domingo, abril 26, 2009

Softwares permitem roubar senhas em caixas eletrônicos

Hackers americanos vêm substituindo as armadilhas físicas para obter senhas de cartões por softwares que identificam as informações durante a comunicação com o sistema do banco. Os malwares capturam uma grande quantidade de PINs, criptografados ou não, que podem ser futuramente utilizados para efetuar operações ilegais.
Utilizado nos caixas eletrônicos americanos, os ATMs, os PINs são semelhantes às seqüências de números utilizados por bancos brasileiros, como forma de prover mais segurança nas transações. No ato de um saque ou outra operação nos terminais, o PIN é criptografado e enviado à agência do cliente, que o decriptografa e verifica sua validade para autorizar a movimentação.
Segundo relata o blog Threat Level, da revista Wired, o roubo dessas informações era algo impensável até então. Bryan Sartin, diretor de investigações da empresa Verizon Business, acreditava que a decodificação das informações fosse somente possível no âmbito acadêmico.
Atualmente, as seqüências de números são geradas por complexas funções matemáticas. Para descobrir a fórmula por engenharia reversa, é necessário empregar por força bruta milhares dessas combinações.
Antes, as senhas eram roubadas pela instalação de dispositivos espiões nos leitores de cartão dos caixas ou até empregando-se microcâmeras que filmavam o momento da digitação dos números, lembra o site Gizmodo. Removidas essas ferramentas, os ladrões passaram a utilizar-se de softwares, que roubam as informações no breve momento em que elas são decodificadas e estão na memória da máquina aguardando para serem autorizadas ou com programas que enganam a segurança do sistema para que este forneça a chave de decriptografia dos PINs.
À medida que ferramentas de segurança cada vez mais robustas vão sendo vencidas pelos criminosos, mais esforços e mais dinheiro serão necessários para frear essas ações, como enfatiza Graham Steel, pesquisador o Instituto Nacional Francês para Pesquisa em Ciência da Computação e Controle, que escreveu sobre uma solução para mitigar os ataques. A eliminação do problema deve requerer uma completa reformulação dos sistemas, uma ação que "custaria muito mais do que os bancos estão dispostos a desenbolsar no momento", afirma o pesquisador.

Fonte: www.terra.com.br

Google se renova no celular e com tradução de idiomas

Renovar ou morrer é o lema da comunidade criativa da Google, que agora se volta para a conexão com a internet através do telefone celular e da tradução de idiomas para uma web cada vez mais global, argumentou nesta quinta o vice-presidente de Pesquisas e Iniciativas Especiais companhia, Alfred Spector. A Contínua Metamorfose da Web foi a apresentação de Spector na 18ª Conferência Internacional World Wide Web (WWW 2009), na qual indicou uma reciclagem da internet em várias e novas frentes de pesquisa e desenvolvimento de serviços próprios das redes sociais. A incerteza é o aspecto-chave e, se a missão do site de buscas foi "organizar a informação do mundo e torná-la universalmente acessível e útil" através de seus serviços de buscas de textos ou conteúdos visuais, a partir de agora, a Google quer também oferecer esses serviços em novos dispositivos, como o telefone celular.
Spector argumentou que a internet sofreu, desde sua criação, uma "completa renovação e inovação", devido à "ampla mudança nos modelos de negócio". Agora, a rede está em um período de evolução: da atual etapa denominada web 2.0 - as redes sociais - está se passando para a web 3.0, na qual a meta é ir além e tentar eliminar as barreiras linguísticas. A meta é, segundo Spector, conseguir "um espaço uniforme e transparente, com diferentes domínios de internet".
Esta colocação leva a uma "transformação da comunicação e a fusão da informação", já que será possível receber todos os textos - via oral ou escrita - na língua em que alguém escolher, ressaltou o vice-presidente do Google no congresso realizado esta semana em Madri. Após o Google incorporar, a partir de agora, "um serviço de graça de tradução de 43 idiomas", Spector disse que prevê que aumente o número de línguas estrangeiras na rede.
De agora em adiante, espera-se que seja maior o número de vídeos do site YouTube que possam ser entendidos pelo usuário, graças à incorporação de subtítulos oferecidos por este novo serviço de tradução, por exemplo. Assim, o Google facilitará "ler poesia chinesa em uma língua européia" quando o internauta der a ordem de traduzir o texto no próprio site onde encontrou os versos em chinês.
Spector também disse que as buscas pela internet serão cada vez "melhores e mais rápidas", porque se luta para simplificar e otimizar as hierarquias - cálculos matemáticos - executadas pelo servidor cada vez que um internauta inicia uma busca de um dado no Google. Uma hierarquia é estabelecida quando o usuário do Google escreve no site de buscas, por exemplo, a palavra "Paris" e a página oferece informação - texto, fotos ou vídeo - da capital da França até a celebridade americana Paris Hilton.
Sobre a incorporação das webs à telefonia celular, Spector adiantou que este serviço "está funcionando muito bem" e que representa um avanço, na medida em que é "como levar o escritório no bolso". O vice-presidente do Google disse que o desenvolvimento da inteligência artificial híbrida "é a área mais interessante" neste momento, já que o enriquecimento do ser humano prevê "não estar isolado", e sim o feedback - comunicação nos dois sentidos - entre os internautas e os sites.
Sobre estes novos serviços, Spector disse que esperam que o feedback dos internautas que usarem a telefonia celular com reconhecimento de voz se desenvolva muito, em comparação com o serviço de tradução da web. Para concluir, o vice-presidente da Google ressaltou a ideia de que "a comunidade (internauta) está mudando muito rapidamente" e aumentando, e que, por isso, o outro desafio é "estabelecer medidas de segurança e privacidade"

Fonte: www.terra.com.br

sábado, abril 25, 2009

Mão robótica é controlada por estímulos cerebrais

Ao captar sinais elétricos diretamente ao cérebro, cientistas da Universidade John's Hopkins, em Baltimore, nos Estados Unidos, estão desenvolvendo uma mão prostética extremamente hábil. Eles demonstraram pela primeira vez que atividade neural gravada de um cérebro de macaco pode controla dedos em uma mão robótica, permitindo que ele toque diversas notas em um piano, de acordo com a Technology Review.
"Nós esperávamos que um dia possamos implantar esse equipamento permanentemente no córtex humano", diz Mark Schieber, neurocientista da Universidade de Rochester, em Nova York, que é parte do projeto. Entretanto, pesquisadores sabem que uma versão prática da interface neural ainda está distante.
A maioria das mãos prostéticas disponíveis estão limitadas a um movimento de abrir e fechar. Uma versão muito melhorada, que entrou no mercado na última semana, utiliza contrações musculares no braço para controlar individualmente os dedos. Apesar de ser excelente para quem perdeu a mão, traduzir a intenção de se mover para uma contração muscular exige esforço consciente. A longo prazo cientistas gostariam de desenvolver uma prótese que é controlada pelo pensamento direto.
Até agora, cientistas conseguiram fazer interfaces neurais que permitem macacos - pacientes paralisados em alguns casos experimentais - a usar o cérebro para esticar e segurar com um braço robótico. "Com o desenvolvimento da mão prostética extremamente hábil, temos uma motivação para tentar controlar dedos individualmente", diz Thakor.
Para fazer a interface neural, pesquisadores gravar atividade cerebral de macacos enquanto eles moviam os dedos em formas diferentes. Os cientistas então criar algoritmos para decodificar esses sinais enviados pelo cérebro, identificando cada padrão específico.
Depois que o sistema de decodificação foi conectado à mão robótica, a máquina se moveu como previsto em 95% dos casos.

Fonte: www.terra.com.br