terça-feira, fevereiro 28, 2012

No futuro, exploração de petróleo poderá dispensar plataforma


O objetivo é instalar verdadeiras fábricas submersas no fundo do mar, com custos menores, produção maior e menos impacto ambiental

A Petrobras está em busca de novos sistemas de produção de petróleo, mais simples e compactos, de custos menores e maior produtividade. Essa combinação é fundamental para exploração cada vez mais distante da costa e em águas ultraprofundas no pré-sal brasileiro. O gerente-executivo do Centro de pesquisas Leopoldo Miguez (Cenpes), da Petrobras, Carlos Tadeu Fraga, disse que as pesquisas buscam simplificar os sistemas, reduzindo o número de equipamentos em cima das plataformas.

O objetivo é instalar verdadeiras fábricas submersas no fundo do mar, com custos menores, produção maior e menos impacto ambiental. Uma das novidades é o Separador Submerso de Água e Óleo (SSAO). O primeiro equipamento está sendo instalado para testes no Campo de Marlim (Bacia de Campos). Para muitos, é o primeiro passo para se produzir petróleo sem plataforma. O SSAO fica instalado no fundo do mar, e substitui os separadores em cima das plataformas.

A Petrobras duplicou o Cenpes, na Ilha do Fundão, no Rio, para desenvolver tecnologias, principalmente para o pré-sal. Para Carlos Tadeu, é fundamental desenvolver sistemas simples e de menor custo, porque considerando as atuais reservas do pré-sal de 15 bilhões de barris, cada US$ 1 de redução nos custos de exploração, traz economia de US$ 15 bilhões.

O SSAO foi desenvolvido para a Petrobras em parceria com a FMC Tecnologies, uma das gigantes fabricantes de equipamentos submarinos para o setor. O primeiro SSAO desenvolvido no novo Centro Tecnológico da FMC, no Parque Tecnológico da Cidade Universitária, fará em breve testes no Campo de Marlim e será conectado a um dos poços da plataforma P-37.

O equipamento pesa 407 toneladas, fica no solo marinho e separará óleo, gás e água. O petróleo, ao sair dos poços, é separado no SSAO e pode ir para um navio-tanque ou oleoduto. O SSAO traria ganhos ambientais ao reduzir emissões de gás carbônico.

“Estamos com o pé no acelerador para fazer uma nova geração de sistemas de produção de petróleo, tendo como meta minimizar (reduzir) tudo que existe em cima do mar (plataforma)”, explicou Paulo Couto, vice-presidente de Tecnologia da FMC Technologies, para quem o SSAO pode ser um primeiro passo para produção sem plataformas. “A direção é essa. Mas é difícil saber se no futuro teremos plataformas menores, desabitadas, ou sistemas no fundo do mar e só navios para armazenar petróleo. Está se caminhando para isso.”

Tecnologias para reduzir prejuízos ao perfurar poços

Aumentar a produção de forma mais eficiente também é preocupação da Baker Hughes, outra gigante internacional que instalou seu centro tecnológico para toda América Latina no Parque Tecnológico no Fundão.

“Um dos desafios tecnológicos é que a perfuração de um poço no pré-sal consiga atravessar uma camada de sal de dois quilômetros”, disse César Muniz, diretor da Baker Hughes.

A Petrobras pretende adquirir um veículo autônomo, o Autonomous Underwater Vehicles (AUV), que trafega no fundo do mar com câmaras, comandos à distância, manda imagens e é capaz de fazer intervenções nos equipamentos. Desenvolvido pelo Cenpes, está em testes no pré-sal da Bacia de Santos um equipamento inédito que separa o gás carbônico do gás e o reinjeta nos poços.

Estudar reservatórios é a linha do Centro de Pesquisa e Geoengenharia da Schlumberger, no Parque Tecnológico do Fundão. Com tecnologias avançadas, pode-se evitar que a perfuração de um poço, que custa de US$ 50 milhões a US$ 70 milhões, não seja um tiro certeiro. Hoje, corre-se o risco de esse investimento ir pelo ralo, se o poço estiver seco .

Fonte: Gazeta do Povo (PR)

Repsol Sinopec Brasil anuncia descoberta na Bacia de Campos


A Repsol Sinopec Brasil anunciou nesta segunda-feira (27) uma nova descoberta de petróleo em águas profundas da Bacia de Campos, no litoral do estado do Rio de Janeiro. No novo poço, denominado Pão de Açúcar, foram encontradas duas acumulações de hidrocarbonetos com uma altura total de 500 metros, uma das maiores conhecidas até agora no Brasil.

O poço Pão de Açúcar está localizado no Bloco BM-C-33, em lâmina d’água de 2.800 metros e, segundo as primeiras avaliações, contém um grande potencial de recursos de alta qualidade, com taxas excelentes de fluxo de petróleo. Os testes de produção deram como resultado 5.000 barris de petróleo ao dia de óleo leve e 807.349 metros cúbicos ao dia de gás.

O consórcio é operado pela Repsol Sinopec Brasil (35%), no qual participam a Statoil (35%) e a Petrobras (30%).

A Repsol e seus parceiros neste consórcio prevêem ainda trabalhos adicionais para confirmar a extensão do descobrimento. O novo poço se soma as descobertas de Seat e Gávea, todos eles neste bloco, sendo Gávea, classificado como uma das 10 maiores descobertas do mundo em 2011.

As descobertas ratificam o elevado potencial da Bacia de Campos, que poderia confirmar a existência de um grande núcleo de hidrocarbonetos similar ao existente na Bacia de Santos (SP).

Fonte: Revista Tn Petróleo

segunda-feira, fevereiro 27, 2012

Duas empresas disputam obra do terminal de passageiros do porto de Natal



A Construtora Queiroz Galvão S/A e a Constremac Construções Ltda foram habilitadas e, caso não haja recursos por parte das concorrentes, deverão permanecer na disputa pela construção do Terminal Marítimo de Passageiros do Porto de Natal. O resultado da fase de habilitação foi publicado na última sexta-feira no Diário Oficial da União (DOU) e o prazo para interposição de recursos por parte das empresas desclassificadas - a Cejen Engenharia Ltda e o Consórcio Construtor Equipav-Ônix - começou a valer ontem. As empresas terão até a próxima quarta-feira para eventuais contestações sobre o resultado.

De acordo com informações da Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), que administra o Porto de Natal, caso não haja recursos, serão abertos os envelopes que contém as propostas de preços das empresas habilitadas. Vencerá a licitação a empresa que propor executar a obra pelo menor preço. Caso haja recurso, entretanto, a Comissão de Licitação terá cinco dias úteis para realizar o julgamento, a contar de quinta-feira, dia 1º de março.

A expectativa da Codern é que o nome da empresa vencedora da licitação seja anunciado ainda em março. Segundo estimativas do presidente da Companhia Docas, Pedro Terceiro de Melo, em entrevista à TRIBUNA DO NORTE no último dia 14, a obra deve começar entre maio e junho.

O Terminal Marítimo de Passageiros do Porto de Natal é uma obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal voltada para a Copa do Mundo de 2014. Sua construção compreende a execução das obras de ampliação do cais número 01 e retroárea, construção do dolfim de amarração, reforma do paramento do cais existente e construção das edificações portuárias. Por recomendação do Tribunal de Contas da União, em dezembro de 2011, o custo final da construção foi reduzido em R$ 2,5 milhões. A obra está orçada em R$ 51 milhões e deverá ficar pronta um ano antes da Copa.

Ao todo, 38 empresas retiraram o edital de licitação. Cinco pagaram R$ 510 mil para participar do processo, mas só quatro entregaram os documentos de habilitação e propostas de preço, habilitando-se para a fase seguinte da licitação. Vence quem cumpre os pré-requisitos previstos em edital e oferece o menor preço.

Fonte: Tribuna do Norte (RN Natal