terça-feira, abril 19, 2011

Mercado de trabalho para estrangeiros deve se ampliar com pré-sal, diz dr. Carlos Aud

Entrevista concedida ao Guia Offshore Magazine, pelo Dr. Carlos Aud, presidente da CAS Oleo Visas 1) Qual é o quadro que o sr. vislumbra para o mercado de trabalho da área petrolífera no Brasil em 2011. Minha previsão é de que 2011 será um ano próspero para todos. Prevemos um aumento significativo na demanda de energia e de minério. O Brasil, por ser um verdadeiro provedor do mundo nesta área, vai tirar bom proveito disso, porque essas commodities tendem a ficar cada vez mais caras e mais procuradas no mercado internacional. Com o esperado aumento do preço do petróleo, devido aos recentes acontecimentos no Oriente Médio, combinado com o vagoroso desenvolvimento do Golfo do México, a prospecção do pré-sal no Brasil abrirá novas oportunidades comerciais para a indústria petrolífera nacional. 2) o Sr Aposta que continuará ocorrendo a entrada de estrangeiros em larga escala no país?

Apostamos no crescimento do país e, por isso, necessitamos de parcerias que nos ofereçam tecnologia e equipamentos mais avançados do mundo. Esta sofisticação necessariamente exigirá a presença de mais profissionais estrangeiros no país, sob pena de corrermos riscos desnecessários. Lembremos que o “blowout” no Golfo do México foi ocasionado por falha humana. Por conta disso, faz-se mister a evolução das regras que regem a entrada no país de técnicos experientes para a área petrolífera. 3) o sr. defende flexibilização da Lei do Estrangeiro no país por qual motivo?

É necessária a evolução das regras para imigração na mesma proporção do desenvolvimento do setor. Ou seja, a adaptação à realidade atual , sem perder de vista a necessidade de atender a evolução do mercado aqui, agora e no futuro próximo. 4) Quais mudanças o sr. propõe? Um diálogo amplo de todas entidades e instituições envolvidas: governo, empresariado, sindicatos e a Petrobras, tendo sempre a participação e recebendo a opinião dos profissionais da área de Imigração, que tenham a longa vivência neste mercado. 5) O sr. é um defensor de maior ênfase das universidades na parte teórica, para garantir formar em menos de 10 anos um profissional suficientemente qualificado para operar equipamentos ou desempenhar tarefas de alta complexidade. O sr. acredita que este é um modelo a ser seguido? Sou favorável a toda e qualquer participação da sociedade, envidando o máximo esforço sobretudo no mundo acadêmico, como universidades e até nas escolas técnicas. Sou a favor da mobilização geral, que reúna jovens, pessoas de média idade e os mais experientes. É importante a mistura de gerações, porque o mercado precisará desta mobilização 6) o sr. demonstra sempre uma preocupação constante com a segurança dos projetos do pré-sal, que serão tocados nos próximos anos. O sr. acredita que eles correm risco de não serem bem-sucedidos em função da inexperiência de profissionais que chegarão ao mercado no futuro próximo. Há uma preocupação enorme com o apagão da mão de obra somente nos casos dos profissionais com pouca experiência. Mas esses profissionais só aprenderão seu ofício trabalhando ao lado de profissionais estrangeiros até que tenham a experiência necessária para operar equipamentos altamente sofisticados de última geração. É algo necessário, uma vez que a tendência do pré-sal será a perfuração a mais de 7 mil metros de profundidade, podendo chegar até a mais de 10 mil metros, a exemplo do que acaba de ocorrer na Rússia (N.R. A ExxonMobil perfurou, em fevereiro de 2011, um poço a mais de 12 mil metros de profundidade em águas do extremo oriente da Rússia). 7) Tem sido comum atrasos em projetos por falta de mão de obra adequada para sua execução, qual conselho o sr. daria às empresas que terão que contratar mão de obra estrangeira?Contratem consultores com vasta experiência e que sejam capazes de desenvolver planejamento estratégicos na área de imigração. E esta experiência deverá coincidir com o amplo conhecimento das mudanças e evolução do processo de imigração no país, para evitar dissabores do tipo multas contratuais. Com isso, elas se preocupam apenas com a sua atividade-fim. Às vezes, a falta de um simples visto adequado pode criar um empecilho para que um projeto seja iniciado ou concluído. Dr. Carlos Aud Sobrinho é presidente da CAS Visas e profissional com vasta experiência na área de Imigração. A CAS É líder na área de Imigração, através de sua acentuada experiência na contratação e transferência de mão-de-obra estrangeira para o Brasil, regularizando os colaboradores estrangeiros, deixando-os seguros quanto à legislação. Contato: Novo Escritório: Rua da Assembléia 19 - 5° andar, Centro - Rio de janeiro/RJ CEP: 20011-001 - Tel: +55 21 2262-4868 - Fax: +55 21 2262-6367 - E-mail: cas@casonline.com.br Filiais: Macaé (RJ) e Brasília (DF) Representações: Vitória (ES), São Sebastião (SP) e São Luiz (MA); Houston (EUA), Londres (ING), Argentina e Paraguai. Fonte: Guia Offshore

segunda-feira, abril 18, 2011

Congresso de CO2 do IBP aborda temas para o setor de dutos

O Instituto Brasileiro de Petróleo Gás e Biocombustíveis (IBP) vai realizar, dias 18 e 20 de abril, no hotel Sofitel, Rio de Janeiro, o 1° Congresso Brasileiro de CO2 na Indústria de Petróleo, Gás e Biocombustíveis. O evento tem como objetivo mapear a pesquisa e os desenvolvimentos tecnológicos sobre CO2, principalmente na indústria do petróleo. Serão abordados no evento temas como captura, transporte, armazenamento geológico, conversão, monitoramento do gás e os efeitos de gases contaminantes. "Dutos de óleo e gás não só precisam suportar grandes pressões, mas também a existência de altas concentrações de impurezas como o CO2, o que deixa as tubulações mais sensíveis à corrosão, reduzindo consequentemente sua vida útil", destaca Raimar van den Bylaardt, Presidente do Conselho Executivo do Centro de Tecnologia em Dutos (CTDUT). “Além disso, o transporte por dutos de CO2 – para aplicação em recuperação avançada de petróleo, por exemplo, ou no escoamento, no caso de possíveis grandes concentrações nos locais de produção – é uma realidade”, diz. “Precisamos agora aprimorar os processos”. “Justamente por isso, palestras como Captura e Armazenamento de CO2 no Brasil: Potencial e Perspectivas e Guideline and Recommended Practice on Carbon Capture and Storage, ambas no dia 18, Gerenciamento de Carbono: As Perspectivas Tecnológicas, no dia 19, e Fracture Propagation in CO2 Pipelines, no dia 20, são fundamentais para a comunidade dutoviária”, avalia. “Precisamos conhecer melhor os efeitos do CO2 dentro de um duto”. Mais informações sobre o Congresso no site: http://www.ibp.org.br/congressodeco2 CTDUT - Centro de Tecnologia em Dutos - www.ctdut.org.br Fonte: http://www.clickmacae.com.br/

Niterói Naval Offshore quer superar recordes

Feira promovida pela prefeitura e Itaesa vai movimentar expositores de todo o país Niterói abriga 15 estaleiros, além de 190 empresas ligadas ao setor offshore, gerando cerca de 25 mil empregos diretos e indiretos no setor. É neste cenário que a Prefeitura de Niterói e o Instituto de Tecnologia Aplicada a Energia e Sustentabilidade Socioambiental (Itaesa) lançam, no próximo dia 19 de abril, às 14h, no Memorial Roberto Silveira, a Niterói Naval Offshore (NNO) 2011. O evento será realizado de 7 a 10 de novembro, no Caminho Niemeyer, mas desde já os promotores querem interessar os participantes no sucesso ainda maior do evento. “Esta promoção é de grande importância para a cidade porque a indústria naval é importante alavanca econômica de Niterói. É de grande porte e apresenta hoje excelentes resultados”, diz o secretário municipal de Ciência e Tecnologia, José Raymundo Martins Romêo, presidente da Niterói Naval Offshore 2011. A feira contará com Rodada de Negócios, promovida pela Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan) e pelo Sebrae-RJ, que em sua última edição gerou cerca R$ 100 milhões em contratos. Foi o recorde dos três eventos já realizados. As rodadas de negócios somaram 360 encontros entre 14 empresas âncoras e 95 fornecedoras. Este ano a expectativa é de reunir pelo menos 20 âncoras. Outra atração do evento será a Arena de Sustentabilidade Socioambiental, organizada pelo Estaleiro Mauá e a Prefeitura de Niterói. A expectativa de público na NNO 2011 é de 35 mil visitantes, informa a coordenadora do evento, Mara Telles. “A Niterói Naval Offshore tem importância local, nacional e internacional”, destaca Ariovaldo Rocha, presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval). “Representa a oportunidade de troca de conhecimento entre estaleiros e a ampla rede de empresas que suprem equipamentos ou serviços. Niterói é um polo de destaque na geração de recursos humanos e tecnologias para desenvolvimento de campos de produção de petróleo em alto mar”, acrescenta. O presidente do Sinaval lembra que Niterói, como berço da construção naval brasileira desde a instalação do primeiro estaleiro no Brasil pelo Barão de Mauá, em 1846 — o Estaleiro Mauá, na Ponta d'Areia —, tem a missão de mostrar aos demais municípios do País como melhor apoiar e usufruir dos resultados positivos do aumento do emprego e da renda local. Fonte: http://www.clickmacae.com.br/