quinta-feira, outubro 01, 2009

Brasil é maior exportador de hackers, diz delegado

Os criminosos cibernéticos são jovens e sem antecendente criminal. Eles, porém, geram milhões de despesas e prejuízos às empresas e usuários comuns na internet. O mercado negro não é oficial, mas ele existe. De acordo com o delegado federal Rodrigo Bittencourt, hoje o Brasil possui o triste título de "maior exportador de hackers do mundo".
Desde que as autoridades começaram a dar mais atenção para esse tipo de crime, a Policia Federal já realizou algumas prisões de envolvidos e descobriu quadrilhas em todo o Brasil. "Iniciamos em 2003 a Unidade de Repressão ao Crime Cibernético. De lá para cá fizemos 34 grandes operações, com cerca de 700 prisões, que incluem falsificação bancária e clonagem de cartões", diz.
As quadrilhas virtuais geram milhões de despesas a bancos, empresas privadas e para o governo, com a criação de constantes vírus que estão espalhados por todas as redes, esperando um descuido dos usuários. Os bancos são os principais alvos das quadrilhas. Só no ano passado eles tiveram um prejuízo de aproximadamente R$ 500 milhões. As fraudes e clonagem de cartões equivalem a aproximadamente 75% das ameaças criadas.
Mas, como são esses criminosos? Existe uma hierarquia dentro dessas organizações? Bittencourt diz que elas são estruturadas e que há funções especificas para cada criminoso.
A mente criminosa, o programador, é a pessoa mais difícil de ser pega. Segundo o delegado federal, esse criminoso nunca está vinculado a uma quadrilha, porque ele cria o vírus e depois comercializa para terceiros. São jovens que trabalharam na área de TI de alguma empresa ou mesmo em bancos.
Uma informação curiosa é que, na maioria, esses programadores são pessoas que nunca cometeram um delito anteriormente. "O número de programadores avançados, especializados em fraude, não chega a dez no Brasil", diz.
Já o comprador divulga os códigos geralmente em chats especializados e que são vendidos a preços que variam entre R$ 5 mil e R$ 200 mil, dependendo da ação que o vírus oferece. Nos últimos dois anos, esse comércio rendeu aproximadamente R$ 8 milhões.
Bittencourt diz que as quadrilhas não praticam outros delitos e que elas se especializam em comercializar as informações. Hoje, os bancos são os que mais investem em segurança. "Mas, o ponto fraco é o usuário", conclui.

UE quer restringir fotos retocadas digitalmente em anúncios

Preocupados com a possibilidade de que mulheres e garotas sejam expostas a pressão demasiada para imitar a perfeição digital das imagens usadas em publicidade de revistas, legisladores do Reino Unido e da França estão tentando forçar os anunciantes a cair na real.
Projetos de lei que estão em debates em ambos os países requereriam que anúncios contendo fotos retocadas digitalmente portassem alertas para o fato. "Quando adolescentes e mulheres contemplam as fotos nessas revistas, se sentem infelizes com elas mesmas", disse Jo Swinson, membro do Parlamento britânico pelo Partido Liberal Democrata.
Os liberais democratas, o terceiro maior partido britânico, depois dos trabalhistas e dos conservadores, encamparam a proposta de Swinson para um sistema de notificação, este mês, e a integraram à plataforma oficial da agremiação. O partido quer proibir totalmente o uso de fotos retocadas (comumente chamadas de "photoshopadas") em anúncios dirigidos a menores de 16 anos.
Na França, uma semana atrás, Valerie Boyer, legisladora do partido situacionista, apresentou projeto semelhante à Assembleia Nacional, a câmara baixa do Legislativo. Ela argumenta que imagens retocadas estão solapando a capacidade das mulheres jovens de controlar seu destino. "Essas fotos podem levar as pessoas a acreditar em realidades que muitas vezes não existem", ela disse.
Na França, onde os cartazes publicitários nas vitrines das farmácias podem muitas vezes ficar perto da obscenidade, existe crescente preocupação sobre distúrbios alimentares e muitas jovens se comportam de maneira obsessiva em sua busca de magreza. Boyer já apresentou um projeto de lei para proibir sites que encorajam a anorexia e a bulimia. Mas ainda que o projeto tenha sido aprovado em plenário pela Assembleia Nacional no ano passado, ele não se tornou lei.
Em seu esforço por eliminar as imagens enganosas da mídia, Boyer quer ir além da proposta dos liberais democratas britânicos. O projeto dela requereria alertas de retoques em fotos publicadas para fins editoriais, e não apenas na publicidade. Os responsáveis por violação das regras poderiam ser submetidos a multas de até 37,5 mil euros, ou 50% do custo do anúncio.
Embora retocar imagens seja considerado eticamente dúbio em muitas redações noticiosas, isso não impediu que casos notórios da prática surgissem na França. Em 2007, por exemplo, a revista Paris Match, muito bem conectada politicamente, publicou uma foto do presidente Nicolas Sarkozy praticando canoagem em suas férias nos Estados Unidos, e usou retoque digital para eliminar a barriguinha revelada pela imagem sem camisa. Uma revista rival revelou o truque, publicando a imagem do presidente antes e depois do tratamento digital.
Nem todos os casos de retoque são tão gritantes. Mas pequenas melhorias ¿ um retoque de cor ou de textura, por exemplo - são comuns até mesmo em imagens noticiosas, diz Derek Hudson, um fotógrafo que trabalha em Paris, ainda que acrescente que "chiaria muito" caso um editor agisse assim com uma de suas fotos.
Nas revistas femininas, claro, retoques são a norma. "Até hoje eu nunca vi, e provavelmente ninguém verá, uma foto de beleza ou moda que não tenha sido retocada", afirma Hudson.
No Reino Unido, a indignação dos jornais sensacionalistas quanto ao uso de modelos magras em excesso em fotos e desfiles de moda foi reforçada por exemplos práticos de fotos retocadas para tornar modelos ou celebridades mais magras. Um exemplo é uma foto de capa para a revista QG britânica, em 2003, na qual a atriz Kate Winslet aparece muito mais magra do que na vida real.
Mas alguns editores de revista declaram que estão supercompensando na direção oposta, agora, porque os consumidores não se interessam mais por mulheres magérrimas. "Passei os primeiros 10 anos da minha carreira tentando fazer com que as meninas parecessem mais magras", disse Robin Derrick, diretor de criação da revista Vogue britânica em entrevista ao London Times. "Nos dez últimos, estou tentando fazê-las parecerem mais cheinhas".
Quanto aos retoques, até mesmo Swinson reconheceu que "um pouco pode ser necessário para garantir uma boa foto". Sob seu projeto de lei, as fotos publicitárias seriam classificadas, talvez em uma escala de um a quatro, a depender de seu grau de retoque.

Microsoft lança pacote gratuito de segurança para PC

A Microsoft lançou hoje o software Security Essentials, um pacote de proteção gratuito para o PC. O aplicativo atua contra vírus, spyware e outros softwares maliciosos e já está disponível em português.
Segundo a fabricante, o Security Essentials funciona apenas em máquinas com Windows original. O software foi projetado para rodar em segundo plano e, diz a Microsoft, alerta o usuário apenas quando é preciso tomar uma ação. O produto tem proteção em tempo real graças à tecnologia Dynamic Signature Service, que atualiza as definições de vírus automaticamente. O antivírus da Microsoft também foi projetado para rodar em computadores mais antigos, já que consegue limitar o uso de CPU e memória pelo próprio aplicativo. O Security Essentials roda em computadores com Windows XP (SP2 ou SP3), Vista e Windows 7 (incluindo o modo XP no novo sistema) e está disponível em 19 países, incluindo o Brasil. O download pode ser feito no endereço www.microsoft.com/security_essentials.


Fonte: www.terra.com.br