quinta-feira, março 26, 2009

Quase 30% dos lares urbanos brasileiros têm computador

Cerca de 28% dos domicílios urbanos brasileiros têm computador, mas um percentual um pouco menor (20%) conta com acesso à web, revela a Pesquisa TIC Domicílios 2008, realizada pelo CETIC.br (Centro de estudos sobre as tecnologias da informação e da comunicação) e divulgada nesta quinta-feira.
O estudo também apontou grandes diferenças entre a cidade e o campo. Nas zonas rurais, o número famílias que possuem um PC despenca para 8%. Em relação ao acesso à Web, o quadro se repete: apenas 4% das casas estão conectadas.
As LAN houses, de acordo com o estudo, continuam sendo o principal local de conexão à internet no Brasil. Elas foram apontadas por 48% dos mais de 21,5 mil entrevistados. No campo, sua importância para a inclusão digital foi ainda maior, já que esses locais foram citados por 58% dos participantes.
"O crescimento é efetivo entre a faixa que não pode ter internet em casa. Há locais no País em que o acesso custa cerca de R$ 1 por hora", avalia Juliano Cappi, analista de informações do CETIC.br.
As residências aparecem no segundo lugar entre os principais pontos de acesso à internet, com 42%. A casa de outras pessoas vem em terceiro, citada por 22%, equanto o trabalho é o local usado por 21% das pessoas para navegar na web.
Telefonia móvelA proporção de domicilios em que há pelo menos um telefone móvel subiu de 61%, em 2005, para 76% em 2008. Ao mesmo tempo, a participação do telefone fixo caiu de 54% para 30%, o que poderia indicar uma substituição das tecnologias.
Com o resultado, o celular tornou-se o terceiro equipamento de tecnologia mais comum nas casas brasileiras. Ele só perde para a televisão, que tem penetração de 97%, e para o rádio, que tem 86%.
O modelo pré-pago soma 91% do total de linhas, enquanto o pós-pago fica com os outros 9%. "Dados mostram que o custo do celular ainda é elevado no Brasil. Assim, os pré-pagos são bastante usados até mesmo nas faixas mais altas da população", comenta Cappi.
BarreirasAproximadamente 75% dos respondentes apontaram o custo como a principal dificuldade para ter e usar o computador. A falta de necessidade e de interesse foi citada por 34% das pessoas e a falta de habilidade teve 29% das opiniões.
Já em relação à conexão com a internet, a falta de habilidade é a principal barreira, com 61%. O custo aparece em segundo lugar, citado por 54% das pessoas. A existência de locais alternativos de acesso foi mencionado por 21% dos entrevistados, enquanto a falta de interesse pela web foi o motivo dado por 18%.
Fonte: www.uol.com.br

quarta-feira, março 25, 2009

Hacker de 19 anos é contratado para dar dicas de segurança

Um jovem de 19 anos, considerado um dos maiores hackers do mundo e que já provocou um prejuízo de milhões de dólares na rede, foi contratado por uma operadora de telecomunicações neozelandesa.
Owen Thor Walker foi colocado em liberdade no ano passado, depois que admitiu ter criado e distribuído vírus, acessado dados pessoais e contas bancárias, provocando um prejuízo de US$ 20 milhões. Segundo o FBI, ele teria invadido cerca de 1,3 milhão de computadores, noticiou o jornal britânico Telegraph.
"Akill", como também é conhecido foi contratado pela TesltraClear, filial do grupo australiano de telecomunicações Telstra.
"Ele dá conselhos sobre a maneira de reduzir os riscos e do que motiva os cibercriminosos", explicou Chris Mirams, diretor da TelstraClear.
Segundo o jornal neozelandês Otago Daily Times, Walker já havia recusado várias ofertas de emprego em outras companhias e disse que quer ser o próximo Bill Gates.
Com informações da AFP
Redação Terra

Inovação tecnológica é saída para crise, acredita Microsoft

O conselheiro-geral da Microsoft, Brad Smith, afirmou nesta quarta-feira em São Paulo que os cortes anunciados pela empresa não incluem o setor de pesquisa e desenvolvimento, e que os US$ 9 bilhões de investimento na área serão mantidos. Segundo ele, o cenário de crise mundial só será superado com inovação tecnológica. "Vamos cortar em marketing, em custos gerais e em advogados, mas nunca em pesquisa. Não é hora de retroceder na importância dada à pesquisa", disse Smith.
A Microsoft anunciou em janeiro que eliminará 5 mil postos de trabalho no mundo todo durante os próximos 18 meses, um corte de US$ 1,5 bilhão no orçamento da empresa.
Os cortes devem ser artenuados, de acordo com Smith, pela criação de 2 a 3 mil novas vagas, e o quadro de pessoal deve cair dos atuais 98 mil para 95 mil empregados. Ainda de acordo com o conselheiro, além de pesquisa tecnológica, como a criação de novos softwares, outro setor que deve ter seus investimentos mantidos é o de iniciativas sociais. "Somente no Brasil, 8 milhões de cidadãos estudam em cursos patrocinados pela Microsoft", disse Smith.
Questionado sobre como o retorno financeiro pode ser mantido nos investimentos em pesquisa, Smith alertou para a necessidade da proteção ao direito de propriedade intelectual. "Os softwares têm que render muito porque são um negócio incerto, e o que dá certo tem que pagar pelo que não dá certo", disse Smith.
O conselheiro comparou a crise econômica atual à que teve início com o crack da bolsa de Nova York em 1929, dizendo que a inovação tecnológica foi, naquela época, o que garantiu a superação das dificuldades.
Redação Terra