domingo, janeiro 09, 2011

Petrobras vai antecipar exploração do pré-sal de Santos


A Petrobras informou que vai antecipar a exploração de petróleo na camada pré-sal da Bacia de Santos. Para tanto, aprovou o afretamento de duas novas plataformas do tipo FPSO (que produzem, armazenam e transferem petróleo e gás) para os projetos-piloto da área de Guará Norte e do Campo de Cernambi.

Em nota encaminhada à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a estatal comunica que cada uma das novas plataformas terá capacidade de produzir 150 mil barris de óleo por dia e 8 milhões de m³ (metros cúbicos) de gás. A previsão é que entrem em operação em 2014.

Segundo a Petrobras, a decisão de fretar as plataformas foi tomada pelos consórcios que operam os blocos, para viabilizar a antecipação da produção dessas áreas diante dos resultados "excelentes" dos testes iniciais.

O consórcio do Bloco BMS-9 (Guará-Norte) é operado pela Petrobras (45%), em parceria com BG Group (30%) e Repsol Brasil (25%). Já o consórcio do Bloco BMS-11 (Campo de Cernambi) é controlado pela Petrobras (65%), que tem como parceiras BG Group (25%) e Galp Energia (10%)

Fonte: http://www.dgabc.com.br/

sábado, janeiro 08, 2011

BACIAS SEDIMENTARES: A MEMÓRIA DO PLANETA


A superfície da Terra está em constante transformação
O nível dos oceanos varia, as placas tectônicas movem-se, afastando ou aproximando continentes, cadeias de montanhas elevamse e são erodidas, áreas ocupadas por mares passam a abrigar rios e posteriormente calotas de gelo e novamente mares e depois desertos. No curto período de uma vida humana, ou mesmo da história registrada, poucas são as transformações que podem ser notadas, pois os processos responsáveis pelas grandes mudanças do planeta são muito lentos e ocorrem em uma escala de tempo diferente da vida cotidiana. Mesmo processos que ocorrem a taxas de menos de um milímetro por ano podem ter efeitos de grande escala se persistirem por alguns milhões de anos, o que é pouco tempo para um planeta de 4,6 bilhões de anos. Assim dizemos que a história do planeta é medida pelo Tempo Geológico.
As transformações lentas ficam registradas nas características das rochas que encontramos na crosta terrestre. Por exemplo, antigas cadeias de montanhas, já desaparecidas pela erosão causada pelas chuvas, rios, ventos e geleiras, deixam seu registro em rochas metamórficas que se formaram abaixo das grandes massas elevadas, e antigos vulcões, extintos a centenas de milhões de anos e já sem expressão topográfica, podem ser revelados pelos produtos que expeliram: as rochas vulcânicas formadas pelo resfriamento das lavas. Mas há certas áreas da superfície da Terra que tornam-se nossa maior fonte de informação sobre as diversas paisagens que existiram na superfície do planeta: as bacias sedimentares.
Bacias sedimentares são regiões que, durante um determinado período, sofrem lento abatimento (ou subsidência), gerando uma depressão que é preenchida por sedimentos. Esses sedimentos podem ser formados por materiais de três tipos principais: fragmentos originados pela erosão das áreas elevadas e transportados para a bacia por rios, geleiras ou ventos; materiais precipitados em corpos d'água dentro da bacia, anteriormente transportados como íons em solução; e estruturas que fizeram parte de corpos de animais ou plantas, como fragmentos de cochas, ossos, ou recifes de corais inteiros.
Como as bacias afundam lentamente, sedimentos mais novos são depositados sobre os mais antigos, que ficam preservados da erosão que predomina na superfície do planeta. O resultado é uma pilha de rochas (formadas pelas transformações que ocorrem aos sedimentos depois de soterrados) de diferentes idades, que revelam a história da região em cada etapa do tempo em que houve subsidência e acumulação de sedimentos. Como as camadas mais profundas depositam-se primeiro, pode-se estabelecer a cronologia dos eventos.

Fonte: http://www.igc.usp.br/geologia/bacias_sedimentares.php

sexta-feira, dezembro 31, 2010

MAGNETOMETRIA


A investigação do magnetismo terrestre mostrou que existiam anomalias só explicáveis pelo efeito das rochas. Entre estas anomalias estava o desvio do norte das bússolas, o qual desde os tempos antigos atrapalhava os viajantes. A presença de jazidas metálicas logo foi identificada como causadora de tais anomalias. Assim, a Magnetometria começou a ser utilizada na pesquisa de jazidas minerais.
Entretanto, a difusão do método mostrou que não só as jazidas metálicas influenciavam nas medições. As rochas magmáticas e as sedimentares davam respostas distintas nas medições magnetométricas. Aquelas se mostravam naturalmente magnéticas, enquanto as sedimentares não.
Esta diferença permitiu o uso do método para distinguir as bacias sedimentares profundas das áreas de embasamento cristalino raso. A tentativa de determinação da profundidade do embasamento magnético, nas bacias sedimentares, tornou-se então um dos usos importantes para a ferramenta.
O uso da Magnetometria na Geologia de Petróleo foi feito, pioneiramente, por companhias européias, primeiro em seus próprios paises e depois no restante do mundo. Nos Estados Unidos, a
Magnetometria só foi utilizada a partir de 1924, sem muito sucesso. O grande impulso só foi dado com a Segunda Guerra Mundial, quando a marinha americana desenvolveu o aeromagnetômetro com o propósito de localizar, pelo ar, equipamentos de guerra dos inimigos. O aeromagnetômetro foi o grande impulso para a difusão do método na exploração para petróleo, principalmente devido ao baixo custo dos levantamentos e à possibilidade de uso em áreas de difícil acesso.

Fonte: http://www.braintecnologia.com.br/