quinta-feira, abril 18, 2013

OGX busca vender bloco para Petronas por US$ 1 bi em maio

Segundo fontes, o bilionário brasileiro Eike Batista está tentando vender 40 por cento do bloco de petróleo Tubarão Martelo, na Bacia de Campos.

São Paulo – O bilionário brasileiro Eike Batista está tentando vender 40 por cento do bloco de petróleo Tubarão Martelo, na Bacia de Campos, por US$ 1 bilhão já no mês que vem, de acordo com uma pessoa com conhecimento direto do assunto.

A OGX Petróleo e Gás Participações SA, produtora de petróleo de Eike, está em conversas avançadas com a Petroliam Nasional Bhd., empresa do governo da Malásia produtora de petróleo e de gás natural, disse a pessoa, que pediu para não ser identificada, pois as conversas são privadas.

Eike, 56, está vendendo ativos e mudando times de gestores de suas companhias interligadas em meio às preocupações do mercado de que os negócios do bilionário estão perdendo acesso a financiamento.

As ações de suas empresas negociadas em bolsa perderam cerca de 90 por cento nos últimos 12 meses depois que a OGX cortou as metas de produção, reduzindo em mais de US$ 27 bilhões a fortuna pessoal do bilionário desde março de 2012.

A OGX não comenta especulações de mercado, disse a assessoria de imprensa da empresa, sediada no Rio de Janeiro, acrescentando que a companhia sempre está procurando novas oportunidades de negócios incluindo a venda de ativos em campos de petróleo.

Azman Ibrahim, um porta-voz da Petronas baseado em Kuala Lumpur, não quis comentar, dizendo que a empresa não comenta rumores de mercado.

Fonte: Cristiane Lucchesi e Juan Pablo Spinetto, da Bloomberg

Primeiro leilão do pré-sal pode elevar reservas em quase 70%

RIO DE JANEIRO – A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) já selecionou as áreas potenciais para o primeiro leilão do pré-sal, previsto para dezembro deste ano, que podem adicionar 10 bilhões de barris de petróleo às atuais reservas do Brasil, de 14,5 bilhões de barris. Ou seja, adicionar quase 70% à reserva atual.

Somente um dos campos, Libra, que possui reservas recuperáveis entre 4 e 5 bilhões de petróleo, representa um terço das reservas brasileiras, informou hoje a diretora-geral da ANP, Magda Chambriard.

A agência já tem submetido ao CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) um leque de áreas que somam um potencial de reservas “in situ” de 40 bilhões de barris de petróleo, ou seja, que possuem petróleo dentro do reservatório.

Segundo Magda, o potencial dessas reservas é conter 10 bilhões de barris de petróleo recuperáveis. Ela observou, no entanto, que acha um exagero colocar todas essas reservas de uma vez em leilão, mas explicou que a palavra final será do CNPE.

“Não lembro de país nenhum que tenha realizado uma oferta dessas”, afirmou. “Eu particularmente acho muita coisa, estou recomendando essas áreas mas não acho que devam ser todas, é tudo o que o Brasil conseguiu nos últimos 50 anos”, disse.

Em 60 anos de atividade, a Petrobras foi praticamente responsável sozinha por todas as reservas provadas conhecidas no Brasil, já que exerceu o monopólio do setor até 1997.

Entre os campos que serão licitados no 1º leilão do pré-sal provavelmente estará o de Libra, descoberto pela ANP, e que tem reservas de 18 bilhões de barris de óleo equivalente “in situ”, o que teria um potencial entre 4 e 5 bilhões de barris de reservas recuperáveis, de acordo com a executiva.

As regras para o leilão serão conhecidas pelo mercado entre maio e junho, disse Magda.

Leilão bianual

Magda informou também que os leilões de áreas do pré-sal devem ser bianuais devido ao grande volume que deve ser ofertado neste ano.

HRT

Magda discordou da decisão da Comissão Especial de Licitação de habilitar a HRT como operadora classe A para o leilão de áreas de petróleo que será realizado em maio. A operadora classe A pode concorrer por todos os blocos ofertados, inclusive em áreas profundas no mar. A Comissão Especial de Licitação é formada por membros da ANP e de universidades.

Segundo Magda, a experiência de exploração no mar da HRT é insuficiente. A empresa produz gás em terra no Brasil, mas perfurou o seu primeiro poço em águas profundas na Namíbia apenas no mês passado.

“Estou questionando a minha área de segurança operacional para saber se perfurar meio poço é ou não considerado experiência. Eu tenho que me resguardar”, disse a executiva após almoço com empresários no Rio. Segundo Magda, o poço da HRT na Namíbia ainda não estaria finalizado.

Após ser qualificada, a HRT comemorou o fato e divulgou nota ao mercado, afirmando que a habilitação é um reconhecimento à sua “expertise, conhecimento e experiência comprovada”.

Fonte: Folha Press

segunda-feira, abril 15, 2013

Conferência técnica será um dos destaque na Brasil Offshore

A Brasil Offshore, terceiro maior evento do mundo no setor, deverá receber 51 mil visitantes e abrigar 700 expositores, representando 38 países e ainda terá oito pavilhões internacionais

Macaé (RJ) - Responsável por 80% da exploração offshore do Brasil, com 55 campos em atividade na Bacia de Campos, e cerca de 2.350 poços perfurados, será realizada na “capital do petróleo” – Macaé -, a 7ª edição da Brasil Offshore.

A Brasil Offshore, terceiro maior evento do mundo no setor, deverá receber 51 mil visitantes e abrigar 700 expositores, representando 38 países e ainda terá oito pavilhões internacionais.

Dados da prefeitura de Macaé apontam que, cerca de 60 mil pessoas trabalham nas empresas diretamente ligadas à exploração de petróleo, que ainda geram outros 50 mil empregos indiretos.

Juntamente com o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) e Sociedade de Engenheiros de Petróleo (SPE). a Reed Exhibitions Alcantara Machado estima um aumento de 20% em relação a edição de 2011, que gerou cerca de R% 170 milhões nas rodadas de negócios.

Palestras

Principal interessado nas movimentações geradas pela Brasil Offshore, o público técnico é o foco principal do planejamento que está sendo organizado pelo governo. Algumas novidades estão sendo planejadas pela organização, como a gratuidade para a participação da Conferência Internacional, um dos principais pontos da programação do evento.
A proposta é oferecer às empresas e profissionais a oportunidade de acompanhar as discussões relativas a dinâmica do mundo do petróleo, abordada por palestrantes convidados a participar da programação.

Um dos destaques da Brasil Offshore 2013 será a conferência técnica, desenvolvida pelo IBP e SPE, que será pela primeira vez gratuita aos representantes da indústria, e que espera receber mais de 1000 engenheiros e compradores de equipamentos. Já a ONIP – Organização Nacional da Indústria do Petróleo – entidade que representa os atuais fornecedores do setor, será novamente responsável pelas rodadas de negócio, as quais geraram mais de 170 milhões em negócios na última edição da feira em 2011.

Confira a programação do evento

Da Redação