segunda-feira, agosto 24, 2009

Os supersoldados


Avanços na neurociência ajudam os militares a projetar os guerreiros do futuro.
Batalhões de supersoldados vão ser selecionados para tarefas específicas de acordo com sua disposição genética, e, em seguida, serão monitorados para que se possam detectar sinais de fraqueza. É o que diz um relatório da Academia Nacional de Ciência dos Estados Unidos (NAS). Quando o soldado estiver em más condições, um assistente digital vai avisá-lo das ameaças ao seu redor ou pedir a algum colega que emita um sinal eletromagnético para estimulá-lo. Caso toda uma unidade enfrente problemas, biossensores vão entrar em contato com a central de comando e pedir sua substituição. Conforme os avanços na neurociência transformam cenas como essa em realidade, surgem questões éticas que precisam ser analisadas. Em maio, a NAS divulgou um relatório no qual define o potencial militar da neurociência. O documento revela como as forças armadas poderão desenvolver os soldados do futuro. Patrocinado pelo exército americano e elaborado por 14 neurocientistas, o estudo enfoca áreas nas quais a ciência é madura o suficiente para produzir tecnologias úteis às forças armadas (veja Para onde vai o dinheiro?). "A compreensão cada vez mais ampla da neurociência traz oportunidades para aperfeiçoar o desempenho dos soldados no campo de batalha", diz o relatório.


Celular Blackhole engole ícones


Essa semana, muita gente ficou abismada com o post do Window Phone, um celular conceito capaz de mostrar (concretamente) as condições do tempo. Para vocês saberem que aquilo não era piada, decidimos apresentar outro projeto da mente insana, digo, criativa, do designer sul-coreano Seunghan Song: o celular Blackhole, habilidoso em engolir ícones.
Inspirado na estrutura do universo mais misteriosa, o buraco negro, o celular Blackhole pretende, um dia, resolver a diferença de tamanho entre tela e touchpad dos celulares. Assim, quando recebe uma mensagem, o celular envia todos os controles para o “buraco negro” (que, literalmente, simula um buraco na estrutura do celular). Agora, quando você quiser enviar sua própria mensagem, o teclado e o texto mudam de posição.
O bacana do Blackhole Phone é sua função de “capturar” ícones. Assim que você toca em um item, ele é engolido pelo buraco negro, que imediatamente ativa a interface.
Agora, cabe lembrar que o Blackhole é apenas um conceito sem qualquer vínculo com o mercado. Pelo menos, por enquanto.

Flash estará em (quase) todos os celulares


Adobe garante que Flash Player 10 estará disponível para todas as plataformas móveis –exceto o iPhone.
Em visita ao Brasil, Lee Brimelow, evangelista mundial da plataforma Flash, conversou com exclusividade com a INFO. O especialista disse que a principal meta da Adobe neste ano é garantir que a versão mais recente do Flash Player fique disponível para todas as plataformas possíveis.

Instalado em 99% dos computadores conectados à internet, de acordo com números da própria empresa, o Flash deverá ganhar versões atualizadas para Android, Windows Mobile, e até para o WebOS, sistema operacional do smartphone Palm Pre.
“Garantimos que o Flash Player 10 estará em todas essas plataformas, rodando com todas as suas funções oferecidas pelo ActionScript 3, da versão para PCs. O conteúdo rodará nas versões móveis dos browsers de maneira transparente para o usuário, como já acontece no micro”, afirmou Brimelow.
De acordo com o especialista, as fabricantes de celular já têm uma versão pronta do software e o trabalho está na reta final de adaptação.
A única barreira para os planos da Adobe para a dominação dos celulares esbarra justamente no mais importante dos smartphones, o iPhone. A empresa negocia com a Apple, mas não tem garantias de que a fabricante aprove o uso do Flash Player no iPhone.
“O Flash Player é tecnicamente é possível no iPhone, mas precisamos de mais ajuda da Apple, pois são eles quem dão a última palavra sobre a aprovação dos software para a plataforma deles.”, disse Brimelow.
Entre os motivos da falta de boa vontade da Apple está a preferência pelo formato MOV, já usado pela dupla iTunes e QuickTime, também desenvolvidos pela empresa.
O aplicativo do YouTube para iPhone, por exemplo, só existe porque o Google converteu parte da videoteca do site, que usa Flash, para os padrões de codecs preferidos pela Apple.
Com ou sem iPhone, Brimelow adiantou que o próximo Flash Player terá uma API aberta para que os desenvolvedores criem aplicativos com funções multitoque. Outra promessa é a de que os aplicativos poderão se integrar melhor com dados de localização obtidos via GPS.