terça-feira, maio 29, 2012

Portugal e Espanha disponibilizam 400 profissionais para o Brasil

Em função da carência de mão-de-obra qualificada (técnicos e engenheiros) no Brasil, Portugal e Espanha estão colocando à disposição do Governo Brasileiro cerca de 400 profissionais altamente qualificados, além de universidades, associação e entidades sindicais, conforme disse ao MONITOR MERCANTIL o Presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval (Sinaval), Ariovaldo Santana Rocha, para quem essa disponibilidade não significa que o país esteja preparado para recebê-los.

- Em algum momento isso vai chegar ao Governo Federal, que tomará essa decisão. Mas, ainda não tem nada definido. Espanhóis e portugueses, sem dúvida, pelo que passando em suas economias, onde o desemprego é grande (Espanha 25% e Portugal 14%). Então essa mão de obra qualificada talvez esteja prospectando lugares para sobreviver como aconteceu no Brasil há duas décadas, onde o pessoal foi para os EUA e outros países – disse, acrescentando que o Brasil está se preparando para recebê-los ou buscar no mercado interno.

O Presidente do Sinaval também elogiou a iniciativa do Governo do Estado do Rio de Janeiro de criar um pólo de navipeças. Segundo ele, o Estado do Rio é o pai e a mãe da construção naval brasileira.

- Com essa iniciativa o Estado do Rio está saindo na frente, oferecendo essa possibilidade ao setor de navipeças dentro ou perto do construtor. Só tenho que agradecer e dizer que mais uma vez que o Rio saiu na frente – ressaltou, lembrando que o setor de navipeças também carência de mão-de-obra qualificada.

Ainda segundo ele, “para se ter noção, foram 10 anos de preparação na Coréia e 20 anos para chegar ao ponto que eles (coreanos) estão. Nós estamos há oito anos, com praticamente duas décadas desativadas. As áreas de óleo e gás e a cadeira de engenharia formavam poucos profissionais. Isso hoje está mudando. Há um número maior de alunos, acadêmicos para o segmento. Mas, há ainda uma carência de mão-de-obra. E não é só no setor de construção naval. A Marinha Mercante brasileira também tem uma deficiência. O governo federal está empenhado em dar o apoio para desenvolver o setor. Não só o apoio dá a vara e até o peixe. Nós consideramos isso positivo”.

Quanto à pressão que a Presidente da Petrobras, Graça Foster, juntamente com o Presidente da Transpetro, Sérgio Machado, estão fazendo junto ao Estaleiro Atlântico Sul (EAS) para que apresente um parceiro tecnológico de alto nível, o executivo Rocha disse não saber nada sobre o assunto. No entanto, frisou que o EAS está bem avançado em termos tecnológicos e estão negociando com alguns parceiros.

- Eles (EAS) vão ter um parceiro de alto nível. Tanto é que já tem um parceiro para a construção de sondas, que é a Monitova e a LGM. E estão se preparando para ter um parceiro para a construção de navios.

Fonte: Monitor Mercantil

segunda-feira, maio 28, 2012

Macaé é alternativa para terminal portuário da Transpetro

A informação é do secretário de Desenvolvimento do RJ, que vetou projeto de ampliação de terminal portuário em Angra

Rio de Janeiro (RJ) - Macaé pode ser alternativa para a construção de um terminal portuário da Transpetro, braço logístico da Petrobras. A oferta foi feita nesta quinta-feira (24) pelo secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, Julio Bueno. O anúncio deu-se após a divulgação de veto do Governo do Estado do Rio ao projeto de ampliação do Terminal da Baía da Ilha Grande (Tebig), solicitado pela Transpetro. Além de Bueno, a medida foi tomada, em conjunto, com outros dois secretários estaduais: Carlos Minc (Ambiente) e Felipe Peixoto (Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca).

Para Julio Bueno, o projeto, orçado em R$ 2 bilhões, encontra outras alternativas no Rio de Janeiro, com destaque para o Terminal Portuário de Macaé e seu similar em Itaguaí. "Estamos sempre conversando com o pessoal da Transpetro e assim que formos procurados, vamos oferecer essas alternativas. Com certeza o projeto de construção de terminal para empresa continuará no Rio", disse Bueno.

No documento apresentado, os riscos de impactos ambientais e de danos nos setores de turismo e pesqueiro da região foram as razões que fizeram com que o grupo coordenado pelas três secretarias não aprovasse a proposta de ampliação do Tebig.

"Queremos que os investimentos 'bombem' no Rio de Janeiro, mas sem que destruam o ambiente. Já estamos gastando bastante para despoluir as baías de Guanabara e de Sepetiba. Não podemos colocar em risco a baía de Ilha Grande", afirmou Carlos Minc. Segundo ele, a Baía de Ilha Grande sofreu, ao longo de mais de duas décadas, cinco acidentes com derramamento de óleo.

Durante a coletiva, o vereador José Antônio (PMDB), do município de Angra dos Reis, manifestou-se contra a conclusão do governo estadual, afirmando que o documento apresentado continha erros de avaliação. Ele disse ainda que a proibição do projeto de ampliação do Tebig irá acarretar perdas de arrecadação para os cofres do munícipio. O porto de Angra dos Reis é o maior exportador de petróleo do Brasil.
 

domingo, maio 27, 2012

Profissionais estrangeiros da área de petróleo e gás fazem salários aumentarem na América do Sul, diz HAYS

A América do Sul continua oferecendo pacotes salariais atrativos para profissionais da área de petróleo e gás. A informação consta no The Oil & Gas Global Salary Guide 2012, guia salarial anual produzido pela consultoria de recrutamento HAYS em parceria com o site Oil & Gas Job Search. A pesquisa deste ano envolveu 53 países e coletou mais de 14 mil respostas.

Os maiores aumentos ocorreram para profissionais estrangeiros. O levantamento apontou, por exemplo, que a média salarial anual para esses colaboradores é de US$ 122.600,00 na Colômbia, US$ 109.400,00 na Venezuela e US$ 106.700,00 no Brasil.

Já a média salarial anual para profissionais locais fica entre US$ 68.800,00 na Argentina e US$ 75.500,00 na Venezuela. No Brasil, porém, a média salarial anual para profissionais locais é de US$ 119.600,00, valor visto sendo pago para posições mais altas em empresas dos Estados Unidos, Canadá e Norte da Europa. Para a realidade nacional, é um aumento de 20% ao ano e claramente reflete o importante investimento realizado pelo País na infraestrutura local.

Para Matt Underhill, diretor global da área de expertise Hays Oil & Gas, a América do Sul é uma região com um potencial fantástico para profissionais de petróleo e gás, tanto para talentos locais, quanto para profissionais vindos de fora. “Os campos de exploração do pré-sal estão oferecendo uma série de desafios para os engenheiros da indústria e as empresas não estão medindo esforços para atrair os melhores talentos”.

Ainda de acordo com o executivo, Brasil e Austrália observaram os maiores aumentos nas taxas de contratação no último ano. “Nossa expectativa é que esse crescimento continue no próximo ano”, afirma. O Guia Salarial ainda apontou outros dados interessantes: mais de 30% dos profissionais que participaram da pesquisa ao redor do mundo esperam que os salários aumentem mais de 10% em um período de até 12 meses.

A confiança dos empregadores também tem aumentado, com 26,7% dos participantes extremamente otimistas com o mercado atual, contra 9,7% em 2011. Duncan Freer, diretor geral do site Oil & Gas Job Search, afirma que o Brasil e a América do Sul, como um todo, é um dos lugares de maior destaque para o setor de petróleo e gás. “A região tem investimentos significativos e um enorme potencial. A expectativa é que o crescimento continue em 2012”, acrescenta.

HAYS - Especializada em recrutar profissionais para média e alta gerência, a HAYS (www.hays.com.br), líder no mercado mundial, tem mais de 50 anos de atuação e é reconhecida como a maior empresa do setor listada na Bolsa de Valores de Londres (LSE). Pautada em um dos seus principais valores, a paixão por pessoas, oferece serviço consultivo especializado sobre o mercado de trabalho e suas tendências. No ano fiscal encerrado em 30 de junho de 2011, a consultoria foi responsável em todo o mundo por cerca de 60 mil contratações em regime permanente e 190 mil em vagas temporárias. Seu faturamento mundial alcançou £ 3,25 bilhões, com lucro líquido de £ 672 milhões e lucro operacional de £ 114 milhões.

Chegou ao Brasil em 2006, estabelecendo-se primeiro em São Paulo, depois no Rio de Janeiro (2007), em Campinas (SP) (2010) e, mais recentemente, em Curitiba (PR). No País, a consultoria atua em 15 áreas de expertise, recrutando apenas para vagas permanentes: Hays Accountancy & Finance, Hays Banking, Hays Construction & Property, Hays Engineering, Hays Human Resources, Hays Legal, Hays Logistics, Hays Procurement, Hays Life Sciences, Hays Sales & Marketing, Hays Oil & Gas, Hays Insurance, Hays Retail e Hays Information Technology. É a única consultoria do Brasil que tem uma divisão especializada em impostos, Hays Taxation. Em todo o mundo a HAYS atua em 20 áreas de expertise.

Emprega mais de 7,5 mil funcionários, que atuam em mais de 250 escritórios distribuídos por 32 países. Em continuidade à bem-sucedida entrada na América Latina, a consultoria abriu escritórios no México, na Colômbia e no Chile, reforçando a presença na região e consolidando uma ação integrada no bloco.

Seu modelo de negócios tem como foco os resultados, base de sua prática comercial, e é 100% voltado à parceria de longo prazo com as empresas requisitantes. Seus consultores têm formação acadêmica e experiência profissional prévia na área de expertise para a qual recrutam, além de possuir especialização em recrutar profissionais e identificar talentos.