terça-feira, outubro 13, 2009

Grupos de comunicação defendem conteúdo informativo pago


Diretores de grandes grupos de comunicação do mundo destacaram nesta sexta-feira, em Pequim, a necessidade de se adaptar às novas tecnologias, mas também de tomar medidas radicais para que a informação em tempo real e em seu contexto deixe de ser gratuita.
A Cúpula Mundial de Mídia, com 300 representantes de 170 empresas do setor, entre elas a Agência Efe, foi aberta no Grande Palácio do Povo de Pequim pelo presidente da China, Hu Jintao, que pediu aos veículos de imprensa para que promovam um mundo multipolar.
Em seu discurso, o presidente e executivo-chefe da agência Associated Press (AP), Thomas Curley, afirmou que a defesa da propriedade intelectual do conteúdo e conseguir que este seja pago na internet "são os desafios mais difíceis, e fomos muito lentos para reagir a 15 anos" de popularização da web.
O presidente e diretor-geral da News Corporation, Rupert Murdoch, destacou que, "se não fecharmos acordos para o pagamento da informação aos provedores, os que estão hoje nesta sala pagarão pelas consequências. Os 'cleptomaníacos' triunfarão", disse.
"A informação de qualidade deve ser paga. É um conceito errado pensar que deve ser de graça", disse Murdoch, pioneiro no assunto ao instituir o pagamento pelo conteúdo do jornal The Wall Street Journal na internet. "No entanto, se a internet representa uma era de mudanças sem precedentes, também oferece oportunidades", acrescentou.
Para o presidente chinês, a nova era da informação oferece aos veículos de imprensa e empresas chinesas de entretenimento muitas oportunidades para expandir sua influência internacional e obter receitas.
Após dizer que o Governo chinês garantirá os direitos legítimos e os interesses dos veículos de imprensa estrangeiros no país, Hu pediu responsabilidade "para uma informação verdadeira e objetiva".
"Continuaremos levando a público os assuntos estatais, aumentando a distribuição de informação, facilitando coberturas de acordo com as leis e regulações da China", disse Hu.
Para Curley, a reunião de Pequim é oportuna em um momento no qual as organizações tradicionais de imprensa tentam fazer com que os grandes sites paguem pelo conteúdo. Outro desafio para a imprensa é, segundo Curley, o fenômeno pelo qual os consumidores tradicionais de informação se transformam em provedores.
O presidente da Turner Broadcasting System, Steve Marcopoto, pediu à China informação livre "para acabar com especulações, rumores e desinformação" e elogiou a liberdade permitida após o terremoto de Sichuan.
Sobre os desafios da imprensa, Marcopoto resumiu: "Hoje, temos que fornecer a um público cada vez mais fragmentado o que ele quer e quando ele quer".

YouTube alcança um bilhão de visualizações diárias

Alcançar um milhão de visitas é uma marca bastante considerável, mas alcançar um bilhão de visitas diárias coloca o YouTube em um seleto grupo de sites que mantém uma grande audiência. Em post no blog oficial, Chad Hurley, um dos fundadores e atual CEO do YouTube, afirma que foi ultrapassada a marca de um bilhão de visualizações diárias - ou seja, cerca de 700.000 acessos por minuto.
Hurley também agradece aos usuários pela memorável marca alcançada. "Esse é um grande momento em nossa curta história, e devemos tudo isso a vocês". De acordo com o site The Sun, aproximadamente 20 horas de vídeo são inseridas no YouTube a cada minuto, o que seria o equivalente ao lançamento de 134.000 longas-metragens toda semana.
Segundo o site Mashable, o serviço ainda não gera lucro suficiente para justificar os US$ 1.65 bilhões pagos por ele três anos atrás, mas definitivamente atinge seu objetivo quanto à popularidade.
Para celebrar a ocasião, o YouTube em língua inglesa mostra um logotipo diferenciado, acompanhado por uma legenda que diz "1 bilhão de visualizações por dia".

sábado, outubro 10, 2009

Site permitirá a internautas monitorar circuitos fechados de TV

Um novo site que será lançado em novembro na Grã-Bretanha permitirá aos internautas monitorar imagens de câmeras de circuito fechado de TV, usadas em sistemas de vigilância. O site Internet Eyes ("Olhos da Internet", em tradução livre), oferecerá prêmios em dinheiro de até mil libras (cerca de R$ 2,8 mil) para quem, por meio das câmeras, conseguir flagrar crimes sendo cometidos.
Cada usuário poderá se cadastrar gratuitamente no site e monitorar até quatro câmeras a partir de seu próprio computador, 24 horas por dia. Se perceber algo suspeito, o internauta poderá enviar notificações, que serão então mandadas por mensagem de texto com a imagem aos celulares dos donos das câmeras.
Os usuários receberão então pontos pelas imagens e pelos crimes detectados, que poderão depois ser trocados por dinheiro.
Segundo o site, o sistema poderá ajudar lojas a reduzir furtos, além de auxiliar a detectar crimes de vandalismo, roubos e comportamentos antissociais.
Os donos das câmeras, como empresas, prefeituras e até mesmo a polícia, poderão contratar o serviço por uma taxa semanal equivalente a R$ 50.
4,2 milhões de câmeras"Isso não é um jogo, é algo dissuasivo. Quando as pessoas virem o sinal de que o Internet Eyes patrulha uma câmera, saberão que alguém estará assistindo", disse o criador do site, Tony Morgan. "Atualmente, as pessoas ignoram as câmeras."
Segundo ele, os usuários receberão imagens de quatro câmeras de locais diferentes, e não saberão onde elas são localizadas.
A Grã-Bretanha é um dos países com o maior número de câmeras de circuito fechado do mundo. Entretanto, a enorme maioria delas não é monitorada constantemente.
"As câmeras já estão lá. O que estamos fazendo é assisti-las. E eu acho que as pessoas estão cansadas de furtos em lojas, crimes nas ruas, e vandalismo", disse Morgan.
"Existem cerca de 4,2 milhões de câmeras de circuito fechado de TV na Grã-Bretanha", diz o site. "Pelo menos 90% delas não estão sendo monitoradas a qualquer momento. Nós somos filmados em média 300 vezes por dia, mas o crime está aumentando e os índices de condenação caindo."
CríticasA ideia gerou críticas de grupos de defesa dos direitos humanos, que temem que o site possa criar uma nação de bisbilhoteiros e dar margem a abusos das liberdades civis.
"As liberdades civis geralmente nos protegem dos excessos do Estado, mas como ficaremos protegidos quando são cidadãos espiando uns aos outros", disse Charles Farrier, da organização No CCTV ("Não ao Circuito Fechado de TV", em tradução livre).
"Essa é uma companhia privada usando o sistema, usando câmeras privadas e cidadãos privados assistindo essas imagens. Em outras palavras, o que estamos observando aqui é a privatização do Estado de vigilância", disse.
Morgan rebateu as críticas. "As pessoas não têm que assistir, só assistirão se quiserem. Se elas quiserem assistir o programa Big Brother depois que todos foram dormir, irão assistir", disse.
"E se você está cansado dos índices de criminalidade aumentando, está cansado de pagar mais por suas compras do que precisa porque há cerca de 10% de perdas por atividades criminosas, por que não deveria delatar isso?"