sábado, maio 16, 2009

"Cooler" de processador é baseado em nitrogênio líquido

Se as altas temperaturas são um dos fatores que impedem o avanço das velocidades dos processadores, a empresa Koolance parece ter resolvido ao menos esse problema. O novo conjunto de resfriamento lançado pela fabricante utiliza nada menos do que nitrogênio líquido (conhecido por ser a substância mais "fria" da natureza) para abastecer seus "coolers".
Obviamente, resfriadores a nitrogênio para processadores de PCs não são novidade, os overclockers fazem isso há anos. A novidade, aqui, é o anúncio de um produto pronto e comercialmente disponível, já que até então os resfriadores a nitrogênio conhecidos eram todos fabricados em casa pelo próprio entusiasta.
Segundo o The Register, o conjunto de resfriamento anunciado pela Koolance consiste em um reservatório de acetato, acoplado a uma placa fria de cobre puro banhada a níquel. Os elementos, juntamente com o nitrogênio líquido, são capazes de resfriar o processador "mais rápido até que o Homem de Gelo dos X-Men", brinca o site.
Para que ocorra o resfriamento desejado, o reservatório deve ser abastecido continuamente com o líquido e sua evaporação dissipa o calor do processador.
Com o uso desse resfriamento extremo, é possível aumentar a velocidade de operação dos processadores para além dos limites impostos pelo fabricante, já que a tremenda geração de calor decorrente disso não será mais problema.
O produto, que pesa 1,58 kg em seu conjunto, deve ser lançado ao mercado em breve, informa o site Hardware. O preço sugerido será por volta de 111 euros (aproximadamente R$ 320). O site recomenda que os novatos em termos de super-resfriamento leiam o manual ou consultem usuários mais experientes antes de se lançar à arte da refrigeração à base de nitrogênio líquido.
O elemento químico nitrogênio (N) é encontrado na natureza sob a forma de gás, compondo mais de 78% do ar atmosférico. Para que seja atingida a fase líquida, o gás é submetido a altas pressões, que diminuem sua temperatura até aproximadamente 200ºC negativos.
É uma das substância mais "frias" conhecidas, chegando muito perto do "zero absoluto" (-273ºC), na qual o movimento das moléculas de um elemento cessaria por completo.

Fonte: www.terra.com.br

TI: setor cresce mas perde participação na economia

Embora tenha perdido espaço no conjunto da economia, entre 2003 e 2006, o setor de tecnologia da informação (TI) cresceu no período. Avançou no faturamento, no número de empresas e de empregados. Os dados são do estudo O Setor de Tecnologia da Informação e Comunicação no Brasil, divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo a pesquisa, o número de empresas do setor cresceu 18,3%, o contingente de trabalhadores avançou 40,7%, somando 673 mil pessoas, e o faturamento passou de R$ 139 bilhões para R$ 205 bilhões, em 2006. No entanto, as tecnologias da informação e comunicação (TIC) perderam participação na economia com recuo de 8,9% para 8,3%. O crescimento nominal de 37,6% ficou abaixo da média de outros setores (47,6%).
A redução da participação não significa recessão do setor, afirma o pesquisador do IBGE Roberto Saldanha. Segundo ele, após as privatizações, entre 1998 e 2002, a procura por produtos e serviços de telecomunicações, um dos principais segmentos do setor de TIC, se estabilizou, embora tenha condições de crescer, com a expansão da tecnologia de internet banda larga, por exemplo.
"As telecomunicações experimentaram expansão acelerada no período pós-privatização, com a explosão da internet e da forte demanda pela telefonia celular. A tendência agora é crescer menos, em relação a outros setores econômicos".
Com um percentual inferior, mas alto valor agregado, as telecomunicações (3,7%) estão atrás da informática (90%), na composição do setor de serviços, em tecnologia da informação. Os segmentos concentram quase todo o valor agregado do setor de serviços, além dos postos de trabalho. As indústrias respondem por 3%, e o comércio por 1,5%.
Sobre a concentração da produção no país, o estudo do IBGE mostra que no Sudeste está a maior parte do empregados e das empresas responsáveis pelos produtos de maior valor agregado. Em termos de atividade industrial, a Região Norte aparece em seguida, devidos aos eletrônicos produzidos em Manaus (AM).
O estudo também mostrou que a remuneração média no setor de TIC se mostrou mais atrativa que os demais ramos da economia. No período pesquisado, o salário médio era de R$ 2.025 mil contra R$ 937 das atividades industrial, comercial e de serviços. O destaque é a renda média do serviço de telecomunicações, de R$ 3.315 mil.

Fonte: www.terra.com.br

Brasil importa mais do que exporta em TI, mostra IBGE

O Brasil importou mais produtos do setor de tecnologia da informação e comunicação (TIC) do que exportou entre os anos de 2003 e 2006. Apesar de o saldo comercial do país ter crescido no período, com recorde histórico de U$ 41,5 bilhões, em 2006, a categoria não se destacou no cenário econômico nacional.
A informação consta do estudo O Setor de Tecnologia da Informação e Comunicação no Brasil, divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo a pesquisa, as importações do setor tiveram um crescimento contínuo no período estudado. Ao final de 2006, correspondiam a 14,3% do total do comércio exterior do país. Por outro lado, as exportações se mantiveram estáveis, somando 3,2%.
No setor de TIC, apenas a categoria de equipamentos de telecomunicações teve saldo positivo. As demais provocaram impacto negativo, com destaque para componentes eletrônicos, usados na fabricação de TVs e computadores.
De acordo com o pesquisador do IBGE Roberto Saldanha, o Brasil ainda não detém tecnologia de ponta como a de muitos produtos importados. Para abastecer o mercado interno, ele explica que as empresas não têm outra alternativa.
"O País acaba importando esses componentes de ponta. São componentes fabricados com uma tecnologia que o Brasil não domina ou que é patenteada, como a de muitos microchips", citou.

Fonte: www.terra.com.br