sábado, novembro 07, 2009

Empresas lançam produtos para aumentar vendas no Natal

As últimas novidades em livros eletrônicos, smartphones e aparelhos utilizado para "twittar" fazem parte das estratégias do setor tecnológico para aumentar suas vendas com a chegada do Natal, depois de duas campanhas desfavoráveis. Contudo, não será uma tarefa fácil.
Segundo a última enquete da organização Consumer Reports, 65% dos americanos planejam gastar menos este ano em presentes, viagens e entretenimento.
No entanto, o estudo também mostra que os artigos eletrônicos sairão melhor parados que outras opções e produtos como computadores portáteis, netbooks, celulares, videogames e sistemas GPS ao menos manterão seu nível de vendas.
No Natal o saco do Papai Noel possivelmente estará cheio de livros eletrônicos, um produto cada vez mais popular e cujo preço caiu consideravelmente no último ano.
O Kindle, da Amazon, que começou a ser vendido internacionalmente no dia 19 de outubro, pode ser encontrado agora nos Estados Unidos a partir de US$ 259, após a última redução de preço para competir com o Nook da cadeia de livrarias Barnes&Noble.
Este último modelo, recém chegado ao setor de livros eletrônicos, por enquanto está disponível somente nos EUA e, ao contrário do Kindle, permite o download de livros em diferentes formatos e tem uma tela colorida.
No entanto, quem prefere esperar pelas liquidações de janeiro pode sair ganhando. O fabricante de chips californiano Marvell anunciou na segunda-feira uma aliança com a companhia E Ink, especializada em sistemas de tinta eletrônica, para lançar uma nova tecnologia que chegará ao mercado no início de 2010 e que permitirá reduzir o preço dos livros eletrônicos até US$ 150.
Outros favoritos para o Natal de 2009 serão os netbooks, computadores portáteis de baixo custo, e os últimos modelos de smartphones, como o Droid, da Motorola.
O Droid já é considerado pela imprensa americana como o mais sério concorrente do iPhone até o momento, mas a maioria dos consumidores europeus e latino-americanos terão que esperar, porque o telefone só será vendido por enquanto em EUA, Alemanha, Itália e Argentina.
O smartphone da Motorola funciona com a plataforma Android, da Google, e a previsão é de que o lançamento gere uma nova onda de aplicativos desenvolvidos por programadores independentes, como os que transformaram o iPhone em um verdadeiro computador de bolso.
O telefone chega também com outras funções interessantes, como uma touchscreen, uma câmera de 5 megapixels e o novo GPS da Google, que é gratuito.
Mas quem considera os últimos modelos de smatphones complicados demais e que fazem muitas coisas ao mesmo tempo, - como afirmou nesta semana Martin Cooper, inventor do telefone celular -, podem optar por aparelhos eletrônicos muito mais simples, como o TwitterPeek: um aparelho apresentado nesta semana e que serve unicamente para twittar.
Fabricado pela firma Peek e com aspecto de BlackBerry, o aparelho permite que seus usuários enviem e leiam mensagens no Twitter, o popular serviço de microblogging que já é um fenômeno de massas nos EUA.
Vendido a US$ 99, o aparelho chega com duas opções de contrato: US$ 7,95 por mês ou um único pagamento de US$ 199 que garante acesso ao sistema durante toda a vida do equipamento.
O TwitterPeek aproveita o sucesso do Twitter e seus mais de 23,5 milhões de visitantes mensais e a companhia tenta agora crescer em países de idiomas diferentes do inglês. A interface já está disponível em espanhol.

Formigas inspiram software para uso militar


A melhor tática de um exército de humanos pode ser uma cópia da organização de uma colônia de formigas para buscar alimento, segundo um pesquisador da Universidade de Granada, na Espanha.


António Miguel Mora García, o idealizador do projeto, criou um mini-simulador computacional que é capaz de ajudar militares a encontrar estratégias de guerra mais rápidas e inteligentes, utilizando duas frentes: um jogo de videogame e a rotina das formigas.
De início, o cientista estudou os estágios das rotas trabalhistas de formigas e notou que os insetos consideravam alguns critérios como segurança e velocidade na hora de sair e voltar para o formigueiro.
Com base nisso, criou um algoritmo chamado ACO (ou, em tradução livre, Algoritmo de Otimização de Colônia de formigas) cuja funcionalidade foi empregada em um software junto a dados do game de estratégias militares, Panzer General.
A montagem do programa, que evoluiu no Departamento de Arquitetura de Computadores e Tecnologia da universidade espanhola, também contou com a adição de ferramentas úteis de análise, como mapas e resultados da jornada.
Já na fase avançada, o grupo de pesquisadores liderado por García contou com o apoio de membros do Comando de Doutrina e Treinamento do Exército Espanhol (MADOC), organismo pertencente ao Ministério da Defesa, que, a longo prazo, poderá incorporar algumas das características do novo simulador em estratégias militares reais.
Garcia e os cientistas da Universidade de Granada, em relatório público sobre a pesquisa e o software, também expõem que o pequeno simulador pode ser usado em aplicações para o usuário comum, como fornecedor de melhores rotas para transportadoras, por exemplo.
Neste caso, dizem, o recurso poderia informar dados para otimizar o gasto de combustível e planejar a distribuição de mercadorias da maneira mais econômica e vantajosa possível.



Fonte: www.terra.com.br

Estudo afirma que tecnologia não leva ao isolamento social

Surpreendendo o senso comum e colocando em cheque pesquisa feita em 2006 pela American Sociological Association (ASA) que dizia que o uso de novas tecnologias levava a um isolamento social, um estudo da Pew Internet & American Life Project divulgado nesta semana nos Estados Unidos concluiu que pessoas que usam a internet e têm um telefone celular têm uma maior e mais extensa gama de amigos.
O "tamanho" desses grupos de amigos - ou seja, uma medida dos laços sociais mais importantes - diminuiu em cerca de 30% nos últimos 24 anos, mas isso não tem conexão com o uso de celulares ou internet. Isso porque o uso desses serviços na verdade faz com que as pessoas estejam mais conectadas entre si e mais abertas à comunicação.
Dados da Pew Internet revelam que pessoas que compartilham fotos online estão mais propensas a discutir política com pessoas de outros partidos, e que blogueiros são 72% mais inclinados a participar de uma associação voluntária local.
"Ao contrário do argumento de que o uso da internet limita a participação das pessoas em comunidades, instituições ou espaços locais, nossas descobertas mostram que a maioria das atividades na internet estão associadas a um alto nível de atividades locais", afirmaram os pesquisadores Keith Hampton, Lauren Sessions, Eun Ja Her e Lee Rainie em entrevista ao site TG Daily.
Apesar de supostamente ter sido uma realidade há três anos, hoje o estudo da ASA perde força. "Quando examinamos a rede social completa das pessoas - seus laços fortes e fracos - o uso de internet em geral e a participação em serviços de redes sociais estão associadas com uma rede social mais diversa", reporta o relatório da Pew Internet.
Hampton, que é professor da Universidade da Pensilvânia, diz que um dos objetivos do estudo era justamente rebater as conclusões do estudo da ASA. Os novos resultados mostram que a quantidade de americanos que podem ser descritos como socialmente isolados - aqueles que não têm alguém para discutir assuntos considerados importantes em sua vida - não mostrou alteração desde 1985, permanecendo em 6%. Foi constatado ainda que as redes de discussão são 12% maiores entre usuários de celulares, 9% maiores para aqueles que compartilham fotos online, e 9% maiores para os que usam mensagens instantâneas.
A diversidade das pessoas do núcleo de relacionamento também tende a ser maior para os usuários das novas tecnologias. A variedade de indivíduos é 25% maior para os usuários de celulares, 15% maior para usuários de internet, e ainda maior para os que usam mensagens instantâneas e compartilham fotos digitais online.
Em um ano normal, os americanos têm, em média, contatos pessoais com indivíduos de relacionamento mais próximo (família e amigos) em aproximadamente 210 dias; contatos via celular em 195 dias e via telefone fixo em 125 dias. As mensagens de texto são usadas em 125 dias do ano, enquanto os sites de redes sociais são usados em 39 dias. O menor número é o de contatos via cartas, apenas oito dias.
A conclusão é de que, embora as pessoas passem cada vez mais tempo em frente às telas de computador, isto não traz prejuízos para os seus relacionamentos na vida real. Os resultados mostram que redes sociais, como Facebook, Linkedin e MySpace promovem grupos nos quais há uma maior probabilidade de relacionamento entre pessoas com diferentes experiências de vida, o que representa uma vantagem em termos de diversidade.
Outra conclusão do estudo é que, embora muitos pensem na internet como um meio de comunicação global, os indivíduos estão usando suas ferramentas, como redes sociais, e-mail e mecanismos de mensagens instantâneas, para conversar com pessoas muito próximas, como amigos que moram na mesma área.
"As pessoas não necessariamente estão usando a internet para entrar em contato com pessoas do outro lado do mundo; elas a estão usando para falar com pessoas de sua mesma área metropolitana", disse Hampton.
Denominado Social Isolation and New Technology (Isolamento Social e Novas Tecnologias, em português), o estudo envolveu 2.512 entrevistas com adultos por telefone no verão norte-americano de 2008 (inverno no hemisfério sul), tendo uma margem de erro de 2,1%. O estudo completo pode ser conferido online no site da Pew Internet ou pelo download do pdf que contém o relatório (em inglês) pelo atalho bit.ly/PewResearch.



Fonte: www.terra.com.br