quarta-feira, fevereiro 29, 2012

Investimentos por todos os lados do Rio de Janeiro


Rio - Em entrevista ao Negócios & Carreiras, de O DIA , o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico do Rio, Julio Bueno, disse que acorda todos os dias torcendo para viver até 2016. “O Rio de Janeiro será outra coisa até lá. É interessante porque a gente não percebe, mas os indicadores estão aí para comprovar. Já alcançamos a renda de São Paulo e vamos ultrapassar; o número de empregos é fabuloso; os valores dos imóveis na cidade do Rio. Tudo isso conta”, afirma.

Tricolor roxo (disputou as últimas eleições à presidência do clube das Laranjeiras), o secretário olha o mapa do Rio de Janeiro e faz rápida retrospectiva dos investimentos no estado e na cidade. “Gosto de olhar o mapa, pois você consegue identificar tudo o que está ocorrendo. E não é pouco”, assegura.

De acordo com Bueno, os investimentos começam no Sul do estado, em Angra dos Reis, e se estendem até o Norte, em Campos e São João da Barra, passando pela Baixada Fluminense e pelas regiões Serrana e dos Lagos. E, naturalmente, pela capital, a cidade do Rio de Janeiro.

“Em Angra, temos a construção da usina nuclear, a reativação do porto e a indústria naval. No Norte, é a indústria do petróleo e o superporto do Açu. No meio, temos Itaguaí, com terminais portuários, estaleiros e siderurgia. Teremos o Arco Rodoviário, beneficiando toda a Baixada, e o Comperj, em Itaboraí. Temos o polo automotivo e metalmecânico, no Sul do estado. Na cidade do Rio, as obras viárias para a Copa do Mundo e a Olimpíada, e o Porto Maravilha”, enumera o secretário.

Segundo ele, todos esses investimentos necessitarão uma enorme quantidade de fornecedores em todos os setores para atender às empresas-âncoras. Estudo do Sebrae-RJ destaca os setores de insumos e de serviços, como áreas que deverão crescer ainda mais para cobrir a necessidade da cadeia de petróleo e gás, indústria naval ou siderurgia: uniformes, alimentação, pintura, manutenção e reparação de máquinas e equipamentos, entre outros.

Estudo aponta rumos para as micros

A pedido do Sebrae-RJ e com o apoio do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (IETS), as economistas Renata Lèbre La Rovere e Julia Paranhos realizaram o estudo Os Investimentos no Estado do Rio e seus Efeitos sobre as Micros e Pequenas Empresas (MPEs). Elas destacaram a possibilidade de desenvolvimento das MPEs em cada região do estado conforme a presença das empresas-âncoras. (ver algumas das oportunidades no quadro acima).

Os setores de petróleo e gás (norte), naval (capital), de serviços de logística (portos de Itaguaí e Açu), petroquímica (Comperj), centros de pesquisa (capital) e o Arco Metropolitano (Baixada Fluminense e Região Serrana) apresentam uma diversidade de atividades que podem ser exploradas pelas micro, pequenas e médias empresas fluminenses.

Oportunidades para o MPE

PETRÓLEO

Caldeiraria; usinagem (produção e reparo de peças metálicas); material e equipamentos plataformas off shore; fabricação de equipamentos e ferramentas especiais; pintura; manutenção e reparação de máquinas e equipamentos; montagem de motores e painéis; transporte; uniformes, alimentação; serviços de informática/automação; engenharia e logística; e construção civil.

INDÚSTRIA NAVAL

Empilhadeiras; máquinas de solda; tornos mecânicos e equipamentos em geral; locação de máquinas e de equipamentos (macacos hidráulicos, torquímetros, etc); manutenção de máquinas e equipamentos; peças para navios e plataformas (vasos sanitários, portas, escadas, salva-vidas, botes, ferramentas, equipamentos anti-incêndio); equipamentos de segurança (capacetes, vestimentas especiais); uniformes; tratamento de efluentes; serviços de engenharia, informática e logística; alimentação, fornecimento de tinta e serviços de pintura, móveis para navios; iluminação e hidráulica; e vigilância.

SIDERURGIA

Caldeiraria e usinagem; plotadoras; locação de máquinas e equipamentos; projetos de mecânica, elétrica, hidráulica e automação; topografia; barras roscadas; ferramentas; máquinas e material para corte; material de soldagem, ensaios de cargas em estacas, locação para banheiros químicos; aluguel de contêineres para obras; projetistas de estruturas de concreto e metálicas; arquitetura e urbanismo; material para obras, manutenção, conservação e limpeza; segurança e saúde do trabalho, material de escritório, consultoria e legislação ambiental e medições ambientais.

ARCO METROPOLITANO

Química, cosméticos e plásticos; turismo; e logística.

Fonte: http://www.clickmacae.com.br/

Indústria e logística lideram emprego qualificado no Paraná


Os dois setores têm um déficit de mão de obra estimado em 22 mil pessoas, segundo o Ipea
O Paraná seguirá em ritmo de expansão na oferta de empregos nos próximos dois anos, impulsionado pelo crescimento econômico do país e por investimentos ligados – direta ou indiretamente – à Copa do Mundo, aos Jogos Olímpicos, à exploração do pré-sal, à melhora da infraestrutura do estado e à construção do metrô em Curitiba.

Quem vai contratar
Vários setores vão sentir o efeito dos investimentos sobre a demanda por mão de obra qualificada. Veja quais são as áreas que devem gerar empregos nos próximos anos, segundo a consultoria Hays:

Indústria - Com o aquecimento da economia e da construção civil, a indústria siderúrgica e as plantas beneficiadoras de cimento na Grande Curitiba devem demandar novos profissionais qualificados. Há também boas perspectivas para o setor automotivo.

Construção civil – O mercado imobiliário deve se focar, nos próximos anos, em edifícios comerciais e para a rede hoteleira. Além disso, empresas que prestam serviços na área de infraestrutura devem se beneficiar, tanto nacional quanto localmente.

Logística – As obras para a realização da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos no Brasil vão estimular um setor carente no país, a infraestrutura. Empresas prestadoras de serviço e de construção voltadas para o setor devem ter demandas nos portos do Paraná, bem como em aeroportos.

Petróleo e gás – Apesar de os investimentos para a exploração do pré-sal serem menores no Paraná, especialistas indicam que eles não serão poucos. O Paraná tem um polo petroquímico forte em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, e por essa razão os fornecedores da Petrobras e a própria estatal devem realizar investimentos em logística, refino e distribuição.

Tecnologia da Informação – O Paraná é um polo de formação de mão de obra no setor, principalmente nas regiões de Curitiba, Londrina e Maringá. Várias multinacionais começam a se instalar no estado buscando os profissionais qualificados e também surgem fábricas de software de menor porte.

Agronegócio – Uma das locomotivas do estado, a agricultura paranaense passa por um forte processo de modernização, principalmente com a chegada de multinacionais. Essa nova etapa vai requerer a presença de profissionais que atuem com projetos de expansão e transferência de tecnologia.

Varejo e consumo – As medidas do governo para redução de impostos e o incremento salarial impactam no desempenho dos setores para 2012. No segmento de varejo, o mercado empreendedor de franquias e microfranquias deve ganhar mais espaço.

Serviços – O Brasil será palco da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos, eventos que devem atrair milhares de turistas ao país. Curitiba, por ser cidade-sede do Mundial, entra na rota dos investimentos hoteleiros. Várias redes internacionais estão investindo na cidade e na região metropolitana – os investimentos chegam até Ponta Grossa.

Futuros contratados
A expansão da economia brasileira, aliada às ondas de investimentos, aumentará a demanda por profissionais qualificados. Veja as profissões que estarão em alta nos próximos anos em diversos setores:

Indústria em geral
Especialista em Supply chain, gerente de logística, gerente de compras, especialistas para a área financeira (controladoria com foco em custos).

Indústria de base
Engenheiro de mina (para prospecção de minério) e engenheiro de projetos (para novas fábricas ou linhas de produção).

Indústria da construção civil
Gerente de obras (no setor imobiliário) e gerente de contratos (em segmentos de infraestrutura – transporte, energia e aeroportos).

Indústria farmacêutica
Gerente de vendas e gerente de trade marketing.

Indústria de equipamento médico
Engenheiro com foco em pesquisa e desenvolvimento.

Petróleo e gás
Engenheiro de projetos, engenheiros civis e geólogos (com foco na prospecção de novos pontos de petróleo).

Logística
Gerente de logística com conhecimento multimodal e gerente de comércio exterior.

Tecnologia da Informação
Gerente de projetos, arquiteto de softwares e programadores em geral.

Serviços
Rede hoteleira: gerente de facilities & utilities e gerente financeiro/administrativo; prestadoras de serviços em geral: gerente comercial.

Fonte: http://www.jornalnovotempo.com.br/

terça-feira, fevereiro 28, 2012

Porto de Santos pretende dobrar a capacidade até 2013



O aumento da capacidade é resultado de uma série de ampliações, compra de equipamentos e a entrada em operação de novos projetos privados

O Porto de Santos, maior da América Latina, vai dobrar de tamanho até 2013. Sozinho, terá capacidade para movimentar a mesma quantidade de contêineres de todos os outros portos brasileiros juntos: 8 milhões de teus (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés). Hoje esse número está em 3,2 milhões de teus, afirma o presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), José Roberto Correia Serra.

Segundo ele, o aumento da capacidade é resultado de uma série de ampliações, compra de equipamentos de última geração e a entrada em operação de novos projetos privados. Dois deles vão representar 65% de toda ampliação de Santos. O maior é a Embraport, terminal construído na margem esquerda do complexo santista pela Odebrecht Transport, DP World e Grupo Coimex. O empreendimento, de R$ 2,3 bilhões, terá capacidade para 2 milhões de teus e 2 bilhões de litros de etanol.

Na margem direita, está sendo construído o novo terminal da Brasil Terminais Portuários (BTP), controlado pela Europe Terminal. Também vai movimentar contêineres e granéis líquidos, a exemplo da Embraport. Na primeira fase, serão 1,1 milhão de teus e 1,4 milhão de toneladas de líquidos. O investimento total é da ordem de R$ 1,8 bilhão, especialmente por causa das soluções ambientais - o terminal está sendo construído numa área usada por mais de 50 anos como descarte de resíduos do Porto de Santos.

Tanto no caso da Embraport como no da BTP, as operações serão antecipadas para outubro do ano que vem, afirma Serra. Nesse primeiro ano, os dois projetos vão acrescentar cerca de 700 mil teus à capacidade do porto. O restante fica para 2013. O presidente da Codesp lembra que outros operadores do porto, como Santos Brasil, Libra e Tecondi, fizeram investimentos importantes, que vão resultar em aumento da expansão. A compra de equipamentos, por exemplo, eleva a quantidade de movimentos que as empresas podem fazer por hora.

Há ainda investimentos na infraestrutura existente para ampliar a capacidade de movimentação de granéis (líquidos e sólidos). A Copape, localizada na Ilha do Barnabé, iniciou as obras de construção de dois píeres, no valor de R$ 80 milhões. Além disso, a Codesp vai investir R$ 200 milhões no reforço de 1 quilômetros (km) de cais nos trechos operados pela Copersucar e pela Cosan. A obra vai permitir que navios de açúcar e soja aproveitem ao máximo sua capacidade e saiam mais cheios dos terminais, diz Serra.

Gargalo- Segundo ele, com esses investimentos, o importante agora é focar na operação do porto e no acesso terrestre, que não dá conta nem para atender o volume atual. "Do jeito que está não dá para aproveitar todo o aumento da capacidade." Uma prioridade será ampliar a participação da ferrovia em Santos - com expansão do sistema de cremalheira e com o Ferroanel. O executivo diz que apenas 1% da movimentação de contêiner e 10% dos granéis é feita pelos trilhos. O objetivo é elevar a participação média para 25%.

Hoje o porto recebe cerca de 14 mil caminhões por dia, nas duas margens. Cerca de 85% desses veículos chegam entre 8 da manhã e 18 horas. "Falta inteligência de agendamento da carga no porto. O caminhão sai do destino e acha que pode desembarcar em Santos a qualquer hora. Isso precisa mudar." Caso contrário, diz Serra, não adiantará nada investir nas perimetrais de Santos (margens direita e esquerda) e no mergulhão (passagem subterrânea no Valongo).

Além disso, Santos começará a implementar o sistema de tráfego marítimo para controlar desde a chegada do navio, atracação no cais até a saída de Santos. "Esse programa permitirá o tráfego duplo no canal de acesso do porto. Também podemos monitorar a pirataria, a meteorologia, as ondas, os ventos, etc. Com isso, haverá redução do tempo de entrada e saída das embarcações e ganhos de custos."

A implementação do Porto sem Papel, pela Secretaria de Portos, também deverá ajudar a acelerar as operações em Santos. Trata-se de um sistema que vai integrar os seis órgãos públicos - Polícia Federal, Receita Federal, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), autoridade portuária, Vigilância Agropecuária Internacional e Marinha do Brasil - de forma a evitar a duplicação de informações e de formulários.

Fonte: Portos e Navios