quarta-feira, fevereiro 16, 2011

O que é a reserva estratégica de petróleo?


Com o aumento dos preços do petróleo, o governo dos EUA passou a consumir sua reserva estratégica visando garantir a quantidade e preço razoável para o óleo utilizado no aquecimento das casas. Clinton, que era o presidente dos EUA na época, autorizou o Departamento de Energia responsável pela reserva a liberar 30 milhões de barris em regime de troca com as companhias petrolíferas. As companhias receberam o óleo no outono do ano 2000 com a obrigação de devolvê-lo no outono de 2001. A expectativa do governo era que as companhias usassem o óleo para manter um suprimento adequado no inverno.

A reserva estratégica de petróleo é um armazenamento emergencial dos Estados Unidos, e é a maior fonte de petróleo de emergência do mundo. A reserva armazena 570 milhões de barris de óleo cru em cavernas de sal subterrâneas, em quatro locais ao longo do Golfo do México. Um barril contém 42 galões ou 159 litros de óleo. Para criar as cavernas os trabalhadores perfuram um domo de sal e colocam água para dissolvê-lo. Cada caverna tem cerca de 600 metros e pode guardar 38 mil m3 de óleo. O governo utiliza as cavernas de sal porque os custos de armazenamento subterrâneo são menores do que os custos dos tanques de superfície e porque as pressões do terreno em volta do reservatório selam os vazamentos. O Departamento de Energia afirma também que a diferença de temperaturas nas cavernas subterrâneas conserva o óleo circulando, o que contribui para manter sua qualidade.

O governo escolheu o Golfo do México para guardar o óleo devido à proximidade das refinarias e às facilidades de embarque imediato. Esses locais encontram-se em Bryan Mound (próximo de Freeport) e Big Hill (próximo de Winnie), no Texas; West Hackberry (perto de Lake Charles) e Bayou Choctaw (próximo de Baton Rouge), na Lousiana. A reserva pode armazenar 700 milhões de barris. A maior parte do óleo da reserva vem do México e do Mar do Norte.

O governo federal gasta 21 milhões de dólares por ano para manter a reserva na qual trabalham cerca de 1.150 pessoas. Aproximadamente 125 são funcionários do governo e os demais são trabalhadores contratados. No orçamento do ano de 2001 o Departamento de Energia gastou cerca de 157 milhões na compra de óleo para a reserva.

Os Estados Unidos começaram a reservar óleo em 1975, depois do corte de suprimentos ocorrido no embargo de 1973-1974. O embargo foi um choque para a economia dos EUA, o que fez o governo decidir jamais ser surpreendido pela escassez novamente. Os Estados Unidos usam quase 19 milhões de barris de petróleo por dia, mais da metade vindo de importações. É necessário que haja uma reserva de petróleo equivalente à 60 dias para auxiliar o suprimento caso haja um corte brusco no fornecimento. A última vez que o Estados Unidos utilizou petróleo armazenado foi em 1991 durante a guerra do Golfo Pérsico, tendo como objetivo conservar a abundância das reservas e a estabilidade dos preços. Essa retirada distingue-se da troca acima mencionada porque as companhias que concorreram nessa licitação, dessa vez, são obrigadas a devolver o óleo.

Fonte: http://www.nicomexnoticias.com.br/

terça-feira, fevereiro 15, 2011

PETROBRAS PLANEJA INFRAESTRUTURA PARA O COMPERJ




Com as obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) a pleno vapor – a fase de terraplanagem foi concluída e a parte de construção e montagem das principais unidades de refino, iniciadas – o destaque das notícias relacionadas ao complexo voltaram-se para a infraestrutura da região. Petrobras assinou um Convênio de Cooperação com a Prefeitura Municipal de São Gonçalo.

O acordo trata da implantação da infraestrutura necessária - dragagem, píer e seu retroporto e via de acesso - para transporte de equipamentos especiais para o Comperj. Na oportunidade, também foi assinado Protocolo de Intenções entre a Petrobras, o Governo do Estado do Rio de Janeiro e a Prefeitura de São Gonçalo para desenvolvimento do Projeto Porto Praia da Beira. Presente no evento, o governador do Rio, Sérgio Cabral, aproveitou para ressaltar que o porto em questão, findadas as obras do complexo petroquímico, abrigará também um terminal de passageiros.

“Este é um dos maiores investimentos da história da Petrobras e vai ajudar a colocar nosso país como ator relevante em uma indústria cada vez mais globalizada, como a petroquímica. Vamos produzir derivados de altíssima qualidade”, disse o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, durante a cerimônia em São Gonçalo. Costa lembrou, ainda, que o projeto usa as mais modernas técnicas para preservar o meio ambiente, profundamente afetado pela grandiosidade do Comperj.

O Comperj é um dos principais empreendimentos da história da Petrobras e tem a primeira fase de sua operação prevista para ser iniciada no final de 2013, com capacidade de processamento de 165 mil barris de petróleo por dia. Na segunda fase, esse volume será alçado ao seu máximo, de 330 mil barris diários de óleo. Nas Unidades Petroquímicas, serão produzidos produtos básicos, como eteno, propeno, benzeno, p-xileno e butadieno, e petroquímicos associados, como estireno, etilenoglicol, polietilenos, polipropileno, entre outros. Já a Refinaria irá gerar diesel, GLP, querosene, nafta, óleo combustível, coque e enxofre.

Composição

Por ocasião da assinatura dos convênios em São Gonçalo, o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, declarou que a estatal que concluir, ainda no primeiro semestre, as conversações para fechar a composição da participação acionária do capital do Comperj. De acordo com Costa, a refinaria será controlada na totalidade pela Petrobras e o controle da Petroquímica Básica será dividido. Já outras unidades, deverão ter sua operação debatida com a Braskem.

Fonte: http://www.nicomexnoticias.com.br/

Refino de petróleo – Parte II


Duas características são importantes nos hidrocarbonetos:

- eles contêm muita energia. Muitos dos produtos derivados de petróleo bruto como a gasolina, óleo diesel, parafina sólida e assim por diante,são úteis graça a essa energia;

- eles podem ter formas diferentes. O menor hidrocarboneto é o metano (CH4), um gás mais leve do que o ar. Cadeias mais longas contêm cinco carbonos ou mais e são líquidos; já nas cadeias muito longas há hidrocarbonetos sólidos, como a cera. Ao ligar quimicamente cadeias de hidrocarbonetos artificialmente, obtemos vários produtos, que vão da borracha sintética até o náilon e o plástico de potes para alimentos.

As principais classes de hidrocarbonetos em petróleo bruto incluem:

- Parafinas
* fórmula geral: CnH2n+2 (n é um número inteiro, geralmente de 1 a 20)
* as moléculas são cadeias ramificadas ou não
* em temperatura ambiente podem ser gases ou líquidos, dependendo da molécula
* exemplos: metano, etano, propano, butano, isobutano, pentano, hexano

-Aromáticos
* fórmula geral: C6H5 - Y (Y é uma molécula mais longa e não ramificada que se conecta a anéis benzênicos)
* estruturas em anel, com um ou mais anéis
* os anéis contêm seis átomos de carbono, com ligações duplas e simples alternando-se entre os carbonos
* geralmente são líquidos
* exemplos: benzeno, naftaleno

-Naftenos ou cicloalcanos
* fórmula geral: CnH2n (n é um número inteiro, geralmente de 1 a 20)
* estruturas em anel, com um ou mais anéis
* os anéis contêm apenas ligações simples entre os átomos de carbono
* em temperatura ambiente, geralmente são líquidos
* exemplos: ciclohexano, metilciclopentano

- Outros hidrocarbonetos

-Alcenos
*fórmula geral: CnH2n (n é um número inteiro, geralmente de 1 a 20)
*moléculas de cadeias ramificadas ou não que contêm uma ligação dupla carbono-carbono
*podem apresentar-se nos estados líquido ou gasoso
*exemplos: etileno, buteno, isobuteno

-Dienos e Alcinos
*fórmula geral: CnH2n-2 (n é um número inteiro, geralmente de 1 a 20)
*moléculas de cadeias ramificadas ou não que contêm duas ligações duplas carbono-carbono
*podem apresentar-se nos estados líquido ou gasoso
*exemplos: acetileno, butadieno

Fonte: http://www.nicomexnoticias.com.br/