segunda-feira, abril 18, 2011

Statoil inicia produção no Brasil e planeja ser líder no segmento privado

A norueguesa Statoil começou a produzir petróleo e gás no campo Peregrino, na bacia de Campos, no sábado. A produção deve alcançar 12 mil barris/dia ao longo desta semana e outros três poços serão conectados, um por semana, até o próximo mês. A empresa planeja chegar ao fim do ano produzindo 100 mil barris no país. "É um dia muito importante para a Statoil no Brasil. Peregrino é o maior projeto em produção tendo a empresa como operadora fora da Noruega", comemora o presidente da empresa no país, Kjetil Hove. O início da produção de Peregrino é resultado de cinco anos de esforços da Statoil. Foram 25 milhões de horas trabalhadas e "muito esforço" de 800 pessoas ligadas ao projeto, algumas trabalhando na sede da empresa no Rio e outras nas duas plataformas de perfuração e na unidade de produção, enumera Hove. Ao longo do ano a Statoil fará mais perfurações no campo, terminando 2011 com 14 poços perfurados na área, que fica a 85 quilômetros da costa e próximo à cidade de Rio das Ostras (RJ). Só então a norueguesa vai utilizar toda a capacidade instalada de produção da plataforma flutuante de produção, armazenamento e transferência (FPSO) Maersk Peregrino, que é de 100 mil barris de óleo equivalente por dia. A área do campo tem hoje duas plataformas de perfuração próximas à de produção. Kjetil Hove não esconde a satisfação quando frisa que a Statoil concluirá o ano ocupando o posto de segunda maior produtora do país, atrás apenas da Petrobras. Entre as companhias privadas, a norueguesa vai tirar o primeiro lugar da Shell, que está produzindo atualmente no país 90,8 mil barris de óleo e gás, uma parte disso sendo da própria Petrobras, que é sócia dela no chamado Parque das Conchas. Como a Shell planeja colocar em produção a segunda fase do Parque das Conchas entre 2012 e 2013, as duas empresas vão disputar o segundo lugar ainda por algum tempo, pelo menos até o início da produção comercial do pré-sal, quando a BG e a Repsol terão direito a grandes quantidades do óleo produzido, mesmo não sendo operadoras das áreas. A Statoil não divulga quanto investiu em Peregrino, que tem reservas estimadas entre 300 e 600 milhões de barris recuperáveis. Hove informa que no período entre 2008 e 2016 a companhia vai investir entre US$ 5 bilhões e US$ 10 bilhões no país, com a perfuração de outras áreas, inclusive dois poços em Peregrino Sul. No ano passado a empresa vendeu 40% de Peregrino para a chinesa Sinochem por US$ 3,07 bilhões, segundo maior negócio fechado na América Latina por uma petroleira chinesa desde 2002. A Statoil não tem destino certo para esse dinheiro, que poderá ser alocado no Brasil se a companhia tiver sucesso na exploração de áreas nas bacias de Camamu-Almada, Jequitinhonha, Espírito Santo, Campos e Santos, onde tem parcerias ou com a Petrobras, ou Repsol e Ecopetrol. A Statoil vai perfurar oito poços exploratórios no próximo ano e meio. "Se encontrarmos óleo, e esperamos que isso aconteça, vamos usar o dinheiro (obtido com o negócio com a Sinochem) para desenvolver esses projetos", disse Hove ao Valor. A Sinochem terá direito a 40% da produção de Peregrino. Segundo a Statoil, a companhia chinesa será a responsável pela comercialização do seu óleo, que será exportado. O óleo será retirado no mar, através de navios aliviadores que se conectarão à plataforma. A parte da Statoil será exportada inicialmente para os Estados Unidos e de lá para países que tenham refinarias capazes de processar o petróleo pesado, de 14 graus na escala do Instituto Americano de Petróleo (API na sigla em inglês). Fonte: http://portosenavios.com.br/

domingo, abril 17, 2011

Presidente da Petrobras destaca efeito positivo da alta do preço do petróleo no mercado de gás

O alto preço do petróleo, em razão da instabilidade nos países árabes, como Líbia e Egito, teve um impacto positivo no mercado de gás, para o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, que na última semana participou da Conferência ARPEL 2011 – Associação Regional de Empresas do Setor de Petróleo, Gás, Biocombustíveis da América Latina e Caribe, realizada em Punta del Este, Uruguai. O cenário energético mundial foi o tema do encontro. “O alto preço é positivo para o mercado de gás, e não só de gás, pois se esses valores continuarem, as alternativas se tornam mais viáveis. Com isso espero grandes mudanças e incentivos para os projetos de gás em toda a América Latina”. Outro ponto destacado pelo presidente, na Conferência, foi a diminuição do consumo nos EUA, Europa e Japão, e o crescimento da demanda na China e Índia como fatores essenciais para a mudança dos fluxos de produção e consumo no mundo. “Essa nova demanda já está causando mudanças na geopolítica dos países e irá afetar e intensificar a questão logística em várias regiões”, afirmou. Diante de um cenário mundial de instabilidade, o presidente da Petrobras destacou os atrativos da América Latina para o mercado de energia: “A principal vantagem da região são os hidrocarbonetos, pois a maioria das empresas procura novas reservas. Com as condições regulatórias, de infraestrutura e por meio das negociações com empresas teremos o conjunto para atrair mais investimentos”, finalizou. Já Milton Costa Filho, gerente geral da Petrobras México e presidente da Arpel, ressaltou que o encontro é uma oportunidade para América Latina e Caribe debaterem temas como os efeitos da crise na África e Oriente Médio para os fluxos de investimentos: “As empresas hoje buscam segurança e estabilidade política, além de ambientes mais producentes, e isso inclui o mercado de petróleo, gás e biocombustíveis”. Também participou da conferência José Carlos Villar Amigo, gerente executivo para América Latina da Área Internacional da Petrobras. Amigo destacou a importância de novas descobertas na região. "Está previsto um crescimento na demanda por petróleo e gás de 63% na América Latina nas próximas décadas. É um desafio muito grande, pois é preciso descobrir novas reservas nesses países", afirmou. Fonte: http://www.clickmacae.com.br/

Petróleo cai e aversão a risco derruba bolsas da Ásia

CINGAPURA - O declínio do petróleo nesta terça-feira, após a commodity atingir a máxima em 32 meses, gerou uma onda de realizações de lucros com ativos de maior risco, causando queda nas bolsas de valores da Ásia. A queda do petróleo foi gerada, em parte, por um relatório do Goldman Sachs que recomendou aos investidores garantir lucros antes que o petróleo e outros mercados de commodities revertam a alta. Companhias ligadas a commodities da Austrália ao Japão trouxeram amplas perdas para as bolsas asiáticas, após os preços de metais caírem. O ouro e a prata, investimentos tradicionalmente seguros, também devolveram ganhos. Em Tóquio, o índice Nikkei encerrou em baixa de 1,69 por cento, com as blue-chips recuado devido a uma incerteza crescente sobre os resultados empresariais após o terremoto de 11 de março no Japão. O índice da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão caía 1,57 por cento às 7h57 (horário de Brasília), rumando para o maior declínio diário desde que o terremoto japonês gerou pânico na região, no dia 15 do mês passado. Dias após essa queda, investidores estrangeiros se tornaram importantes compradores de ações asiáticas, fazendo os índices da região subirem entre 7 e 13 por cento nas últimas três semanas. O índice da bolsa de Seul caiu 1,55 por cento. Em Hong Kong, o mercado retrocedeu 1,34 por cento e a bolsa de Taiwan perdeu 1,66 por cento, enquanto o índice referencial de Xangai teve leve queda de 0,05 por cento. Cingapura fechou em baixa de 0,71 por cento e Sydney fechou com perda de 1,46 por cento. Fonte: http://economia.estadao.com.br/