domingo, novembro 13, 2011

Petróleo e Derivados


Nenhuma fonte de energia tem a importância geopolítica que o petróleo possui, haja vista a relativa facilidade com que esse energético pode ser transportado ao redor do mundo e dado este se constituir na base da economia produtiva mundial. Assim, o país que detém e controla suas reservas petrolíferas e que mantém uma estrutura adequada de refino aufere vantagens competitivas, quer seja em relação à segurança interna dos setores vitais à economia, como transporte e produção de eletricidade e, por conseguinte, conferindo competitividade à indústria, quer seja em relação à sua participação no comércio internacional, por meio da exportação direta do óleo e seus derivados.

Toda esta importância advém do fato de que, além de gerar combustíveis como gasolina, óleo diesel e querosene de aviação, o petróleo é também a base de uma vastagama de produtos industrializados, que vão da parafina e da nafta petroquímica aos tecidos e plásticos.
Geraldo Falcão/Banco de Imagens Petrobras Brasil alcançou, em 2009, a marca de dois milhões de barris de petróleo produzidos diariamente Ampliar

O petróleo é formado a partir da decomposição da matéria orgânica ao longo do tempo geológico, sendo encontrado nos poros de determinadas camadas sedimentares, que são conhecidas como “rochas reservatório”. Trata-se, portanto, de um energético não renovável, o que aumenta a importância da descoberta de novos campos produtores ou de novas regiões produtoras, de modo que um dado país consiga manter uma relação reserva/produção confortável em termos de segurança energética (a do Brasil atualmente, sem as reservas do Pré-Sal, é da ordem de vinte anos).

Segundo maior produtor de petróleo na América do Sul, o Brasil vive em constante crescimento no setor. No fim dos anos 1970, o País produzia, em média, 200 mil barris de petróleo por dia. Em 2009, alcançou a marca de dois milhões de barris diários. O crescimento da produção neste período associou-se às grandes descobertas marítimas de petróleo e gás na Bacia de Campos, que começou com a descoberta do campo de Garoupa (RJ), em 1974, iniciando a busca em águas cada vez mais profundas. Nos anos 1980 e 1990, foram descobertos campos gigantes naquela bacia.

No primeiro semestre de 2008, a Petrobras anunciou a descoberta de um campo de petróleo no Pré-sal (abaixo de uma camada geológica de dois quilômetros de espessura de sal) na Bacia de Santos. O potencial dessa descoberta e das seguintes na região do Pré-sal coloca o Brasil no mesmo nível de reserva dos grandes produtores mundiais. O planejamento estratégico da Petrobras prevê uma produção total, no Brasil e no exterior, de 3,993 milhões de barris de óleo equivalente (boe - somatório da produção de petróleo e de gás natural) em 2015 e 6,418 milhões de boe por dia em 2020.

O País produz mais petróleo bruto do que a sua demanda interna (atualmente, de 1,9 milhão de barris por dia). Todavia, como cerca de 70% da produção é de petróleo mais pesado e a estrutura de refino não é totalmente adequada para o processamento desse tipo de petróleo, ainda é necessário importar petróleos leves, de modo a aumentar a produção de derivados leves e médios, tais como gás de cozinha, gasolina, nafta petroquímica e óleo diesel. Dessa forma, o excedente de petróleo nacional pesado é exportado.

A Petrobras vem modernizando seu parque de refino para elevar a capacidade de processamento de petróleo pesado e de produção de derivados que ainda precisam ser importados. A companhia também está construindo cinco unidades de refino, nos estados de Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Maranhão e Ceará.

Mais modernas, elas poderão processar tanto o petróleo pesado da Bacia de Campos como o petróleo leve, encontrado no Pré-sal. Com isso, a empresa vai reduzir a exportação de petróleo bruto e aumentar a exportação de derivados, de maior valor agregado.

Fonte: http://www.clickmacae.com.br

sábado, novembro 12, 2011

Fusões e aquisições em petróleo e gás dobram no 3º tri


O setor de Petróleo e Gás no Brasil realizou 11 fusões e aquisições (F&A) no terceiro trimestre deste ano, forte recuperação na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram feitas apenas cinco. A maior parte das transações no período foi realizada por brasileiras adquirindo, de estrangeiros, empresa estrangeira estabelecida no exterior. Os dados são de estudo realizado pela KPMG. Desde 1994, o setor acumula 244 negociações.

Segundo nota à imprensa, o estudo também mostrou que foram realizadas na área de Petróleo e Gás três transações domésticas; duas operações de empresa estrangeira adquirindo, de brasileiros, outra brasileira estabelecida no país; e duas de empresa brasileira adquirindo, de estrangeiros, outra empresa de capital estrangeiro, também estabelecida no Brasil.


De acordo com Paulo Guillherme Coimbra, sócio da KPMG no Brasil, as negociações de F&A na área de Petróleo e Gás foram uma forma encontrada pelas empresas entrantes no mercado de se manterem firmes neste segmento. "Elas são consideradas uma parceira estratégica para a consolidação do setor, que está bastante aquecido. O que comprova a euforia dos investidores na área, ainda motivados pela expectativa de crescimento das reservas brasileiras do pré-sal e os investimentos associados à exploração dessas reservas, envolvendo principalmente a cadeia de fornecedores de equipamentos e prestadores de serviços da indústria. A expectativa é de aquecimento e consolidação contínua", explicou, em nota.


Segundo ele, a interpretação é de que o principal interesse de aquisições pelas empresas brasileiras e pelas estrangeiras está no mercado local. "Esse movimento tem impulsionado a aquisição das empresas brasileiras por ambos e, de certa forma, desestimulado os estrangeiros a se desfazerem de seus negócios no Brasil", acrescenta o executivo.

Fonte: http://www.dgabc.com.br/

Renave planeja investir em 5 anos US$ 10 milhões em unidades


O estaleiro Renave, que opera em duas ilhas, Santa Cruz e Viana, estima investir, ao longo dos próximos cinco anos, cerca de US$ 10 milhões. Os recursos serão utilizados em modernização e compra de equipamentos uma vez que o estaleiro pretende voltar a construir embarcações do tipo supply vessel. Além disso, o estaleiro já fechou com a empresa De Lima a construção de três embarcações do tipo bunker, de 2.500 toneladas, que irão operar para a Petrobras. A De Lima ainda tem a encomendas de mais duas embarcações de 18 mil toneladas, que também poderão ser construídas pelo estaleiro. Todas essas embarcações irão operar para a Petrobras, conforme disse ao MONITOR MERCANTIL seu diretor, José Rebelo III, diretor, durante a Niterói Naval Offshore (NNO), para quem o foco atual do estaleiro continua sendo o reparo naval. Os contratos entre a Renave e a De Lima giram em torno de R$ 60 milhões.

Rebelo fez questão de ressaltar que a NNO é um palco perfeito para divulgar o complexo Renave, ou seja, que são todas as atividades desempenhadas nas ilhas de propriedade do estaleiro. “Temos empresas estabelecidas na Ilha, como a De Lima, que é uma empresa da família e da qual eu também sou diretor, e que trabalha com a Petrobras. Tem encomendas de cinco embarcações em carteira que vão operar para estatal no programa Empresa Brasileira de Navegação. A De Lima está estabelecida na Ilha de Viana”, disse, acrescentando que a ETP também faz parte do complexo Renave, onde está construindo embarcações do tipo suplly vessel para diversos clientes. Também temos a empresa Carbogas, que se estabeleceu recentemente na ilha para fazer o armazenamento de bobinas. Também temos a Carboflex, que irá fazer uma planta de fluídos e que também vai operar para a Petrobras. “Estes são os negócios que estão girando nas Ilhas”.

O diretor da Renave fez questão de frisar que o foco do estaleiro no evento é divulgar as opções de negócios para que todos possam ver o potencial do complexo Renave que, segundo ele, é “muito bem localizado o Estado do Rio, no berço da indústria naval brasileira”. E, no que diz respeito a reparo, disse que o estaleiro faz para diversos clientes, incluindo a Petrobras. No entanto, no que se refere ao faturamento, explicou que a atividade da Renave é o estaleiro, mas, se for à atividade do complexo, é preciso colocar as receitas advindas de negócios de arrendamento de área de movimentação de carga para as empresas que estão estabelecidas nas ilhas. Só o reparo, diz, responde por cerca de 90% do faturamento.

“Como já disse, temos a intenção de voltar a construir, mas passa por uma revisão de nossa infra-estrutura para construção de embarcações competitivas com o mercado externo. É preciso pensar no lay out de construção, compra de equipamentos, entre outros. Estamos fazendo investimentos graduais para que a empresa. Com os navios da De Lima, conseqüentemente estaremos capacitados para outros clientes. Temos que dar o primeiro passo”, salientou, informando que a parceira com a De Lima é perfeita, uma vez que ela (De Lima) busca os contratos e a Renave constrói as embarcações.


Fonte: Monitor MercantilMarcelo Bernardes