terça-feira, junho 07, 2011

HRT vai abrir licitação para construção de nove sondas terrestres


Para atingir a meta prevista de produzir 1 milhão de barris de petróleo e gás por dia em 2020, a petroleira HRT anunciou que vai abrir licitação, ainda este mês, para a construção de nove sondas terrestres. Atualmente, a empresa tem quatro equipamentos de perfuração.


A empresa ainda não produz, mas tem participação em 21 blocos na bacia do Solimões, no Amazonas, e em outros 12 na Namíbia, na África.

Grande parte do investimento da HRT é baseado nos R$ 2,6 bilhões captados no final do ano passado, após a abertura de capital da companhia.

Caso a meta seja cumprida, a HRT será uma das maiores produtoras do país. A Petrobras prevê produzir 5,4 milhões de barris de óleo e gás diários no final da década. A OGX, do empresário Eike Batista, tem como meta 1,3 milhão de barris/dia.

Estimativas apontam para reservas totais da HRT em cerca de 6 bilhões de barris de petróleo e gás, dos quais 5,5 bilhões provenientes da Namíbia.

Fonte: http://www.jornalfloripa.com.br/

Petróleo vai ficar com dois terços dos investimentos em energia nos próximos dez anos


A meta do Brasil para os próximos dez anos é triplicar a produção anual de petróleo e gás, fazendo com que o setor abocanhe 67% do investimento previsto de R$ 1 trilhão para todo o setor energético do país. Segundo o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, que apresentou hoje (6), no Rio de Janeiro, o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2020), a produção brasileira de petróleo deve passar dos atuais 2,1 milhões de barris diários para 6,1 milhões em 2020, como consequência da exploração do pré-sal.

“O consumo vai aumentar, mas o grosso disso vai para o mercado externo”, explicou Tolmasquim, alertando que o volume considera tanto a produção da Petrobras como de todo o setor privado. De acordo com o PDE, metade da produção será destinada às exportações.

Em relação ao gás natural, a estimativa da EPE é de um salto da oferta dos atuais 58 milhões de metros cúbicos (m³) por dia em 2011 para 142 milhões m3/dia em 2020.

O PDE, que já está aberto à consulta pública na página do Ministério de Minas e Energia na internet, também projeta aumento expressivo da demanda por etanol no mercado brasileiro como resultado da expansão dos veículos bicombustível, que hoje representam metade da frota nacional, mas que devem chegar a 78% dos automóveis em circulação no país em 2020. Além disso, a EPE projeta que o preço do etanol será competitivo em relação ao da gasolina. A oferta de etanol concentra quase a totalidade dos investimentos previstos para a área de biocombustíveis, que somam R$ 97 bilhões.
“Quando aumenta o flex [carro bicombustível], aumenta também o consumo do etanol. Historicamente, 70% das pessoas que têm carro flex consomem etanol em vez de gasolina”, explicou Tolmasquim. A projeção é que a oferta de etanol acompanhe o aumento de demanda, afastando a possibilidade de faltar o biocombustível em função do preço, das condições climáticas e das sazonalidades de safra.

Em relação à energia elétrica, Tolmasquim também apresentou um cenário otimista. Segundo o PDE, o Brasil já contratou 70% da energia elétrica necessária para atender o aumento da demanda projetado até 2020, de 4,7% ao ano, em média (para um crescimento da economia estimado em 5% ao ano). Os 30% restantes, que ainda precisam ser contratados, terão como origem prioritária as fontes renováveis, com menos participação das hidrelétricas, que hoje representam 75% da capacidade instalada, mas que deve cair para 67% até 2020.

“No que diz respeito à geração, a hidreletricidade continua sendo a prioridade, acompanhada de perto pela energia eólica e a biomassa. Não podemos descartar as térmicas à gás já que, com o pré-sal, houve uma grande descoberta de gás natural e o gás poderá também ter um papel importante nessa matriz”, explicou o presidente da EPE.

Sobre energia nuclear, Maurício Tolmasquim mostrou cautela e lembrou que o PDE já previa a construção da terceira usina em Angra dos Reis como única planta nuclear projetada para esta década. “Após esse período, podemos esperar uma discussão sobre qual o papel da energia nuclear na matriz brasileira. Tem um grande debate apos [o vazamento de radiação nas usinas de] Fukushima, no Japão. Houve a desativação das usinas na Alemanha. Mas temos que considerar que o Brasil tem um grande potencial, domina o enriquecimento [de urânio] e tem a sexta reserva de urânio do mundo. Portanto, não devemos considerar que vamos abrir mão dessa tecnologia, mas devemos discuti-la olhando os prós e contras para ver em que ritmo devemos explorá-la”.

Fonte: http://www.correiodoestado.com.br/

segunda-feira, junho 06, 2011

Rio: 250 mil vagas até 2016


Eventos, obras, Petróleo e Gás vão garantir oportunidades. Só em Hotelaria, serão 40 mil
Rio - Aos 38 anos e com três filhos, Rosângela Alves dos Santos decidiu que era hora de deixar a informalidade e obter o sonhado emprego remunerado. Diarista, ela fez curso de camareira no Sindicato de Hotéis e Restaurantes do Rio (SindRio) e, um mês depois, foi contratada pelo Hotel San Marco, em Ipanema. A profissional integra grupo que vai aproveitar as cerca de 250 mil vagas abertas em diferentes setores, segundo cálculos da Federação das Indústrias do Estado do Rio e do Sindicato da Indústria de Hotéis (ABIH/RJ).

Um ano e cinco meses depois, Rosângela foi promovida e agora trabalha no setor de almoxarifado. “O trabalho de diarista era incerto. Eu precisava de estabilidade, até por meus filhos. O curso foi fundamental para eu ter emprego com carteira”, avalia.

Assim como Rosângela, outros milhares de candidatos estão olho nas oportunidades anunciadas no Rio. Os eventos esportivos e investimentos em infraestrutura e na Indústria do Petróleo são os principais fatores de aquecimento econômico.

“As expectativas são bastante otimistas, tanto para o setor de Serviços e Hotelaria quanto para os demais segmentos”, afirma a coordenadora de Qualidade e Formação do SindRio, Carla Riquet. Ela acrescenta que em restaurantes, por exemplo, sempre há vagas em aberto: “Basta a pessoa querer trabalhar”.

PREVISÃO DE 150 MIL OPORTUNIDADES EM QUATRO ANOS

O estudo ‘Perspectivas Estruturais do Mercado de Trabalho na Indústria Brasileira 2015’, da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), aponta a abertura de 150 mil postos de trabalho em quatro anos. Os setores em destaque são Petróleo e Gás, Infraestrutura Industrial e Urbana, além de Turismo.

No ramo Produtivo, as áreas em expansão são mecânica, solda, eletricidade e automação. Nos segmentos Petroquímico e de Petróleo e Gás, a expectativa é de mais de 30 mil novas vagas diretas. Os empregos indiretos são estimados em até 50 mil. Entre as carreiras, engenheiros de petróleo e ambientais ganham destaque.

A Indústria Naval também se expande. A Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico informa que, em dois anos, serão criadas 10.300 oportunidades — chances para engenheiro naval, técnico naval, técnico naval mecânico, eletricista, instrumentista, técnico de tubulação, pintor, soldador, riscador, montador de andaime e alpinista industrial. No Setor Náutico, também há previsão de vagas para laminador de fibra, carpinteiro, marceneiro, mecânico e pintor. O Comperj, em Itaboraí, e o Porto de Açu, em São João da Barra, também são indutores de empregos. No momento, a Construção Civil é que está aquecida.

Fonte: http://odia.terra.com.br/