacional, a companhia prevê para 2016 uma geração de caixa entre 38 bilhões e 44 bilhões de dólares.
A estatal espera necessidade média de captação anual entre 16 bilhões e 18 bilhões de dólares ao ano para financiamento dos projetos.
Produção - A meta de produção de óleo, gás natural e GNL da Petrobras em 2016 é de 3,3 milhões de barris de óleo equivalente ao dia (bpd). A expectativa é manter o nível de produção em 2012 e 2013 em linha com 2011, cuja meta de produção era de 2,1 milhões bpd no Brasil. Porém, a meta não foi cumprida, porque a estatal produziu 2,02 milhões de barris/dia no ano passado.
Até 2015 a Petrobras prevê acréscimo de 1,2 mi barris de petróleo por dia (bpd) de capacidade e para 2020 estatal projeta produção total de 5,2 mi boe/dia no Brasil e 5,7 mi boe/dia incluindo exterior.
Da Redação Macaé Offshore, com informações Reuters